Suspensões marotas e lesões: o quebra-cabeças de Felipão

Antônio Carlos
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

A vitória contra o Ceará manteve as chances do Palmeiras conquistar o decacampeonato muito grandes e agora o time, mais uma vez, vira a chavinha para focar na Libertadores. O Verdão volta à Bombonera para enfrentar o Boca Juniors, desta vez pelas semifinais da competição sul-americana.

A sequência, no entanto, nos obriga a voltar as atenções para o Brasileirão no final de semana, para depois pensar no Boca novamente, no jogo de volta. Ensanduichado entre as duas partidas contra os argentinos, vem o jogo fundamental contra o Flamengo, pelo Brasileirão.

Para complicar ainda mais, a partida no Rio de Janeiro terá que ser disputada no sábado – apenas 3 dias depois da batalha em Buenos Aires. E o Palmeiras terá uma série de desfalques para este jogo.

Felipão tem decisões difíceis para tomar. Ao mesmo tempo em que precisa achar a melhor combinação para cada jogo, levando em consideração os desfalques, precisa também seguir administrando o físico dos atletas para que não estourem na parte mais importante da temporada.

O quebra-cabeças

Felipão
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Para o jogo contra o Flamengo, Felipão não contará com os suspensos Deyverson, Mayke, Bruno Henrique e Lucas Lima. Possivelmente também não terá Marcos Rocha e Jean, baleados; e existe a grande chance de não poder contar também com Diogo Barbosa, que havia sido suspenso pela confusão no jogo do Mineirão e estava liberado para atuar sob efeito suspensivo – ele e Mayke provavelmente devem ter novo julgamento esta semana.

Para o jogo no Maracanã, a saída mais plausível para a lateral-direita é deslocar Thiago Santos, já que as três opções estão fora de combate. A dupla de volantes que restaria é Felipe Melo e Moisés. E com Lucas Lima suspenso, quem deve articular as jogadas por dentro é Guerra.

Hyoran e Scarpa, este sem ritmo algum, devem ser acionados pelas beiradas, para resguardar as condições físicas de Dudu e Willian. Isso porque os dois são considerados titulares e sabemos da predileção de Felipão pela Libertadores – ele não deve abrir mão da dupla nem na Argentina, nem no jogo da volta, na semana que vem.

Assim, o time-base para os dois jogos contra o Boca tende a ser Weverton; Mayke, Luan, Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo e Bruno Henrique; Dudu, Lucas Lima e Willian; Borja.

Já o time para jogar contra o Flamengo a escalação deve ser Weverton; Thiago Santos, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Felipe Melo e Moisés; Hyoran, Guerra e Gustavo Scarpa; Borja.

Notem que Borja e Felipe Melo, além de Weverton, serão bastante exigidos nessa sequência. Façam menções especiais a eles em suas preces.

O responsável

André Luiz de Freitas Castro
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Verdazzo deu a letra no pré-jogo da partida de ontem: o árbitro André Luiz de Freitas Castro é pródigo em cartões, e nada mais conveniente para a CBF do que escalar a metralhadora de amarelos para apitar uma partida do Palmeiras no jogo imediatamente anterior à partida contra o Flamengo, o queridão da entidade.

Alexandre Mattos e Felipão, macacos velhos, provavelmente já estavam atentos e reforçaram as suspeitas nas entrevistas após o jogo. O Palmeiras tinha oito pendurados; três foram atingidos – sendo que dois deles em cartões nitidamente forçados pelo juiz.

Mayke ia cobrar uma falta, no segundo tempo. O tempo que levou para recolocar a bola em jogo foi trivial. O árbitro justificou na súmula que ele demorou demais – para cobrar um lateral. Já a justificativa para o cartão de Lucas Lima foi pior ainda: por “cometer faltas persistentemente”. No lance, Lucas Lima nem fez falta – e teria sido sua primeira no jogo. A vontade acima do normal de mostrar os cartões nos dois casos é evidente.

Pela quinta vez seguida o Palmeiras foi prejudicado pela arbitragem no Brasileirão – e mesmo assim venceu os cinco jogos. O dano, desta vez, não foi apenas na dificuldade do próprio jogo, mas principalmente para escalar um time completo para a partida seguinte, que coincidentemente ou não, é contra o Flamengo.

Pelo que vemos, a tal reunião de cinco horas na sede da CBF entre o presidente Mauricio Galiotte e a comissão de arbitragem não está adiantando nada. O Palmeiras segue fraco nos bastidores e resta a Felipão e nosso bravo grupo de atletas segurar as pontas na sequência mais crítica da temporada. Se depender da torcida, eles sabem que podem contar com todo o suporte. VAMOS PALMEIRAS!


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Palmeiras precisa desativar o “modo Lacraia” em Deyverson

Deyverson
Reprodução

Deyverson foi um dos maiores personagens do clássico de ontem contra o SCCP. Com a bola, marcou o único gol da partida, criou chances, sofreu um pênalti não assinalado pela arbitragem e disputou todas as bolas como se fosse a última da carreira, incendiando a torcida.

O camisa 16 também agitou o estádio ao ser substituído, recebendo uma ovação que poucos conseguiram até hoje na História do Allianz Parque – e já do lado de fora, provocou Roger com uma prosaica piscadinha, o que causou um princípio de confusão à beira do gramado e fez o relógio andar um pouquinho mais.

Se fosse “só” isso, tudo certo. Mas Deyverson faz tudo isso oscilando emocionalmente de forma perigosa. Seu comportamento em campo destoa. Sua forma teatral de agitar os braços; seus mergulhos acrobáticos e as vezes em que se dirige à torcida para pedir apoio são exageradas e atraem antipatia dos adversários e das arbitragens. É o “modo Lacraia”.

Mesmo sendo uma peça importante nos últimos jogos – deu o passe que abriu caminho para a vitória sobre o Atlético-PR e marcou o gol solitário do Derby – Deyverson segue sendo uma figura questionável exatamente por esse tipo de comportamento instável.

Paga pelo que faz e pelo que não faz

Deyverson
Reuters

No Derby, Deyverson foi calçado dentro da área por Henrique, mas a forma com que mergulhou no gramado ajudou a já natural má-vontade dos árbitros em não marcar pênaltis contra o SCCP. Amarelado, procurando confusões desnecessariamente – incluindo um choque forçado com Cássio – obrigou Felipão a tirá-lo de campo, pois era nítido que seria expulso a qualquer momento.

Sua entrada em campo na partida contra o Cerro Porteño foi apoteótica. Pilhado muito acima do normal, provocou, sofreu faltas, deu piruetas, tomou encontrões e acabou expulso sem agredir ninguém – mas o árbitro considerou seu comportamento inadequado. O presidente do Cerro Porteño, Juan Zapag, chegou a afirmar em entrevista que el rúbio parecia um personagem de circo em meio a adjetivos como “drogado” e “possuído” – um claro exagero, mas que traduz o quanto o comportamento amalucado de Deyverson chama a atenção de forma negativa.

Contra o Bahia, Deyverson subiu numa disputa de bola com os braços abertos e acabou atingindo o lateral Mena. Anderson Daronco aplicou-lhe o amarelo, mas Leandro Vuaden, que comandava o sistema do VAR, recomendou a expulsão – totalmente injusta, já que o movimento foi claramente para equilibrar o corpo, tanto que os dois braços fazem o mesmo gesto. Mas como é o Deyverson (e joga no Palmeiras), o cartão vermelho foi aplicado – e a punição no STJD veio com bônus: dois jogos de gancho.

Com essa sequência que mistura comportamentos inadequados, falta de controle emocional e um jeitão estabanado, mesmo sendo importante quando está apenas jogando bola, Deyverson conseguiu uma proeza: está suspenso dos próximos três jogos do Palmeiras, por três competições diferentes. Borja sente uma lesão na panturrilha e Felipão pode precisar recorrer a Willian Bigode ou mesmo a Papagaio em partidas importantes da temporada.

Correção urgente

Deyverson e Felipão
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Deyverson vinha sendo o jogador que a torcida havia selecionado para ser pregado na cruz – nossas arquibancadas sustentam esse costume há décadas, sempre existe um que é o escolhido – mas conseguiu, com Felipão, dar a volta por cima. De perseguido passou a ser até uma espécie de xodó, para alguns. Mas ainda é possível notar na torcida quem não o veja com bons olhos. Há muitos palmeirenses que, com alguma razão, torcem o nariz para seu jeito canastrão dentro de campo – e as suspensões consecutivas reforçam esse argumento. Como se não bastasse, Deyverson não é exatamente alguém que tem uma relação íntima com a bola, o que aumenta a rejeição.

Essa divisão na torcida pode pender para qualquer um dos lados. Se a boa fase dentro de campo cessar, Deyverson voltará a ser uma unanimidade negativa. Mas se ele for corrigido, passando a dosar seus impulsos e seus trejeitos abilolados, focando em jogar bola e continuar sendo útil ao time, até aquele mesmo xarope que fica no Gol Sul sempre no mesmo ponto, posicionado para aparecer para a câmera do guindaste e criticando o camisa 16 mesmo quando ele acabou de fazer um gol (como fez ontem) pode passar a aplaudi-lo. Até ele.

Felipão mencionou de forma misteriosa na coletiva pós-jogo que existem algumas correções que precisam ser feitas fora de campo. Houve quem dissesse que é a influência excessiva da patrocinadora; outros disseram que só podia ser o “modo Lacraia” que se apossa de Deyverson nas partidas. Como nosso general deixou as tais correções no ar, que sejam as duas coisas; que todos os ajustes sejam feitos e que nosso camisa 16 seja controlado para que possa usar toda sua energia apenas em favor do Verdão, e não contra.


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Lista da Libertadores dá a pista: pode estar chegando mais um reforço

Troféu LibertadoresO Palmeiras inscreveu ontem cinco jogadores na Libertadores de 2018, para atender ao regulamento, que prevê que para as oitavas-de-final os times devem fazer no máximo cinco trocas até 72 horas antes da partida.

Em relação à lista inscrita para a fase de grupos, o Verdão se desfez de seis atletas: Juninho (4), Tchê Tchê (8), Keno (11), Michel Bastos (15), Fabiano (17) e Emerson Santos (24).

Cinco outros atletas se integraram ao elenco, sejam por recuperação de lesão, reincorporação ao elenco, ou novas contratações. E as camisas foram definidas: Nico Freire (4), Artur (8), Gustavo Gómez (15), Jean (17) e Vitinho (24).

Um detalhe curioso pode ter dado a letra: o Palmeiras pode estar atrás de um atacante de beirada. A camisa 24 é rejeitada pelos jogadores brasileiros por um contexto cultural que não cabe aqui nos aprofundarmos. Mesmo assim ela foi entregue a Vitinho, que diante da concorrência tende a ser pouco utilizado ainda este ano.

A 11 foi preservada

A importante camisa 11 foi preservada. Para as quartas-de-final, mais dois jogadores poderão ser trocados, o que se repetirá nas semifinais. Se não houvesse a menor possibilidade de uma nova contratação para usar a 11, ela provavelmente seria entregue a Artur, e Vitinho pegaria a 8, deixando a detestada 24 no limbo. Thinking_Face_Emoji

Não sabemos se Alexandre Mattos está atrás de alguém, ou se a 11 foi reservada apenas em caso de aparecer a chamada “oportunidade de mercado”. Mas onde há fumaça, há fogo, e todos nós conhecemos o Mattos. Só esperamos que, caso venha uma nova contratação, que ela seja feita para atender ao projeto técnico de Felipão, e não apenas por ser uma boa operação financeira.


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Paulo Turra esboça a versão 1.0 do time de Felipão

Felipão 1.0Ainda em Portugal, Felipão já começa dar nova cara ao time. O primeiro treino sob comando do auxiliar Paulo Turra, realizado na manhã desta terça-feira, mostrou um time com uma disposição bastante diversa da que nos acostumamos ver com Roger Machado.

A defesa permanece a mesma, uma linha de quatro formada por Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa.

Na nova formação, Marcos Rocha e Diogo Barbosa devem ter bastante liberdade para avançar.

Isto porque Felipão armou o time num 4-1-4-1, com Felipe Melo como volante e Bruno Henrique e Moisés jogando por dentro. Pelas beiradas, ajudando o trabalho dos laterais, Dudu e Willian Bigode. A referência na frente, enquanto Borja recupera ritmo de jogo, é feita por Deyverson.

Versão 1.0

Paulo Turra
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Em vez de aproveitar a base deixada por Roger Machado e fazer seus ajustes pouco a pouco, Felipão já chega mudando tudo, talvez preocupado com o tempo de maturação da nova formação diante da proximidade dos funis.

É natural que a primeira versão o time apresente uma série de complicações – é o preço de se trocar de técnico no meio da temporada. Para nós, torcedores, que já conhecemos bem o elenco, alguns equívocos saltam aos olhos; Paulo Turra e Felipão devem perceber isso sem maiores problemas.

Há pouco mais de um ano, Eduardo Baptista escalou o time no 4-1-4-1 com Felipe Melo entre as linhas. Não funcionou bem porque as linhas estavam muito distantes e o camisa 30 tinha muito espaço para preencher sozinho, ficando sobrecarregado.

A presença de Deyverson como titular, com Gustavo Scarpa, Hyoran e Lucas Lima no banco, enlouquece parte da torcida, que em tom de galhofa já pede a volta de Roger Machado. Mas o camisa 16, é claro, apenas faz o cosplay para Borja. Deyverson não tem nem porte físico para fazer a função desejada por Felipão, que deve pedir à diretoria um jogador que sirva melhor como alternativa ao colombiano, quando este não puder atuar.

A trinca de meio-campistas vai precisar de muito treino e coordenação para manter a defesa protegida e sólida diante das muito mais frequentes subidas dos laterais ao ataque..

Guerra deve estará disposição do comandante em poucos dias, e assim nosso banco terá quatro jogadores de primeira qualidade para alternativas ofensivas. Alguns perderão espaço, o que é natural, e Felipão vai precisar usar uma de suas maiores qualidades, que é a administração do grupo, para manter todos motivados.

No início, tudo pode nos parecer estranho, mas precisamos confiar no General – em suas convicções e em sua capacidade de fazer ajustes. O momento é de menos corneta e mais apoio. VAMOS PALMEIRAS!

Mesmo com contratações, Palmeiras enfrentará o Cerro com um jogador a menos entre os inscritos

Copa LibertadoresO Palmeiras volta à disputa da Copa Libertadores o dia 9 de agosto, quando enfrentará o Cerro Porteño, no jogo de ida das oitavas-de-final. Pelo regulamento da competição, o Palmeiras poderá fazer substituições na lista de jogadores que foram inscritos para a disputa da fase de grupos até 72 horas antes do início da partida, ou seja, até o dia 6 de agosto.

Portanto, o Verdão tem 13 dias a partir de hoje para definir os substitutos dos jogadores que entrarão nos lugares dos atletas que já deixaram o clube desde o início da competição: Fabiano (camisa 17), Juninho (4), Emerson Santos (24), Tchê Tchê (8), Michel Bastos (15) e Keno (11).

São seis atletas, como se pode ver, mas a Conmebol permite que apenas cinco trocas sejam feitas nesta fase, o que nos permite concluir que para as partidas contra o Cerro Porteño, Roger Machado poderá contar com no máximo 29 jogadores.

Neste intervalo, o Palmeiras incorporou quatro jogadores ao elenco: Jean e Artur, que recuperaram-se de lesões e haviam ficado de fora da lista da fase de grupos; Nico Freire, que veio do futebol holandês, e Vitinho, que voltou após um ano no Barcelona.

Lacunas no elenco

Keno contra o Cruzeiro
César Greco / Ag.Palmeiras

Quase todas as funções do elenco estão bem cobertas. O ataque, no entanto, ainda tem espaço para dois jogadores.

A função de ponta ofensivo está carente após a saída de Keno. Dudu é um atleta excepcional e claramente é titular. Mas em caso de não podermos contar com nosso camisa 7, a única opção de jogador de velocidade no elenco é Artur, o que pode ser uma temeridade em jogos cascudos como na Libertadores. Jogar sem um atleta veloz para comandar transições ofensivas rápidas torna o time bastante previsível, como vimos no jogo contra o Santos.

O comando do ataque está se virando com Willian, e eventualmente com Deyverson, na falta de Borja. Mas ter um atleta de força na área pode ser muito necessário em jogos mais físicos.

É esperado que Borja esteja em condições de enfrentar o Cerro no Allianz Parque; há até quem acredite em sua volta para o jogo no Paraguai, mas o colombiano, além de servir constantemente à sua seleção, pode voltar a se lesionar como qualquer outro jogador e não temos ninguém no elenco com as mesmas características. Esta deficiência na montagem do elenco vem sendo apontada pelo Verdazzo desde dezembro.

E agora?

Mattos e BorjaTemos quatro jogadores para preencher cinco vagas, e duas necessidades prementes no elenco. Depois de algumas especulações frustradas, a imprensa não foi alimentada por mais nenhuma fonte de boatos e não há a menor pista sobre resultados das andanças de Alexandre Mattos pelo mundo durante a Copa da Rússia.

É altamente desejável que Mattos efetue duas contratações de alto nível para o ataque, conforme descrito acima. Caso ele apareça com apenas um reforço, as cinco trocas estarão definidas: além desse novo jogador, Jean, Nico Freire, Vitinho e Artur completarão a rodada de substituições.

Caso Mattos seja extremamente eficiente, como sempre, e traga os dois reforços desejados,  Vitinho ou Artur devem disputar a quinta vaga, já que Jean e Nico Freire devem ocupar as camisas 17 e 4, respectivamente.

De qualquer forma, quem ficar de fora poderá ser inscrito na fase seguinte caso o Verdão passe pelo Cerro, já que mais duas trocas estão previstas para as quartas-de-final e outras duas para a fase semifinal.


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