Weverton sai em defesa de Abel Ferreira: “muitas vezes ele é mal interpretado”

Abel Ferreira e Weverton do Palmeiras em jogo contra o Ceará, durante partida válida pela décima nona rodada do Brasileirão 2021, no Castelão.
Cesar Greco

Em entrevista, Weverton também criticou o preço dos ingressos para a final da Libertadores

O goleiro Weverton, um dos líderes do elenco palmeirense, saiu em defesa do treinador Abel Ferreira. Por conta das sinceras entrevistas coletivas, o comandante tem sido muito criticado por grande parte da mídia tradicional.

“O Abel deixa muito claro o quanto defende o Palmeiras, o quanto quer o bem do clube e dos atletas. Tudo que faz ou fala é para o bem do Palmeiras. Às vezes, é mal interpretado. Às vezes, a galera pega um pouco mais pesado, porque ele é um cara que gosta de falar aquilo que pensa”, disse em entrevista à TV Gazeta.

“Quando você fala aquilo que pensa, nem todo mundo entende como você gostaria de ter se expressado e não dá para engolir as palavras e explicá-las de uma forma diferente. Ele é um cara espontâneo e que gosta de vencer a todo momento. Às vezes não entendem o que ele quis dizer, mas faz parte. A gente o conhece muito bem e sabe qual é o objetivo quando fala. Temos isso bem claro. É o que mais importa para a gente”, acrescentou.

Campeão da Copa do Brasil e da Libertadores, Abel já fez duras críticas ao calendário do futebol brasileiro, aos jornalistas da mídia tradicional e, em algumas oportunidades, demonstrou seu descontentamento com a falta de reforços.

Após o jogo contra o Ceará, ao reclamar do gol anulado de Gabriel Veron, o técnico também usou a coletiva para questionar os árbitros que operam o sistema de vídeo.

Weverton critica preços dos ingressos para a final da Libertadores

Além defender o treinador palmeirense, Weverton, assim como Dudu, criticou o valor dos ingressos para a final da Libertadores estipulado pela Conmebol – na última terça-feira, a entidade divulgou em seu site oficial que o preço das entradas ficará entre 200 a 650 dólares (aproximadamente R$ 1.142,00 a R$ 3.712,00).

“A gente fica triste, porque numa hora dessas existe o torcedor que tem mais condição e o que tem menos. E quem vale mais? Os dois valem o mesmo tanto. Não se pode escolher quem vai torcer. Queríamos que fosse mais barato para todo tipo de torcedor poder ver, todos são importantes pra gente”, criticou.

Com Weverton, o Palmeiras volta a campo na próxima segunda-feira para enfrentar o Sport. O duelo acontecerá no Allianz Parque, às 21h30.

Raphael Veiga e Gustavo Scarpa acumulam números expressivos na temporada

Raphael Veiga do Palmeiras em disputa com Marlon do Ceará, durante partida válida pela décima nona rodada, do Brasileirão 2021, no Castelão.
Cesar Greco

Diferentes e complementares, Veiga é o artilheiro do time na temporada; Scarpa, por sua vez, lidera o ranking de assistências

O técnico Abel Ferreira já afirmou em diversas entrevistas que gosta de dois jogadores do mesmo nível em cada posição. Um exemplo sempre citado pelo comandante é a lateral-esquerda, que tem Jorge e Piquerez brigando por um lugar na equipe principal.

Outro setor do campo que pode ter uma disputa acirrada, principalmente pensando em uma vaga no jogo contra o Flamengo, que valerá o título da Libertadores, é o meio de campo, entre Raphael Veiga e Gustavo Scarpa.

Dois dos jogadores que mais vezes entraram em campo pelo Verdão nesta temporada (Scarpa 47 e Veiga 44), os meias chegaram a atuar por um período juntos. Desde o retorno de Dudu e sua afirmação na equipe titular, contudo, Abel vem optando por escalar Veiga e manter Scarpa como opção no banco.

Com 13 gols na temporada, o camisa 23 é o maior goleador da equipe. Depois de conviver com altos e baixos no Verdão, Raphael Veiga encontrou a consistência sob o comando de Abel e consolidou-se como um dos principais nomes da equipe, sendo eleito o melhor jogador da Copa do Brasil de 2020, conquistada pelo Palmeiras.

Gustavo Scarpa, por sua vez, lidera outro ranking: o das assistências. Ele é o principal assistente do Brasil na atual temporada, com 17 passes para gol (são seis pelo Paulistão, dois na Libertadores e nove no Brasileirão). Na vitória do Palmeiras sobre o Ceará na noite de ontem, por 2 a 1, foi do camisa 14 o passe para Deyverson marcar o segundo gol.

“Valorizar a atuação coletiva e a minha. Feliz pela assistência e pela vitória”, declarou Scarpa ao final do jogo.

Abel fala da diferença entre Raphael Veiga e Gustavo Scarpa

Além da diferença nas estatísticas de gols e assistências, Abel enxerga outro fator que faz com que Scarpa e Veiga se diferenciem em campo: o jogo sem a bola.

Gustavo Scarpa do Palmeiras em disputa com jogadores do Ceará, durante partida válida pela décima nona rodada do Brasileirão 2021, no Castelão.
Cesar Greco

Para o comandante, Raphael Veiga é um “atleta mais robusto, equilibrado, que ataca e defende bem”; enquanto Gustavo Scarpa é “um dos melhores com a bola no pé e os números provam isso, mas precisa aprimorar o [jogo] sem bola, ser agressivo, desarmar. Se juntar as duas coisas, ele será um atleta completo. Queremos ter dois jogadores completos por posição. Eles são dois ótimos jogadores”.

De acordo com o site de estatísticas Footstats, Veiga desarmou 22 bolas em 24 jogos; já Scarpa, no mesmo número de partidas, 17. No quesito interceptações, a diferença é maior, 12 contra 4, e em faltas cometidas, 32 contra 15.

Entretanto, apesar de terem as mesmas quantidades de partidas disputadas no Brasileirão, Veiga esteve em campo por 1.946 minutos e Scarpa por 1.551 minutos.

Abel elogia jogo “inteligente e equilibrado” do Palmeiras

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Ceará, durante partida válida pela décima nona rodada, do Brasileirão 2021, no Castelão.
Cesar Greco

Abel Ferreira aproveitou a entrevista coletiva para também questionar o gol anulado de Gabriel Veron e criticar novamente o calendário

O desempenho do Palmeiras na vitória sobre o Ceará por 2 a 1 agradou o técnico Abel Ferreira, principalmente a performance ofensiva da equipe. Em entrevista coletiva, o treinador elogiou a postura “equilibrada e inteligente” do Verdão.

“Agradou [a produção ofensiva]. Jogamos bem, fomos equilibrados, inteligentes e não abdicamos de jogar com a bola no pé. [Os jogadores] tiveram coragem para arriscar, isso é o que peço a eles. O jogo pertence a eles, apesar de muitos gostarem de julgar os treinadores. Nós coordenamos e criamos organização, mas os protagonistas são eles. O desafio é esse: ser uma equipe equilibrada”, declarou.

“Eu sempre pedi aos jogadores a agressividade, a coragem. Sempre que o nosso adversário for do mesmo nível que nós, ou inferior, temos a obrigação de impor o nosso jogo. Além disso, mesmo sofrendo o gol, tivemos a coragem de manter a tranquilidade e a força mental”, completou.

A competitividade do Palmeiras em campo também foi destacada por Abel Ferreira. O Palmeiras é o time do Brasileirão que mais desarma e, diante do Ceará, a equipe roubou o dobro de bolas (22 a 11).

“Cobro muito [o desarme]. Porque o jogador brasileiro só joga 50%, ou seja, só na parte ofensiva e com bola. E o jogo não é assim. Quando juntamos tudo [50% com bola e 50% sem bola, defendendo], somos muito competitivos. Há muita qualidade no Brasil, por isso o Brasileirão é tão difícil, não por acaso o Palmeiras não vencia aqui há 24 anos”, falou.

Abel questiona VAR e volta a criticar o calendário do futebol brasileiro

Nos minutos finais da partida, logo após o Palmeiras sofrer o gol do Ceará, Gabriel Veron recebeu de Breno Lopes e marcou o que seria o terceiro tento do time. Entretanto, foi assinalado impedimento do camisa 19 pelo bandeira e o VAR ratificou a marcação.

Mesmo pela televisão, não ficou clara a posição de impedimento de Breno Lopes. Assim, Abel utilizou a coletiva para questionar os árbitros que comandaram o sistema de vídeo.

“O gol, na minha visão, foi limpo [sem impedimento]. Gostaria de fazer uma pergunta aos canais que transmitem o jogo: Por que em determinados jogos há linhas e em outros não há? Depois, ao VAR, a imagem é congelada no momento que a bola sai do pé do Scarpa ou no momento que ele toca na bola? Isso deveria ser esclarecido para todos”, indagou.

Para finalizar, o comandante voltou a criticar o calendário do futebol brasileiro, principalmente por não parar em jogos de data Fifa – o Palmeiras deve perder novamente Weverton, Piquerez e Gustavo Gómez no início do mês que vem.    

“Como é possível nós contratarmos bons jogadores, pagarmos o salário e ficar sem eles por metade do Brasileirão? Preciso falar sobre isso. Não consigo entender. Esta não é minha função, mas depois me perguntam por que a equipe não é consistente, dinâmica. Há jogadores que influenciam na dinâmica coletiva da equipe; quando estão em campo, a situação muda. Só não percebe isso que não quer ou é mal intencionado”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo na próxima segunda-feira para enfrentar o Sport. A partida acontecerá no Allianz Parque, às 21h30.

Satisfeito com a volta da confiança, Abel destaca importância dos mais experientes

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Internacional, durante partida válida pela vigésima sétima rodada do Brasileirão 2021, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Em entrevista coletiva, Abel também falou sobre as vaias recebidas por Luiz Adriano e saiu em defesa do jogador

Depois de cinco jogos, o Palmeiras voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Com gol de Raphael Veiga, de pênalti, a equipe bateu o Internacional por 1 a 0. Após a partida, o técnico Abel Ferreira destacou a importância da vitória para dar mais tranquilidade ao time.

“Traz confiança e tira um peso de cima das costas. Todos sabem o tamanho da pressão que existe no Palmeiras”, relatou o comandante, que contou com os importantes retornos de atletas que estavam machucados e convocados.

“Os jogadores é que fazem a diferença na equipe. E hoje, quando precisou segurar o time, foram os mais experientes que tomaram conta, como o Felipe Melo, Weverton, Gómez, Luiz Adriano e Marcos Rocha. A exigência de jogar aqui é muito grande. Esses jogos são importantes para que os mais novos obtenham experiência”.

Sobre a partida, Abel fez menção à mudança tática na saída de bola: “Tem a ver com criatividade e não fazer sempre a mesma coisa. Eu sou assim. Muitas vezes ganhamos, outras perdemos. Hoje fizemos uma saída diferente, com o Melo atuando entre os centrais. Treinamos isso muitas vezes em jogo porque queremos melhorar. Tenho que ouvir as críticas quando a equipe não joga bem e não cria tanto, mas quando isso acontece eu preciso olhar para os atletas em campo”, disse.

E prosseguiu falando sobre o desempenho do time após a vantagem no placar e na quantidade de jogadores em campo, já que Edenilson foi expulso por reclamar do pênalti.

“Houve uma desconcentração defensiva coletiva da equipe para manter o comportamento. Muitas vezes o time que está com um a menos vence o jogo porque o adversário está com falta de foco. Isso teremos que corrigir. De modo geral, contudo, fomos bem. Estávamos em um momento difícil e a vitória foi boa para voltar a confiança”.

Abel Ferreira sai em defesa de Luiz Adriano

Luiz Adriano em jogo do Palmeiras contra o Internacional, durante partida válida pela vigésima sétima rodada do Brasileirão 2021, no Allianz Parque.
Cesar Greco

O atacante Luiz Adriano, que no duelo contra o Red Bull Bragantino discutiu com um torcedor antes da partida começar, foi vaiado por grande parte dos palmeirenses ao ser substituído.

Questionado sobre a situação, Abel Ferreira fez um pedido para a torcida e saiu em defesa do camisa 10.

“Faço um pedido para os torcedores, sei que o futebol é muita emoção, mas quando quiserem criticar, critiquem o treinador. Até mesmo durante o jogo, podem cobrar o treinador. O Luiz Adriano cortou uma bola na defesa e todo o estádio deu força. Se todos fizerem isso, vamos conseguir tirar o máximo de rendimento dele. Ele tem tido um bom comportamento dentro do clube, mesmo quando não joga. E ele é um ‘chama títulos’, vencedor”, finalizou.

Com a vitória, o Verdão chegou a 43 pontos. Na próxima quarta-feira, a equipe visita o Ceará em jogo atrasado da 19ª rodada; o confronto está previsto para começar às 19h.

Abel cita dificuldades físicas e volta a criticar calendário do futebol brasileiro: “É desumano”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Bahia, durante partida válida pela vigésima sexta rodada do Brasileirão 2021, na arena Fonte Nova.
Cesar Greco

Em entrevista coletiva, Abel também comentou sobre sua relação com o grupo e elogiou o atacante Rony

O Palmeiras visitou o Bahia na noite desta terça-feira, em jogo válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, e saiu da partida com o resultado de empate em 0 a 0. Com isso, a equipe chegou aos 40 pontos e, no momento, ocupa a quarta colocação na tabela de classificação.

Depois do jogo, em entrevista coletiva, o técnico Abel Ferreira voltou a criticar o calendário do futebol brasileiro e lamentou mais duas possíveis lesões (Kuscevic saiu sentindo dores na coxa e Gabriel Menino torceu o tornozelo direito).

“Foi um jogo difícil para nós. A primeira parte foi equilibrada e nós tivemos a melhor oportunidade. Claro que não sofrer gols é um ponto positivo e que traz confiança para a equipe. Nós estávamos procurando isso. Quando estamos com o elenco todo completo, somos uma equipe fortíssima e competitiva. Hoje os jogadores se ajudaram muito, mesmo eles não tendo muito entrosamento. É insano a quantidade de jogos, mais duas lesões aconteceram hoje”, disse.

“Não chegamos à final da Libertadores pela segunda vez consecutiva por um acaso. É porque temos qualidade. Infelizmente estamos passando por um período em que não estamos confiantes e temos que assumir. Nem temos todos disponíveis e por isso vamos dar oportunidades para os outros jogarem, entrosarem e darem o melhor”, acrescentou.

Depois de um primeiro tempo em que a equipe finalizou 8 vezes contra o gol do Bahia e obteve 53% de posse da bola, o Palmeiras caiu de rendimento na segunda etapa e foi salvo pelo goleiro Jailson, que fez cinco defesas. Questionado sobre as dificuldades encontradas pelo Verdão no segundo tempo, Abel apontou a parte física como fator desequilibrante.

“Capacidade física [o motivo de o Palmeiras ter caído de produção no segundo tempo]. Muitos ali não vêm com um grande ritmo de jogo. O Jorge, por exemplo, fez seu primeiro jogo inteiro. Não tivemos o melhor entrosamento, mas os rapazes tentaram, se esforçaram. Dois fatores desequilibraram no segundo tempo: é desumano o que fazem com os jogadores aqui [no Brasil], perdemos mais dois por lesão. E também a expulsão do Wesley”, explicou.

Abel fala sobre relação com os atletas e elogia Rony

Devido ao mau momento em que o Palmeiras se encontra na temporada (há cinco jogos não vence no Brasileirão) muito é falado sobre o relacionamento do treinador com os seus jogadores. Diante disso, o comandante fez questão de afirmar que “não há nenhum problema”.

“Nós mantemos a confiança. Os jogadores sabem que eu confio neles e eles em mim. Quando eles cumprem o plano e a gente não ganha, eu venho aqui e sempre assumo a responsabilidade. Quando isso não acontece, todos dão ‘a cara’. Eles sabem como eu sou, não estou aqui há três meses e, portanto, não há problema nenhum”, declarou.

Para finalizar, Abel Ferreira destacou o esforço de Rony, que após o time perder Gabriel Menino por lesão e ficar com um a menos (Wesley foi expulso), atuou como lateral-direito.

Rony em jogo do Palmeiras contra o Bahia, durante partida válida pela vigésima sexta rodada do Brasileirão 2021, na arena Fonte Nova.
Cesar Greco

“É realçar o espírito de luta com as lesões que estamos tendo. Mayke, Marcos Rocha e agora o Menino fora, o Rony acabou sacrificado para ajudar a equipe e ele merece o mérito pelo esforço. Não é a mesma coisa, mas ele deu o melhor e é isso que eu peço. Ele está de parabéns. Qualquer treinador do mundo gostaria de ter um atleta como o Rony porque ele entrega tudo que tem”, elogiou.

A delegação palmeirense retorna na madrugada desta quarta-feira a São Paulo e dorme na Academia de Futebol. Amanhã, às 10h, está marcado o primeiro treino visando o confronto contra o Internacional, que acontecerá no próximo domingo, às 16h, no Allianz Parque.