Lista da Libertadores dá a pista: pode estar chegando mais um reforço

Troféu LibertadoresO Palmeiras inscreveu ontem cinco jogadores na Libertadores de 2018, para atender ao regulamento, que prevê que para as oitavas-de-final os times devem fazer no máximo cinco trocas até 72 horas antes da partida.

Em relação à lista inscrita para a fase de grupos, o Verdão se desfez de seis atletas: Juninho (4), Tchê Tchê (8), Keno (11), Michel Bastos (15), Fabiano (17) e Emerson Santos (24).

Cinco outros atletas se integraram ao elenco, sejam por recuperação de lesão, reincorporação ao elenco, ou novas contratações. E as camisas foram definidas: Nico Freire (4), Artur (8), Gustavo Gómez (15), Jean (17) e Vitinho (24).

Um detalhe curioso pode ter dado a letra: o Palmeiras pode estar atrás de um atacante de beirada. A camisa 24 é rejeitada pelos jogadores brasileiros por um contexto cultural que não cabe aqui nos aprofundarmos. Mesmo assim ela foi entregue a Vitinho, que diante da concorrência tende a ser pouco utilizado ainda este ano.

A 11 foi preservada

A importante camisa 11 foi preservada. Para as quartas-de-final, mais dois jogadores poderão ser trocados, o que se repetirá nas semifinais. Se não houvesse a menor possibilidade de uma nova contratação para usar a 11, ela provavelmente seria entregue a Artur, e Vitinho pegaria a 8, deixando a detestada 24 no limbo. Thinking_Face_Emoji

Não sabemos se Alexandre Mattos está atrás de alguém, ou se a 11 foi reservada apenas em caso de aparecer a chamada “oportunidade de mercado”. Mas onde há fumaça, há fogo, e todos nós conhecemos o Mattos. Só esperamos que, caso venha uma nova contratação, que ela seja feita para atender ao projeto técnico de Felipão, e não apenas por ser uma boa operação financeira.


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Paulo Turra esboça a versão 1.0 do time de Felipão

Felipão 1.0Ainda em Portugal, Felipão já começa dar nova cara ao time. O primeiro treino sob comando do auxiliar Paulo Turra, realizado na manhã desta terça-feira, mostrou um time com uma disposição bastante diversa da que nos acostumamos ver com Roger Machado.

A defesa permanece a mesma, uma linha de quatro formada por Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa.

Na nova formação, Marcos Rocha e Diogo Barbosa devem ter bastante liberdade para avançar.

Isto porque Felipão armou o time num 4-1-4-1, com Felipe Melo como volante e Bruno Henrique e Moisés jogando por dentro. Pelas beiradas, ajudando o trabalho dos laterais, Dudu e Willian Bigode. A referência na frente, enquanto Borja recupera ritmo de jogo, é feita por Deyverson.

Versão 1.0

Paulo Turra
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Em vez de aproveitar a base deixada por Roger Machado e fazer seus ajustes pouco a pouco, Felipão já chega mudando tudo, talvez preocupado com o tempo de maturação da nova formação diante da proximidade dos funis.

É natural que a primeira versão o time apresente uma série de complicações – é o preço de se trocar de técnico no meio da temporada. Para nós, torcedores, que já conhecemos bem o elenco, alguns equívocos saltam aos olhos; Paulo Turra e Felipão devem perceber isso sem maiores problemas.

Há pouco mais de um ano, Eduardo Baptista escalou o time no 4-1-4-1 com Felipe Melo entre as linhas. Não funcionou bem porque as linhas estavam muito distantes e o camisa 30 tinha muito espaço para preencher sozinho, ficando sobrecarregado.

A presença de Deyverson como titular, com Gustavo Scarpa, Hyoran e Lucas Lima no banco, enlouquece parte da torcida, que em tom de galhofa já pede a volta de Roger Machado. Mas o camisa 16, é claro, apenas faz o cosplay para Borja. Deyverson não tem nem porte físico para fazer a função desejada por Felipão, que deve pedir à diretoria um jogador que sirva melhor como alternativa ao colombiano, quando este não puder atuar.

A trinca de meio-campistas vai precisar de muito treino e coordenação para manter a defesa protegida e sólida diante das muito mais frequentes subidas dos laterais ao ataque..

Guerra deve estará disposição do comandante em poucos dias, e assim nosso banco terá quatro jogadores de primeira qualidade para alternativas ofensivas. Alguns perderão espaço, o que é natural, e Felipão vai precisar usar uma de suas maiores qualidades, que é a administração do grupo, para manter todos motivados.

No início, tudo pode nos parecer estranho, mas precisamos confiar no General – em suas convicções e em sua capacidade de fazer ajustes. O momento é de menos corneta e mais apoio. VAMOS PALMEIRAS!

Mesmo com contratações, Palmeiras enfrentará o Cerro com um jogador a menos entre os inscritos

Copa LibertadoresO Palmeiras volta à disputa da Copa Libertadores o dia 9 de agosto, quando enfrentará o Cerro Porteño, no jogo de ida das oitavas-de-final. Pelo regulamento da competição, o Palmeiras poderá fazer substituições na lista de jogadores que foram inscritos para a disputa da fase de grupos até 72 horas antes do início da partida, ou seja, até o dia 6 de agosto.

Portanto, o Verdão tem 13 dias a partir de hoje para definir os substitutos dos jogadores que entrarão nos lugares dos atletas que já deixaram o clube desde o início da competição: Fabiano (camisa 17), Juninho (4), Emerson Santos (24), Tchê Tchê (8), Michel Bastos (15) e Keno (11).

São seis atletas, como se pode ver, mas a Conmebol permite que apenas cinco trocas sejam feitas nesta fase, o que nos permite concluir que para as partidas contra o Cerro Porteño, Roger Machado poderá contar com no máximo 29 jogadores.

Neste intervalo, o Palmeiras incorporou quatro jogadores ao elenco: Jean e Artur, que recuperaram-se de lesões e haviam ficado de fora da lista da fase de grupos; Nico Freire, que veio do futebol holandês, e Vitinho, que voltou após um ano no Barcelona.

Lacunas no elenco

Keno contra o Cruzeiro
César Greco / Ag.Palmeiras

Quase todas as funções do elenco estão bem cobertas. O ataque, no entanto, ainda tem espaço para dois jogadores.

A função de ponta ofensivo está carente após a saída de Keno. Dudu é um atleta excepcional e claramente é titular. Mas em caso de não podermos contar com nosso camisa 7, a única opção de jogador de velocidade no elenco é Artur, o que pode ser uma temeridade em jogos cascudos como na Libertadores. Jogar sem um atleta veloz para comandar transições ofensivas rápidas torna o time bastante previsível, como vimos no jogo contra o Santos.

O comando do ataque está se virando com Willian, e eventualmente com Deyverson, na falta de Borja. Mas ter um atleta de força na área pode ser muito necessário em jogos mais físicos.

É esperado que Borja esteja em condições de enfrentar o Cerro no Allianz Parque; há até quem acredite em sua volta para o jogo no Paraguai, mas o colombiano, além de servir constantemente à sua seleção, pode voltar a se lesionar como qualquer outro jogador e não temos ninguém no elenco com as mesmas características. Esta deficiência na montagem do elenco vem sendo apontada pelo Verdazzo desde dezembro.

E agora?

Mattos e BorjaTemos quatro jogadores para preencher cinco vagas, e duas necessidades prementes no elenco. Depois de algumas especulações frustradas, a imprensa não foi alimentada por mais nenhuma fonte de boatos e não há a menor pista sobre resultados das andanças de Alexandre Mattos pelo mundo durante a Copa da Rússia.

É altamente desejável que Mattos efetue duas contratações de alto nível para o ataque, conforme descrito acima. Caso ele apareça com apenas um reforço, as cinco trocas estarão definidas: além desse novo jogador, Jean, Nico Freire, Vitinho e Artur completarão a rodada de substituições.

Caso Mattos seja extremamente eficiente, como sempre, e traga os dois reforços desejados,  Vitinho ou Artur devem disputar a quinta vaga, já que Jean e Nico Freire devem ocupar as camisas 17 e 4, respectivamente.

De qualquer forma, quem ficar de fora poderá ser inscrito na fase seguinte caso o Verdão passe pelo Cerro, já que mais duas trocas estão previstas para as quartas-de-final e outras duas para a fase semifinal.


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Regulamentação do uso de redes sociais pelos atletas: já passou da hora

Dudu InstagramEm sua conta no Instagram, ontem, Dudu manifestou-se aparentando uma certa resignação. A imagem ao lado reproduz a postagem: “Feliz ou não, é a lei da vida. Seguir em frente com a cabeça erguida. Superando tudo que está por vir”.

Pouco depois, O atacante retirou o trecho “Feliz ou não, é a lei da vida”, mas já era tarde. Centenas de torcedores manifestaram toda sua indignação e intolerância para com o atleta, como se ele houvesse desrespeitado o Palmeiras.

Dudu teve uma proposta financeira muito alta da China e quis sair. Talvez as críticas desmedidas e raivosas de alguns torcedores em outros episódios de tensão tenham pesado em seu desejo; talvez tenha sido só a grana mesmo. Mas a diretoria do Palmeiras, após vender Keno, não abriu mão do camisa 7 para não prejudicar ainda mais o projeto esportivo de 2018 e manobrou para que Dudu permanecesse no clube pelo menos até o fim deste ano – seu contrato vai até 2022.

A mensagem de Dudu não foi negativa, muito menos desrespeitosa ao Palmeiras. Foi um desabafo pessoal, de quem queria algo mas teve que se resignar com um desfecho diferente. Parece que alguns torcedores não sabem conviver com esse tipo de manifestação e se sentem ofendidos com o fato de existir no mundo um atleta que prefere não estar no Palmeiras, por algum motivo. Parece que os jogadores são obrigados a amar o Palmeiras como se fossem os próprios torcedores. É muito melindre.

O dia seguinte: feliz!

Hoje Dudu chegou à Academia de Futebol para o treino da manhã e não aparentava nenhuma negatividade, como se pode ver abaixo, na sequência de tweets dos setoristas Thiago Ferri, do Lance, e Rodrigo Fragoso, do Esporte Interativo:

Dudu parece focado no trabalho, feliz, e possivelmente segue tendo em vista uma transferência ao final da temporada. Isso não impede que o atleta tenha um bom desempenho até o final do ano; o tom de resignação de sua mensagem transparece exatamente isso.

Podia ter evitado

Dudu
Djalma Vassão/Gazeta press

O inferno das redes sociais já condenou Dudu. Sabemos, no entanto, que esses chiliques são efêmeros e duram, se tanto, duas semanas – a não ser que o jogador demonstre apatia em campo e/ou tenha mais episódios de destempero que remetam à manifestação de ontem. Neste caso, a sementinha plantada no Instagram tende a virar uma árvore de frutos bem amargos. Dudu será vaiado e perseguido – e se o time desgraçadamente acabar eliminado de forma precoce de alguma competição, será prudente evitar até visitas a supermercados e agências bancárias.

Talvez Dudu tenha tentado passar uma mensagem de positividade, com foco na maturidade em aceitar uma situação que não considerava a melhor para si, mas que aceitou pelo bem do grupo, para cumprir uma palavra empenhada. Talvez ele estivesse tentando mostrar que sabe levantar a cabeça e seguir em frente. Sabe-se lá qual o foco principal da mensagem. Mas em tempos de absoluta intolerância e falta de raciocínio, a postagem se mostrou um desastre. Se bem assessorado, ele podia ter evitado.

O uso de redes sociais por parte de jogadores não pode ser comparado aos de pessoas comuns. Atletas profissionais são figuras públicas e representam o clube que os pagam. Em casos extremos algumas declarações podem até condenar uma temporada inteira – como pode ter acontecido com o “áudio vazado” de Felipe Melo no ano passado.

Enquanto os clubes não regulamentarem o uso das redes sociais por parte dos atletas que mantêm sob contrato, terão que conviver com a tensão permanente de terem que desarmar uma bomba-surpresa. Se essa regulamentação for redigida de forma criteriosa, contemplando apenas os assuntos sensíveis, e for muito bem explicada e assimilada pelos jogadores sem deixar a impressão de ser um mero instrumento repressivo e ditatorial, todos têm a ganhar, principalmente os próprios atletas.


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Elenco viaja para encaixar os reforços, ainda à espera das contratações “cirúrgicas”

Keno contra o Cruzeiro
César Greco / Ag.Palmeiras

O Palmeiras viaja na noite desta quinta-feira para o Panamá, onde participará do torneio amistoso Por La Paz De Colón, enfrentando os locais do Árabe Unido e os colombianos do Independiente Medellín – depois, segue para a Costa Rica, onde enfrenta a Liga Alajuelense. O time embarca com algumas mudanças no elenco que vinha disputando as competições no primeiro semestre.

Já estamos sem Tchê Tchê, que perdeu espaço para Bruno Henrique, passou a ter também a concorrência de Jean e preferiu ser negociado com a Ucrânia – mesmo destino, em clubes diferentes, do jovem atacante Fernando, que parece ter uma carreira muito promissora.

Keno, titular e um dos grandes destaques do time no primeiro semestre, acabou vendido por quase R$ 40 milhões e, aos 28 anos, vai enfim fazer seu pé-de-meia.

Além disso, o lateral João Pedro, que estava emprestado ao Bahia, também deixa o país com destino ao Porto, de Portugal. Somadas, as vendas chegam a quase R$ 90 milhões.

Reposições

Tchê TchêA saída de Tchê Tchê, em princípio, não precisa de reposição com a recuperação de Jean, a não ser que o veterano, após adquirir ritmo de jogo, não alcance a performance mínima desejada. Moisés, que vem sendo utilizado como meia avançado, já declarou que seu melhor futebol aparece como segundo volante – desta forma, a função parece bem coberta.

Fernando também não ocupava um lugar cativo entre o elenco principal, já que suas aparições se deram apenas para cobrir a vaga de Artur, que se recuperou de lesão sofrida no início da temporada e que o obrigou a passar por intervenção cirúrgica.

Caso Moisés precise ser deslocado para a volância, a meia segue coberta com o suposto titular, Lucas Lima, que ainda briga para encontrar seu melhor lugar no campo; com Guerra, que precisa superar a onda de má sorte com a parte física; e com Hyoran, que cresceu bastante na parte final do semestre. Além deles, Vitinho volta do estágio no Barcelona e terá oportunidade de mostrar sua evolução. Todos também podem jogar mais abertos, se necessário.

E se João Pedro não estava no Palmeiras e nem pode ser considerado baixa no elenco, de Keno deve-se dizer exatamente o oposto. O ponteiro ganhou grande importância no esquema de Roger Machado e vinha sendo titular desde a reta final do Paulistão, após ganhar a posição de Willian Bigode. O ex-camisa 11 só tinha Dudu e Artur como similares no elenco.

A grande notícia, no entanto, é a reintegração de Gustavo Scarpa, que segue com o grupo para o Panamá. O camisa 14 pode fazer tanto a função de meia que joga por dentro, quanto jogar mais aberto. Gustavo só não tem a característica de fazer a jogada de velocidade como Keno, mas consegue jogar em diagonal, afunilando e se aproximando do meia central, o que vai dar muito mais oportunidades de tabelas rápidas, toques curtos com a chance de arremates de média e longa distância. Um senhor reforço.

Por fim, para ocupar a vaga do lado esquerdo da zaga que era de Juninho, que já havia deixado o clube em direção ao Atlético-MG, Alexandre Mattos reforçou com o argentino Nico Freire, que estava no Zwolle da Holanda e que é cria da base do Argentinos Juniors. Mais um tiro de longa distância do radar do dirigente, que já se mostrou muitas vezes acurado – outras, nem tanto.

Precisamos ser “cirúrgicos”

Alexandre Mattos
Cesar Greco / Ag.Palmeiras

As chegadas de Freire, Scarpa e Vitinho não arranharam o enorme caixa que o clube fez com as vendas concretizadas recentemente. São quase R$ 90 milhões que ainda podem ser aplicados no elenco, sobretudo no ataque.

Borja não tem um substituto no elenco que alie presença de área com força física, algo que pode ser muito necessário, sobretudo em jogos da Libertadores – essa lacuna vem sendo apontada aqui no Verdazzo desde a formação do elenco de 2018. Já a saída de Keno deixa uma vaga para a chegada de um ponteiro veloz e habilidoso, para brigar pela titularidade.

São duas vagas que ainda parecem urgentes e que seria importante que fossem definidas o mais rápido possível, para que se juntem à delegação mesmo com a excursão em andamento, a fim de acelerar a adaptação física e tática dos atletas.

Não é hora de trazer mais promessas; estamos entrando nos funis das competições e os ajustes devem visar as conquistas deste ano e não a montagem de elencos fortes para o ano que vem. Muito menos deve-se pensar em transações com viés financeiro. O momento é de investir na conquista de títulos através de ajustes “cirúrgicos” no elenco.


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