No xadrez da Libertadores, Abel joga bem e coloca Filipe Luis em xeque

Todo o elenco do Palmeiras, até os lesionados, mais alguns Crias da Academia, embarcaram na segunda-feira para Porto Alegre, onde o Palmeiras enfrenta o Grêmio, nesta terça. Todos, menos onze.
O roteiro do Palmeiras, como se sabe, é ir direto da capital gaúcha para Lima, onde o time disputa a final da Libertadores no sábado. Mas os onze que ficaram em São Paulo foram dispensados desta escala e vão direto para o Peru, onde se encontram com a delegação na quarta-feira.
Por que onze? Certamente não é por ser um número cabalístico. Até porque, são onze que, alinhados, montam perfeitamente um time, distribuído no 3-5-2: Carlos Miguel; Gustavo Gómez, Bruno Fuchs e Murilo; Khellven, Andreas Pereira, Raphael Veiga, Allan e Piquerez; Flaco López e Vitor Roque.
Tudo indica que este será o time que Abel vai escalar no fim-de-semana. O que facilitaria bastante o trabalho de Filipe Luis, técnico do Flamengo.
Mas se você fosse Filipe Luis, acreditaria nisto piamente? Armaria seu time 100% focado em encaixar sua marcação nesta formação? Ou é exatamente isto que Abel quer que seu oponente pense? O mais provável é que, enquanto Abel dormiu tranquilamente no hotel em Porto Alegre, o treinador carioca tenha passado a noite em claro, se revirando na cama, torturado pela dúvida.
Num cenário onde o Flamengo praticamente já garantiu o título brasileiro, Abel fez um movimento inteligente na disputa da Libertadores ao “abrir” o time que sairá jogando, sem ter a necessidade de cumprir a promessa. Neste jogo de xadrez entre os treinadores, o do Flamengo já ficou em xeque.
