Trabalhando a decepção: os ajustes que Roger precisa fazer

Lucas Lima
Cesar greco/Ag.Palmeiras

A partida de ontem à noite contra o Santos decepcionou a torcida e a porção bipolar fatalista, que é bastante barulhenta, já decretou o fim do ano. Com esse técnico não iremos a lugar algum, manda esses mercenários embora, pra jogar no meu Verdão tem que ter raça e vontade. Aquelas coisas de sempre.

Mas é inegável que o time ainda precisa de ajustes. Algo não encaixa. A mesma razão que nos fez perder pontos preciosos contra o Ceará, há 40 dias, afetou nosso time na noite passada no Pacaembu e sofremos um empate dolorido. É frustrante perceber que em cinco semanas aspectos táticos e técnicos foram aprimorados, mas algo permanece nos tirando pontos.

Nossos jogadores são muito bons. Eles sabem o que fazer diante da proposta do comandante e têm muita vontade – basta perceber que quando o time precisa do gol, é um tormento para o goleiro adversário: ontem, chegamos à abertura do placar com apenas seis minutos e criamos pelo menos três chances claras de gol após sofrermos o empate. Contra o Ceará, tínhamos 2 a 0 com menos de 20 minutos, mas acabamos levando o 2 a 2 quase nos acréscimos.

Nossa transição ofensiva precisa de um jogador mais veloz – a formação de ontem com Scarpa, Lucas Lima e Hyoran deixou isso claro e a volta de Dudu tende a corrigir o problema. A recomposição defensiva fica muito prejudicada quando os dois laterais apoiam ao mesmo tempo, outra situação evidenciada neste empate. São pequenos ajustes que tendem a ser feitos rapidamente, sem maiores dificuldades.

O que está errado afinal?

Weverton
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras confia tanto em seu sistema defensivo que despreza as possibilidades de gols fortuitos, como o que aconteceu ontem. O Santos jamais penetraria em nossa defesa na forma que a partida se desenrolava. Mesmo a bola aérea, que causou algum desconforto no primeiro tempo, parecia neutralizada no segundo, com os laterais mais postados e evitando as possibilidades de cruzamentos, matando o problema na raiz. Mas uma falta arrumada pela arbitragem no bico da área somada a uma bola de fliperama na área determinou o empate.

Um gol de vantagem não resolve nada. Mesmo uma defesa absolutamente sólida não está imune ao imponderável – imaginem a nossa, que jamais se converteu num ônibus estacionado na pequena área e ainda não é exatamente intransponível.

Empatando ou perdendo, o Palmeiras precisa assumir riscos e atacar – essa parte, está fazendo muito bem. O que não se vê é o controle do ritmo do jogo com um gol à frente no placar. O time pode gastar o tempo com a bola no pé, se quiser, mas para isso precisa garantir que o adversário se mantenha longe de nossa área sem a bola; meio-campistas com boa capacidade de marcação ajudam muito nesse ponto – por exemplo, Jean.

Uma opção melhor ainda é dar a bola para o adversário e se armar para o contra-ataque, com pontas velozes que façam com que o adversário a não se lance tanto à frente; ontem, a opção óbvia seria Artur. Ao mesmo tempo que manteria o adversário não tão perto de seu goleiro, ainda teria boas chances de matar o jogo.

Roger Machado não fez nem uma coisa, nem outra. Só após tomar o empate, o treinador colocou Jean no Hyoran, precisando de gol. Demorou mais dez minutos para colocar Artur, que participou de duas jogadas agudas no pouquíssimo tempo que esteve em campo. Errou no ‘quando’ e no ‘como’, e isso aconteceu porque está errando no ‘o que’.

Então agora é ‘fora Roger’?

Roger Machado
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Claro que não. Qualquer treinador que comece o trabalho agora não vencerá o Brasileiro e só terá chances de conquistar algum título este ano num mata-mata, na base do vamo-que-vamo, como nossa Copa do Brasil em 2012 ou a Croácia na Copa do Mundo– derrotada na final. É muito mais fácil Roger corrigir seus erros e aproveitar toda a base tática montada desde o início do ano do que recomeçar um trabalho do zero com outro treinador, que também terá seus defeitos e entrará rapidamente na alça de mira da porção dramática da torcida. Com o outro, seja quem for, também não iremos a lugar algum.

Roger precisa ajustar suas nuances táticas (‘como’) a uma estratégia de jogo (‘o que’) menos reativa (‘quando’) após abrir o placar. É preciso dar confiança ao time para abrir vantagem maior no marcador. Nossos jogadores parecem muito focados em obedecer a tática do treinador, e isso é bom. O problema é que a estratégia despreza o imponderável. Os jogadores sentem esse perigo e perdem a confiança e daí vem a impressão de um time impotente. Afinal, mesmo um ônibus estacionado pode ter uma janela quebrada pelo imponderável.


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Brasileirão 2018 – planejamento de pontos: segundo quartil

O Palmeiras volta à disputa do Brasileirão, e o Verdazzo atualiza o acompanhamento da projeção de pontos, construída antes do início do campeonato.

Devido à Copa do Mundo, o primeiro quartil acabou um pouco espichado, com 12 jogos. A projeção de pontos apontava a conquista de 23 pontos antes da parada para a Copa, sempre visando a contagem final de 77 pontos – esse número baseia-se no fato que desde 2006, quando o campeonato passou a ter este formato, nenhum vice-campeão ultrapassou a marca de 72 pontos. Chegar a 77, diante desse histórico, dá alguma margem de segurança.

Brasileirão 2018O Palmeiras iniciou o campeonato dentro da previsão, empatando fora contra o Botafogo e vencendo o Inter. O tropeço contra a Chape (roubado) foi compensado pela boa vitória em Curitiba.

Depois de dois resultados dentro do previsto, novo tropeço: contra o Sport, em casa – algo compensado com a ótima partida em Porto Alegre. O Verdão caminhava para chegar ao fim do quartil dentro do planejamento, quando os tropeços finais contra Ceará e Flamengo nos deixaram a quatro pontos da meta.

Ajustes no segundo quartil

Brasileirão 2018Esses maus resultados na reta final do quartil obrigam o Palmeiras a fazer uma campanha espetacular nos sete jogos deste segundo quartil; a previsão inicial de 5V 1E 1D precisa ser ajustada para cima. Com seis vitórias e um empate, o Verdão ficará a apenas um ponto da meta do turno, de 39 pontos. Uma campanha perfeita, de sete vitórias, nos leva a uma folga de dois pontos.

Olhando apenas para os números, a meta é ousada e difícil, muito improvável estatisticamente. Mas a tabela permite sonhar, já que todos os jogos são perfeitamente “ganháveis”. O que complica ainda mais a tarefa são os três jogos de mata-mata encravados na trajetória – a ida ao Paraguai, pela Libertadores, e os dois confrontos contra o Bahia pela Copa do Brasil.

Cenário incerto

Gustavo Scarpa
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

A previsão está muito mais sujeita a complicações porque o cenário pós-Copa é tradicionalmente muito nebuloso. Além das mudanças nos elencos, os times tendem a usar a intertemporada para experimentar mudanças táticas; muito do que se viu até junho deixa de ser referência para o resto da temporada.

O Palmeiras perdeu Keno, mas ganhou Gustavo Scarpa, que já volta com status de titular. O jeito de jogar do time deve mudar, sobretudo fora de casa, quando tivemos grandes resultados. Por outro lado, a presença de meias que se movimentem mais horizontalmente tende a ajudar o futebol de Lucas Lima, o que reforça a esperança de uma grande campanha.

O Flamengo desponta como o principal concorrente, mas já vimos o quanto a tabela foi marotamente direcionada para que eles (junto com o SCCP, que não aproveitou) abrissem vantagem no começo do campeonato. A tabela deles no segundo quartil é bem mais complicada, jogadores importantes deixaram a Gávea e a tendência é que a distância diminua nas próximas rodadas.

Esperança é o que nos move, sempre. Os 77 pontos projetados visam um resultado seguro, mas nada impede que 75 ou 74 pontos não sejam suficientes para a conquista. Por outro lado, o Flamengo (ou outro concorrente) pode fazer uma grande campanha e elevar o patamar da disputa. A nós, resta fazer o papel de sempre: apoiar, apoiar e apoiar, para que no final do ano, independentemente do resultado das copas, possamos encerrar o ano com mais uma grande conquista levantando o decacampeonato.


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O que o Palmeiras pode aprender com a Copa

FrançaA Copa do Mundo acabou e os olhares se voltam novamente ao futebol doméstico. Depois de cinco semanas de recesso, como acontece a cada quatro anos, os principais clubes voltam às disputas do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Libertadores, dando um choque de realidade às torcidas. A diferença que se notará ao assistir aos primeiros jogos de clubes em relação ao que nossos olhos se acostumaram a ver nos últimos 30 dias chegará a doer.

Um Mundial sempre deixa lições. Uma das mais antigas de todas é que o futebol é uma grande alegoria da sociedade e do mundo. Talvez a maior lição desta Copa é que, tal e qual no mundo, não se pode dividir as coisas de forma tão tacanhamente binária. Futebol não é só jeito x força, não é só experiência x juventude, não é só obediência tática x criatividade.

A última binariedade do futebol que vem sendo discutida ao longo dos últimos dez anos é a importância da posse de bola. A Espanha, a partir de 2008, apoiada pelo desempenho fenomenal do Barcelona, consagrou o tiki-taka – a troca de passes envolvente, não raro precedida por uma introdução longa e paciente em busca do melhor cenário para o bote. A conquista de dois campeonatos europeus e da Copa de 2010 entre eles parecia não deixar dúvida sobre esse caminho.

Até que José Mourinho empurrou a tradicional retranca a níveis mais elevados. Seu desafio era parar a máquina de passes dos espanhóis, fazer com que a busca pelo espaço para a finalização passasse de incessante para infinita – e para isso resolveu estacionar um ônibus na pequena área: duas linhas, normalmente de quatro jogadores, absolutamente compactas e quase intransponíveis, composta não só por marcadores implacáveis, mas também por craques de bola que, ao recuperar a posse, armariam na velocidade da luz um bote vertical, mortal. Teve sucesso na Internazionale, conquistando tudo no mesmo ano em que o tiki-taka levantava sua Copa do Mundo.

Diego Simeone reproduziu a estratégia à sua maneira num Atlético bem menos estrelado, mas tão eficiente quanto, e reforçou o aparente sucesso da fórmula. Estava armado o embate, que, está claro agora, era vazio. A Copa de 2014 tentou mostrar, mas não deixou claro, o que a Copa de 2018 finalmente escancarou: assim como na vida, não existe uma fórmula clara para o sucesso no futebol atual, tão cheio de nuances e fatores aleatórios. Não existe um conceito perfeito calcado numa binariedade, mas sim uma combinação de técnicas, e basta que uma delas não seja perfeita para que o projeto caia por terra durante algo tão aleatório quanto um jogo de futebol eliminatório.

Conhecimento e técnicas

Griezmann e De BruyneEste Mundial pareceu enterrar a discussão em torno da posse de bola. A França, campeã, teve menos posse de bola em quatro de seus sete jogos. Já a Bélgica, tida por muitos observadores como o futebol mais bem jogado da competição, só teve menos posse de bola em dois jogos, mesmo contando com ataques rápidos e verticais comandados por De Bruyne e Hazard. Fica difícil estabelecer a dependência entre posse e resultado, ainda mais levando-se em conta que o comportamento das seleções entre ter a bola ou não ter mudou conforme as marchas dos placares.

A conclusão é que não basta ter a bola ou saber não tê-la, algo transformado em frase de efeito por Tite com seu “saber sofrer” que encantou a  tantos jornalistas. O mais importante de tudo é ser eficiente dentro da proposta que cada jogo oferece. Seja esperando o adversário, seja propondo o jogo, a eficiência nos passes e nas conclusões é quem manda. A tática nunca foi a protagonista absoluta; a qualidade técnica dos jogadores voltou a ser um grande diferencial, com um ingrediente que precisa ser cada vez mais valorizado: o controle emocional. Tudo isso se atinge com a aquisição de conhecimento e desenvolvimento de técnicas.

Aplicando os conceitos aos clubes

Centro de ExcelênciaSe eu fosse o presidente do Palmeiras, direcionaria o desempenho do elenco principal e sobretudo da base visando o desenvolvimento máximo de fundamentos. Errar menos passes para não ser surpreendido em contra-ataques e ser preciso e letal nas conclusões, já que as chances de gol se tornam cada vez mais raras, requer treinamento incansável, com técnicas cada vez mais modernas que os profissionais da área seguem aprimorando. A França está longe de ser a equipe que mais finalizou a gol. Mas quando o fez, teve um aproveitamento incrível.

O equilíbrio emocional, é cada vez mais evidente, é parte fundamental dessa base. O Brasil poderia ter passado pela Bélgica, pela Inglaterra e pela França, mas os atletas pareciam frágeis demais emocionalmente. Nervos descontrolados atrapalham o raciocínio e a execução dos movimentos. A pressão acontece por vários motivos, desde a formação inadequada, passando pela exposição desnecessária – causada muitas vezes pelos staffs dos próprios atletas, em busca de contratos suplementares de publicidade.

E para completar o tripé, a tática continua valendo, e muito. Saber ler o adversário, prever seus movimentos, ter um elenco completo à disposição, com jogadores de todas as características, possibilita a um treinador preparar a melhor estratégia para cada jogo – e para isso, precisa ter um elenco na mão: conhecer exatamente o que cada jogador pode oferecer e como pode utilizá-lo. E é necessário tempo suficiente para atingir essa compreensão e fazer os jogadores entenderem cada modelo de plano de jogo – tudo isso em paralelo a ensaios exaustivos para desenvolver um arsenal de jogadas de bola parada, na defesa e no ataque. Daí o mantra de não mandar um técnico embora na primeira sequência ruim de resultados.

Alemanha 2014Com esse leque de valores, baseado em conhecimento e desenvolvimento de técnicas, a Alemanha conquistou a Copa no Brasil quase sem sustos, no auge de um projeto absurdamente bem estruturado usando todos esses conceitos, enquanto o mundo discutia a posse de bola. A Alemanha falhou em 2018 na reposição das peças; os jogadores que colocaram o mundo no bolso em 2014 perderam o brilho – mas a essência do projeto permanece, com Joachin Löw mantido no comando, em busca de uma nova geração.

É essa essência que os clubes, que têm muito mais condições de montar trabalho consistentes que as seleções, precisam buscar. Com jogadores muito bons tecnicamente, equilibrados emocionalmente, sobre uma concepção tática que não se prende a apenas um modelo, mas que consegue se adaptar ao adversário, a chance de sucesso se multiplica.

No futebol brasileiro, que ainda vive no século 20, quem sair da binariedade e fizer isso primeiro terá vários anos de supremacia, até ser copiado. Não basta estrutura física, algo que já temos. É preciso um projeto de futebol completo, como o da Alemanha, que começou em 2006 e teve seu pico em 2014, que foi emulado pela França em 2018, contou com uma geração talentosíssima e é a grande campeã do mundo.


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Cerro Porteño será o próximo adversário do Verdão na Libertadores

Libertadores 2018A Conmebol realizou na noite de segunda-feira o sorteio da chave final da Taça Libertadores 2018. O adversário do Palmeiras nas oitavas-de-finais será o Cerro Porteño, do Paraguai.

Como de costume, os jogos acontecerão em ida e volta; o Palmeiras decidirá o confronto jogando em casa, no Allianz Parque, situação que se repetirá até a fase final da competição, caso o Verdão siga avançando.

Se passar pelo time paraguaio, o próximo adversário do Palmeiras sairá do vencedor do confronto entre Colo-Colo e SCCP – o time chileno decidirá o confronto em Itaquera.

Caso chegue às semifinais, o adversário do Palmeiras sairá da chave que tem Cruzeiro, Flamengo, Boca Juniors e Libertad – os dois times brasileiros se enfrentam já nesta fase de oitavas.

Cerro Porteño

Alceu, o Sub-zero brasileiro
Alceu, o Sub-zero brasileiro

O time paraguaio é mais um grande freguês do Palmeiras. Em nove encontros, o Verdão ganhou quatro, empatou quatro e perdeu apenas um – exatamente o último encontro entre as equipes, pela fase de grupos da Libertadores de 2006, jogo marcado por um enorme quebra-pau entre as equipes em que o volante Alceu deu uma icônica voadora no peito de um jogador paraguaio, o que lhe rendeu a alcunha de “o Sub-zero brasileiro”.

O mítico estádio Defensores Del Chaco é coisa do passado. O Cerro Porteño reconstruiu seu estádio, o General Pablo Rojas, antes conhecido como “La Olla”, e para isso usou sua própria torcida como parte da mão-de-obra. Com um custo baixíssimo, reergueu sua “panela”, que tem capacidade para 45 mil pessoas. “La Nueva Olla” teve seu jogo inaugural realizado no ano passado – derrota do Cerro para o Boca Juniors por 2 a 1.

As partidas entre Cerro Porteño e Palmeiras acontecem nos dias 9 e 30 de agosto.

La Nueva Olla

Vasco ou Bahia será o adversário do Palmeiras nas quartas da Copa do Brasil

Zé Roberto ergue o troféu da Copa do Brasil
Marcos Bezerra/Futura Press

A CBF realizou agora há pouco em sua sede o sorteio do chaveamento final da Copa do Brasil. As bolinhas decidiram que o próximo adversário do Palmeiras será o vencedor do confronto entre Vasco e Bahia. O Bahia venceu o jogo de ida por 3 a 0 em Salvador; o jogo de volta acontecerá um dia após a final da Copa do Mundo.

Caso avance, o Verdão enfrentará o vencedor de Santos e Cruzeiro ou Atlético-PR. SCCP, Chapecoense, Grêmio e Flamengo ficaram do outro lado da chave e só poderão enfrentar o Verdão numa eventual final.

Confrontos

SCCP x Chapecoense*
Grêmio x Flamengo*

[Vasco ou Bahia] x Palmeiras*
[Cruzeiro ou Atlético-PR]* x Santos
Os times com asterisco (*) mandam a segunda partida em casa.