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Santos 0 × 6 Palmeiras
| 24/03/1996 | Campeonato Paulista | Vila Belmiro |
O Palmeiras arrasou o Santos na Vila Belmiro com uma imponente goleada por 6 a 0, e conquistou, com uma rodada de antecedência, o primeiro turno do Campeonato Paulista de 1996. O time comandado por Vanderlei Luxemburgo chegou a 57 gols em 14 partidas e deu mais uma demonstração da genialidade de um esquadrão que beira a perfeição.
O Santos não teve a menor chance. Logo a cinco minutos, Muller fez a jogada na ponta esquerda e cruzou para o peixinho de Rivaldo na risca da pequena área; a bola entrou no canto esquerdo de Gilberto.
Aos 16, veio o segundo: Djalminha bateu falta da meia direita na cabeça de Cléber, que marcou o segundo, no ângulo. E Cléber marcou seu segundo gol no jogo aos 24, de novo de cabeça. E de novo com centro de Djalminha, mas desta vez veio da esquerda, com a bola rolando.
Com 3 a 0 no placar, o Verdão seguiu massacrando e foram nade menos do que 9 chances de gol desperdiçadas até o fim do primeiro tempo, enquanto a torcida do Santos se desesperava nas arquibancadas atirando chinelos no gramado.
No segundo tempo, o Santos veio com brios e ensaiou uma pressão. O Verdão, então, se postou na defesa e esperou o ímpeto passar, para então retomar o bombardeio. Aos 14, Djalminha conduziu pela direita e desarmou toda a defesa do Santos com um toque para o lado oposto de seu olhar; deixando a bola na medida para Cafu bater forte de chapa, mais uma vez no ângulo de Gilberto: 4 a 0.
Djalminha estava impossível e fez jogada individual, em velocidade, para entrar na área e ser atropelado – senão, entraria de bola e tudo. O juiz marcou pênalti que o próprio Djalma bateu com categoria aos 38 para fazer o quinto. A comemoração irreverente do camisa 10 fez com que a torcida do Santos, já sem chinelos, jogasse de tudo no gramado: sapatos, pilhas, radinhos…
Três minutos depois, o Verdão fechou a tampa com mais um golaço: Cafu fez um salseiro na direita, foi ao fundo e cruzou para a testada forte de Rivaldo, que fez seu segundo gol no jogo. 6 a 0, sem piedade.
O jogo foi um dos símbolos do grande time de 1996, que conquistaria o estadual com 27 vitórias em 30 jogos, marcando 102 gols. E foram só 6 porque naquela tarde o artilheiro do Palmeiras, Luizão, não estava inspirado…
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