Histeria coletiva contra o Palmeiras vai causar um efeito oposto ao que se pretende
Erros de arbitragem sempre existiram no futebol. São parte da história do jogo e a imprensa, normalmente fingindo indignação, no fundo adora. Esses erros – ou “erros” – inflamam as torcidas e elevam a audiência em todas as rodadas.

Nenhum clube está imune a este problema — todos já foram beneficiados e prejudicados em diferentes momentos e o Palmeiras pode dizer, sem medo de errar, que sua balança está muito desequilibrada em decisões contrárias. Só nos últimos anos, fomos removidos por arbitragens danosas de duas Copas do Brasil e duas Libertadores.
Apesar do tema ser recorrente, o que está se vendo após os acontecimentos deste fim de semana é algo que foge ao habitual. Um barulho desproporcional que revela muito mais sobre os interesses em jogo do que sobre a própria arbitragem. Os lances em que o Palmeiras foi favorecido (segundo os reclamantes) viraram casos de vida ou morte; ao passo que lances do mesmo jogo em que o Palmeiras foi prejudicado são minimizados ou mesmo ignorados.

O gatilho foi a perda da liderança do Flamengo. Instalou-se um clima de desespero no principal concorrente do Verdão ao título brasileiro. Os ataques vêm de todas as esferas, majoritariamente ligados ao clube carioca: torcedores comuns, perfis de “humor”, influenciadores, repórteres de mídia segmentada e da imprensa estabelecida. O tom usado é cafajeste. Alguns insinuam, outros cravam sem o menor pudor, que haveria um esquema financeiro para que o Palmeiras seja campeão com auxílio das arbitragens.
Com isto, tenta-se criar um ambiente de desconfiança em torno dos próximos jogos do Palmeiras. Ao inflar polêmicas e propagar suspeitas, a estratégia é clara: pressionar ainda mais os árbitros, em especial no confronto direto entre Flamengo e Palmeiras, a ser jogado no Maracanã. O objetivo é evidente: condicionar o apito, transformando a dúvida em tendência.
Esta histeria coletiva engajou três das quatro maiores torcidas do país, que somam mais da metade da população do país e que, por motivos distintos, se unem momentaneamente contra o Palmeiras. Os são-paulinos (7,7%) se juntaram aos flamenguistas (24,8%) para encobrir a vergonha da derrota de virada em casa. Os corintianos (19,4%), pelo antagonismo histórico, não hesitam em engrossar o coro — para eles, quanto pior para o Palmeiras, melhor. O efeito manada se encarrega de trazer partes de todas as outras torcidas do país.

A sanha persecutória fica mais grave quando deriva para um movimento para desfalcar o Palmeiras seriamente: Vitor Roque foi denunciado pelo STJD por uma postagem provocativa no Instagram e pode pegar até 10 jogos de suspensão. Importante dizer que o próprio Palmeiras orientou e o jogador apagou a postagem minutos depois. A desproporcionalidade com que o caso está sendo tratado em relação a diversos episódios semelhantes é assustadora. Nossos advogados precisarão mostrar toda sua capacidade no julgamento.
O Palmeiras se fortalece na adversidade
Diante de tudo isto, há um efeito colateral que todos esses ataques ignoram: o Palmeiras se fortalece na adversidade. A reação que se vê na torcida palmeirense, normalmente tão fragmentada, é de união total. E isso chega à Academia de Futebol como combustível.

Torcida, elenco e comissão técnica estão coesos, conscientes de que o clube está sob ataque porque vence, incomoda e desafia o status quo. E a História mostra que, quando o Palmeiras se fecha em torno de uma causa, fica muito mais forte. Se o objetivo desses ataques era abalar nossa trajetória, o resultado será o oposto. Eles estão, sem perceber, alimentando justamente aquilo que mais temem: um Palmeiras ainda mais unido, concentrado e determinado a vencer. VAMOS PALMEIRAS!

5 comentários em “Histeria coletiva contra o Palmeiras vai causar um efeito oposto ao que se pretende”
Sim. Nossas diferenças são nada diante dos ataques vis destes imbecis da suposta imprensa.
Aqui é Palmeiras!!!!!
Precisamos também mostrar no estádio um barulho ensurdecedor apoiando o time e abafando estes críticos
O que temos que ficar muito atentos é com a arbitragem daqui pra frente. Vão procurar impedimentos, toques involuntários de mão para marcar pênaltis contra a gente e se o Gomes espirrar perto do adversário darão pênalti na hora. Estão condicionando a arbitragem daqui pra frente. Na dúvida, será sempre contra o verdão. Saudade do Nobre que garantiu nosso brasileiro de 16 contra o cheirinho ao dizer na CBF que ninguém ia tirar nosso título na mão grande.
Perfeito, Mestre!
O grave disso tudo é que a imprensa esportiva perdeu o seu papel de informar imparcialmente e passou a ser, descaradamente, “torcedora”. Precisaremos jogar como em 1942, quando da “Arranca Heróica”!