A pedido de Luxa, Veiga fica: os holofotes se viram para Lucas Lima

Lucas Lima e Raphael Veiga
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

A revelação de que Vanderlei Luxemburgo pediu a permanência de Raphael Veiga no elenco torna o rascunho do elenco do Palmeiras de 2020 bem mais nítido. O meia, que foi contratado em 2017, havia sido colocado na lista de emprestáveis por Alexandre Mattos e Mano Menezes, mas a solicitação de Luxa dará a chance definitiva ao meia, de 24 anos, de se firmar no Verdão.

Zé Rafael, por ter características de recomposição definitiva, terminou bem o ano e já parecia peça confirmada. Por outro lado, Hyoran parece ter esgotado suas chances e já teve o contrato, que vencia no final de 2020, prorrogado por um ano – praxe, quando se pretende emprestar o jogador em seu último ano de contrato e não deixá-lo sair de graça.

Assim, os holofotes se viram para Lucas Lima. O talentoso meia teve no Palmeiras apenas flashes do que já mostrou ser capaz no Sport e no Santos. Resta saber se Luxemburgo dará a ele o mesmo voto de confiança que Veiga mereceu.

Outros setores que ainda merecem bastante preocupação são a lateral esquerda e o comando do ataque. Diogo Barbosa e Victor Luis estão muito longe de agradar à torcida – o primeiro especialmente, vem despertando reações de ira com sua postura em campo que beira o desinteresse.

Deyverson e Borja
César Greco/Ag.Palmeiras

Já a posição de centroavante ainda se ressente de um atleta que tenha todas as características de um NOVE-NOVE – alto, com habilidade de finalização por baixo e também no jogo aéreo, com força física para o corpo-a-corpo com os zagueiros, e com habilidade para fazer o pivô. Luiz Adriano é um grande atacante, mas não tem todas essas qualidades, principalmente quando precisa segurar os zagueiros na área.

Borja não deve mais jogar pelo Palmeiras – o colombiano estaria bem próximo de um acerto com o Junior de Barranquilla. E Deyverson só fica se diretoria e treinador estiverem a fim de bancar uma briga feia com a torcida. Um ou dois reforços aqui seriam muito bem-vindos – pelo menos um, e de qualidade inquestionável.

Com estas últimas definições, segue mais um rascunho atualizado do elenco que Luxemburgo deve ter à disposição no início de 2020:


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Antônio Carlos, Thiago Martins e Borja: os primeiros movimentos no elenco

Thiago Martins

As primeiras notícias de movimentação no elenco do Palmeiras apontam para saídas. Os zagueiros Antônio Carlos e Thiago Martins, mais o atacante Borja, tiveram seus nomes ligados a negociações e não devem fazer parte do elenco do Verdão em 2020.

O caso de Borja ainda não está sacramentado, mas mesmo que a negociação fracasse, a tendência é que seu destino seja mesmo fora do Palmeiras a partir do próximo ano. Já os defensores tiveram seus destinos selados.

Antônio Carlos, que tem contrato até 2023, foi emprestado ao Orlando City, dos Estados Unidos.

Thiago Martins, que estava emprestado ao Yokohama Marinos desde o meio de 2018, teve seus direitos adquiridos pelo clube japonês em definitivo. Aos 24 anos, o prata-da-casa palmeirense fechou seu ciclo no Verdão com 65 partidas disputadas e cinco gols marcados.

Borja deve mesmo sair

O atacante Miguel Borja, que chegou ao Palmeiras no início de 2017 e até hoje é a contratação mais cara de nossa História, deve sair por empréstimo. Entrando no quarto ano de contrato, o colombiano nunca emplacou no Verdão e a diretoria acionou o plano de venda.

Isso passa necessariamente por uma valorização do atleta, que vem jogando pouco desde o ano passado. O presidente Maurício Galiotte revelou ontem à noite que existem negociações avançadas com o Olimpia, do Paraguai, neste sentido.

Mesmo que o negócio não se concretize, parece claro que o plano da diretoria palmeirense para o colombiano não é tê-lo no elenco de 2020 e seu destino parece mesmo ser em outro clube.

A ideia é reforçada diante de uma imagem que circulou pelas redes sociais há alguns dias, com Borja no aeroporto de Guarulhos com uma bagagem que já sugeria mudança.

Rascunho atualizado

Com essas movimentações, o rascunho atualizado do elenco de 2020 já deixa claro que teremos reforço na defesa. A aposentadoria de Edu Dracena, o empréstimo de Antonio Carlos e a venda de Thiago Martins deixam o Palmeiras com apenas quatro zagueiros para 2020: Gustavo Gómez, Vitor Hugo, Luan e Pedrão.

Vanderlei Luxemburgo, entretanto, pode alterar esse panorama se realmente decidir por deslocar Felipe Melo para a zaga, como sinalizou informalmente quando ainda estava desempregado.

A iminente saída de Borja também corrobora com uma das movimentações mais esperadas pela torcida para a próxima temporada.

O grande problema de se definir as saídas antes de conectar as reposições é que a pressão sobe e os substitutos ficam mais caros. Um erro que não cometemos nos últimos cinco anos.


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Raio-X do Grupo B da Libertadores 2020

Copa Libertadores

A Conmebol realizou agora há pouco o sorteio da Copa Libertadores de 2020, que teve o Palmeiras como um dos cabeças de chave.

Executado de forma mais objetiva que nos anos anteriores, o procedimento definiu, dentro do possível, os confrontos das fases preliminares e a distribuição dos clubes na chamada fase de grupos.

O Palmeiras ficou no Grupo B, que teve como segunda força o Bolívar-BOL; como terceira força o Tigre-ARG e o quarto elemento ainda será decidido depois de uma série de partidas ainda por acontecer – um dos possíveis adversários é o SCCP.

Confira aqui os próximos jogos do Palmeiras, entre Florida Cup, Estadual e Libertadores.

Bolívar-BOL

Bolívar

Campeão do Apertura, líder do Clausura, o Bolívar está hoje muito à frente de seus competidores na Bolívia. Tem como destaques o espanhol Juanmi Callejón – irmão do Callejón que chegou ao time principal do Real Madrid há alguns anos; o meia Erwin Saavedra, que andou emprestado ao Goiás há três anos; o atacante Juan Arce – que teve passagens pelo SCCP e pelo Sport, e o meia brasileiro Thomaz, que andou até pelo SPFC após ser destaque pelo rival Jorge Wilstermann.

O Bolívar é o clube mais popular da Bolívia e o maior campeão do país. Revelou para o mundo ninguém menos que Carlos Aragonés, que jogou no Palmeiras no início da década de 80.

Já enfrentamos o Bolívar na Libertadores em 1995, também na fase de grupos. La Academia, como é conhecido, manda suas partidas no estádio Hernando Siles, com capacidade para 42 mil espectadores.

Apesar de não ter grandes astros no plantel, vem mostrando resultados consistentes e tem a seu favor a sempre temida altitude de La Paz. Mas sabemos que, quando descem o morro, são normalmente presa muito fácil.

La Paz fica a cerca de 5h de voo, a uma altitude de 3.700 metros.

Tigre-ARG

Tigre

Em quarto lugar num dos dois grupos de 16 times da segundona da Argentina, pode-se dizer hoje que o Tigre é um gatinho.

Classificou-se para a Libertadores ao vencer a Copa da superliga – um mata-mata de araque, inventado pela AFA em 2018 – chegou ao título ao vencer o Boca Juniors por 2 a 0 em partida final única, em junho.

Seu único destaque é o veterano Walter Montillo, de 35 anos, que teve boa passagem pelo Cruzeiro. Manda seus jogos no estádio Jose Dellagiovanna, em Victoria – região metropolitana de Buenos Aires.

Trata-se de um clube de poucas tradições da Argentina, uma espécie de Criciúma portenho. Já jogou a Libertadores em 2013 – e também já enfrentou o Palmeiras na fase de grupos.

Buenos Aires fica a pouco menos de três horas de voo, ao nível do mar.

O quarto elemento

Ainda falta acontecer muita coisa para conhecermos o quarto integrante do Grupo B da Libertadores 2020. O chamado G2 saíra de uma chave com quatro concorrentes, sendo que um ainda não está definido.

Um dos lados dessa chave reúne o Palestino-CHI, e o Cerro Largo-URU.

O outro lado terá o Guaraní-PAR e o “Bolívia 4” lutando para enfrentar o SCCP.

O campeonato boliviano ainda tem quatro rodadas por serem disputadas e os jogos finais estão marcados para 29 de dezembro; neste momento, tudo aponta para o Nacional de Potosí, mas a vaga “Bolívia 4” ainda pode ficar com o Jorge Wilstermann, com o San José ou com o Blooming.
Atualização: O Nacional de Potosí conseguiu perder seus últimos quatro jogos e perdeu a vaga no saldo de gols para o San José, que enfrentará o Guaraní.

Os confrontos entre o Guaraní e “Bolívia 4” San José , que definirá o adversário do SCCP, acontecem entre os dias 21 e 30 de janeiro. O SCCP joga a segunda fase preliminar entre os dias 4 e 13 de fevereiro. A terceira fase, que finalmente definirá o quarto elemento do Grupo B, acontecerão entre os dias 18 e 27 de fevereiro.

– Atualização: O Guaraní, depois de eliminar o San José, passou também pelo SCCP e enfrentará o Palestino no último confronto valendo a vaga no Grupo B.


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Com Luxa, Palmeiras mostra perda de prestígio, mas segue postulante a títulos

Duas semanas após demitir Mano Menezes, o padrasto, o Palmeiras anunciou finalmente seu técnico para a temporada 2020. Ao ver frustrada a tentativa de trazer Jorge Sampaoli para o clube, o Verdão optou por dar mais uma chance a Vanderlei Luxemburgo, que fez uma campanha relativamente boa no Vasco, depois de mais de um ano desempregado.

Luxa treinará um time de ponta novamente após dez anos. Seu último comando num time realmente forte foi efetivamente em 2008/2009, quando passou pelo Palmeiras, conquistou o título estadual e passou perto de conquistar o Brasileirão – acabou agredido pela organizada no aeroporto; o time sentiu a pressão e perdeu rendimento nas rodadas finais.

Ao lado de Felipão e de Osvaldo Brandão, Vanderlei Luxemburgo é um dos maiores vencedores da História do Palmeiras. Sob seu comando, o Verdão conquistou dois Brasileirões, um Torneio Rio-SP e quatro estaduais – numa época em que eles eram bem mais valorizados. O título paulista de 1993, por tudo que o cercou, é tido como um dos mais importantes de todos os troféus levantados pelo Palmeiras. Além disso, dois dos maiores esquadrões de nossa galeria tiveram sua assinatura: o time bicampeão paulista e brasileiro de 93/94; e o avassalador campeão paulista de 1996, que marcou 102 gols em 30 partidas.

Parece ter sido apoiado nessa história vencedora que Luxemburgo foi contratado, após as negociações com Sampaoli terem feito água. O veterano treinador, a despeito de ter deixado o candidatíssimo a rebaixamento Vasco da Gama na zona intermediária da tabela, não parece ter evoluído com os conceitos táticos do futebol contemporâneo. É verdade que teve poucas chances de mostrar todo seu potencial os últimos dez anos. O Palmeiras de 2020 será sua última chance.

Perda de prestígio

Mauricio Galiotte
Fernando Dantas/Gazeta Press

Depois de ter frustradas três tentativas para contratar um diretor de futebol para o lugar de Alexandre Mattos, o Palmeiras ficou com o “plano D”, Anderson Barros. Na sequência, passou por mais um grande desapontamento ao ver a recusa de Jorge Sampaoli – disfarçada de pedida astronômica.

O Palmeiras, de astro do mercado, objeto de desejo de dez entre dez profissionais, agora é o número dois no potencial – algo até natural na dinâmica do esporte, já que poucos conseguem se manter no topo por muito tempo. Só que o Verdão já não é nem a segunda escolha entre os melhores executivos e treinadores.

Profissionais renomados hoje ponderam o trabalho na Academia de Futebol. É sabido que a pressão dentro do Palmeiras é desproporcional, maior do que em qualquer outro clube. A torcida apedreja ônibus e ameaça treinador de morte. A imprensa tem uma má vontade natural com tudo que envolve nosso dia-a-dia. As arbitragens vivem nos roubando livremente. Os tribunais brincam em nossas denúncias e julgamentos. E os rumores de problemas financeiros e de ingerência de neófitos na direção são recorrentes.

Com esse cenário, mesmo com um elenco ainda muito profícuo, não é difícil compreender porque só profissionais em baixa, com perspectiva curta, aceitaram trabalhar por aqui.

Mesmo assim, dá pra ganhar

A célebre preleção de Luxemburgo, vazada na internet, antes da partida entre Flamengo e Vasco no Brasileirão (4 a 4), mostra que o jeito de liderar um grupo permanece o mesmo – há onze anos, uma fala muito parecida foi registrada no vestiário antes do Palmeiras golear a Ponte Preta por 5 a 0 e conquistar o estadual de 2008. Em sua primeira passagem, a energia vista antes da prorrogação do Paulista de 93 foi latente e o Palmeiras foi campeão depois de dezesseis anos.

Isso, não tem modernidade que mude. E com um elenco que segue sendo bom – e para o qual, esperamos reforços – a possibilidade de triunfo é bem palpável, sobretudo nos mata-matas, quando uma de nossas maiores queixas em relação a nosso time foi a falta de pegada.

Mas é impossível não se encher de dúvidas quando traçamos as perspectivas para o Brasileirão. Luxa talvez seja suficiente para liderar um grupo de forma competitiva para chegar aos 75 pontos, quem sabe 80. Ficaremos, certamente, entre os dois ou três primeiros, mais uma vez. Mas será suficiente para o título?

A competição está mais complicada com a ascensão do Flamengo e nossa meta, hoje, tem que ser perto de 90 pontos. Se o atual campeão brasileiro não sofrer uma queda de rendimento, parece difícil acreditar que nossa campanha sob o comando de Luxemburgo será páreo. E o Palmeiras não pode se contentar em se posicionar com postulante ao título confiando numa queda do rival. Temos que acompanhar a subida de nível. Esse é o maior desafio de Luxemburgo, e estaremos torcendo muito para que ele surpreenda e eleve o rendimento do Verdão também nos pontos corridos.

Afinal, se torcemos até para o time sob o comando do Mano Menezes, como não apoiaremos um time comandado pelo pofexô, ca pica apontada po xéu? VAMOS PALMEIRAS!


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O mundo acompanha online a busca pelo novo diretor: é muito Black Mirror

Mano Menezes e Alexandre Mattos

O Palmeiras encerrou o ano livre da nuvem negra que se abatia sobre o time com Mano Menezes, o padrasto, à beira do campo. Alexandre Mattos, tido por boa fatia da torcida como a razão de todos os problemas, também já não faz parte do corpo diretivo. Então está tudo certo? Longe disso.

O Palmeiras segue atolado em problemas internos, a começar pelos constantes vazamentos acerca da novela da contratação do próximo diretor de futebol. Num cenário correto, o anúncio já teria acontecido e o profissional seria oficialmente divulgado sem que nenhum jornalista ficasse sabendo antes.

Mas nosso ambiente está longe de estar protegido. Informações estratégicas vazam descontroladamente, como no tempo de Arnaldo Tirone. Conselheiros e aspones que não têm nenhuma função a não ser atrapalhar, pelo fato de carregarem votos importantes conseguem acesso a informações privilegiadas e as repartem com seus círculos de amigos – e um ou outro jornalista – para satisfazerem seus egos.

Assim, ficamos sabendo que a primeira opção para a substituição de Mattos, Tiago Scuro, recusou o convite do Palmeiras. Assim, ficamos sabendo que depois dessa recusa, nossa diretoria, esbanjando auto-suficiência, fechou em dois nomes como “finalistas” – Rodrigo Caetano e Diego Cerri. O primeiro foi execrado pela torcida em redes sociais e a escolha recaiu sobre o segundo – que também recusou. E assim o Palmeiras voltou à estaca zero.

Toco transmitido em tempo real

A quarta opção vazou imediatamente, logo após a recusa de Cerri, na noite de ontem: Anderson Barros, do Botafogo. É assustador como decisões tão importantes caem no domínio público tão rápido. Imagine que você está na balada procurando se dar bem e tem uma lente de contato com câmera transmitindo tudo pela internet. Com direito a legenda dos seus pensamentos. Todos os tocos que você levar ficam constrangedoramente registrados. Isso é muito Black Mirror.

Tão preocupante quanto os vazamentos são as razões pelas quais o time com o segundo maior orçamento do país está com tantos problemas para fechar com um diretor de futebol.

O que o Bragantino e o Bahia têm que o Palmeiras não tem? O que levaram profissionais escolhidos a dedo por um clube de ponta declinar dos convites para permanecerem em clubes secundários do cenário nacional?

Talvez esses clubes proporcionem algo que os profissionais sabem que não terão no Palmeiras atual: o ambiente sadio. A pressão da torcida sempre existirá, mas pode ser controlada se houver a devida blindagem – e temos exemplos recentes de que isso é possível. A ingerência pesada de pessoas com livre trânsito no círculo interno, ligadas política e financeiramente à direção, é outro problema que nenhum profissional sério gostaria de sofrer.

Frizzo e Tirone

O Palmeiras, mais cedo ou mais tarde, vai conseguir seduzir um profissional do mercado – mas a esta altura, a exposição aos tocos já levados evidenciará que não foi nem a primeira, nem a segunda opção, o que já é embaraçoso. E possivelmente, diante da urgência em definir os rumos da próxima temporada, o acordo tenha que ser feito com muitas concessões – no modelo de trabalho e nos termos financeiros.

Causa enorme aflição projetar, neste momento, o futuro do clube, no curto e no longo prazo, diante de tanto descontrole. Parece até que eles estão de volta.


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