1
X
0

05/02/2017 - 17:00

Pré-Jogo

O Verdão começa oficialmente a temporada 2017 recebendo o Botafogo de Ribeirão, na rodada inaugural do Paulistão. O Allianz Parque deve receber um público razoável – até a noite de sexta, 20 mil ingressos já haviam sido vendidos, mesmo com a nova configuração de venda.

Na prática, temos duas bilheterias: uma do Palmeiras, que disponibiliza seus pouco mais de 30 mil ingressos para o sócio Avanti. Outra bilheteria pertence à WTorre, que alocará os ingressos remanescentes na bilheteria física, voltando a fazer a festa dos cambistas.

DESFALQUES:
Trabalho físico
: Mina e Moisés
Burocracia: Guerra
Não relacionados: Vinicius e Antônio Carlos
Não inscritos: Daniel Fuzato, Arouca, Rodrigo e Hyoran

RELACIONADOS:
Goleiros:
Fernando Prass e Jailson
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Edu Dracena, Thiago Martins e Vitor Hugo
Meio-campistas: Felipe Melo, Thiago Santos, Tchê Tchê, Michel Bastos, Raphael Veiga e Vitinho
Atacantes: Alecsandro, Dudu, Erik, Keno, Barrios, Rafael Marques, Roger Guedes e Willian Bigode

Raphael Veiga vem fazendo bons treinos e vai ocupando seu espaço na meia. Outro que segue entre os titulares é Roger Guedes, que vai vencendo a disputa com Keno e Erik. Resta saber o que vai acontecer quando Moisés e Guerra estiverem à disposição de Eduardo Baptista.

Enquanto dois dos principais atletas do elenco seguem de fora, o time vai acertando o posicionamento e as movimentações. O time que deve sair jogando é o mesmo que começou o amistoso contra a Ponte Preta: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Roger Guedes, Tchê Tchê, Raphael Veiga e Dudu; Willian Bigode.

ADVERSÁRIO

No Botinha, o técnico Moacir Júnior não poderá contar com as principais contratações do time para a temporada: o atacante Francis e o meia Gian não tiveram o nome publicado no BID e não têm condições de jogo. O meia Bernardo, aquele, será avaliado fisicamente e pode aparecer, mas a tendência é que fique no banco. O provável time é Neneca; Samuel Santos, Gualberto, Mateus Mancini e Fernandinho; Bileu, Marcão Silva, Diego Pituca e Rafael Bastos; Marcão e Serginho.

Lei do EX: o zagueiro Gualberto foi formado no Palmeiras e, aos 26 anos, segue sua carreira no Botinha.

RETROSPECTO

Com 106 confrontos na História, o Botafogo é um dos adversários mais tradicionais do Palmeiras. E também um grande freguês: foram 62 vitórias do Verdão, 29 empates e apenas 15 derrotas; o Palmeiras marcou 201 gols e sofreu apenas 92.

  • A maioria desses jogos foi pelo Paulistão: foram 85 partidas, com 52 vitórias palmeirenses, 21 empates e 12 derrotas; 160 gols do Verdão e 70 do Botinha;
  • Em nossa casa, é um massacre: foram 32 jogos, com 27 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota; marcamos 70 gols e sofremos apenas 16;
  • Apita o jogo Flavio Rodrigues de Souza, que tem em sua folha corrida 7 partidas: 4 vitórias, um empate e duas derrotas; marcamos 9 gols e sofremos 8.

PARPITE

Jogo de difícil previsão; temos pouquíssimas informações sobre o Botafogo, que tanto já pode estar bem encaixadinho na defesa e perigoso no contra-ataque, como pode estar um catadão todo bagunçado, ainda tentando organizar o time para a disputa do Paulistão – como estava o Linense no jogo inaugural do torneio.

Assim, o parpite vai no simples: 2 a 0, gols de Dudu e Willian Bigode, para 24.432 pagantes que desta vez se lembrarão do Chico Lang ao fim do jogo.

VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

O Palmeiras iniciou oficialmente a caminhada rumo aos títulos de 2017 com uma vitória magra contra o Botafogo, pela rodada de abertura do Paulistão. O time de Eduardo Baptista foi bem superior durante a maior parte do jogo – o que não quer necessariamente dizer que foi uma boa exibição.

Obviamente há uma série de explicações para o desempenho modesto do time em campo. O que importa realmente é observar a evolução dos atletas em campo e conferir quem está correspondendo às expectativas e se encaixando melhor nas propostas táticas do novo treinador.

PRIMEIRO TEMPO

O Verdão começou o jogo com a mesma escalação do domingo anterior, quando enfrentou a Ponte Preta em amistoso. Um início de entrosamento começou a ser visto logo a um minuto, num contra-ataque rápido após rebatida de Zé Roberto: Raphael Veiga enxergou Roger Guedes se projetando por trás da zaga e enfiou com categoria; o atacante chegou na frente de Neneca, que fechou bem o ângulo e evitou o primeiro gol.

No minuto seguinte, Rafael Bastos pegou uma bola rebatida por Jean, ganhou na velocidade de Felipe Melo e bateu firme, para boa defesa de Fernando Prass. Foi um lance fortuito; o volume do Palmeiras era muito alto e o time do interior estava sufocado em seu campo.

Aos 7, Edu Dracena conseguiu um bom cabeceio após centro de Dudu da esquerda – a bola saiu perto do poste esquerdo de Neneca. Aos 11, Willian Bigode saiu da área para fazer a parede e conseguiu um ótimo passe para Jean, em projeção pela direita; ele foi ao fundo e cruzou por baixo; Dudu se preparava para marcar mas Samuel Santos chegou antes e afastou, salvando gol certo.

A pressão do Verdão acordou o Botinha, que tentou sair de trás e manter um pouco mais a bola nos pés. Com isso, o time de Ribeirão passou a rondar nossa área, mas era muito difícil de entrar – Felipe Melo e principalmente a dupla de zaga estavam muito ligados. Assim, o jeito foi arriscar de fora. Os atacantes do Botafogo queimaram alguns chutes de longe, mas estavam descalibrados e mandaram todos na arquibancada do gol sul.

Aos 21, Edu Dracena quase fez o seu: depois de escanteio da direita, a bola se ofereceu limpa a seus pés e ele escorou, mas com muita força, e a bola ganhou muita altura. A partida então perdeu intensidade, e se arrastou até os 30 minutos, quando houve a parada para a hidratação.

Na volta, mais uma vez Rafael Bastos ganhou de Felipe Melo após uma bola espirrada, e mais uma vez ele conseguiu um bom arremate. Fernando Prass parece ainda um pouco lento, fora de ritmo, mas conseguiu cair para o lado esquerdo e fazer a defesa porque é muito bom goleiro. A tática do Botafogo parecia ser enervar nossos jogadores tornando o jogo mais físico. Samuel Santos buscou pilhar especificamente o Felipe Melo, que aparentemente não caiu.

No final do primeiro tempo, o time do interior ensaiou uma pressão. Aos 45, a bola espirrou na esquerda para Fernandinho, quicando; o lateral emendou um bom chute, mas em cima de Prass, que rebateu a escanteio. Após a cobrança, Samuel Santos entrou driblando na área e finalizou, mas foi bloqueado por Roger Guedes. E assim acabou o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Eduardo Baptista mexeu duas vezes no intervalo: saíram Willian e Raphael Veiga, voltaram Alecsandro e Michel Bastos. Dudu jogou mais por dentro. Mas nem deu pra ver como o time reagiria às mudanças: logo a um minuto, Tchê Tchê aparou uma bola do lado direito, cortou para o meio e emendou um chute de canhota; parecia que Neneca defenderia, mas ele chegou tarde demais, colaborando com nosso camisa 32, e vendo a bola morrer em seu canto esquerdo. Fernando Prass passou por um lance parecido no primeiro tempo, mas defendeu. É a diferença entre um goleiro medíocre fora de forma e um goleiro excepcional fora de forma.

Com o gol, o adversário se abriu um pouco mais, e o jogo ficou mais agradável. E o Botafogo tentou o empate logo na saída: Serginho fez boa inversão para Samuel Santos, que entrou em diagonal e emendou mais um bom chute; a bola passou cruzada na frente do gol de Fernando Prass e saiu pela linha de fundo.

Aos oito, Marcão recebeu dentro da área, girou o corpo e bateu cruzado, buscando o ângulo de Prass, mas errou por muito. Aos 11, mais uma vez Rafael Bastos bateu de fora, Prass rebateu e Marcão colocou pra dentro, mas estava impedido no momento do primeiro arremate.

O Palmeiras não conseguia se impor como no primeiro tempo. As linhas ainda estão distantes, os jogadores ainda não têm a intensidade física necessária para jogar no nível desejado. Assim, coube a Felipe Melo fazer uma “jogada” para baixar a bola do time do interior: ao evitar um chapéu de Samuel Santos com um tranco, jogando-o ao chão, nosso camisa 30 vibrou de forma intensa, berrando em direção ao adversário caído. A torcida adorou, o estádio se acendeu e de fato o Botafogo diminuiu a marcha.

Com a entrada de Thiago Santos no lugar de Tchê Tchê, o time mudou para o 4-2-3-1, mostrando que não vai ficar engessado num esquema só. E o camisa 21 entrou muito bem, usando o vigor físico para também contribuir com o reequilíbrio do jogo. Assim, os dois times baixaram a rotação, e a única chance de gol dali até o final do jogo foi de Michel Bastos, que já nos descontos arrancou em velocidade e chutou cruzado, exigindo uma defesa esquisita de Neneca, que mandou a escanteio. E o jogo acabou.

FIM DE JOGO

Eduardo Baptista deve ter feito mais algumas anotações. Edu Dracena está numa fase magnífica e se seguir assim será injusto tirá-lo do time. Roger Guedes está muito afoito para mostrar serviço, enfeitando demais as jogadas em vez de usar a objetividade.

As linhas seguem distantes, e não fosse o fôlego infinito de Tchê Tchê, este começo de ano estaria sendo muito mais complicado. Com toda esta dificuldade, não há como crucificar nenhum dos três atacantes: nem Barrios, nem Alecsandro, nem Willian tiveram bolas suficientes chegando para poderem mostrar jogo. Algo que tende a vir com o tempo.

É por isso que o resultado foi importante. Em caso de tropeço, as cornetinhas soariam com muito mais força, enchendo o saco do treinador e do elenco. Os três pontos esticam um pouco o prazo da paciência com este período de recondicionamento. Seguimos invictos desde o fim de outubro. Que venha o próximo. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Jean
ZAG
Edu Dracena
ZAE
Vitor Hugo
LAE
Zé Roberto
VOL
Felipe Melo
MEI
Roger Guedes
MEI
Tchê Tchê
VOL
Thiago Santos
MEI
Raphael Veiga
MEI
Michel Bastos
MEI
Dudu
ATA
Willian
ATA
Alecsandro
TÉCNICO
Eduardo Baptista

Botafogo-SP

GOL
Neneca
LAD
Samuel Santos
ZAG
Gualberto
ZAE
Mateus Mancini
LAE
Fernandinho
VOL
Marcão Silva
VOL
Bileu
VOL
Diego Pituca
MEI
Bernardo
MEI
Rafael Bastos
MEI
Vitinho
ATA
Marcão
ATA
Serginho
ATA
Wesley
TÉCNICO
Moacir Júnior

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Ainda parece um tanto enferrujado, mas sem cometer falhas.
6.5
Jean
Ainda pegando ritmo, conseguiu apenas uma boa projeção no ataque.
6
Edu Dracena
O melhor em campo, foi absoluto por cima e por baixo, inclusive nos momentos de pressão do time do interior.
8.5
Vitor Hugo
Outro que fez uma partida muito firme, não ficando muito atrás de seu companheiro de zaga.
8
Zé Roberto
Muito mais intenso que Jean, se convertendo numa boa válvula de escape pela esquerda. E vai fazer 43 anos. Ele é fenomenal.
7.5
Felipe Melo
Futebol se joga de várias formas. Foi bem com a bola nos pés, deixou um pouco a desejar no posicionamento, mas foi monstruoso na postura. O esporro no Samuel Santos foi a jogada da partida.
7
Roger Guedes
Parecia que tinha um emissário do Barcelona na tribuna, de tanto que tentou enfeitar as jogadas.
5.5
Tchê Tchê
Insaível. O time é Tchê Tchê e mais dez.
8
Thiago Santos
Entrou muito bem, mostrando que o time pode mudar rapidamente o esquema sem maiores problemas.
6.5
Raphael Veiga
Parecia bastante lúcido, embora um pouco afoito para meter bolas milagrosas.
6.5
Michel Bastos
Jogando aberto na esquerda, não conseguiu ainda um bom encaixe com Zé Roberto e Dudu.
6
Dudu
Já fez partidas bem melhores.
6.5
Willian
Sofreu com o isolamento, mas mesmo assim tentou resolver voltando para buscar jogo.
6
Alecsandro
Teve o mesmo problema que Willian, mas sem a mesma mobilidade, sofreu mais.
5.5
Eduardo Baptista
Eduardo Baptista
s/n