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Palmeiras 1 × 1 SPFC
| 28/01/1951 | Campeonato Paulista | Pacaembu |
O Palmeiras empatou com o São Paulo por 1 gol e assim sagrou-se campeão paulista de 1950. A partida foi disputada num Pacaembu encharcado e enlameado, o que não impediu que fosse tomado por uma multidão que proporcionou uma extraordinária renda de quase 900 mil cruzeiros.
Ao Palmeiras, bastava o empate para ser o campeão, já que ainda sustentava um ponto de vantagem na classificação e o jogo era válido pela última rodada do campeonato. O São Paulo precisava vencer para chegar ao troféu.
Desfalcado de Poy, Ponce e Augusto, o São Paulo não se intimidou e logo a três minutos abriu o placar: Friaça, que substituiu Ponce, recebeu de Rui e abriu para Teixeirinha, em velocidade; o ponteiro tinha Turcão pela frente e decidiu chutar antes do confronto; a bola desviou nas pernas do zagueiro e enganou Oberdan, entrando no gol dos portões monumentais do Pacaembu.
O Palmeiras sentiu o gol sofrido e não mostrava forças para reagir. Canhotinho e Jair eram marcados de perto e nada conseguiam produzir. O São Paulo era superior no campo, com grandes partidas de Rui e Remo; a impressão geral era que o placar seria aumentado a qualquer momento.
Mas o 1 a 0 persistiu até o intervalo; o Palmeiras seguia dependendo de apenas um gol para ser o campeão, mas precisava fazer algo diferente. No vestiário, Jair exerceu sua liderança sobre o grupo e deu uma bronca geral, exigindo raça de seus companheiros, o que tocou nos brios dos jogadores. O segundo tempo, de fato, foi diferente. O esmeraldino volou a campo com outra postura.
Ainda assim, a torcida palmeirense levou um susto: Teixeirinha escapou livre por trás da zaga e se preparava para marcar, quando o auxiliar acusou impedimento; o árbitro, mr. Bradley, apitou e Teixeirinha ainda assim chutou para as redes de Oberdan, lance que obviamente não foi computado.
A chuva parou e um arco-íris se projetou sobre o entorno do estádio. O Palmeiras, de fato, era outro. O São Paulo não viu mais a cor da bola. Rui parecia cansado de tanto correr atrás de Canhotinho e os espaços passaram a aparecer.
Aos 16 minutos, Rodrigues aparou um chute longo da defesa e tocou para Jair; o meia palmeirense fez um lançamento primoroso para Aquiles, que venceu Mauro na velocidade e desferiu um petardo para vencer Mário e empatar o jogo.
O Palmeiras já mandava no jogo e o moral do São Paulo esvaiu-se completamente. Os minutos iam se esvaindo e a meta de Oberdan não era ameaçada. O Palmeiras tocava a bola e o relógio era nosso amigo. Rojões passaram a espoucar discretamente à medida que a marca dos 45 minutos se aproximava, o que feria ainda mais o moral dos sãopaulinos. Até que mr. Bradley finalmente encerrou o jogo, decretando oficialmente aberta a festa no estádio.
O Campeonato Paulista de 1950 foi o que deu ao Palmeiras o direito de participar, no meio do ano de 1951, da Copa Rio. Políticos ainda tentaram forçar uma disputa de melhor-de-três, mas prevaleceu o acordado e Palmeiras e Vasco foram, de fato, os representantes do Brasil no torneio.
Ficha Técnica
Escalações
Palmeiras
SPFC
Mário
Savério
Mauro
Rui
Bauer
Noronha
Dido
Remo
Friaça
Leopoldo
Teixeirinha
Vicente Feola
Escalações
Palmeiras
SPFC
![]() Mário |
![]() Savério |
![]() Mauro |
![]() Rui |
![]() Bauer |
![]() Noronha |
![]() Dido |
![]() Remo |
![]() Friaça |
![]() Leopoldo |
![]() Teixeirinha |
![]() Vicente Feola |




