4
1

Palmeiras 4 × 1 SPFC

16/03/2008 Santa Cruz

Pela 15ª rodada do Paulistão de 2008, o Palmeiras goleou o São Paulo em Ribeirão Preto e consolidou uma absurda reação no campeonato, chegando à vice-liderança, a 4 rodadas do fim da fase de classificação. Depois de entrar em crise após uma derrota para o Guaratinguetá na sétima rodada, o time se fechou e construiu uma sequência invicta de oito jogos, coroada com esta encharcada vitória sobre os vizinhos de muro.

E a vitória veio a duras penas, apesar do placar. Choveu demais em Ribeirão Preto e o campo estava um charco. O Palmeiras contava com Denilson e Kleber, dois ex-sãopaulinos que estavam com o rival atravessado, o que dava um tempero a mais ao jogo. As jogadas eram ríspidas por conta do estado do gramado e da enorme rivalidade entre os dois elencos. Num lance na área do São Paulo, Kleber acertou André Dias, que teve o supercílio aberto – a arbitragem não percebeu.

Aos 38, em jogada de escanteio, Adriano abriu o placar de cabeça. Mas aos 43, Kleber recebeu na meia-lua, deu um corte seco em Juninho, que deslizou no gramado molhado, e enquadrou o corpo para um chute certeiro de direita, no canto direito de Rogério Ceni, que aceitou. Como sempre.

O 1 a 1 do primeiro tempo persistiu até os 15 minutos finais. Mas o volume de jogo do Palmeiras prevaleceu e, aos 31, Júnior derrubou Valdivia na área: pênalti claro e indiscutível que Denilson cobrou, guardou e comemorou muito.

O São Paulo não suportou a pressão de sofrer a virada e se abriu; rapidamente o Palmeiras chegou ao terceiro: após cruzamento da direita, Kleber, em posição legal, aparou na entrada da área, progrediu e foi agarrado por Juninho quando se preparava para fuzilar: pênalti de novo. Desta vez, que cobrou foi Valdivia, que comemorou com o famoso “chororô”.

A torcida do Verdão cantava “olé” enquanto os são-paulinos abandonavam o estádio. Poucos rivais viram mais um gol do Palmeiras: nos acréscimos, Diego Souza recebeu na direita, aplicou um lindo drible de corpo na marcação, invadiu a área e sofreu um carrinho por trás de Richarlyson: mais um pênalti, claríssimo, como os dois anteriores. Desta vez, quem bateu foi Diego Souza, e a goleada foi decretada. O juiz, pouco depois, encerrou o jogo.

A goleada sobre o então auto-intitulado “soberano” encheu o Verdão de confiança para a sequência do campeonato; os dois clubes se cruzaram novamente nas semifinais e o Verdão levaria a melhor, para chegar ao título em cima da Ponte Preta. Este clássico em Ribeirão foi definitivo para que o Palmeiras embalasse rumo à conquista.

Ficha Técnica

28.422

R$ 829.500,00

Flavio Rodrigues Guerra

Escalações


SPFC

Rogério Ceni
Zé Luís
Juninho
André Dias
Júnior
Aloísio
Hernanes
Richarlyson
Jorge Wagner
Carlos Alberto
Joílson
Borges
Adriano
Muricy Ramalho

Melhores momentos