Força Gustavo!

Gustavo ScarpaA trajetória de Gustavo Scarpa no futebol começou no Desportivo Brasil, clube-empresa que tem seu projeto focado nas divisões de base, embora hoje dispute a Série A3 do Paulistão. Natural de Hortolândia, cidade que fica ao lado de Campinas, Gustavo não teve dificuldades em tentar a sorte em Porto Feliz, sede do DB.

Em 2012, aos 18 anos, chegou ao Fluminense, onde foi lapidado nos campos de Xerém por dois anos. Estreou no time profissional em 2014, aos 20 anos. Em 2015, foi emprestado ao Red Bull; jogou contra o Palmeiras na estreia de Dudu, num amistoso disputado em janeiro (3 a 2) e entrou no lugar de Lulinha na partida válida pelo Paulistão (0 a 2).

Mas foi no segundo semestre, já de volta ao Fluminense, que protagonizou um lance e realmente decisivo: na disputa por pênaltis, o então camisa 40 escorregou na hora de bater e Fernando Prass espalmou a bola batida à meia altura no canto esquerdo – o Verdão se classificaria para a final contra o Santos ao final da série.

Apesar do erro decisivo, Gustavo Scarpa cresceu demais no time das Laranjeiras; nem seria necessário estar num elenco medíocre como o do Fluminense, dado seu gigantesco talento, para se destacar. Merecidamente, virou xodó e mais tarde, ídolo da torcida. Aos 22 anos, encerrou 2016 como uma realidade no cenário nacional, o que lhe rendeu até uma convocação para a seleção brasileira.

Em 2017, como líder técnico de um time extremamente sofrível, foi crucificado pela própria torcida como se fosse o único responsável pelos maus resultados, ao mesmo tempo que passou a enfrentar a falta de pagamento de salários e direitos de imagem. Ingatidão e falta de respeito – a combinação o fez optar por deixar o clube.

Um passo à frente na carreira

Gustavo ScarpaGustavo sempre deixou claro sua consideração pelas cores e pela instituição que fez parte de seu desenvolvimento técnico, mas precisou resguardar seus interesses fundamentais ao sentir que estava sendo desrespeitado profissionalmente. E precisou optar pelo litígio para seguir em frente, acertando com o Palmeiras, onde passou a fazer parte de um elenco muito mais qualificado, competindo saudavelmente por um lugar no time titular – algo que antes conseguia sem problemas até se faltasse aos treinos na zona sul do Rio.

Naturalmente, Gustavo vinha se entrosando no Verdão e adquirindo ritmo de jogo. Sua última partida, a primeira como titular, foi espetacular, marcando dois golaços em Itu e convencendo a boa parte da torcida que já tinha lugar entre os onze que saem jogando. Foi quando veio o contra-ataque covarde do Fluminense.

A coordenação dos movimentos que culminaram na anulação do vínculo com o Palmeiras foi assustadora: entre a queda da liminar até a publicação do BID passaram-se pouco mais de 24 horas, numa ação controversa em que a CBF não teria inequivocamente o poder de tomar a decisão de romper o vínculo. Em meio a tudo isso, nota-se que o diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, é também conselheiro nato do Fluminense – o que pode explicar bastante.

Impedido de trabalhar pelo Palmeiras, Gustavo Scarpa hoje precisa recorrer de forma pessoal à Justiça para reverter a situação. O Fluminense joga com o tempo, sabendo que tanto o atleta quanto o Palmeiras sofrem um prejuízo irreparável a cada dia em que a situação perdura. Consciente de que não existe o menor clima para que o aleta seja reintegrado a seu elenco, o clube carioca, em apuros econômicos, apenas espera por uma proposta financeira para desistir do caso. Pequeno. Mesquinho. Desprezível.

O troco virá

Instagram - Gustavo Scarpa
Instagram – Gustavo Scarpa

Gustavo Scarpa não estava sendo pago e tentou resolver amigavelmente. Entretanto, a exemplo do que aconteceu com Henrique Scolari e Diego Cavalieri, não se sentiu respeitado nas tratativas por seu ex-clube, o mesmo que agora se vê no direito de atrapalhar o seguimento de sua carreira e que o faz da forma mais covarde, impedindo-o de treinar com os novos companheiros através de uma ação coordenada que sugere casuísmo por parte da diretoria da CBF.

Formalmente, o Palmeiras nada pode fazer neste momento, até porque prejudicaria a argumentação jurídica futura. Mas que Gustavo se sinta abraçado por toda a coletividade palmeirense, que espera ansiosa por sua volta, está atenta a seu esforço para se manter focado, trabalhando a parte física durante esta inaceitável interrupção.

Força Gustavo! Nós também curtimos a eliminação deles na Copa do Brasil e o troco, com juros, você nos ajudará a dar na bola, no Brasileirão que se aproxima.


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Felipe Melo: um imponente pitbull na coleira ou uma granada sem pino?

Felipe Melo
Cesar Greco / Ag.Palmeiras

O Palmeiras alcançou a quarta vitória em quatro jogos ao vencer o Bragantino neste domingo e segue liderando o Paulistão, com 100% de aproveitamento. Tão bom quanto os resultados é a tão sonhada evolução do grupo, finalmente presente após um ano inteiro de espera. A dupla de zaga surpreende positivamente; os laterais ainda estão se encontrando. Willian e Keno são realidades, Dudu desenferrujado é um monstro e Lucas Lima parece perfeitamente ambientado. Tchê Tchê e Borja lutam contra a irregularidade técnica, embora taticamente estejam perfeitos. O grupo parece muito homogêneo – nivelado, por cima.

Nesse crescimento todo, um jogador está se destacando além do esperado: Felipe Melo. Envergando a supostamente amaldiçoada camisa 30 que tanto desgosto nos trouxe nos últimos anos, o veterano parecia fadado a repetir as trajetórias de fracasso de quem a vestiu depois que a numeração dos jogadores passou a ser fixa, há pouco mais de dez anos.

De fato, 2017 foi um ano ruim para Felipe Melo. Desde que foi anunciado como reforço do clube, há pouco mais de um ano, usou e abusou das redes sociais e de declarações polêmicas para tentar cativar a predileção de nossa torcida. De parte dela, conseguiu.

Talvez Felipe Melo tenha sido o volante com melhor desempenho do elenco em 2017, mas mesmo assim ficou devendo. Na verdade, a avaliação mais adequada seria “menos ruim”. Apesar de momentos técnicos interessantes, o time não encaixou como necessário e parte disso se deve ao ambiente conturbado pelo qual ele foi um dos grandes responsáveis.

Uma granada sem pino?

Felipe Melo
Reprodução

Felipe Melo forçou demais a barra para se tornar um ídolo. Em vez de focar na bola e se tornar um ídolo naturalmente, buscou a popularidade de forma artificial. Os episódios polêmicos se sucederam: desde que chegou chegando de helicóptero, fazendo cara de mau, até sua reintegração após passar mais de um mês treinando em separado, tivemos episódios em que ele prometeu dar tapa na cara de uruguaio, mas com responsabilidade. Poucas semanas depois, deu soco na cara de uruguaio sem responsabilidade alguma.

Antes de trocar cusparadas com Clayson no último Derby do ano, em Itaquera, Felipe Melo brigou com Roger Guedes, fez vídeo apoiando político, tomou umas champanhes a mais e prometeu rasgar Cuca no meio, chamando-o de covarde e mau-caráter num áudio “vazado”. Para piorar, ofereceu-se ao Flamengo durante o afastamento.

Felipe MeloEste episódio foi o mais grave de todos. Aparentemente premeditado para fritar o treinador, com quem viveu seu pior momento técnico, o áudio que causou-lhe o exílio surtiu o efeito desejado: dois meses depois, Cuca foi demitido e Felipe Melo, reintegrado, venceu a queda-de-braço.

É difícil quantificar o grau de relação entre todos esses imbróglios e o fracasso na busca por títulos em 2017, mas é mais difícil ainda isentar Felipe Melo.

Tudo isso fez com que o volante dividisse opiniões de forma acalorada entre a torcida. Ninguém lhe ficou indiferente. Com sua personalidade forte e com o esforço midiático que fez, cativou uma legião de fãs perigosamente incondicionais. Outra porção da torcida viu seu potencial destrutivo e a comparação mais recorrente foi com uma granada sem pino: ninguém sabe quando, mas vai explodir e vai fazer um estrago. O que quase todos reconhecem é seu futebol de alto nível – a questão é se compensa.

Assim, compensa

Felipe Melo
Cesar Greco / Ag.Palmeiras

Apostar em sua permanência para 2018 foi um risco gigantesco que a diretoria resolveu assumir. Não sabemos ao certo se por iniciativa própria ou se foi aconselhado por amigos e familiares; não sabemos se levou uma enquadrada da diretoria ou dos próprios companheiros: o fato é que Felipe Melo resolveu, finalmente, focar na bola. O resultado está aí.

Seu desempenho nesses primeiros movimentos da temporada tem sido primoroso. Muitos jogadores se sustentam na carreira apoiados em estatísticas que brigam com a feiúra do futebol exibido. O futebol de Felipe Melo agrada aos olhos tanto de quem gosta de jogo aguerrido, quanto de quem prefere a elegância. Tudo isso com números espetaculares. É tudo dele.

Hashtag-tenso!

Felipe Melo
Divulgação

Todo o equilíbrio do time passa por Felipe Melo. Ele é o centro de gravidade do Palmeiras, dentro e fora do campo.

No gramado, protege a zaga, intimida adversários, desarma, faz a saída de bola e faz lançamentos magistrais que resultam em gols. Fora dele, basta um destempero seu para que o ambiente sempre inflamável do Palmeiras entre em combustão.

Ter Felipe Melo no elenco é garantia de fortes emoções. É #tenso. Ele está jogando muito e tê-lo no time dá um prazer enorme, some-se a isso a perspectiva de acontecer uma merda colossal a qualquer momento que torna tudo mais eletrizante. A sensação é ruim e boa ao mesmo tempo – pelo menos enquanto a granada não explode.

Uma granada sem pino VAI EXPLODIR. A questão é se a metáfora está bem empregada. Se explodir, estará confirmada. Mas o Felipe Melo de 2018, em vez de uma granada sem pino, pode estar mais para um pitbull com coleira, educado e bem treinado, sob controle, imponente e pronto para agir quando preciso. Aí sim!


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Respeito, muito respeito, para criticar Dudu

Dudu
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras fez sua segunda partida na temporada e os jogadores mostram nitidamente que estão assimilando as orientações de Roger Machado. As jogadas já têm começo, meio e fim, mas ontem especialmente, foi necessária uma estratégia para lidar com o calor infernal que fazia em Ribeirão Preto.

Enquanto o Botafogo veio para o tudo ou nada no primeiro tempo, fazendo do time uma sanfona bem arrumadinha – se encolhendo bastante quando o Palmeiras tinha a bola, e saindo em rápidos e perigosos contra-ataques, o Verdão cadenciou o jogo, rodando a bola sem pressa e deixando os atletas do time da casa acabarem com suas energias. Os dois primeiros chutes a gol do Palmeiras só vieram após os 40 minutos.

O Botinha não era exatamente um George Foreman, mas o que o Palmeiras fez foi exatamente o que Muhammad Ali fez na célebre luta no Zaire em 1974: suportou a pressão do adversário, levando-o à exaustão, e chegou à vitória de forma extremamente fácil no segundo tempo.

Futebol não é boxe, e cada atleta tem uma forma de “se poupar”. Para quem está vendo de fora um atleta cumprindo essa orientação, um pique dado sem toda a intensidade, ou uma chegada mais leve numa dividida, pode parecer o velho corpo mole.

Logo quem?

DuduDudu não é o tipo de jogador que combina com esse tipo de estratégia, embora fosse necessário. Nosso capitão, conhecido por sua raça e dedicação durante todo o jogo, um cara que dá 110% em cada lance, transparecia apatia.

Entram também no pacote uma certa vontade de tocar de calcanhar na bola, a própria ferrugem típica de início da temporada e as informações de que recebeu propostas milionárias para jogar na China.

Foi o que bastou para alguns torcedores tomarem certas liberdades nas redes sociais. Ainda no primeiro tempo, acessaram sua conta no Instagram e fizeram ataques covardes, usando palavras duras, com todo o ódio que já é característico desta era.

Pouco depois, uma legião de palmeirenses abafou as manifestações negativas enchendo a mesma postagem com mensagens de apoio e gratidão a Dudu. O jogador que hoje é o maior símbolo da ressurreição do Palmeiras, que fez dois gols na final da Copa do Brasil contra o Santos, que marcou um gol de cabeça no Cássio e colocou um boné, que meteu gol de cobertura no Denis, que é um dos líderes de assistências do elenco e artilheiro do Allianz Parque, só pode ser desrespeitado por gente que não respeita a si mesmo.

Ninguém está acima do bem e do mal

Dudu
Divulgação

Nosso camisa 7, assim como qualquer jogador que passa pelo Palmeiras, estará sempre sendo posto à prova. Faz parte de vestir uma camisa tão pesada. Talvez ele saiba lidar com os ataques como os de ontem e tire de letra. Ou, menos provável, talvez isso tenha sido a gota d’água para que ele tome a decisão de deixar o Palmeiras e ganhar dois caminhões de dinheiro do outro lado do mundo. Esperamos que não.

Não foi só um mau primeiro tempo. Dudu jogou mal também na parte final do jogo, errando lances que não costuma errar, como aquele em que saiu de frente para o goleiro, mas não conseguiu tirar para o lado e fazer o gol. Aceitável, para início de temporada, sob um sol tão forte – e principalmente pelos créditos acumulados. Mas é claro que irrita.

Já podemos ver jogadores rendendo razoavelmente bem, como Felipe Melo, Victor Luis, Willian, Borja e Lucas Lima. Outros foram mal no primeiro jogo, mas já deram sinais de reação, como Tchê Tchê e Marcos Rocha. Dudu fez uma dobradinha de jogos ruins; pode e deve ser criticado.

As críticas, no entanto, devem estar revestidas de respeito, muito respeito. Dudu não está acima do bem e do mal, mas todos sabemos do que ele é capaz. E se continuar jogando mal, algo muito simples vai acontecer: ele vai para o banco, já que temos Willian, Gustavo Scarpa, Keno e Guerra brigando com ele por duas vagas pelos flancos. Não precisa o revoltadinho de internet demonstrar toda sua falta de atributos morais e de educação básica para tirá-lo do time.


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Por que o Palmeiras fez bem em contratar Gustavo Scarpa

Gustavo Scarpa
Mailson Santana/Fluminense

A notícia da contratação de Gustavo Scarpa pegou quase todos de surpresa na manhã desta segunda-feira. O assunto havia sido tirado da pauta palmeirense há quase um mês, quando a diretoria decidiu encerrar a negociação com o Fluminense, detentor dos direitos econômicos do atleta.

Através de um mandado de segurança, os advogados de Gustavo Scarpa conseguiram romper o vínculo com o clube carioca e isso mudou completamente a situação. Sem precisar pagar mais nada ao Fluminense, bastou ao Palmeiras oferecer um bom contrato ao jogador.

As condições financeira, de estrutura e esportiva ajudaram o Palmeiras a ser clube o escolhido pelo jogador, que também era disputado por SPFC, SCCP e Atlético-MG. Três anos depois de Dudu, Alexandre Mattos aplica mais um chapelaço no mercado.

No dia 21, o Verdazzo publicou um post dizendo por que desistir de Scarpa foi a escolha certa para o Palmeiras. Diante das novas circunstâncias, fazer o oposto passou a ser um tiro certeiro.

Por que mudou?

Gustavo Scarpa é um dos melhores atletas de criação no meio-campo do país. O valor de sua transferência era muito alto e o Palmeiras não precisava entrar em leilão para fortalecer um setor em que já tínhamos peças suficientes para desempenhar um bom papel na temporada. Vê-lo em um rival seria um problema que teríamos que resolver dentro de campo. Agora, o problema é deles.

Com a queda do vínculo com o Fluminense, basta ao Palmeiras, que nesse meio-tempo já se desfez de Raphael Veiga, decidir se ainda vai precisar abrir mais uma vaga no elenco. Hyoran e Allione são os mais cotados para saírem por empréstimo, se a diretoria e a comissão técnica assim avaliarem, mas ainda há a chance de todos permanecerem.

Mais um símbolo

DuduDudu chegou há três anos e simbolizou a virada para uma nova fase do Palmeiras, uma reconstrução que durou três anos e que já rendeu ao clube dois troféus nacionais.

A contratação de Gustavo Scarpa, que estabeleceu vínculo de cinco anos com o Palmeiras, é um símbolo da consolidação do Verdão como a maior potência do país; a primeira escolha de todos os jogadores e o último degrau no Brasil para quem deseja fazer carreira no exterior.

Dudu, nesses três anos, criou um vínculo tão profundo com o Palmeiras que hoje recusa propostas financeiramente mais vantajosas. O capitão já entendeu o significado de ser um ídolo do Palmeiras e só vai sair numa situação excepcional, que envolva mais que apenas dinheiro.

Esperamos que Gustavo Scarpa, Lucas Lima e todos os destaques do elenco sejam também cativados pelo projeto do clube, que criem esse vínculo com nossas cores e que sejam os pilares para o estabelecimento de uma identidade em nosso futebol; e que o Palmeiras monte um esquadrão que dure muitos anos na vanguarda do futebol brasileiro e sul-americano.

SEJA BEM-VINDO, GUSTAVO SCARPA!

Atônita, imprensa tenta entender a estratégia do Palmeiras

Apresentação de Roger Machado
Fellipe Lucena‏/Lancepress!

A diretoria do Palmeiras já declarou que o grupo está fechado para iniciar 2018 e que novas contratações só acontecerão de forma circunstancial. O elenco foi reforçado com cinco atletas – três deles titulares indiscutíveis e seguramente entre os três melhores da posição no país; está claramente mais forte que o elenco do ano passado.

O que deixa a imprensa atônita é que o time ficou sensivelmente mais competitivo a um custo irrisório. Na base da troca, ou atraindo jogadores importantes em fim de contrato, o Palmeiras conseguiu elevar a qualidade do elenco sem recorrer à demonizada Crefisa.

Onde está a mágica?

MoisésEste estágio de manutenção do elenco foi atingido após três anos de construção gradual, que precisou ser totalmente reformulado após o desastre da campanha de 2014. Com dois pilares remanescentes de 2015, Fernando Prass e Dudu, o time foi elevando o nível em cada posição. Da turma de 2016, permanecem Edu Dracena, Mina, Jean, Moisés e Tchê Tchê.

No ano passado, mais uma bateria de contratações importantes: Mayke, Luan, Juninho, Felipe Melo, Bruno Henrique, Guerra, Hyoran, Veiga, Keno, Willian, Borja e Deyverson. Neste ponto, temos um elenco forte, mas que ainda deixou lacunas – devidamente preenchidas nesta janela com as contratações recentes.

Dinheiro rasgado?

Nestes ciclos de contratação, o Palmeiras desembolsou uma boa quantia de dinheiro – em 2017 especialmente, uma soma vultosa fez a alegria da imprensa, que usou o dado para jogar uma pressão descomunal sobre o grupo. A falta de títulos ao final da temporada foi interpretada como dinheiro rasgado.

Usando de desonestidade intelectual, os comentaristas de sofás bombardearam o planejamento feito em 2015, que está se concretizando agora. O dinheiro usado nestes três anos não serviu apenas para chegarmos aos títulos da Copa do Brasil de 2015 e ao eneacampeonato brasileiro em 2016.

Hoje o Palmeiras pode ostentar uma condição invejável no mercado: um elenco forte, que a cada temporada vai renovar duas ou três posições por conta de negociações com o exterior. Nenhum titular vai querer deixar o Palmeiras para outro clube brasileiro. Ao contrário: os melhores jogadores dos outros clubes é que sempre considerarão a possibilidade de vir para o Palmeiras.

Mexendo pouco no elenco, com jogadores do nível de Lucas Lima, Diogo Barbosa e Weverton querendo fazer parte de nosso elenco, o Palmeiras segue muito saudável financeiramente; com dívidas modestas bem escalonadas e sem receitas adiantadas, o que permitirá ao clube fazer extravagâncias pontuais – duas ou três ao ano, exatamente o que está previsto no processo natural de rodar o elenco. Essas contratações de destaque deixarão o Palmeiras cada vez mais em evidência no cenário brasileiro.

Excelência

Todo esse planejamento financeiro é complementado pelo trabalho nas categorias de base, que tende a dar cada vez mais frutos para o time de cima ou para serem vendidos, gerando mais renda para o clube. E assim se fecha o ciclo virtuoso que é visto nos maiores clubes do planeta. O Palmeiras, claro, tem sua realidade financeira inserida no contexto da economia brasileira, mas diante da excelência do planejamento e dos processos, tende a se descolar do pelotão.

Atônita, aturdida, a imprensa seguirá procurando meios para relativizar, desmerecer e tumultuar o futebol do Palmeiras. Mas vai chegar num ponto que terá que se render.

Um Feliz 2018 a todos os palmeirenses do planeta!


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