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02/08/2017 - 21:45

Pré-Jogo

Pré-jogo Botafogo x Palmeiras

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras visita o Botafogo, no Engenhão, em jogo válido pela penúltima rodada do primeiro turno do Brasileirão. Com a página Felipe Melo definitivamente virada, o Verdão joga pelo torneio nacional com a cabeça inevitavelmente na Libertadores – dentro de uma semana o time tem confronto decisivo contra o Barcelona, no Allianz Parque.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Mina, Guerra e Willian Bigode
Transição física:
Thiago Martins, Arouca e Moisés

Pendurados: Jailson, Gabriel Furtado, Raphael Veiga, Roger Guedes e Keno

Guerra e Mina deixaram a última partida sentindo lesões e estão fora deste jogo, mas não preocupam. Raphael Veiga está ganhando espaço no elenco e corre por fora para assumir a armação do time, mas a tendência é que Jean repita o papel que fez em Recife. Na zaga, Edu Dracena deve ser o titular ao lado de Luan.

Tchê Tchê segue no banco e o mais provável time que Cuca vai a mandar a campo é Jailson; Mayke, Luan, Edu Dracena e Egídio; Thiago Santos e Bruno Henrique; Roger Guedes, Jean e Dudu; Deyverson.

Botafogo

No Botafogo, Jair Ventura terá a volta de Bruno Silva, que cumpriu suspensão na derrota vexatória para o SPFC no último fim-de-semana. Outra novidade está no banco: o meia chileno Valencia apareceu no BID e foi regularizado. Também preocupado com a Libertadores, o time carioca segue a mesma programação do Verdão: titulares hoje; reservas no domingo. O time que deve entrar em campo hoje é Gatito Fernández; Luís Ricardo, Carli, Igor Rabello e Victor Luís; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva e Matheus Fernandes; Rodrigo Pimpão e Roger.

Lei do Ex

De passagem pouco memorável pelo Palmeiras, Roger é candidato a exercer a Lei, bem como Victor Luís, louco para mostrar serviço e voltar para a Academia de Futebol no ano que vem.

Retrospecto

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Botafogo
Botafogo
Engenhão
Engenhão
Rafael Traci
Rafael Traci
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

O Verdão voltou a jogar bem fora de casa e tem todas as condições de trazer mais três pontos do Rio de Janeiro – algo bastante comum em nossa História. O Botafogo ainda lida com o trauma da virada patética que tomou no último sábado, possivelmente vive um momento de alguma tensão interna e o Palmeiras pode se aproveitar disso. Dá Verdão: 2 a 1, com dois gols de Deyverson, que vai virar o homem-gol do Verdão. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo – para SP e CE

PFCPFC

Pós-Jogo

Botafogo 1x2 PalmeirasCésar Greco / Ag.Palmeiras

O Verdão jogou melhor, oscilou mas venceu o Botafogo por 2 a 1 no Engenhão e se estabilizou no G4 do Brasileirão, a uma rodada do fim do primeiro turno. Depois de jogar bem melhor no primeiro tempo, o time foi prejudicado pela arbitragem ao sofrer um gol irregular, mas soube se impor tática e tecnicamente e ganhou a partida com justiça.

PRIMEIRO TEMPO

Dudu começou o jogo por dentro, com Keno aberto pela esquerda, já que Jean, discretamente, acabou não viajando ao Rio para tratar de um desgaste muscular, assim como Edu Dracena. Demorou um pouco para o time se encontrar em campo com essa formação – tivemos apenas uma boa jogada nos minutos iniciais, com Deyverson emendando uma bola lançada para Roger Guedes, que foi rebatida – o chute de primeira desviou em Igor Rabello e ia encobrindo Gatito Fernández, mas a bola saiu por cima do travessão. Após dois escanteios, Luan emendou de primeira, de dentro da área, mas mandou novamente por cima.

Seguiram-se mais de 20 minutos de equilíbrio – o Palmeiras mais incisivo, chegando mais próximo ao gol de Gatito, mas sem conseguir finalizar; o Botafogo tentava as jogadas pelo lado direito de seu ataque mas sequer chegava a alçar as bolas em nossa área.

O Verdão aos poucos foi encaixando o jogo na defesa do Botafogo e as chances enfim começaram a surgir, a maioria com Deyverson. Aos 29, Keno puxou um ótimo contra-ataque ao roubar a bola no campo de defesa; ele conduziu até a linha de fundo e Dudu fechava dentro da pequena área, mas Keno enxergou Deyverson posicionado mais atrás e rolou; na primeira Gatito fez uma excelente defesa; na segunda, Bruno Silva travou a finalização do camisa 16. Pouco depois, a jogada saiu pela direita; Mayke cruzou e Deyverson deu um peixinho para cabecear por cima do gol.

Aos 31, a única chance de gol do Botafogo no primeiro tempo: João Paulo bateu falta da direita, a defesa deu mole e Roger apareceu livre por trás da zaga mas escorou pra fora.

Aos 40 Thiago Santos apareceu pela direita e cruzou na cabeça de Deyverson, que escorou por cima. Um minuto depois, a jogada foi pela esquerda: Egídio acertou um bom centro e ele novamente – Deyverson chegou para testar, mas Igor Rabello desviou a escanteio.

Aos 43, Keno sofreu falta no lado esquerdo, próximo à área; Bruno Henrique bateu com perigo, por cima do gol. E de tanto pressionar, o Verdão chegou ao gol aos 46, com justiça: Egídio bateu falta da direita, Roger tentou cortar e apenas resvalou na bola, tirando todos da jogada – a bola bateu na canela de Igor Rabello e foi para o fundo das redes. Foi meio na sorte, mas muito merecido.

SEGUNDO TEMPO

Jair Ventura voltou para o segundo tempo com o chileno Leo Valencia no lugar de Rodrigo Lindoso, amarelado. A proposta do time da casa foi simples: empurrar o Palmeiras para o campo de defesa e fazer o gol no abafa, desde que não sofresse um contragolpe mortal antes.

Mas quem começou com tudo para definir o jogo foi o Verdão: Deyverson sofreu falta de Igor Rabello logo no primeiro lance; a falta foi batida para a área e Deyverson testou bem, no chão, exigindo ótima defesa de Gatito Fernández.

Mas aos poucos o Botafogo conseguiu executar seu plano e foi avançando, encurralando nosso time, que não conseguia achar a saída das cordas. Na primeira chance concreta, saiu o gol, irregular: Matheus Fernandes desceu, abriu para Roger, livre, na direita; o atacante tentou tocar pelo alto mas Jailson fez ótima defesa; Rodrigo Pimpão, que estava claramente adiantado no momento do arremate de Roger, pegou a sobra de cabeça e empurrou para o gol.

O Verdão tentou reagir, mas de forma tímida. Aos 12, Roger Guedes finalmente fez uma boa jogada pela direita, foi ao fundo e rolou por baixo, procurando Dudu, que demorou para tomar a decisão e acabou chutando pressionado, para fora.

O Botafogo tinha a posse de bola e dava o contra-ataque para o Palmeiras, que, no entanto, não conseguia a ligação. Cuca então tirou Keno, abriu Dudu na esquerda e colocou Raphael Veiga para tentar organizar mais a transição. O time teve uma melhora discreta, mas o Botafogo ainda era superior.

Aos 21, após escanteio, Mayke errou na saída de bola, que ficou em boas condições para Carli finalizar, mas o zagueirão acabou travado por Deyverson. O escanteio que deu origem ao lance não deveria nem ter existido, já que houve falta de Roger em Luan.

Cuca então decidiu ganhar o jogo: aos 28, trocou Bruno Henrique por Zé Roberto, para que o time conseguisse segurar melhor a bola no ataque. A mexida foi uma preparação para a última substituição: aos 32 colocou Borja no lugar de Roger Guedes. Deyverson passou a jogar como falso 9 enquanto o colombiano fazia o serviço sujo, segurando os zagueiros e abrindo a defesa carioca. O Verdão subiu a marcação e inverteu completamente a tendência do jogo.

Aos 35 um sinal claro de que o Botafogo passou a sentir a pressão: Gatito errou de forma bizarra na saída de bola e jogou na direção de Deyverson; a là Gabriel Jesus ele cortou a trajetória, dominou, invadiu a área, mas na hora de ganhar um dez demorou demais para definir, dando chance para que Igor Rabello o travasse.

O Botafogo teve uma finalização aos 37, com Roger, dentro da área – ele aproveitou bola espirrada após chute de Leo Valencia, dominou e tentou bater de curva no canto esquerdo de Jailson, que voou na bola e a desviou em escanteio.

Mas aos 40, o Verdão finalmente matou o jogo: jogada na esquerda entre Egídio e Zé Roberto, que lembrou seus tempos de lateral, foi ao fundo e cruzou; Deyverson chegou na bola todo vascularizado e mandou para dentro, mais uma vez fazendo justiça no placar e dando a si mesmo uma recompensa por seu esforço durante todo o jogo.  Ainda deu tempo para o Botafogo ensaiar uma pequena pressão, mas no final deu Verdão.

FIM DE JOGO

O Palmeiras achou o jeito de jogar fora de casa. Contra uma das equipes mais organizadas do campeonato, a exemplo do jogo no Recife, o time foi superior durante quase todo o tempo e poderia ter saído até com um placar mais folgado, não fosse um erro grosseiro do auxiliar que validou o gol do Botafogo.

Com mudanças certeiras, Cuca foi o artífice do triunfo, que teve como grande personagem Deyverson, de longe o jogador que mais participou do jogo. Com muita mobilidade, o camisa 16 finalizou diversas vezes ao gol e foi premiado com o tento que definiu nossa vitória.

O time chegou a ótimos 32 pontos com uma rodada ainda por jogar no primeiro turno. Com a tabela mais difícil nesta primeira fase do campeonato, é campanha de campeão – mas está apenas em quarto lugar, porque Grêmio e Santos fazem campanhas muito consistentes, e o outro time lá resolveu que este ano ninguém vai brincar. Eles conseguiram um resultado bem improvável em Belo Horizonte e mantiveram a distância para nós em 12 pontos. Mas ainda há 60 em disputa e seguimos caminhando. Se deixarem, a gente belisca.

Domingo tem o fecho do turno, contra o Atlético-PR, em casa – com o time reserva, porque quarta tem Libertadores. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

6.840

R$ 294.110,00

Rafael Traci

Súmula

Borderô

Botafogo-RJ

GOL
Gatito Fernández
LAD
Luís Ricardo
ZAG
Carli
ZAE
Igor Rabello
LAE
Victor Luís
VOL
Rodrigo Lindoso
MEI
Leo Valencia
VOL
Bruno Silva
MEI
Matheus Fernandes
MEI
Guilherme
MEI
João Paulo
ATA
Rodrigo Pimpão
ATA
Roger
ATA
Brenner
TÉCNICO
Jair Ventura

Palmeiras

GOL
Jailson
LAD
Mayke
ZAG
Luan
ZAE
Juninho
LAE
Egídio
VOL
Thiago Santos
VOL
Bruno Henrique
MEI
Zé Roberto
MEI
Roger Guedes
ATA
Borja
MEI
Dudu
MEI
Keno
MEI
Raphael Veiga
ATA
Deyverson
TÉCNICO
Cuca

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Fez defesas simples - na bola do gol, voou e fez o que pôde, dando um tapa que Pimpão aproveitou por estar bem colocado.
6.5
Mayke
Boa partida no geral, mas com erros de passe perigosíssimos que não podem se repetir principalmente em mata-mata.
6
Luan
Muito rápido nos botes, ganhando quase todas por cima e por baixo.
7
Juninho
Também esteve bem, com ótima presença nas bolas aéreas. Esticou-se no lance do gol, mas não conseguiu evitar que a bola chegasse no Roger.
6
Egídio
Com confiança, fez um apartida acima da média, com participação decisiva no gol.
7
Thiago Santos
Um dos pilares ~para queo Verdão ganhasse o meio-campo. Está em excelente fase.
7
Bruno Henrique
Outro que vive grande momento; sua saída não fazia sentido. Pelo menos até que o Zé Roberto nos fizesse entender.
7.5
Zé Roberto
Sua entrada foi fundamental para que o time recuperasse o domínio, prendessea bola no ataque e encurralasse o Botafogo em seu campo. Não por coincidência, deu o passe para o gol.
7.5
Roger Guedes
Discreto, pouco ajudou na direita.
5
Borja
Pode não ter sido decisivo com finalizações, mas abriu a defesa e proporcionou espaços a Deyverson.
6.5
Dudu
Jogando por dentro, não conseguiu fazer a diferença. Quando foi para o flanco, foi pouco acionado.
5.5
Keno
Não foi muito melhor que Roger Guedes na tarefa de furar a defesa carioca pelo canto.
5.5
Raphael Veiga
A primeira tentativa de Cuca de ganhar o meio-campo não deu lá muito certo - pelo menos logo de cara.
5.5
Deyverson
Finalizou umas 68 vezes no gol, é sempre perigoso - e se não tomarem cuidado, ele coloca pra dentro mesmo.
9
Técnico Cuca
Cuca
Ganhou o jogo nos 15 minutos finais, com duas substituições que se complementaram - e não parecia nem um pouco que tirar Bruno Henrique seria a solução para nada. Mandou muito.
9