3
0

Palmeiras 3 × 0 River Plate

26/05/1999 Palestra Italia

O Palmeiras venceu o River Plate por 3 a 0 no Palestra Italia e se classificou pela primeira vez em 31 anos para a final da Libertadores da América.

Depois de perder a partida de ida por 1 a 0, quando Marcos foi o principal nome em campo, o Verdão reverteu a situação com uma atuação de gala, tendo em Alex o líder técnico e jogador mais decisivo. Um jornal argentino estampou, após a vitória no Monumental de Nuñez, a seguinte manchete: “River ganó, pero no mucho”. E eles estavam certos.

A torcida superlotou o estádio e os argentinos, que tinham craques do quilate de Sorín, Gallardo e Pablo Aimar no elenco, perceberam que a noite seria difícil. E o Palmeiras não deixou por menos, mostrando que a prática confirmaria a teoria.

Aos 9 minutos, Oséas mandou a primeira na trave. Aos 11, Zinho chutou forte da entrada da área, mas a bola passou ao lado. Era um bombardeio ao gol de Bonano, que não resistiu.

Aos 17, Alex fez um golaço: Zinho fez o passe longo do meio do campo; o camisa 10 amorteceu no peito já tirando de Berizzo, e na queda da bola ajeitou e soltou um foguete que Bonano não conseguiu defender, no canto alto direito.

Aos 19, enquanto a torcida ainda comemorava, veio o segundo: Arce bateu falta da direita e a defesa desviou; Oséas ficou com o rebote do outro lado e recolocou na área, e desta vez Roque Júnior conseguiu a testada, no cantinho esquerdo de Bonano. O Verdão já estava com o resultado que precisava antes da metade do primeiro tempo.

Na base do toque, o Palmeiras envolvia o River. Os argentinos estavam em pânico. Aos 29, linda tabela entre Alex e Zinho; Berti se esticou e salvou quando a bola chegava para Paulo Nunes marcar. Aos 32, Rogério puxou o contra-ataque e Paulo Nunes teve o terceiro gol à sua mercê, mas soltou a bomba pelo alto e mandou a bola nas piscinas.

Para o segundo tempo, Ramón Díaz desfez o esquema com três zagueiros e o River equilibrou o jogo por alguns momentos. Marcos teve trabalho em faltas cobradas por Gallardo e Berizzo.

Mas o Verdão voltou a dominar o jogo e mandou mais uma na trave aos 24, com Paulo Nunes testando centro de Tiago Silva. Aos 27 e aos 29, mais dois bons ataques que Bonano conseguiu salvar o River. Marcos voltou a aparecer aos 30, em chute forte de Aimar.

A entrada de Euller no lugar de Oséas foi o golpe de misericórdia de Felipão nos argentinos. Aos 35, Bonano salvou o River em chute de Alex, depois de jogada de insistência de Euller; aos 36, Alex tocou para Euller, livre, na marca do pênalti, o camisa 24 cortou o goleiro e finalizou, mas a bola foi no pé da trave esquerda. Aos 38, em contra-ataque, Euller chutou forte, mas na rede pelo lado de fora.

Tamanho massacre tinha que acabar em mais um gol, e ele veio aos 42: Paulo Nunes puxou mais um contra-ataque pela esquerda e alçou na área, do outro lado, onde Alex teve tempo de dominar, enquadrar o corpo e bater de chapa no canto direito de Bonano, que só fez a pose. E com 3 a 0 no placar, o jogo se encaminhou para o fim, com o Verdão classificado para as finais da Libertadores contra o Deportivo Cali.

Ficha Técnica

Escalações


River Plate

Bonano
Lombardi
Berizzo
Sarábia
Placente
Gancedo
Netto
Pablo Aimar
Pereyra
Pizzi
Sorín
Berti
Gallardo
Angel
Ramón Díaz

Melhores momentos