Novorizontino 4, Palmeiras 0: o que sobra depois de um placar desses?

A derrota sofrida pelo Palmeiras para o Novorizontino vai ficar gravada para sempre em nossa História.
A goleada nos remete aos tempos mais sombrios de nossa rica trajetória de conquistas.
Tanto nos anos 80 quanto na de 2000 e início de 2010 nos acostumamos a, de tempos em tempos, sofrer humilhações como a de ontem. O malfadado termo “parmerada” foi cunhado.
Gerações de torcedores rivais, que desconhecem a grandiosidade de nossa História, cresceram com a ideia de que o Palmeiras não era um time para ser levado a sério. E parte de nossa própria torcida cresceu com esse equivocado sentimento de inferioridade.
A tragédia de ontem traz à tona sentimentos dos quais já tínhamos nos libertado. Mas há um componente diferente: a raiva de saber que não vivemos mais nessa realidade e que resultados como este jamais poderiam ter acontecido.
Derrotas acontecem. Frustrações fazem parte da vida de torcedores de quaisquer times. Mas o Palmeiras perder de 4 a 0 para o Novorizontino, em pleno 2026, simplesmente não existe.
Um sentimento de vergonha profunda precisa mover todos dentro da Academia de Futebol para que uma resposta comece a ser formulada. Alguma coisa está errada e algo precisa acontecer. Se Leila Pereira, Anderson Barros e Abel Ferreira não detectarem esse erro e cortarem pela raiz, esqueçam a temporada.
E a torcida, faz o que?
Quanto a nós, torcedores, ainda só nos resta torcer. Invadir o local de treinamento, pegar os jogadores de porrada, entre outras soluções menos profissionais, são atos de desespero, caminhos para clubes onde não há comando, com diretorias inertes e sem moral. Ainda é possível crer que não chegamos a este nível de necessidade, embora o placar que ainda está em nossas retinas teime em dizer o contrário.
Apoiar é algo difícil neste momento. O sentimento de raiva ainda predomina. Como nas mais feias brigas de família, fechamos a cara e ficamos dias sem conversa. Mas jamais viraremos as costas.
Seguimos com o coração verde pulsando. Sangrando, afogados em amargor. Putos da vida, como não ficávamos há muito tempo. Mas, como numa família, seguimos.
“Na boa e na ruim” não pode ser só uma frase de efeito. Precisa ser levada muito a sério.
Na hora de levantar troféus, é fácil ser palmeirense. Agora é que é a hora de mostrarmos do que somos feitos. Diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida.
VAMOS PALMEIRAS!

Um comentário em “Novorizontino 4, Palmeiras 0: o que sobra depois de um placar desses?”
É meu amigo ,a pancada ainda dói e muito !!! Claro que apoio nunca vai faltar, mas o problema é que não vemos nada sendo feito, nenhuma justificativa!!! Leila e Barros somem nessas horas ,aliás nunca aparecem, Abel age como se fosse mais uma derrota simples e nossos jogadores, a maioria deles, bem abaixo de vestir nossa gloriosa camisa !!! Acreditar ,acreditamos ,mas ta difícil!!!