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19/03/2017 - 18:30

Pré-Jogo

Pré-jogo Santos x Palmeiras

O Verdão desce a serra para enfrentar o Santos, em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Paulista, que já se encaminha para seus momentos decisivos. Para o Palmeiras, virtualmente classificado, o jogo vale apenas para buscar o primeiro lugar geral, o que valerá os mandos das partidas decisivas nas semifinais e nas finais. Para o adversário, é fundamental para se manter na briga pela vaga no mata-mata – o Santos está hoje fora da zona de classificação.

Palmeiras

Desfalques

Lesionados: Moisés e Thiago Martins
Suspenso:
Vitor Hugo
Não inscritos:
Daniel Fuzato e Hyoran
Não relacionados: Vinicius, Arouca e Vitinho

Relacionados

Goleiros: Fernando Prass e Jailson
Zagueiros: Antônio Carlos, Edu Dracena e Yerry Mina
Laterais: Fabiano, Jean, Zé Roberto e Egídio
Meio-campistas: Felipe Melo, Guerra, Michel Bastos, Raphael Veiga, Tchê Tchê e Thiago Santos
Atacantes: Borja, Erik, Alecsandro, Dudu, Keno, Rafael Marques, Roger Guedes e Willian Bigode

O Verdão não poderá contar com Vitor Hugo, suspenso por dois jogos pelo TJD pela cotovelada desferida em Pablo, no Derby. Seguem lesionados Moisés e Thiago Martins. No mais, Eduardo Baptista conta com força máxima para o clássico e relacionou os jogadores mais importantes do elenco.

Para encarar o Santos, o treinador pode voltar ao 4-2-3-1, com Tchê Tchê fazendo o segundo volante ao lado de Felipe Melo, para encorpar a marcação sobre a criação do time da casa. A linha de criação deve ser mantida com Dudu, Guerra e Michel Bastos, mas Keno e Roger Guedes entraram bem no meio da semana e têm chances. O provável time é Fernando Prass; Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo e Tchê Tchê; Michel Bastos (Roger Guedes ou Keno), Guerra e Dudu; Borja.

Santos

O adversário tem alguns problemas de lesão, embora os principais atletas do elenco já estejam recuperados. Seguem de molho Vanderlei, Leo Cittadini, Gustavo Henrique e Luiz Felipe. Cleber, com uma pancada no joelho direito, é dúvida e provavelmente não joga – Lucas Veríssimo deve ser escalado. Na frente, Bruno Henrique tem agradado a Dorival Júnior e deve ganhar a posição de Copete. Assim, o time que deve ir a campo é Vladimir; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato e Thiago Maia, Lucas Lima e Vitor Bueno; Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.

Lei do Ex

David Braz é nossa cria e nos traiu há alguns anos. Edu Dracena, Zé Roberto e Arouca são os nossos jogadores que já estiveram do outro lado.

Retrospecto

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Santos
Santos
Vila Belmiro
Vila Belmiro
Flavio Rodrigues de Souza
Flavio Rodrigues de Souza

Parpite

O adversário está todo embaladinho pelos últimos resultados, após voltar a contar com o time titular e jogar bem no meio da semana pela Libertadores. Devem vir soltos para o jogo, nos dando o espaço para as jogadas de velocidade. Com o sistema defensivo bem encaixado, o Verdão deve neutralizar as ações do time da casa e matar o jogo com um gol em cada tempo: dá 2 a 0 Verdão, com gols de Dudu e Borja, para uma multidão de 12.345 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Santos 1x2 PalmeirasCésar Greco / Ag.Palmeiras

Num jogaço na Vila Belmiro, talvez o melhor do ano no futebol brasileiro, o Verdão venceu o Santos de virada por 2 a 1, garantiu a classificação à próxima fase com três rodadas de antecedência e assumiu a liderança geral da competição – condição que, caso mantida, garante a vantagem dos mandos nos jogos de volta nas fases de semifinais e finais do campeonato. Com direito a derrota do SCCP na preliminar.

PRIMEIRO TEMPO

O Verdão veio com uma formação mais cautelosa, com Tchê Tchê mais recuado auxiliando Felipe Melo da marcação – o 4-2-3-1. Keno foi escalado, pensando num time mais veloz nos contra-ataques. Assim que a bola rolou, o Santos tentou colocar pressão e logo a um minuto criou a primeira chance: Bruno Henrique tabelou com Vitor Bueno e cruzou; Edu Dracena rebateu e Lucas Lima aproveitou a sobra, mas bateu para fora.

O Verdão aos poucos foi saindo de trás e criou a primeira chance aos 5: Dudu roubou a bola de Lucas Veríssimo na lateral da área; a sobra ia ficar com Borja que foi empurrado por trás por Renato; na queda ele se chocou com Vladimir, que levou a pior. Pênalti que o juiz Flavio Rodrigues de Souza não marcou.

Apesar do gramado molhado, o nível técnico era muito alto e as duas equipes batalharam por cada pedaço do campo. Mas foi a partir dos 18 minutos que o jogo ficou realmente bom, com chances de lado a lado a todo momento. Bruno Henrique levou a melhor sobre Jean e cruzou; a bola bateu em Mina e tirou Prass da jogada, sobrando limpa para Vitor Bueno; com o gol vazio, ele furou e perdeu um gol absurdamente feito.

Dois minutos depois o Verdão respondeu: Dudu recebeu uma bola invertida de Keno pela direita e bateu cruzado, com força – Keno ainda chegou em velocidade e quase empurrou para dentro. Aos 22, Felipe Melo roubou na intermediária ofensiva e abriu para Dudu, que cruzou na cabeça de Borja, mas o arremate não saiu forte e Vladimir defendeu fácil. Aos 28, Dudu tentou bater de fora mas Bruno Henrique travou; o próprio Dudu pegou a sobra, rabiscou pela direita e cruzou – Keno mais uma vez não alcançou, desta vez de cabeça.

O Santos tentou sair de trás e Ricardo Oliveira conseguiu um bom chute de dentro da área, aos 31, mas Fernando Prass defendeu. Mas o Verdão seguia em cima e Keno fez uma ótima jogada individual pela esquerda e cruzou rasteiro; Borja aparou a bola e bateu rasteiro, forte, para uma defesa milagrosa de Vladimir. O goleiro santista saiu jogando errado e Borja, de novo, tentou o gol, mas bateu por cima.

Depois desta pressão do Palmeiras, o Santos reagiu e teve uma sequência muito perigosa de lances. Aos 35, Bruno Henrique fez boa jogada pela esquerda, cortou para o meio e bateu de curva – Prass fez uma defesa excepcional, mandando a escanteio – na queda, sentiu o ombro e assustou a torcida. Na cobrança, a bola foi ao segundo pau e Bruno Henrique, o melhor do Santos, mandou na trave direita de Prass. Três minutos depois, Victor Ferraz fez um lançamento rasteiro rente à lateral para Vitor Bueno, que cruzou por baixo – Ricardo Oliveira tocou de letra, Prass raspou na bola que foi ao travessão – no rebote, Jean salvou gol certo de Bruno Henrique. Um sufoco.

Mas no final, o Verdão devolveu o sufoco com uma ótima sequência: Victor Ferraz fez falta em Zé Roberto aos 45; Borja bateu direto, com força, e Vladimir mandou a escanteio. Na cobrança, Mina escorou e Vladimir fez uma defesa belíssima. Um minuto depois, Guerra entrou na área e bateu; Vladimir deu rebote e Keno bateu cruzado; Borja tentou de letra e Vladimir fez mais um milagre. O primeiro tempo terminou zero a zero, mas bem que podia ter sido 2 a 2 ou 3 a 3.

SEGUNDO TEMPO

O Verdão voltou com Egídio o lugar de Guerra – Tchê Tchê avançou e Zé Roberto tornou-se volante. Aos três, Egídio fez a primeira jogada de apoio e cruzou; a bola espirrou na marcação e Vladimir evitou que a bola entrasse. Mas o Santos veio determinado a abrir o placar e assumiu a iniciativa do jogo com muita intensidade. Aos 11, Vitor Bueno cruzou, Jean rebateu e Ricardo Oliveira chegou batendo, mas Mina, gigantesco, travou o arremate – Lucas Lima ainda tentou aproveitar a sobra mas bateu para fora.

Aos 14, Bruno Henrique deu um ótimo passe para Ricardo Oliveira, que ganhou de nossa zaga e ficou de frente com Prass. Em mais um duelo entre os dois, nosso goleiro cresceu e fez uma defesa dificílima. Aos 17, Mina saiu jogando errado e Ricardo Oliveira aproveitou, desceu pela esquerda e tocou para Vitor Bueno, que fez falta em Egídio. O juiz marcou, mas o lance seguiu mesmo sem valer e Fernando Prass fez mais duas defesas impressionantes.

O Palmeiras deixava o Santos ficar demais com a bola e sofria a pressão. Aos 23, Victor Ferraz bateu de fora, cruzado, e Prass mandou a escanteio. A batida foi curta e Zeca suspendeu na área, na direção de Lucas Veríssimo, que testou firme – Prass foi no rodapé direito e fez outra intervenção esplêndida.

Os treinadores mexeram, sem alterar o esquema tático: Roger Guedes no Keno e Vladimir Hernandez no Vitor Bueno. Aos 29, Dudu tabelou com Egídio, que cruzou – Borja disputou no alto com Vladimir, mas o juiz inventou falta no lance. Aos 30, o Santos chegou ao gol: Victor Ferraz cruzou da direita para Bruno Henrique, que finalizou de cabeça; a bola bateu em Jean e se ofereceu para Ricardo Oliveira, impedido, que tocou para o gol; Mina ainda tentou o corte mas a bola foi para nossas redes. No momento do cabeceio de Bruno Henrique, Fernando Prass estava mais adiantado deixando o camisa 9 santista irregular na jogada.

Imediatamente Eduardo Baptista mandou o time pra cima do Santos, colocando Willian Bigode no lugar de Zé Roberto. Victor Ferraz, cansado, deu lugar ao fraquíssimo Matheus Ribeiro, e o Palmeiras prensou o Santos em seu campo. Um bombardeio.

Aos 33, Tchê Tchê tentou de fora, mas a bola saiu por cima, por pouco. Aos 34, Dudu fez jogada individual pela esquerda e bateu de fora – mais uma defesa de Vladimir. Aos 37, Roger Guedes foi lançado por Borja, levou vantagem sobre Zeca e bateu por cima – Bigode fechava pela esquerda e se acontecesse o passe, seria gol certo.

O camisa 23 se redimiu em seguida, aos 40: tabelou com Jean, que invadiu a área e, mesmo com pouco ângulo, bateu para o gol e contou com a colaboração de Vladimir para empatar o jogo. E se a igualdade já se mostrava um bom resultado, a vontade de ir pra cima do adversário rendeu uma linda vitória de virada: aos 42, Roger Guedes meteu um drible da vaca em cima de Zeca e cruzou rasteiro; Lucas Veríssimo apenas raspou na bola e caiu; Willian Bigode apareceu como segundo centroavante e empurrou para dentro. Virada sensacional do Verdão.

O Santos tentou o empate no desespero – Thiago Maia deu lugar a Rodrigão e Fernando Prass defendeu a última chance do Santos ao espalmar um chute forte de Bruno Henrique. Sob mais chuva, o juizão encerrou o jogo.

FIM DE JOGO

Foram muitas chances de gol e os goleiros foram os grandes destaques do jogo. Melhor para o Verdão, que tem Fernando Prass que não falhou em nenhum lance – ironicamente, Vladimir acabou sendo o culpado por nossa reação ao aceitar um chute facilmente defensável de Jean.

O Palmeiras mostrou mais uma vez que não tem queixo de vidro e conseguiu, na raça, virar o placar nos minutos finais. O esquema está cada vez mais encaixado e os jogadores parecem saber exatamente o que fazer em cada situação (menos o Egídio, claro). A vitória deve fazer a imprensa respeitar o Palmeiras muito mais do que vinha fazendo, e o time tende a ser novamente exaustivamente observado e analisado pelos concorrentes, como aconteceu no ano passado. Coisas de quem está no protagonismo do futebol, temos que nos acostumar com isso. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Santos

GOL
Vladimir
LAD
Victor Ferraz
LAD
Matheus Ribeiro
ZAG
David Braz
ZAE
Lucas Veríssimo
LAE
Zeca
VOL
Renato
VOL
Thiago Maia
ATA
Rodrigão
MEI
Lucas Lima
MEI
Vitor Bueno
ATA
Vladimir Hernández
ATA
Ricardo Oliveira
ATA
Bruno Henrique
TÉCNICO
Dorival Júnior

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Partida pra mostrar pros netos e bisnetos.
10
Jean
Vinha sendoo pior em campo, levou um baile do Bruno Henrique, mas construiu a jogada do gol, recebeu de volta e colocou lá dentro. Fundamental.
7
Mina
Começou com uma preocupante tradição de cometer um erro bobo e perigoso por jogo na saída de bola. De resto, mais um jogo excelente.
7.5
Edu Dracena
Provavelmente colocou Vitor Hugo no banco depois desta atuação estupenda. Tirou tudo, absolutamente tudo.
9
Zé Roberto
Lateral e volante, experiência e categoria.
6.5
Willian
Entrou para sufocar o adversário, e deu certo - depois de sua entrada só deu Palmeiras, e foi recompensado com o gol da virada.
8
Felipe Melo
Jogou clássico. Foi provocado, provocou, deu uma no meio do Lucas Lima bem dada, e no final saiu dizendo que "aqui é Palmeiras". Sensacional.
8
Tchê Tchê
Longe das atuações brilhantes que estamos acostumados, mas voltou a preencher bem os espaços e a ser muito útil.
7
Dudu
Não foi a mediocridade do último jogo, mas ficou devendo mais uma vez, com poucas participações.
6.5
Guerra
Fez um bom primeiro tempo e saiu sem muitas explicações. Se não foi por lesão, podia ter ficado mais em campo.
7
Egídio
Foi engolido pelas descidas deVictor Ferraz e Vitor Bueno.
5.5
Keno
É sempre um perigo, mesmo quando não está em suas melhores noites.
6.5
Roger Guedes
Em 20 minutos mudou o jogo: participou de 3 descidas, duas deram em gol. Depois foi dar carrinho na defesa.
9
Borja
Passou em branco mais uma vez, mas a culpa foi toda do Vladimir.
7
Eduardo Baptista
Eduardo Baptista
Com exceção da mexida no Guerra, foi perfeito. Percebeu o ótimo momento de Roger Guedes, e posicionou Willian Bigode como segundo centroavante, sufocando o Santos em seu campo. Assim como na quarta, deu resultado mais uma vez.
9.5