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Flamengo 1 × 4 Palmeiras
| 09/12/1979 | Brasileirão | Maracanã |
O Palmeiras foi ao Maracanã disputar com o Flamengo uma vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1979 (que seria contra o Inter) e voltou do Rio de Janeiro com a vaga e as passagens para Porto Alegre na mão.
Empolgada com a campanha do Flamengo, a Rede Globo estava a todo o vapor e trouxe com ela todo o resto da mídia. A promoção da partida, durante a semana, parecia que tratava de um confronto dos cariocas contra um time da União Soviética. O Palmeiras era tratado quase como uma equipe alienígena.
E o que se viu em campo foi quase isso, mas no melhor dos sentidos. O time de meninos comandado por Telê Santana destruiu o Flamengo, para um público de mais de 112 mil pessoas. O baile começou cedo com um gol de Jorge Mendonça logo aos 11 minutos – o camisa 8 apenas escorou da pequena área ótimo passe de César, que fez grande jogada individual.
O Palmeiras jogava pelo empate e o Flamengo tentou aproveitar a força de sua torcida, sem sucesso. O Verdão estava muito bem armado defensivamente e não dava chance para Zico, Júnior, Adílio, Carpegiani, Tita e Claudio Adão articularem suas jogadas.
No segundo tempo, o Flamengo lançou mão de uma de suas armas mais poderosas: a arbitragem. O juiz gaúcho Carlos Sérgio Rosa Martins inventou um pênalti sobre Zico, que mergulhou vergonhosamente na área. O próprio camisa 10 cobrou e empatou, aos 9 minutos do segundo tempo.
Parecia que o time de meninos do Palmeiras desmoronaria sob tamanha pressão, mas o que se viu foi exatamente o oposto. Atraindo o Flamengo para seu campo e ganhando espaço para contra-atacar, o Verdão definiu a classificação de maneira espetacular. Aos 24, Baroninho cobrou falta da ponta direita, rasteira, surpreendendo a defesa; Carlos Alberto Seixas se antecipou à zaga e, da risca da pequena área, tocou para o gol de Cantarele.
O Flamengo se desesperou e ficou fácil: aos 31, Pedrinho lançou para Baroninho, que aproveitou enorme espaço nas costas de Toninho, avançou e rolou para a entrada da área, onde o próprio Pedrinho se apresentou e fuzilou Cantarele, marcando o terceiro.
A menos de 15 minutos do fim, o Flamengo precisava de três gols, e nada indicava que poderia conseguir. A torcida começou a deixar o estádio, abandonando o time. Cláudio Coutinho então mandou o centroavante Beijoca a campo apenas para provocar uma confusão. Com menos de um minuto em campo, ele deu uma cotovelada em Mococa e durante o atendimento tentou dar um soco em Baroninho. Acabou expulso.
Com um jogador a mais, o Palmeiras tratou de humilhar o Flamengo de vez, para desespero da transmissão global para todo o país: Baroninho fez mais uma jogada pela ponta esquerda e cruzou para a marca do pênalti, onde Zé Mário subiu para testar firme, aos 45 minutos, para o fundo das redes do Flamengo.
O presidente do clube carioca havia alardeado para a imprensa, durante a semana, que já havia comprado as passagens para Porto Alegre, porque não seria difícil bater o jovem time comandado por Telê Santana. Sem ter o que fazer com as mesmas, acabou cedendo-as ao Palmeiras. Uma grande tarde de domingo na História do Verdão.
Ficha Técnica
Escalações
Flamengo
Cantareli
Toninho
Dequinha
Manguito
Júnior
Paulo César Carpegiani
Adílio

Beijoca
Zico
Tita
Cláudio Adão
Reinaldo

Carlos Henrique
Cláudio Coutinho
Melhores momentos
Escalações
Flamengo
![]() Cantareli |
![]() Toninho |
![]() Dequinha |
![]() Manguito |
![]() Júnior |
![]() Paulo César Carpegiani |
![]() Adílio ![]() |
![]() ![]() Beijoca ![]() |
![]() Zico ![]() |
![]() Tita |
![]() Cláudio Adão |
![]() Reinaldo ![]() |
![]() ![]() Carlos Henrique |
![]() Cláudio Coutinho |





