Campeonatos
Libertadores da América 2020

A Copa Libertadores da América de 2020 foi disputada entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021 por 47 clubes, mantendo o formato vigente. A fase de grupos foi disputada por 32 clubes, depois de 15 serem eliminados numa fase preliminar; foram formados oito grupos de 4 clubes que jogaram em ida e volta, todos contra todos, e os dois melhores de cada grupo se classificaram para o mata-mata, disputado em ida e volta, com exceção da final, em partida única no Maracanã.
Como todas as competições do ano de 2020, a disputa da Libertadores ficou marcada pela interrupção total motivada pela pandemia de COVID-19; a competição foi suspensa após a segunda rodada da fase de grupos, em março, e só foi retomada em julho, com lockdown decretado, o que fazia com que as partidas fossem disputada sem público nos estádios.
Na primeira fase, o Palmeiras caiu num grupo com Bolívar-BOL, Tigre-ARG e Guaraní-PAR. Com uma campanha quase perfeita, passou em primeiro do grupo, com 5 vitórias e um empate. Após a quinta rodada, o Verdão enfrentou uma oscilação séria no Campeonato Brasileiro, que precipitou a queda de Vanderlei Luxemburgo. O último jogo da fase de grupos foi disputado sob o comando do auxiliar técnico Andrey Lopes, o Cebola, e o Palmeiras venceu o Tigre por 5 a 0 no Allianz Parque.
Oitavas de Final

Já sob o comando de Abel Ferreira, o Verdão recebeu um presente do sorteio da Conmebol: o fraco Delfín-ECU foi nosso adversário nas oitavas, e o Verdão aproveitou bem. Na partida de ida, em Manta (ECU), nosso time estava sem 4 jogadores lesionados e seriamente desfalcado pela pandemia (11 jogadores estavam infectados), ainda assim aplicou um tranquilo 3 a 1 que deu a vantagem para o time jogar bem solto no Allianz Parque.
Na volta, até Lucas Lima jogou bem; o time estava bem menos desfalcado e passeou em campo, aplicando sonoros 5 a 0 no time equatoriano. E quem mais brilhou foi a ala jovem da equipe, com Patrick de Paula e Gabriel Veron inspiradíssimos.
Quartas de Final

O adversário seguinte foi bem mais perigoso: o Libertad-PAR exigiu bastante do Verdão, principalmente na partida de ida. Sem Abel Ferreira, acometido pela COVID, à beira do campo, o Palmeiras não conseguiu imprimir intensidade no Defendores Del Chaco e o empate por 1 a 1 foi um resultado comemorado.
Na volta, no Allianz Parque, com poucos desfalques e com Abel de volta ao banco, o Verdão teve dificuldades no início, mas soube destravar o jogo e construiu a vitória com autoridade: 3 a 0, e a classificação para as semifinais.
Semifinais

Um dos bichos-papões do torneio cruzou mais uma vez nosso caminho nas semis: o River Plate. O jogo de ida foi disputado no estádio Doble Visera, em Avellaneda, já que o Monumental estava em reformas. E Abel Ferreira deu um banho em Marcelo Gallardo ao montar uma linha de 5, com contra-ataques muito bem posicionados e uma transição impecável. O Verdão resistiu à pressão inicial, marcou 1 a 0 com Rony e poderia ter feito 2 a 0 ainda no primeiro tempo se Luiz Adriano não estivesse minimamente impedido em gol marcado por Gustavo Scarpa, anulado.
Mas no segundo tempo o Palmeiras praticamente finalizou o River com mais dois gols: logo de cara, Luiz Adriano arrancou em velocidade e tocou na saída de Armani, aumentando o placar. E aos 14, Gabriel Menino irritou Carrascal, que deu-lhe um pontapé e foi expulso. Na cobrança de falta, Viña marcou o terceiro de cabeça. Uma aula do Verdão, que praticamente encaminhou a classificação. Mas tinha jogo.
A volta, no Allianz Parque, foi um suplício. Gallardo devolveu a “gentileza” para Abel Ferreira e armou um esquema ultra-agressivo. O Palmeiras desperdiçou a chance de fazer o quarto gol no placar agregado com Rony, e isso quase custou muito caro. Os argentinos nos prensaram em nosso campo, construindo uma enorme vantagem moral. Scarpa falhou e o River fez 1 a 0, aos 29 minutos. Gómez deixou o campo lesionado e o River fez o segundo aos 43, com Borré. Nosso time estava em pânico e não havia a torcida para empurrar.
Logo no início do segundo tempo, o River chegou a marcar o terceiro gol, com Montiel, mas o VAR acusou, corretamente, impedimento de Borré no início do lance. Seguiu-se um bombardeio dos argentinos, com Weverton defendendo tudo. Abel colocou Emerson Santos no lugar de Zé Rafael, estacionando de vez o ônibus para tentar segurar a pressão. O River acabou ficando com um a menos aos 27, com a expulsão de Rojas. Não adiantou nada; a pressão continuou e o juiz marcou pênalti sobre Matías Suárez – o VAR mais uma vez nos salvou, acusando corretamente que o jogador do River simulou a falta; o juiz corrigiu a marcação.
De qualquer forma, parecia questão de tempo para o River marcar mais um ou dois gols. Abel colocou mais um zagueiro: Kuscevic. Teve bola na trave, teve mais um pênalti reclamado, teve Emerson Santos tirando bola em cima da risca; mas no final, inacreditavelmente, o Palmeiras resistiu, segurando o 3-2 no agregado e se classificando para a final no Maracanã, que seria disputada contra o Santos.

Final
A final foi disputada com público parcial no Maracanã, no dia 30 de janeiro de 2021. Cerca de dez mil pessoas tiveram o privilégio de assistir ao jogo das cadeiras do estádio, dando um pouco mais de vida à competição.
O jogo foi disputado de forma muito cautelosa pelas duas equipes. O Santos, comandado por Cuca era tido como favorito, com o trio ofensivo formado por Marinho, Kaio Jorge e Soteldo sendo muito festejado pela imprensa.

O Palmeiras amarrou o jogo e tentou criar suas chances de gol pontualmente. Nada acontecia; até que, já nos acréscimos, um lance emblemático: lateral para o Palmeiras, Marcos Rocha tenta pegar a bola rápido para a cobrança e se choca com Cuca, que se colocou entre nosso jogador e a bola para atrasá-lo. Cuca foi ao chão, houve um princípio de confusão e o treinador do Santos acabou sendo expulso.
No primeiro lance após o ocorrido, no minuto 99, o Palmeiras teve a posse no campo de defesa; Danilo abriu na ponta direita para Rony, que protegeu a bola e cruzou; Luiz Adriano passou cruzado atraindo a zaga e Breno Lopes, que tinha entrado havia poucos minutos, ganhou de Pará pelo alto; o John ficou parado e a bola entrou no ângulo esquerdo, explodindo a torcida do Palmeiras em todo o mundo.
Não houve tempo para o Santos, nocauteado, reagir e o Palmeiras, 21 anos depois, voltava a conquistar a Libertadores da América. O primeiro título de Abel Ferreira como treinador da equipe, pouco mais de 2 meses depois de ser contratado.

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Lista e estatística dos jogadores
| Jogador | Pos | Jogos | Gols | Aprov |
Alan Empereur | ZAG | 4 | 0 | 75% |
Breno Lopes | ATA | 5 | 1 | 66.7% |
Bruno Henrique | MEI | 5 | 0 | 86.7% |
Danilo | MEI | 11 | 1 | 78.8% |
Dudu | ATA | 2 | 0 | 100% |
Emerson Santos | ZAG | 6 | 0 | 72.2% |
Esteves | LAT | 1 | 0 | 100% |
Felipe Melo | MEI | 6 | 0 | 88.9% |
Gabriel Menino | MEI | 12 | 3 | 80.6% |
Gabriel Silva | ATA | 3 | 0 | 77.8% |
Gabriel Veron | ATA | 7 | 3 | 81% |
Gustavo Gómez | ZAG | 13 | 2 | 82.1% |
Gustavo Scarpa | MEI | 6 | 1 | 72.2% |
Kuscevic | ZAG | 1 | 0 | 0% |
Luan | ZAG | 8 | 0 | 79.2% |
Lucas Lima | MEI | 4 | 0 | 66.7% |
Luiz Adriano | ATA | 7 | 5 | 76.2% |
Marcos Rocha | LAT | 9 | 0 | 81.5% |
Mayke | LAT | 4 | 0 | 100% |
Patrick de Paula | MEI | 6 | 1 | 100% |
Ramires | MEI | 7 | 0 | 90.5% |
Raphael Veiga | MEI | 10 | 2 | 76.7% |
Renan | ZAG | 1 | 0 | 100% |
Rony | ATA | 11 | 5 | 84.8% |
Vitor Hugo | ZAG | 3 | 0 | 100% |
Viña | LAT | 12 | 2 | 80.6% |
Wesley | ATA | 3 | 1 | 77.8% |
Weverton | GOL | 13 | 0 | 82.1% |
Willian | ATA | 10 | 4 | 86.7% |
Zé Rafael | MEI | 12 | 2 | 80.6% |






































