Alguém dê uma folhinha para o Anderson Barros!

Estamos entrando no terço final de janeiro, metade da fase de classificação do Paulista já foi; estamos às vésperas da estreia no Brasileirão e Anderson Barros só entregou uma contratação ao Palmeiras: o volante Marlon Freitas.
O déficit no elenco, considerando que já negociamos três atletas (Weverton, para o Grêmio; Micael, de volta para a MLS, e Aníbal Moreno, para o River Plate), e que temos mais um que não é sequer relacionado por estar em negociações avançadas para deixar o clube (Facundo Torres), portanto, é de três jogadores.
O que temos no momento
Carlos Miguel é a aposta de Anderson Barros e da comissão técnica para o gol nos próximos anos; Lomba renovou por mais um ano para ser o reserva. A vaga de terceiro está sendo ocupada por Aranha, que cometeu várias falhas graves nas últimas temporadas pelo sub-20, especialmente nesta última Copinha.
A zaga só tem 4 atletas, um número claramente insuficiente, com Murilo em baixa e Benedetti ainda oscilando por conta da idade. Bruno Fuchs parece ser o mais indicado para o indiscutível Gustavo Gómez, mas ainda assim, tem suas panes.
Vivemos um período de aflição na lateral-direita, com Giay e Khellven nos deixando com muitas saudades de Marcos Rocha e Mayke. A lateral esquerda, com Piquerez e Jefté, está sendo preenchida por mais um da base, Arthur. Por outro lado, temos abundância entre os volantes com as subidas de Luís Pacheco e Larson e as esperadas recuperações de Lucas Evangelista e Figueiredo. Nem precisava segurar o Emi Martínez.
Nas meias, por dentro, temos Andreas, Mauricio e Veiga; enquanto nas beiradas apenas Allan convence – justo ele pode acabar sendo negociado por conta de boas ofertas do mercado. Felipe Anderson, há um ano e meio no clube, ainda não deu liga, e os gringos Facundo e Sosa, é preciso admitir, foram flops. Assim como Bruno Rodrigues e Luighi, que precisam encaixar bons jogos agora nos estaduais para engatilharem boas vendas.
Ainda sobram Paulinho, Vitor Roque e Flaco López na frente, jogadores de qualidade indiscutível.
Timing é fundamental
O Palmeiras tem uma condição financeira saudável, o que proporciona uma boa capacidade de negociação. Tem um elenco com excelentes jogadores em determinados setores, mas o coletivo não está dando encaixe.
Isso tem acontecido porque outros setores permanecem com lacunas. Os fracassos mencionados acima foram apostas que não vingaram em termos de qualidade ou meninos da base que (ainda) não estão à altura de nossas necessidades; quando precisamos deles, sofremos. Jogamos quartas-de-final de Copa do Mundo com Micael e Vanderlan no lado esquerdo da defesa.
Não foi por falta de aviso. Anderson Barros parece ser um profissional com muitas qualidades – pelo menos é o que os elogios frequentemente dirigidos a ele pelos membros da diretoria e comissão técnica sugerem. Mas para nós, torcedores, o que aparece do trabalho do diretor de futebol é o preenchimento das lacunas do elenco, e nisso o diretor está devendo, e muito, seja pelas escolhas, seja pelo timing.
A presidente não entende de futebol e não o cobra por isso; para ela, basta a planilha financeira estar em ordem e as paredes estarem limpinhas. Abel Ferreira parece se resignar com o fato de nosso principal adversário, o Flamengo, ter um orçamento quase 50% maior para contratar jogadores e tenta se virar com a base.
E é exatamente por conta desta diferença que o trabalho de Anderson Barros precisa ser extremamente preciso. O Flamengo tem espaço para equívocos; nós não. Se na Gávea gasta-se € 20 milhões num jogador médio que flopa, eles vendem por 10 e viram a página; nós não temos essa margem de erro.
Temos que contratar bem e no tempo certo. Não está acontecendo nem uma coisa, nem outra. Paulinho, Andreas e Vitor Roque foram excelentes contratações, mas o encaixe não foi no tempo certo. O elenco de 2025 foi uma correção de rota nos erros de 2024 – uma correção que ainda está em andamento, porque 2026 precisa corrigir os erros de 2025. É muito erro!
Todo o processo de scout precisa de uma revisão. E Anderson Barros precisa, além de uma dose extra de energia e rapidez, de uma folhinha, para entender que o tempo está correndo. Logo, logo, teremos jogos decisivos novamente, e não podemos voltar a entrar em campo com tantas lacunas.
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2 comentários em “Alguém dê uma folhinha para o Anderson Barros!”
Esse tal de Barros é muito ruim…tudo planejado. Os que ele comprou ano passado…está vendendo agora. Só falta a placa: LIQUIDAÇÃO TOTAL !!!
Texto irrepreensível. Pela qualidade e oelo timming.