Abel Ferreira fica maior a cada entrevista

Por Gabriel Yokota

Nos últimos dias, Abel Ferreira, mesmo de férias em Portugal, concedeu entrevistas exclusivas para as mais diversas mídias tradicionais brasileiras. E em todas elas, o português só reafirmou o quanto sabe de futebol e tudo que nele envolve.

Com pouquíssimo tempo no Palmeiras e no Brasil, Abel já tem um lugar de destaque na História do clube. Logicamente esse status está sendo alcançado pelos títulos conquistados (Libertadores e Copa do Brasil), mas seu jeito de se comunicar e valorizar a todos à sua volta são fatores que também estão pesando a seu favor.

Não existe “eu”, existe “nós”

Contando todas as entrevistas, Abel esteve frente a frente com os jornalistas por no mínimo quatro horas. E em nenhum momento, o treinador mostrou-se ‘maior’ que seus comandados ou seus companheiros de profissão. Tratou cada conquista desses quatro meses de Palmeiras de forma coletiva, mesmo que, sem querer ou não, os entrevistadores quisessem que ele levasse o prestígio por inteiro.

“Uma coisa que não gosto muito de ouvir (desculpa dizer isto, mas é o que sinto): não existe ‘eu ganhei’, aqui vocês fazem isso. Fomos ‘nós’ que ganhamos”, disse em uma das tantas perguntas.

“O importante é da cabeça pra cima”

Outro fator que o treinador está sempre mencionando, e que é fundamental no futebol de hoje, é a importância de ser mentalmente forte. Por muito tempo, o fator mental foi negligenciado, não só no esporte como também na vida cotidiana, mas isso vem mudando. Com Abel no comando, esta pauta esteve sempre ativa no Palmeiras.

“A cabeça comanda tudo”, “existe lesão no psicológico”, “o importante é da cabeça pra cima”, foram algumas frases ditas por ele nas entrevistas.

O exemplo utilizado por ele é o de Ramires, que se desvinculou do clube em dezembro do ano passado após, entre outros motivos, não suportar mais as críticas e a pressão por um futebol melhor, vindas principalmente das redes sociais.

Lado tático

Além deste lado humano visivelmente forte em Abel, as respostas do treinador sobre a parte tática da equipe também o fez parecer ‘maior’ para os torcedores palmeirenses.

Quando questionado sobre a maneira que o time se comportará em campo, agora que a comissão terá um tempo livre para treinar, Abel foi enfático e bem explicativo:

“Minha forma de jogar, em quatro palavras: curto ou longo e dentro ou fora. Cada jogador tem que ter três linhas de passe: apoio, largura ou profundidade. O jogador escolhe, lê, interpreta o jogo e toma a decisão”.

“Não se faz gols só de jogo propositivo. Também se faz gol de contra-ataque. Vamos atacar a bola parada, para tentar o gol de bola parada, vamos tentar o contra-ataque, porque se faz gol de contra-ataque. Não existe um jeito de jogar, cada jogo é um jogo e é preciso entendê-lo”.

Pouquíssimos treinadores no Brasil têm esta capacidade e a vontade de explicar conceitos táticos, técnicos e de metodologia de treino. Abel aparenta ser totalmente o contrário, gosta de compartilhar, e com isso, evoluir.

Brasileirão 2020: fim do segundo quartil

Calculadora

Após a vigésima rodada do Brasileirão – que para o Palmeiras, foi a 19ª – chegou o momento de atualizarmos nosso planejamento de pontos para o Brasileirão, exercício já tradicional aqui no Verdazzo.

As quatro derrotas consecutivas que o clube sofreu no segundo quartil arrebentaram a projeção original. Mas a reação que veio a seguir, somada com tropeços inesperados dos concorrentes diretos, fizeram com que a atual campanha do Palmeiras, com alguns ajustes nos resultados futuros, ainda seja suficiente para almejar ao título.

A projeção anterior tinha como meta fazer 82 pontos para garantir o título. Mas ninguém disparou. As campanhas irregulares de todos os clubes puxaram essa meta um pouco para baixo. Com um pouco de otimismo, pode-se imaginar que 76 pontos serão suficientes para a conquista.

O calendário é apertadíssimo e a margem para erros, mesmo com ajustes, praticamente foi esgotada. Será um desafio gigantesco para o elenco reduzido sob o comando de Abel Ferreira. Mas nós vivemos de esperança. Este exercício nada mais é que uma referência para mantermos as esperanças acesas.

Terceiro quartil

As próximas nove semanas serão decisivas para sabermos se ainda podemos almejar a conquistas na temporada 2020.

Durante o terceiro quartil – rodadas 21 a 29 – teremos jogos pelo Brasileiro todos os finais-de-semana e uma maratona de mata-matas que vão até a semifinal da Copa do Brasil e a primeira perna da semifinal da Libertadores – caso o Palmeiras siga avançando.

Nos próximos nove jogos, precisamos vencer sete e temos margem para dois empates – que reservamos para os jogos contra o Inter e Santos, fora de casa.

O perigo das lesões e das suspensões vão seguir nos assombrando em toda a trajetória. Precisaremos da mesma superação mostrada no jogo da última quarta, contra o Ceará, para resistir a esses dezoito jogos. E manter aquele mesmo espírito por tanto tempo é quase impossível.

Quarto quartil

Entraremos na rodada 30 sabendo se ainda estaremos vivos na Copa do Brasil e na Libertadores. Serão mais nove jogos, mais o jogo atrasado contra o Vasco, mais três (ou uma, ou nenhuma) partidas pelos mata-matas – justo as finais.

A partida contra o Vasco, caso o Palmeiras chegue às finais nas duas competições, deve ser marcada numa semana em que já há jogos, ou seja, viveremos uma semana “a la 1999”, quando tínhamos jogos quarta-sexta-domingo corriqueiramente.

Neste quartil final, teremos três confrontos diretos – contra Flamengo, SPFC e Atlético-MG. Se fizermos nossa parte direitinho nos outros jogos, teremos direito a tropeçar nessas partidas. Caso os tropeços aconteçam nos jogos considerados menos difíceis, teremos a chance de compensá-los nesses confrontos diretos (com o bônus de tirar pontos dos concorrentes).

Nessa projeção, precisaremos de sete vitórias e um empate nas dez partidas finais da tabela.

Conclusão

A chuva de empates do primeiro quartil e as quatro derrotas seguidas no fim da trajetória de Luxemburgo tornaram a missão muito mais difícil que o normal.

A irregularidade dos concorrentes amenizou, no entanto, as dificuldades. Mas estar vivo nas copas tem seu preço. As tabelas se sobrepõem de forma cruel e o número diminuto de atletas em nosso elenco completa o cenário. É como escalar o Himalaia.

É para isso que estamos aqui. A esperança permanece acesa e temos a chance de disputar os três títulos. O Brasileirão será o mais difícil de todos.

Acompanhando esta projeção, teremos uma melhor noção do quanto falta. VAMOS PALMEIRAS!

O que esperar do Palmeiras de Abel Ferreira?

Abel Ferreira

Abel Ferreira foi anunciado ontem à noite como novo técnico do Palmeiras.

As informações que estão disponíveis na Internet dão conta de um treinador com personalidade forte, que não abre mão da disciplina.

Estrategista, pensa o jogo e prioriza a organização, tanto defensiva quanto ofensiva.

Não é possível definir um esquema de jogo preferido ou uma característica predominante: defensivo ou ofensivo; reativo ou propositivo, etc. Abel Ferreira adapta seu time ao cenário, tornando seus times pouco previsíveis.

O mais importante de tudo é que o sucesso do novo treinador estará diretamente relacionado com o respaldo que ele tiver da diretoria e com o apoio que receberá da torcida mesmo diante dos quase certos insucessos de começo de trabalho.

Compilamos todas as impressões colhidas a respeito do novo treinador no vídeo abaixo.

A puxada de tapete e a inoperância da diretoria

Vanderlei Luxemburgo
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Vanderlei Luxemburgo não é mais o técnico do Palmeiras desde a noite de ontem, quando alguns jogadores deliberadamente jogaram com o freio de mão puxado. Marcos Rocha, Felipe Melo, Patrick de Paula, Zé Rafael e Gabriel Veron negarão até a morte, mas ficou claríssimo que esses atletas decidiram puxar o tapete de Luxa no Palmeiras.

A atitude é reprovável, mas faz parte da cultura do boleiro brasileiro. Em 2006, nosso elenco derrubou Emerson Leão ao permitir que o Figueirense aplicasse um sonoro 6 a 0 no Orlando Scarpelli. Em outros clubes também há vários exemplos dessa atitude que é tudo, menos exemplo.

Quando isso acontece, é sinal que as coisas estão mal, muito pior do que podemos imaginar. Em ambientes saudáveis, um desejo por troca por parte do elenco passa por uma conversa. Uma diretoria sensível entende o problema e não deixa chegar no extremo de uma operação puxa-tapete.

Mas às vezes a conversa nem chega a ocorrer porque não há consenso no elenco – aí surgem as tais panelas; bastam 3 ou 4 em conluio para derrubar um técnico. E as consequências podem ser graves.

Sensibilidade

Felipe Melo
César Greco/Ag.Palmeiras

Que o elenco estava insatisfeito, está claro. Só que um grupo de 30 pessoas nunca será homogêneo e provavelmente havia divisões no grau de insatisfação. E quando a ala mais radical age, passando por cima do resto, pode haver consequências.

Não sabemos se os mais tolerantes eram a favor da permanência ou se simplesmente estavam lavando as mãos. Tampouco sabemos se os jogadores que nitidamente se esforçaram para evitar um vexame maior no placar, caso de Gabriel Menino e Willian, serão retaliados pela ala rebelde.

Pode ser que no final todos tenham se entreolhado e respirado aliviados, dando início a um novo ciclo. Mas também pode ser que o episódio tenha deixado sequelas que só serão sanadas com a remoção de certas peças do grupo.

Cabe à diretoria ter a sensibilidade de identificar eventuais rachaduras no elenco e as corrigir. Mas a sensação é de estarmos à deriva, sem comando. Esperar que o grupo de pessoas que comanda nosso futebol – de Edu Dracena a Maurício Galiotte – tenha essa presença de espírito é como acreditar em contos de fadas. Só nos resta torcer.

Métodos de escolha equivocados

Fluminense 1x1 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

A trajetória recente de Luxemburgo no Palmeiras teve vários indícios de que algo estava muito errado. Nosso time perdeu pontos inacreditáveis nos primeiros jogos do Brasileirão e a torcida iniciou a fervura.

O primeiro sinal de que os tropeços são apenas oscilações naturais são as comemorações de gol: o grupo corre para abraçar o técnico, mostrando à torcida que está tudo bem. Não vimos isso com Luxa em momento algum.

Jogadores reclamavam, em off, dos métodos do treinador e da comissão técnica. A insatisfação era maior em quem ainda precisava provar seu valor ao público. Mas o tamanho de Vanderlei Luxemburgo no futebol impunha respeito aos atletas, que assim iam levando. Assim como à torcida, restava a nossos jogadores esperar que Luxa encontrasse uma liga no elenco.

Como sabemos, isso não aconteceu e a situação chegou ao extremo que vimos nos últimos jogos. O time, que mesmo com problemas não perdia jogos, de uma hora para outra perdeu três seguidos. A última vez que havia sofrido três gols num jogo havia sido no início de dezembro, 40 partidas atrás – coincidentemente, na última partida sob o comando de Mano Menezes.

Luiz Adriano

Nosso grupo de jogadores – pelo menos os que restaram – é talentoso e tende a jogar muito bem se forem para outros clubes, encaixando em outros esquemas. Precisamos de um treinador que seja capaz de identificar os talentos de cada atleta e imagine uma forma de encaixá-los, extraindo deles o máximo de seus potenciais.

Mas o critério de contratação de nossa diretoria, desde a demissão de Roger Machado, tem sido o de recorrer a medalhões, técnicos cascudos com passagens pela seleção brasileira ou com um passado glorioso no clube – nos casos de Felipão e Luxa, as duas coisas. O critério técnico ficou em segundo plano; o que interessa mesmo à diretoria é alguém que sirva de pára-raio nos momentos de crise. A política vem em primeiro lugar.

Se esse método não mudar, estamos condenados a pedir a cabeça do próximo técnico após 40 ou 50 jogos, num ciclo infinito. E jamais teremos a hegemonia que temos plenas condições de exercer desde a inauguração do Allianz Parque e da reestruturação das categorias de base e da modernização da Academia de Futebol.

É preciso quebrar o ciclo

Estamos involuindo. Conselheiros “influentes” estão com voz cada vez mais ativa no futebol, como nos anos 70 e 80.

A blindagem que vigeu na administração passada, eficiente e vencedora, mas antipática e impopular nas alamedas, deu lugar a uma falsa democratização e a um trem da alegria que nos mandam de volta, cada vez mais, a um passado do qual tentamos nos livrar.

Tudo passa por uma estrutura política que não evolui, permitindo que pessoas mesquinhas se aproximem do poder e exerçam uma pressão que poucos são capazes de controlar. É preciso coragem e, acima de tudo, muito amor ao Palmeiras, para conciliar o trabalho político com a prioridade que o futebol exige.

Um projeto profissional de verdade, com filosofia definida, que tenha o devido tempo de maturação e a necessária blindagem, que seja imune às inevitáveis críticas no período de desenvolvimento e na falta de títulos do início é o caminho que uma diretoria forte e responsável deveria traçar.

Mas quem acredita que esse grupo atual que nos comanda, que sequer dirige o Palmeiras da Academia de Futebol, dando preferência às futricas do clube social, terá essa capacidade?


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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Os ajustes que Luxa pode fazer para que o Palmeiras vença mais jogos

Há questão de duas semanas o Palmeiras não conseguia encaixar boas partidas. Mesmo assim, nosso time acabava fazendo gols nos detalhes e ganhava um ou outro jogo – mas empatava a maioria deles.

A falta de perspectiva incomodava demais e o trabalho de Luxemburgo chegou a seu ponto mais baixo, com boa parte da torcida – inclusive o Verdazzo – perdendo toda a paciência e pedindo sua cabeça.

A diretoria bancou a permanência do treinador e a postura do time mudou. Os gols marcados, que saíam em detalhes, passaram a ser a regra. Nosso time aprendeu a tomar a iniciativa dos jogos. Luxa encontrou uma boa formação, que deu um encaixe suficiente para ter a segurança de comandar o andamento das partidas.

O “Palmeiras reativo” deixou de ser a única regra. Com Lucas Lima em boa fase caindo da direita para o meio, tendo a aproximação de Zé Rafael e as ultrapassagens de Marcos Rocha (com a cobertura de Gabriel Menino), nosso lado direito encaixou.

Palmeiras 2x2 Sport
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Do lado esquerdo, Viña ainda alterna partidas boas e medianas; Willian joga fechando em diagonal e aproveita os espaços que Luiz Adriano proporciona, puxando os zagueiros. Zé Rafael, quando cai para a esquerda, ajuda bastante nessa dinâmica, bem como as chegadas de Patrick de Paula.

O time vinha fazendo gols com essa formação e, baseado na força da defesa, conquistou resultados interessantes – o melhor deles, um 2 a 0 em Itaquera. Foi a única vitória tranquila, em que não sofremos pressão no final. Nessa partida, o time seguiu atacando mesmo com a vantagem mínima no placar e marcou o segundo gol. Aí sim, dosou as energias e controlou o resultado.

Na entrevista coletiva após a partida contra o Grêmio, Luxemburgo foi infeliz ao dizer que o time “não precisava” marcar o segundo gol. Prefiro acreditar que ele quis dizer que o Grêmio não oferecia perigo, que nossa defesa estava controlando o jogo – Weverton não foi incomodado. E nisso, ele tem razão.

Mas o que Luxemburgo parece não levar em conta é que o imponderável também participa de um jogo de futebol e que um gol fortuito pode acontecer a qualquer momento, sobretudo nos momentos finais da partida – como aconteceu a favor do Bahia e do Inter; e como aconteceu a nosso favor contra o Athletico-PR, Bragantino e contra o próprio Inter.

Bolívar 1x2 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Por isso, é importante aproveitar a capacidade que o time atingiu de impor superioridade por mais tempo e tentar, sim, fazer o segundo gol. O Palmeiras parece jogar de forma muito justa, sem margem de erro. Entra bem fechado no primeiro tempo, estuda as forças e fragilidades do adversário, redesenha o time no segundo tempo, constrói a vantagem mínima e volta a se fechar assim que chega ao gol.

Se não tivesse feito o segundo gol na Bolívia com Gabriel Menino, o feito comemorado de ser o primeiro time brasileiro a vencer em La Paz pela Libertadores depois de 37 anos não existiria.

As entrevistas pós-jogo são quase sempre desastrosas quando o resultado não é bom, porque os técnicos ficam na defensiva e muitas vezes dizem qualquer coisa para não minarem seus próprios trabalhos ou para protegerem seus jogadores. Muitas vezes, acabam irritando ainda mais a torcida. Como alternativa, se assumir erros ou apontar dedos, o resultado pode ser ainda pior. Não existe cenário positivo.

Luxa sabe que fazer o segundo gol é importante. Falta esse ajuste na condução da estratégia do time durante os jogos. Estamos esperando pelo segundo tempo para tomar as rédeas dos jogos. Chegamos ao gol e recolhemos rápido. Veron havia acabado de entrar e não pôde praticar o que faz de melhor, pois precisou ficar compondo a linha de marcação.

Precisamos buscar o segundo gol por mais tempo antes de fechar a casinha.

Athletico-PR 0x1 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Ontem, especificamente, o time titular sentiu muito a falta de Patrick, Zé Rafael e Lucas Lima. A entrada de Rony como titular foi claramente um erro, que Luxa pode corrigir – tanto Wesley quanto Willian (jogando na dele, fechando, não enfiado entre os zagueiros) são opções mais produtivas.

Tomar dois gols em partidas seguidas por escanteios cobrados no primeiro pau não parece coincidência. Esperamos que não aconteça um terceiro.

Ao contrário do que víamos há algumas semanas, hoje há perspectivas. O que parecia ser um beco sem saída hoje é apenas uma estrada onde o carro, com alguns ajustes, tem tudo para embalar.

A palavra-chave continua sendo paciência. O futebol não é feito apenas de vitórias e os tropeços sempre vão acontecer. Quem criou casca com a fila dos anos 80 já está um pouco mais acostumado com isso. E essa tarefa fica bem mais fácil quando olhamos a tabela e, em vez de lamentar que poderíamos estar com pelo menos 3 pontos de frente sobre o segundo colocado, estamos a apenas três pontos atrás, com uma grande invencibilidade.

Ruim mesmo está para quem não ganha de ninguém, ou para quem está tomando de cinco. Estamos no páreo. VAMOS PALMEIRAS!


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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