Campeonatos
Libertadores da América 1995

A Copa Libertadores da América de 1995 foi disputada por 21 clubes entre fevereiro e agosto, seguindo o regulamento tradicional: os dez países filiados à Conmebol indicaram 2 representantes cada, que ficariam no mesmo grupo, emparelhados com 2 representantes de outro país. Os cinco grupos de 4 classificavam os três melhores; esses 15 clubes se juntaram ao Vélez Sarsfield, campeão de 1994, formando a chave final com 16 clubes. Daí para a frente, mata-mata tradicional até a final.
O Palmeiras vivia a reformulação de elenco após as saídas de Evair, César Sampaio e Zinho, além de Vanderlei Luxemburgo; Rivaldo assumia o protagonismo; o elenco foi reforçado com Müller, Cafu e outros, mas tinha dificuldades com o treinador Valdir Espinosa.
O Brasil emparelhou com o Equador; Palmeiras (campeão do Brasileirão) e Grêmio (campeão da Copa do Brasil) enfrentaram Emelec e El Nacional e não tiveram muitas dificuldades – pelo menos dentro de campo: o Palmeiras passou em primeiro lugar e o Grêmio em segundo.
O Verdão passou um certo perrengue em Quito, quando Edmundo, irritado com a derrota incomum para El Nacional, reagiu mal a um repórter local, derrubando e chutando sua câmera. Acabou preso no quarto do hotel e deu trabalho para o corpo diplomático. Na volta, o Palmeiras se vingou aplicando 7 a 0, no campo.
No mata-mata, o primeiro adversário do Palmeiras foi o Bolívar-BOL, e a altitude cobrou seu preço no jogo de ida: 1 a 0 para os locais, placar que o Verdão reverteu com autoridade no jogo da volta, aplicando 3 a 0.
Mais de dois meses depois, já com Carlos Alberto Silva no comando, vieram as quartas de final, novamente contra o Grêmio. No jogo de ida, o Palmeiras foi muito prejudicado pela arbitragem de Claudio Vinicius Cerdeira, que expulsou Válber e Rivaldo no início do jogo, após uma confusão que envolveu quase todos os jogadores. O Grêmio ainda contou com mais uma noite infeliz de Sérgio e aplicou 5 a 0, tornando a missão no jogo da volta quase impossível.
Uma semana depois, precisando fazer 6 gols, o Palmeiras começou o jogo tomando um gol de Jardel nos primeiros minutos. Os seis gols, agora, eram para levar a decisão para os pênaltis. Mas o Palmeiras não desistiu mesmo assim e começou a marcar gols. Terminou o primeiro tempo vencendo por 2 a 1; e no segundo tempo foi marcando mais: fez 3 a 1 aos 13; 4 a 1 aos 24 e a esta altura os jogadores do Grêmio já estavam em pânico.
Cafu fez o quinto gol aos 40 e Mancuso chutou uma bola de longe que tirou tinta da trave de Murilo já nos acréscimos – seria o gol que levaria a decisão para os pênaltis. Mas o Grêmio acabou conseguindo a classificação. A torcida palmeirense, como não podia deixar de ser, reconheceu o esforço e o time foi eliminado sob uma chuva de aplausos.
A resistência do Grêmio valeu a pena. As semifinais foram contra o fraco Emelec e as finais contra o Atlético Nacional-COL; o Grêmio fez 3 a 1 na ida, em Porto Alegre, e chegou a seu segundo título da Libertadores segurando o empate em Medellín.

Lista e estatística dos jogadores
| Jogador | Pos | Jogos | Gols | Aprov |
Alex Alves | ATA | 5 | 0 | 60% |
Amaral | MEI | 9 | 1 | 59.3% |
Antônio Carlos | ZAG | 10 | 0 | 63.3% |
Cafu | LAT | 2 | 2 | 50% |
Cléber | ZAG | 8 | 0 | 66.7% |
Daniel Frasson | MEI | 2 | 0 | 50% |
Edmundo | ATA | 6 | 5 | 72.2% |
Flávio Conceição | MEI | 8 | 0 | 62.5% |
Fred | MEI | 2 | 0 | 50% |
Índio | LAT | 5 | 0 | 86.7% |
Magrão | ATA | 1 | 0 | 100% |
Mancuso | MEI | 10 | 1 | 63.3% |
Maurílio | ATA | 5 | 0 | 46.7% |
Müller | ATA | 2 | 0 | 50% |
Paulo Isidoro | MEI | 9 | 2 | 70.4% |
Rivaldo | MEI | 9 | 5 | 59.3% |
Roberto Carlos | LAT | 9 | 3 | 59.3% |
Sérgio | GOL | 2 | 0 | 50% |
Tonhão | ZAG | 5 | 0 | 60% |
Válber | MEI | 6 | 4 | 50% |
Velloso | GOL | 8 | 0 | 66.7% |
Wagner | LAT | 2 | 0 | 100% |



























