Como montar o esfacelado Palmeiras para enfrentar o Santos na Vila Belmiro?

Abel Ferreira tem poucas peças para montar seu quebra-cabeças para a partida da Vila Belmiro contra o Santos.

O quebra-cabeças está sobre a mesa. Neste sábado, o Palmeiras vai à Vila Belmiro para enfrentar o Santos com nada menos que nove desfalques, por conta da data Fifa e das suspensões de Andreas Pereira e Allan. Isso sem contar os quatro jogadores entregues ao Departamento Médico.

A situação é difícil, mas nosso elenco parece ser ainda capaz de apresentar um onze inicial suficiente para disputar o jogo com chances de vitória.

Os 16 jogadores disponíveis para iniciar a partida são: Carlos Miguel, Marcelo Lomba, Aranha, Giay, Khellven, Murilo, Bruno Fuchs, Micael, Benedetti, Jefté, Aníbal Moreno, Raphael Veiga, Mauricio, Felipe Anderson, Luighi e Bruno Rodrigues. As possibilidades para completar o banco são as Crias da Academia Gilberto, Arthur, Luis Pacheco, Rafael Coutinho, Larson, Erick Belé e Riquelme Fillipi.

Na verdade, com tantas ausências, a tarefa do treinador fica menos difícil. Como se sabe, quanto menos peças no puzzle, mais fácil de montar. A questão é apenas fazê-lo funcionar bem, e para isso, Abel terá até sexta-feira, com a escalação já definida, para ensaiar todos os movimentos.

A equipe mais provável vem no 4-2-3-1, com Bruno Fuchs fazendo a 5, Bruno Rodrigues a 9 e Jefté bem solto para descer:

Uma alternativa seria a escalação de Giay como terceiro zagueiro pela direita, deixando Aníbal Moreno e os dois alas mais soltos para apoiar a troca de passes no setor ofensivo – nem todos de uma vez, claro:

Tudo isto pode ganhar um elemento-surpresa caso a operação para trazer Flaco López da Angola, onde joga a seleção da Argentina, tenha sucesso. Existe a chance dele estar disponível, ao menos, para compor o banco de reservas.

A importância do aspecto mental

Tão importante quanto a escalação será a construção do mental dos jogadores para a partida. É esse tempero que pode ser decisivo para chegarmos a um bom resultado. Vencer em Santos será a chave para a conquista deste Brasileirão, além de ser um grande reforço na guerra psicológica contra o Flamengo nos momentos que antecedem a final da Libertadores.

Nossos jogadores, com o vestiário esvaziado, precisam sentir o momento e entrar em campo com uma motivação especial. Mesmo nem todos sendo titulares na campanha, é a hora deles se sentirem realmente úteis, buscando pontos tão importantes para o sucesso da temporada e reafirmando suas importâncias para o elenco – e, claro, mantendo-se vivos na disputa por uma vaga entre os titulares. Cabe a Abel Ferreira extrair este mindset do fundo da alma dos jogadores.

O jogo está sendo jogado em várias frentes. O Flamengo declarou guerra e está movendo suas correntes nos bastidores, acionando seus tentáculos no STJD e usando a imprensa para pressionar as arbitragens e manipular a opinião pública. Tudo isso faz com que a missão se torne mais difícil. Mas futebol ainda é, e sempre será, decidido dentro das quatro linhas. VAMOS PALMEIRAS!

Deixe uma resposta