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26/07/2017 - 21:45

Pré-Jogo

Pré-jogo Cruzeiro x Palmeiras

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras decide a vaga nas semifinais da Copa do Brasil, enfrentando o Cruzeiro no Mineirão precisando de uma vitória simples. Depois de sair perdendo o jogo de ida por 3 a 0, o time conseguiu buscar o empate e chega à decisão com o moral em alta – não só por ter descontado essa vantagem, mas pelo futebol apresentado nas duas últimas partidas fora de casa.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionado:
Willian Bigode
Recuperação física:
Thiago Martins, Moisés e Arouca
Não inscritos: Mayke, Luan, Juninho, Bruno Henrique e Deyverson

Cuca volta a lidar com desfalques – e nunca é demais criticar o regulamento cretino do campeonato, que não permite que jogadores contratados a partir de abril sejam inscritos numa disputa que durará até outubro.

Sem poder contar com cinco jogadores, além dos lesionados, nosso treinador ganhou “reforços” – Felipe Melo e Guerra, que ficaram treinando no Centro de Excelência enquanto o time enfrentava o Flamengo e o Sport, se juntaram à delegação zerados e estão à disposição.

É provável que Cuca tente emular ao máximo a formação que deu um baile no Sport, mas para isso precisará trocar cinco peças. O mais difícil será fazer Borja fazer o papel de Deyverson. Uma das maneiras que Cuca pode tentar montar o time é Jailson; Tchê Tchê, Mina, Edu Dracena e Egídio; Felipe Melo, Thiago Santos e Jean; Roger Guedes, Borja e Dudu.

Cruzeiro

Mano Menezes tem alguns problemas para o jogo. Sassá e Rafael Marques não foram inscritos e estão fora. Robinho, com mais uma lesão muscular, está no DM e também é desfalque, bem como Ezequiel, que está se recuperando de uma pubalgia e não reúne condições de jogo – Lucas Romero deve seguir quebrando o galho na lateral direita. Manoel, recuperando a condição física, deve ficar no banco – Leo segue no miolo da zaga. Outro que volta de lesão mas deve ficar apenas no banco é Rafinha.

Já Alisson, recuperado de desgaste muscular, vai sair jogando. A dúvida de Mano no meio campo é entre Elber e De Arrascaeta. O provável time é Fábio; Lucas Romero, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique e Ariel Cabral; Elber (De Arrascaeta), Thiago Neves e Alisson; Rafael Sobis.

Lei do Ex

Edu Dracena, Egídio, Felipe Melo e Dudu – opções é que não faltam. Do lado de lá, apenas Léo pode bater o cartão.

Retrospecto

Esta é a décima vez que Palmeiras e Cruzeiro se enfrentam em situação de mata-mata. Nas nove disputas anteriores, o Palmeiras levou a melhor em sete: Copa do Brasil 1998 e 2015; Mercosul 1998, 1999 e 2000, Copa dos Campeões 2000 e Libertadores 2001. O Cruzeiro nos eliminou na Copa do Brasil de 1996 e no Brasileiro de 1998.

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Cruzeiro
Cruzeiro
Mineirão
Mineirão
Wilton Pereira Sampaio
Wilton Pereira Sampaio
Copa do Brasil
Copa do Brasil

 

Parpite

Nenhum time deve arriscar uma postura ofensiva e o primeiro tempo deve ser chato e sonolento, com os dois times poupando o físico – o zero a zero é uma aposta forte. Preparem-se mesmo é para o segundo tempo, quando todas as fichas deverão ser colocadas na mesa. O Verdão vai sair na frente com Dudu, sofrerá o empate e vai para a pressão final com tudo, chegando ao gol da vitória e da classificação com Borja, o predestinado, para 46.987 pagantes. Quem sobreviver, comemorará. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo – para MG (menos Juiz de Fora)

SportvSporTV

Pós-Jogo

Cruzeiro 1x1 PalmeirasCésar Greco / Ag.Palmeiras

O Verdão até conseguiu o placar que o classificava no segundo tempo, mas não suportou a pressão do Cruzeiro e cedeu o empate, sendo eliminado da Copa do Brasil. O time agora volta a focar no Brasileirão, e ganha como prêmio de consolação quatro semanas livres para treinar e arredondar o time para a conclusão da temporada – esperamos, coma  disputa da Libertadores.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca veio com a formação mais ofensiva, com Guerra de volta e Egídio e Jean prontos para o apoio – assim, Felipe Melo e Thiago Santos formaram a dupla de volantes, sobrando para Tchê Tchê um lugarzinho no banco.

Aos três minutos, Thiago Neves armou a jogada pela direita e alçou para Elber, que emendou de voleio – a bola raspou em Edu Dracena e saiu perigosamente em escanteio. Aos sete, o Palmeiras respondeu em jogada individual de Roger Guedes – ele tinha Jean aberto pela direita mas preferiu bater par o gol: errou, por cima, e irritou a todo o time.

Aos 17, Diogo Barbosa entrou em diagonal e enfiou para Thiago Neves; ele aparou a bola para bater mas Rafael Sobis chegou de trás também querendo o arremate – os dois acabaram “dividindo” a bola; Thiago Neves ainda conseguiu o chute, mas a bola saiu fraca e Jailson defendeu sem problemas.

O Cruzeiro aos poucos foi tomando conta do meio-campo e passou a dominar o jogo, mantendo a bola mais próxima de nossa área e cortando todas as tentativas do Palmeiras de armar o jogo. A torcida se inflamou e o momento em campo nos ficou muito desfavorável. Aos 25, Thiago Neves cobrou falta na área, a defesa rechaçou e Sobis emendou para o gol – a bola tinha o endereço mas bateu no muro de palmeirenses dentro da área e a defesa aliviou o perigo.

O Verdão reagiu e passou a avançar a marcação, invertendo a pressão colocada pelo time da casa e saindo das cordas. Aos 32, Jean tentou um chute de fora, mas bateu fraco, fácil para Fábio. Depois de dez minutos muito travados, Ariel Cabral arriscou também de fora da área, sem direção. Wilton Pereira Sampaio encerrou o primeiro tempo sem gols, em que os dois times mantiveram a postura cautelosa preservando as energias e os nervos para os 45 minutos finais.

SEGUNDO TEMPO

A estratégia de Cuca para acelerar o jogo foi sacar Guerra e centralizar Dudu, colocando Keno na esquerda. O Verdão tomou a iniciativa do jogo e deu espaços para o Cruzeiro contra-atacar, deixando a bola muito mais viva e o jogo aberto.

Aos 7, após escanteio da esquerda, Léo teve até que se abaixar para cabecear, livre, de frente para Jailson, mas escorou torto pela linha de fundo, desperdiçando boa chance. Aos 12, seguindo a corrida contra o relógio, Cuca mandou Raphael Veiga no lugar de Felipe Melo, aumentando a pressão.

Aos 15, Dudu conseguiu um bom lançamento para Roger Guedes na direita; ele cruzou e Borja emendou de primeira – a bola explodiu no rosto de Murilo. Mais cedo do que se esperava, o Verdão já era dono do jogo e Mano Menezes tentou sair da pressão colocando De Arrascaeta no lugar de Élber.

Aos 18, Raphael Veiga recebeu sem marcação no meio e de longe arriscou um ótimo chute, que saiu perto da forquilha direita de Fábio. Aí o Cruzeiro começou a fazer o que sabe fazer de melhor: catimba. O Palmeiras, com Dudu, Thiago Santos e até Cuquinha, caiu nas provocações e o relógio começou a correr como nunca sem que nosso time ameaçasse o gol de Fábio.

Quando voltou a jogar bola, o Verdão chegou ao gol: aos 30, Veiga bateu escanteio da direita; Fábio rebateu para a meia-lua e Keno pegou de primeira; a bola desviou em Lucas Romero e matou Fábio, indo para o fundo do gol. Cuca então remontou o meio-campo mais defensivo, com Tchê Tchê indo a campo no lugar de Dudu.

E o Cruzeiro começou a pressão final: aos 30, De Arrascaeta bateu da entrada da área – Jailson pegou firme. A bola raramente saía de nosso campo, mas aos 38 o Verdão teve um ótimo contra-ataque puxado por Borja – mas Egídio, pra variar, fez a escolha errada e tentou fazer um golaço por cobertura em vez de acionar Raphael Veiga, em ótimas condições.

O Palmeiras não matou o jogo e sofreu o castigo: no ataque desordenado, Alisson cruzou da esquerda e o lateral Diogo Barbosa, inacreditavelmente livre, testou firme no canto direito de Jailson, que ainda raspou na bola. O Verdão tinha cinco minutos para fazer o gol da classificação.

Nosso time então foi com tudo pra cima, como não podia deixar de ser, mas esbarrou nos próprios nervos e não conseguiu colocar a bola no chão. Aos 42 Raphael Veiga perdeu a bola na frente e De Arrascaeta armou o contra-ataque, levando até nossa área e concluindo a gol – Jailson fechou o ângulo e defendeu. O Cruzeiro seguiu segurando a bola no campo de ataque e garantiu o resultado sem ser ameaçado.

FIM DE JOGO

Chegamos perto, mas pelas circunstâncias, o gosto que fica é amargo. Se tivéssemos sido eliminados encurralando o Cruzeiro dentro de sua área em busca do gol salvador, ao menos sairíamos da competição de forma mais altiva. A incapacidade de reagir com nove minutos ainda por jogar é um alerta para que o time aprenda a recuperar o foco rápido e se imponha, mesmo em território hostil – isso pode ser muito importante na disputa da Libertadores.

Passar pelo Barcelona será vital para o sucesso ainda este ano, claro. Além de manter o time vivo, a classificação deixará o Palmeiras a três duelos do título, com um artigo de luxo que não teve até agora desde que Cuca chegou, em maio: semanas livres para treino, com todo o elenco à disposição. Se o jogo de daqui a duas semanas contra os equatorianos já era importante, agora virou o jogo da década. Cabe a todos – jogadores, comissão técnica e torcida – levantarmos a cabeça rápido e não perder a motivação. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Cruzeiro

GOL
Fábio
LAD
Lucas Romero
ZAG
Léo
ZAE
Murilo
LAE
Diogo Barbosa
VOL
Henrique
VOL
Ariel Cabral
MEI
Élber
MEI
De Arrascaeta
MEI
Tiago Neves
MEI
Alisson
VOL
Lucas Silva
ATA
Rafael Sobis
ATA
Raniel
TÉCNICO
Mano Menezes

Palmeiras

GOL
Jailson
LAD
Jean
ZAG
Mina
ZAE
Edu Dracena
LAE
Egídio
VOL
Felipe Melo
MEI
Raphael Veiga
VOL
Thiago Santos
MEI
Roger Guedes
MEI
Guerra
ATA
Keno
MEI
Dudu
VOL
Tchê Tchê
ATA
Borja
TÉCNICO
Cuca

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Nem chegou a ser muito exigido. Mais uma vez, uma leve impressão de que poderia ter alcançado a bola - mas é impossível cravar. Não me lembro dessa horrenda camisa amarela, seja com ele, ou com Prass, nos dar grandes lembranças.
6.5
Jean
Dentro da proposta de Cuca, fez o arroz com feijão, sem comprometer.
6
Mina
Fazia uma partida brilhante mais uma vez, até o lance do gol do Cruzeiro - onde ele estava?
5.5
Edu Dracena
Segurou bem seu lado, ficando muitas vezes no mano a mano e melhorando uma de suas deficiências; a disputa em velocidade.
7
Egídio
Outro que fazia uma partida surpreendentemente boa, até errar bisonhamente no lance capital do jogo, perdendo um contra-ataque que nos daria a classificação.
6
Felipe Melo
PArecia um tanto lento, travado, sem ritmo - mas não chegou a comprometer.
6
Raphael Veiga
Deu mais mobilidade ao ataque e ainda bateu o escanteio que gerou nosso gol.
6
Thiago Santos
O melhor do time junto com Keno; mais uma vez anulou o maior valor do adversário e foi a chave para o time não perdero meio-campo.
8
Roger Guedes
Fraco, individualista demais e com dificuldade em tocar a bola de primeira para acelrar o jogo.
4.5
Guerra
Apanhou bastante, mas mesmo assim ficou abaixo do que se esperava dele.
5.5
Keno
Além do gol, foi o maior responsável pela subida de ritmo do Verdão no segundo tempo.
8
Dudu
Não conseguiu reeditar a grande atuação dos 3 a 3, e ainda caiu na pilha do De Arrascaeta.
6
Tchê Tchê
Entrou para povoar o meio e dificultar as chegadas do Cruzeiro - aparentemente não conseguiu.
5
Borja
Uma nulidade. Não se colocou bem, matou as poucas bolas que chegou com a canela e até com o braço, dando mais uma chance de chuveirinho para o Cruzeiro. Tá difícil.
3
Cuca
Cuca
O plano de jogo funcionou: seguramos o primeiro tempo e partimos para a pressão no segundo, chegando ao gol. Só faltou não tomar. Guardou uma substituição para se rearmar e fez sua parte. O resto aconteceu dentro do campo.
6.5