Cerro Porteño será o próximo adversário do Verdão na Libertadores

Libertadores 2018A Conmebol realizou na noite de segunda-feira o sorteio da chave final da Taça Libertadores 2018. O adversário do Palmeiras nas oitavas-de-finais será o Cerro Porteño, do Paraguai.

Como de costume, os jogos acontecerão em ida e volta; o Palmeiras decidirá o confronto jogando em casa, no Allianz Parque, situação que se repetirá até a fase final da competição, caso o Verdão siga avançando.

Se passar pelo time paraguaio, o próximo adversário do Palmeiras sairá do vencedor do confronto entre Colo-Colo e SCCP – o time chileno decidirá o confronto em Itaquera.

Caso chegue às semifinais, o adversário do Palmeiras sairá da chave que tem Cruzeiro, Flamengo, Boca Juniors e Libertad – os dois times brasileiros se enfrentam já nesta fase de oitavas.

Cerro Porteño

Alceu, o Sub-zero brasileiro
Alceu, o Sub-zero brasileiro

O time paraguaio é mais um grande freguês do Palmeiras. Em nove encontros, o Verdão ganhou quatro, empatou quatro e perdeu apenas um – exatamente o último encontro entre as equipes, pela fase de grupos da Libertadores de 2006, jogo marcado por um enorme quebra-pau entre as equipes em que o volante Alceu deu uma icônica voadora no peito de um jogador paraguaio, o que lhe rendeu a alcunha de “o Sub-zero brasileiro”.

O mítico estádio Defensores Del Chaco é coisa do passado. O Cerro Porteño reconstruiu seu estádio, o General Pablo Rojas, antes conhecido como “La Olla”, e para isso usou sua própria torcida como parte da mão-de-obra. Com um custo baixíssimo, reergueu sua “panela”, que tem capacidade para 45 mil pessoas. “La Nueva Olla” teve seu jogo inaugural realizado no ano passado – derrota do Cerro para o Boca Juniors por 2 a 1.

As partidas entre Cerro Porteño e Palmeiras acontecem nos dias 9 e 30 de agosto.

La Nueva Olla

Libertadores define os 16 classificados para o mata-mata; Palmeiras tem todas as vantagens

Copa LibertadoresForam realizados ontem as últimas partidas da fase de grupos da Taça Libertadores da América. Com os resultados, foram definidos os primeiros e segundos colocados que comporão os dois potes que nortearão o sorteio da chave final, que será realizado no próximo dia 4, às 21h.

O Palmeiras garantiu a melhor campanha geral da competição, e terá todas as vantagens de mando até as eventuais finais. O Verdão foi o único clube que venceu cinco partidas; apenas duas venceram quatro jogos (Grêmio e Libertad). Mesmo no considerado “grupo da morte”, o Palmeiras garantiu também o melhor saldo de gols da competição (11).

Os oito primeiros classificados foram ordenados e recebem um número de acordo com suas campanhas (de 1 a 8); bem como os oito segundos colocados (de 9 a 16). Cada clube carregará esse número até o fim da competição, e quem tiver o menor número mandará o segundo jogo em casa no mata-mata. Assim, se o Cerro Porteño (13 pontos) e segundo em seu grupo, enfrentar o Santos (10 pontos) em qualquer fase do mata-mata, o time brasileiro decidirá em casa. Confira os potes:

PRIMEIROS COLOCADOS SEGUNDOS COLOCADOS
1) Palmeiras 9) Cerro Porteño
2) Grêmio 10) Racing
3) Libertad 11) Flamengo
4) River Plate 12) Independiente
5) Cruzeiro 13) Atlético Tucumán
6) SCCP 14) Boca Juniors
7) Atlético Nacional 15) Estudiantes
8) Santos 16) Colo Colo

Confrontos

O Palmeiras só não tem vantagem contra um dos possíveis adversários das oitavas: o Colo Colo, do Chile. O Independiente é um freguês de carteirinha. Confira os confrontos, e clique sobre os times para ver os detalhes:

Cerro PorteñoCerro Porteño: 9J 4V 4E 1D 22GP 10GC

RacingRacing: 3J 3V 0E 0D 15GP 4 GC

FlamengoFlamengo: 112J 46V 29E 37D 190GP 162GC

IndependienteIndependiente: 11J 10V 0E 1D 29GP 9GC

Atlético Tucumán

Atlético Tucumán: 3J 2V 1E 0D 8GP 3GC

Boca Juniors

Boca Juniors: 24J 8V 13E 3D 38GP 27GC

EstudiantesEstudiantes: 5J 3V 0E 2D 8GP 7GC

Colo ColoColo Colo: 3J 1V 0E 2D 3GP 5GC

Raio-X do Grupo 8 da Libertadores

Taça LibertadoresA chave do Palmeiras na Libertadores ainda não está totalmente definida, mas tende a ser uma das mais chatas dos últimos tempos.

Já confirmados através do sorteio realizado ontem à noite na sede da Conmebol estão o Boca Juniors-ARG e o Alianza Lima-PER. O último adversário sairá da chave que tem o Montevideo Wanderers-URU, Olímpia-PAR, Carabobo-VEN, Guaraní-PAR e Junior-COL.

A tabela dos confrontos é a que segue:

01/03 – Quinta – 21h30: G4 x Palmeiras
03/04 – Terça – 21h30: Palmeiras x Alianza Lima
11/04 – Quarta – 21h45: Palmeiras x Boca Juniors
25/04 – Quarta – 21h45: Boca Juniors x Palmeiras
03/05 – Quinta – 21h30: Alianza Lima x Palmeiras
16/05 – Quarta – 21h45: Palmeiras x G4

Boca Juniors

Boca JuniorsO Boca Juniors é um velho conhecido dos brasileiros. Atual líder do campeonato local, perdeu recentemente seu melhor atleta, o atacante Darío Benedetto, que rompeu o ligamento cruzado do joelho direito. Mesmo assim, segue ponteando a tabela com 10 vitórias em doze jogos.

O time argentino é um velho rival de Libertadores. As finais de 2000 e as semifinais de 2001 tiveram quatro empates – o time argentino levou a melhor nos pênaltis nas duas vezes. Impossível esquecer o assalto operado pelo árbitro paraguaio Ubaldo Aquino na partida de ida da semifinal de 2001.

Da mesma forma, é impossível apagar da memória os 6 a 1 na fase de grupos de 1994, com show de Mazinho sob uma chuva torrencial. Coube ao Boca Juniors a honra de encerrar a História do velho Palestra Italia num jogo amistoso em 2010.

Buenos Aires– fica a 2h40 de voo, ao nível do mar

Alianza Lima

Alianza LimaO Alianza Lima é treinado pelo uruguaio Pablo Bengoechea e tem como jogador mais importante o uruguaio Luis Aguiar, que passou pelo Vitória em 2014. A equipe lidera o campeonato peruano com 11 vitórias em 15 jogos.

O time peruano foi um dos adversários mais recorrentes do Palmeiras na década de 60. O Verdão fazia excursões ao Peru com freqüência, e o Alianza, como um dos times mais tradicionais do Peru, era sempre um dos times que recebia o Palmeiras – normalmente perdia. Os dois times se enfrentaram também na Libertadores de 1979, e o Palmeiras de Jorge Mendonça e Baroninho enfiou 4 a 2 lá e 4 a 0 aqui, no Palestra.

Lima – fica a cerca de 5h de voo, ao nível do mar.

O quarto elemento

Montevideo WanderersMontevideo Wanderers: tem sete participações na Libertadores e terminou o Clausura em 13º lugar.

Montevidéu fica a 2h30min de voo, ao nível do mar.


OlímpiaOlimpia: tem 38 participações, é tricampeão e o favorito para ocupar a vaga. Vice-campeão paraguaio.

Assunção fica a 2h de voo, a 45m de altitude.


Júnior de BarranquillaJunior: Talvez a maior ameaça à vaga do Olímpia, já jogou a Libertadores 12 vezes. Vem de uma boa campanha na Sul-Americana, sendo eliminado na semifinal pelo Flamengo. Terminou em primeiro na fase de classificação do Clausura, mas foi eliminado no mata-mata pelo América de Cali. Seus principais destaques são os atacantes Chará e Teo Gutierrez.

Barranquilla não tem voo direto e a viagem dura cerca de 8h. Fica ao nível do mar.


CaraboboCarabobo: terceiro colocado no campeonato venezuelano, foi fundado há apenas 20 anos e disputou sua primeira Libertadores no ano passado.

Valencia não tem voo direto e a viagem dura cerca de 10h. Fica a 618 metros de altitude


GuaraníGuaraní: Já jogou a Libertadores 5 vezes, e numa delas eliminou o SCCP no Itaquerão. Foi semifinalista em 2015, perdendo para o River Plate. No campeonato local, terminou em terceiro lugar.

Assunção fica a 2h de voo, a 45m de altitude.

Retrospecto

O Palmeiras ainda não enfrentou o Carabobo e o Montevideo Wanderers. Clique nos escudos abaixo para ver o retrospecto contra todos os outros adversários da Libertadores – possíveis e confirmados. O Verdão não leva desvantagem contra nenhum.

Alianza Lima

Boca Juniors

Guaraní

Júnior de Barranquilla

Olímpia


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.padrim.com.br/verdazzo

Conmebol chuta o balde e muda a regra com a competição em andamento

ConmebolNuma decisão repentina, a Conmebol anunciou na noite desta quinta-feira uma mudança no regulamento de suas duas principais competições: a Libertadores e a Sulamericana. A alteração diz respeito às regras para substituições de jogadores na lista de inscritos. No texto original, estava prevista a troca de três jogadores para as oitavas-de-finais; com a mudança, seis jogadores poderão ser substituídos, desde que obedeçam às regras de registro definidas anteriormente.

Não há nada que dê sustento a mais esta estupidez da entidade sulamericana. Quando um regulamento é alterado, é de se supor que seja sempre em busca de melhorias e avanços. E quando é feita numa competição em andamento, precisa obrigatoriamente corrigir alguma questão grave e urgente, sob pena de destruir a credibilidade do torneio e da própria entidade. A alteração anunciada não contém nada neste sentido.

Casuísmo

A medida, de fato, só depõe contra a Conmebol porque fica claro que foi tomada para socorrer o River Plate, que teve divulgados esta semana exames antidoping positivos de três jogadores em partidas da Libertadores.

É notório e histórico o favorecimento da entidade a clubes argentinos. Por mais que queiramos enxergar a “nova Conmebol” com bons olhos, é impossível que esta repentina e injustificada decisão não tenha relação com a suspensão preventiva dos atletas argentinos. “Nova Conmebol” é o caramba.

Sorriso verde-amarelo

Por vias tortas, o Palmeiras acaba sendo beneficiado com a decisão. Um sorriso verde, com um tom amarelado, estampa a face de Cuca e de todos os palmeirenses. Após inscrever dois juniores (Vitão e Léo Passos) na Libertadores, “guardando lugar” para os lesionados Moisés e Thiago Martins; o Palmeiras perdeu mais três atletas, negociados: Vitor Hugo, Alecsandro e Rafael Marques.

Foram contratados nesse meio tempo Mayke, Luan, Juninho e Bruno Henrique. Nossa comissão técnica precisaria escolher três entre eles mais os dois lesionados originais, que entrariam nas vagas dos três negociados, e o Palmeiras ainda precisaria manter os dois juniores na lista, mais Vitinho, que está em vias de sair. Com a nova determinação, o Verdão conseguirá fazer todas as substituições que precisa, a não ser que venham novos reforços. O prazo para efetuar a troca é até 48 horas antes da primeira partida da fase; ou seja, 21h45 de segunda-feira, dia 3 de julho.

O Palmeiras estava disposto a arcar com as consequências das baixas sofridas na lista inicial dentro do que havia sido estipulado originalmente. Se a Conmebol alterou a regra para ajudar o River, não há por que o Palmeiras, mesmo com algum constrangimento, declinar da possibilidade. Fica o temor em imaginar o quão mais longe pode ir a Conmebol para ajudar o time argentino nos jogos que estão por vir.

Libertadores - Trocas

A obsessão pela Libertadores e a dificuldade em virar a chavinha

A apatia e a – como diagnosticou Cuca em coletiva – “falta de agressividade” verificada no time do Palmeiras na partida do último sábado é uma das poucas coisas que mesmo a porção menos emocional da torcida consegue tolerar – e isso se agrava quando se trata de um clássico. E se esse clássico é no Morumbi, aí realmente não há a menor chance de encarar de forma natural.

Dudu vs SPFC
César Greco / Ag.Palmeiras

Uma das possibilidades para se tentar entender a postura inaceitável do time em campo seria a dificuldade em virar a chavinha para o Brasileirão em meio a tantas disputas de mata-mata. O Palmeiras tem, entremeadas às 35 rodadas que ainda faltam até o fim do Nacional, potenciais 15 jogos de mata-mata – oito pela Libertadores, cujo sorteio para definir a chave acontece no dia 14 de junho, e mais sete pela Copa do Brasil – a próxima partida já acontece na próxima quarta-feira, quando o Verdão vai tentar alcançar no Beira-Rio as quartas-de-finais depois da vantagem construída na partida de ida.

Diante do afunilamento das competições, é natural que haja alguma dificuldade em acertar o foco num torneio de 38 jogos que está apenas na terceira rodada. E esse privilégio não é nosso: uma rápida corrida de olhos na classificação revela que quatro dos seis times que seguem na Libertadores estão na metade de baixo da tabela – e não estão apenas mal colocados, mas também jogando mal. O Grêmio, que ontem teve a chance de emplacar 100% de aproveitamento no Brasileirão, jogou com um time alternativo e tomou quatro gols do Sport; o Botafogo venceu o Bahia em casa e o principal jogador do time foi seu goleiro.

(Aqui, cabem parênteses: o desempenho do goleiro é um diferencial negativo na campanha do Palmeiras até agora – Fernando Prass falhou feio nos dois gols do adversário no último sábado e foi duramente criticado. Ninguém que veste a camisa do Palmeiras está imune a críticas; o que varia é o tom. Fernando Prass jamais teve um comportamento que merecesse qualquer repreensão, tem uma pilha de créditos acumulada e é, tecnicamente, um dos melhores do país. Não há nada que deva abalar nossa confiança em nosso goleiro. Ele mesmo criticou sua atuação e isso basta; ler palmeirenses o xingando e o desrespeitando é algo que torna a digestão de uma derrota com a de sábado mais difícil ainda.)

Vem de cima?

Não é apenas a falta de foco dos atletas. O próprio Cuca vem dando pistas de que o Brasileiro está um tanto à parte do foco principal. A escalação do time no sábado, sem Edu Dracena, Zé Roberto, Roger Guedes e Borja, intriga. Pode ter sido por opção técnica ou tática. Ou porque a fisiologia deu o alerta e eles estavam no limite para estourar e precisavam de descanso. Ou por mera precaução, um rodízio estruturado para administrar o esforço do grupo durante toda a temporada.

No caso da última hipótese ser a verdadeira, estamos diante de um equívoco monumental. Mesmo que estrategicamente o clube tenha avaliado que não tem condições de vencer as três competições e tenha decidido priorizar as menos longas e exigentes do ponto de vista físico – algo que por si só já seria questionável – um clássico no Jardim Leonor jamais poderia ser tratado como um jogo qualquer. Lá, tem que ser força máxima, sempre.

Vencer clássicos é o que faz a torcida abraçar um time durante uma campanha. Na mão inversa, perdê-los é o que traz para o ambiente uma tensão que nenhum atleta quer ter que enfrentar – e tudo se potencializa quando as derrotas vêm de forma estúpida, como nos clássicos em Itaquera e o do último sábado.

Aprendendo a virar a chavinha

Virar a chavinha toda hora não deve ser fácil, mas é um desafio que o atual grupo do Palmeiras precisa aprender a vencer. Mesmo que o Brasileiro tenha sido definido como objetivo secundário, a atitude em campo jamais pode ser apática como a que vimos no último sábado, nem que fosse um jogo comum.

O Brasileirão pode ser a competição mais longa e desgastante, mas também é a que o Palmeiras, diante da força de seu elenco, tem a maior chance de conquistar. Os mata-matas são empolgantes e há quem tenha obsessão pela Libertadores; de fato é a que confere ao vencedor a maior glória. Mas colocar todos os ovos em competições eliminatórias, onde um detalhe não define zero, um ou três pontos, mas sim a vida ou a morte na competição, sobretudo quando isso implica em perder clássicos de forma vergonhosa, é um risco que o Palmeiras não pode correr.