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Palmeiras 2 × 1 Cerro Porteño
| 07/04/1999 | Libertadores | Palestra Italia |

O Palmeiras chegou à última rodada da fase de grupos da Libertadores de 1999 com a faca no pescoço. Mesmo com o regulamento determinando que os 3 primeiros de cada grupo avançariam ao mata-mata, o Verdão corria o risco de ficar em último, caso perdesse para o Cerro Porteño.
O Corinthians liderava o grupo com 9 pontos, já classificado. Palmeiras e Cerro, ambos com 7 pontos, jogariam na quarta-feira, no Palestra Italia. Na sexta-feira, o Corinthians receberia o Olimpia, que tinha 5. Se o Cerro vencesse o Palmeiras, o Corinthians certamente entregaria o jogo para o Olimpia chegar a 8 e assim cometer o crime.
O Verdão tinha vencido o Cerro Porteño na ida, no Defensores Del Chaco, por 5 a 2. Ainda assim, havia alguma tensão no ar. E essa tensão virou pânico quando, aos 4 minutos do segundo tempo, o brasileiro Gauchinho abriu o placar para os visitantes.
Não era segredo para ninguém que o grande projeto do Palmeiras era vencer a Libertadores, torneio que até então nunca tínhamos conquistado. A possibilidade de ser eliminado na fase de grupos, enquanto o Corinthians avançava, causou gatilhos em toda a torcida presente no Palestra e planeta afora.
Felizmente o Verdão reverteu a situação vencendo de virada e mostrando força. Aos 14 minutos, Arce cobrou escanteio da esquerda no segundo pau; Cléber testou para o meio e Júnior Baiano, de cabeça, mandou para as redes do goleiro Aceval.
O gol do alívio para os 12 mil palmeirenses presentes aconteceu aos 18 minutos: em falta frontal, de longa distância, Zinho puxou um pouco para o lado, abrindo mais o ângulo para a batida seca, forte e rasante de Arce, que marcou contra seu ex-clube e decretou a virada.
Daí para o fim do jogo, não houve maiores sustos e o Verdão garantiu passagem para o mata-mata. A torcida passou a ser por vitória do Olimpia no último jogo, já que o segundo brasileiro do grupo pegaria o temido Vasco da Gama, então campeão e maior favorito à conquista. Como sabemos, não conseguimos desviar dos jogos contra o Vasco e o problema acabou sendo todo deles.
O Palmeiras foi campeão da Libertadores naquele ano, mas pouca gente se lembra que, por dez minutos, estávamos sendo virtualmente eliminados na fase de grupos.
Ficha Técnica
12.652
Escalações
Palmeiras
Cerro Porteño
Aceval
Recalde
Hector Blanco
Peralta
Toledo
Gavilán
Gómez
Jorge Campos

Nuñez
Alvarenga
Mauro Caballero

Fernandez
Gauchinho 

Aguilera
Carlos Baez
Melhores momentos
12.652
Escalações
Palmeiras
Cerro Porteño
![]() Aceval |
![]() Recalde |
![]() Hector Blanco |
![]() Peralta |
![]() Toledo |
![]() Gavilán |
![]() Gómez |
![]() Jorge Campos |
![]() ![]() Nuñez |
![]() Alvarenga |
![]() Mauro Caballero |
![]() ![]() Fernandez |
![]() Gauchinho ![]() |
![]() ![]() Aguilera |
![]() Carlos Baez |


