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Palmeiras 2 × 0 SPFC

20/04/2008 Palestra Italia

O Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 0, reverteu a vantagem aberta pelo adversário no jogo da ida, e classificou-se para as finais do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta. Comandado por Valdivia, o Verdão conseguiu a vitória com autoridade, marcando um gol em cada tempo e vendo o auto-proclamado “soberano” bater em retirada sob extrema humilhação.

O jogo foi cercado de muita expectativa por conta da forma como o São Paulo conseguiu a vantagem: uma vitória por 2 a 1, com um gol marcado com a mão por Adriano, validado por Paulo César de Oliveira. A torcida palmeirense lotou o Palestra Italia e criou um clima de inferno que o adversário não conseguiu suportar.

O gramado estava pesado, embora a chuva que caiu durante o início da tarde já tivesse cessado. O São Paulo, jogando pelo empate, claramente veio para o jogo para sustentar a igualdade, agredindo pouco, mas encaixando a marcação em Alex Mineiro, Kleber, Diego Souza e Valdivia. Os primeiros minutos estavam travados e difíceis.

A chave do jogo veio aos 22: Léo Lima recebeu uma bola por dentro e arriscou um chute forte, com veneno; a bola foi na direção de Rogério Ceni, que viajou e deixou a bola entrar: um frangaço que recolocou o Palmeiras em vantagem na disputa.

Aparentemente, o São Paulo não estava preparado para sair para o jogo e o que se viu foi um Palmeiras absoluto em campo contra um adversário inerte. O Palestra pulsava e a pressão sobre o visitante era imensa. O jogo seguiu travado, mas agora quem precisava do gol eram eles.

No intervalo, um episódio inusitado: o time e a comissão técnica do São Paulo voltaram rapidamente para o gramado reclamando de que alguém jogou gás de pimenta no vestiário. Diante da enorme apatia do time no primeiro tempo, a impressão geral foi que a segurança do time visitante forneceu o suprimento para que pudessem forjar algum tipo de acusação, já que no campo as coisas estavam difíceis.

Depois de algum tempo de espera, o segundo tempo teve início e Muricy Ramalho, técnico do São Paulo, colocou em campo o atacante Borges para jogar ao lado de Adriano, mas não adiantou. O Palmeiras seguia superior; além de já ter o placar necessário, dominava o terreno. Valdivia conseguiu se libertar da forte marcação e ditou o ritmo do jogo. Aos 32 minutos, conseguiu provocar a expulsão do zagueiro André Dias, enquanto o São Paulo estava todo lançado à frente, o que deixou muitos espaços em nosso campo de ataque.

Assim, num contra-ataque puxado por Wendell, o Verdão chegou ao segundo gol com Valdivia rolando a bola para o gol aberto enquanto Rogério Ceni levantava o bracinho, implorando para que o juiz inventasse alguma marcação. Na comemoração, muita provocação e muita satisfação em todo o estádio.

Antes do São Paulo dar a saída, houve um apagão no estádio: ao cair da tarde, o Shopping Bourbon, recém-inaugurado, consumiu mais do que o avaliado pela Eletropaulo e toda a região ficou sem energia por conta da sobrecarga.

A interrupção foi perfeita para o ambiente no estádio. O São Paulo, com um jogador a menos e amassado em campo, tinha apenas 7 minutos para fazer dois gols e não tinha forças nem para levar a bola ao campo de ataque. Foi um momento de extremo desfrute nas arquibancadas; a torcida palmeirense, entre risos e cantos, comemorava e se abraçava.

O jogo reiniciou apenas para cumprir a regra, a torcida ainda gritou olé nas posses de bola do Verdão e o jogo foi encerrado. Depois do roubo do jogo de ida, quando parecia que a campanha seria encerrada por conta de mais um roubo da arbitragem a favor do São Paulo, o Palmeiras jogou muito futebol e virou a semifinal, encaminhando o título que seria conquistado, duas semanas depois, com uma goleada sobre a Ponte Preta.

Ficha Técnica

27.680

R$ 144.355,00

Wilson Luís Seneme

Escalações


SPFC

Rogério Ceni
Miranda
André Dias
Alex Silva
Joílson
Sérgio Mota
Fábio Santos
Hernanes
Jorge Wagner
Júnior
Hugo
Dagoberto
Borges
Adriano
Muricy Ramalho

Melhores momentos