Jhon Jhon e a diferença entre um bom atleta e um bom homem

O episódio protagonizado por Jhon Jhon é esclarecedor: por mais que o Palmeiras se esforce para formar homens antes de atletas, nem sempre o material humano recompensa os esforços.

Jhon Jhon

A entrevista concedida por Jhon Jhon, meia do time do Red Bull Bragantino no intervalo da partida de ontem no Allianz Parque, foi triste e lamentável. O atleta, formado nas categorias de base do Palmeiras, sugeriu que o Verdão vem sendo beneficiado por arbitragens — repetindo, sem filtro, uma narrativa que vem sendo difundida por setores da imprensa e pelas redes sociais.

É possível que o elenco do Bragantino tenha sido influenciado por esse coro. Afinal, quando uma tese ganha volume, mesmo os mais próximos da verdade acabam se deixando levar. Mas no caso de Jhon Jhon, a decepção é maior. Ele sabe que essa história é falsa. Viveu o dia a dia da Academia de Futebol, conhece a seriedade com que o Palmeiras conduz seu trabalho e o esforço contínuo do clube para vencer por mérito, não por interferências externas. Mesmo assim, preferiu embarcar na onda conveniente, talvez como justificativa para o desempenho apagado de seu time.

A declaração não é apenas injusta: é ingrata. O Palmeiras investiu tempo, estrutura e confiança em sua formação, oferecendo o que há de melhor em condições para o desenvolvimento de um atleta. Esperava-se, no mínimo, respeito. Ao agir como agiu, Jhon Jhon mostrou ingratidão e falta de senso de responsabilidade com sua própria história.

No Palmeiras, formar jogadores nunca foi apenas uma questão de treinar fundamentos técnicos. O clube se orgulha de formar homens, cidadãos com valores sólidos, capazes de representar com dignidade a camisa que vestem — dentro e fora de campo. Quando uma Cria da Academia se desvia definitivamente desse caminho, fica claro que o esforço do clube nem sempre é suficiente: há casos em que o material humano simplesmente não corresponde à formação recebida.

Jhon Jhon ainda é bastante jovem e pode aprender com esta pisada na bola. Pode se redimir, de alguma forma — ou pode seguir sendo desse jeito pelo resto de sua vida. Vai seguir sua carreira e pode até conquistar relativo sucesso individual, mas se não aprender uma grande lição com a repercussão deste grave erro, terá que contar com sorte, porque ficará claro que faltam-lhe virtudes essenciais, as que distinguem o bom atleta do bom homem. No futebol e na vida, o tempo costuma cobrar caro daqueles que esquecem de onde vieram.

8 comentários em “Jhon Jhon e a diferença entre um bom atleta e um bom homem

  1. Infeliz e imaturo um jogador que tinha o carinho da torcida do Palmeiras acabou indo no barulho desta imprensa suja e sem moral.
    Lamentável

  2. Uma pena que ele entrou nessa, até parece jogador quando vai jogar nos gambás que perdem qualquer filtro. Inclusive, deve ter aprendido isso com o capitão(!!!) do time dele, o Gabriel…

  3. A ingratidão é algo terrível, é o mesmo sentimento que tenho quando vejo torcedores sendo desrespeitosos com nosso treinador e jogadores que tanto honraram nossa camisa nestes ultimos 10 anos.

  4. Comentário infeliz, de um jogador que deveria dar graças a Deus dpela oportunidade que teve. Não quis comemorar o gol marcado pra fazer média, o que seria muito mais honroso do que falar as bobagens que disse. Trouxa. Vai jogar no Gambá em 5 anos.

  5. Inacreditável. Cara nasceu ali… sabe que as coisas nunca são fáceis para o Palmeiras.

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