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29/01/2017 - 17:00

Pré-Jogo

Palmeiras x Ponte Preta

O Verdão joga no Allianz Parque pela primeira vez em 2017, e recebe a Ponte Preta, em amistoso preparativo para o Paulistão, que começa no próximo final-de-semana.

O jogo envolve uma enorme expectativa por parte da torcida, que além ter a oportunidade de conhecer em campo vários reforços (será o primeiro contato com Felipe Melo e Raphael Veiga, pelo menos), vai começar a se familiarizar com a postura tática que será, no mínimo, o rascunho da que deve jogar durante todo o ano.

A precificação dos ingressos parece um pouco fora de escopo. As vendas de ingressos não animam e o público presente não deve ser dos maiores.

Curiosidade: os dois treinadores são filhos de ex-jogadores que se enfrentaram muito nas décadas de 70 e 80, e que depois se tornaram técnicos da Ponte e também do Palmeiras.

DESFALQUES:
Burocracia:
Guerra (registro)
Físico: Mina
DM: Moisés (recuperação de cirurgia no pé esquerdo), Keno (dores lombares) e Arouca (cirurgia para retirada de fragmento de cartilagem)
Opção técnica: Daniel Fuzato, Vinicius, Rodrigo, Hyoran e Alecsandro

RELACIONADOS:
Goleiros
: Fernando Prass e Jailson
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Antônio Carlos, Edu Dracena, Vitor Hugo e Thiago Martins
Volantes: Felipe Melo e Thiago Santos
Meias: Michel Bastos, Raphael Veiga, Tchê Tchê e Vitinho
Atacantes: Lucas Barrios, Willian Bigode, Dudu, Roger Guedes, Erik e Rafael Marques

Depois de uma semana intensa em treinamentos físicos e táticos, Eduardo Baptista vai dando forma ao time que deve começar o Paulistão. Hyoran e Alecsandro tiveram oportunidades de ser observados contra a Chape e agora dão espaço para os companheiros – pode ser um dos jogos mais importantes da temporada para Lucas Barrios. O time que deve entrar em campo é Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Roger Guedes, Tchê Tchê, Raphael Veiga e Dudu; Barrios.

ADVERSÁRIO

A Ponte Preta repete a estratégia do ano passado e não trouxe nenhum reforço de respeito para o Paulistão – a expectativa é que o time para o Brasileirão seja reforçado após o fim dos estaduais, com o mercado menos aquecido e preços mais acessíveis. Os nomes de maior repercussão foram o lateral Artur (ex-Inter) e Lucca (ex-SCCP). Assim, o time tende a ser bem mais fraco que o do ano passado, já que perdeu jogadores como Douglas Grolli, Antônio Carlos, Reinaldo, Thiago Galhardo e Roger.

O técnico da Ponte é Felipe Moreira, que era auxiliar de Eduardo Baptista e é filho de Marco Aurélio, ex-meia e treinador da própria Ponte – treinou o Palmeiras também, no ano 2000. Ele terá o enorme desafio de remontar o time campineiro, sobretudo a defesa, desmanchada na janela de fim de ano. O provável time que entra em campo é Aranha; Nino Paraíba, Fábio Ferreira, Kadu e Breno Lopes; João Vitor, Wendel e Matheus Jesus; Lucca, William Pottker e Clayson.

Lei do EX: Antônio Carlos e Tchê Tchê (Palmeiras) e João Vítor (Ponte Preta) – o Aranha não conta. Só falta…

RETROSPECTO

A História aponta 124 jogos entre Palmeiras e Ponte Preta, e o Verdão nada de braçada: 63 vitórias, 30 empates e 31 derrotas; 211 gols marcados contra 133 sofridos.

  • Como mandante, foram 58 jogos e vencemos 35; empatamos 15 vezes e perdemos apenas 8; marcamos 114 gols e sofremos 46;
  • Essa escrita só não é mais larga porque ainda não ganhamos da Ponte Preta no Allianz Parque, depois de três jogos; foram duas vitórias da Ponte por 1 a 0 e um empate por 2 a 2. Tá na hora disso acabar.

PARPITE

Não devemos esperar, muito menos exigir, uma grande apresentação do Palmeiras. Eduardo Baptista ainda está fazendo suas observações e testando o elenco – nesta fase, muita coisa deve dar errado. O foco ainda é dar corpo ao 4-1-4-1, esquema principal do time a ser usado durante a temporada, e toda a atenção ainda está na parte defensiva.

Por isso, a tendência é um jogo amarrado, sendo decidido em jogadas individuais ou em bolas paradas. O parpite é 1 a 0, com gol de Vitor Hugo, que vai virar o primeiro cambote do ano, para 19.321 pagantes.

VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Palmeiras 1x1 Ponte PretaCésar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras fez sua primeira exibição de 2017 em casa, para pouco menos de 16 mil pagantes no Allianz Parque, e empatou com a Ponte Preta, em partida que superou as expectativas no que diz respeito à qualidade do futebol. Com os dois times ainda fazendo os primeiros movimentos do ano, não era esperado um jogo tão dinâmico – nem tão pegado, como o que se viu esta tarde. Depois de sair na frente com Lucas Barrios, o Verdão cedeu o empate no finalzinho, num pênalti que teve origem numa falta perto da área.

A partida serviu para Eduardo Baptista tirar suas últimas dúvidas antes de definir a lista de 28 jogadores que poderão jogar o Paulistão – ou para aumentá-las. Serviu também para que a torcida paulistana tomasse o primeiro contato com o novo esquema e com os reforços, principalmente Raphael Veiga, Willian Bigode e Felipe Melo.

O ponto (muito) negativo do jogo foi o estado do gramado do Allianz Parque. Com muita areia para tapar as imperfeições, pareceu muito longe de estar em boas condições na estreia do Paulistão, como prometia o executivo da WTorre. O jogo “inesperado” contra a Ponte foi usado como desculpa prévia para mais um fracasso na missão de proporcionar ao Palmeiras um campo de jogo digno.

PRIMEIRO TEMPO

O Verdão começou em cima da Ponte. Raphael Veiga, surpreendentemente, jogava aberto pela esquerda, com Dudu mais por dentro. Willian Bigode se movimentava bastante e incomodava a defesa da Ponte. Tanto que, aos sete minutos, num lateral despretensioso, Dudu percebeu o camisa 29 bem posicionado e bateu rápido, colocando-o na cara de Aranha; com pouco ângulo, Bigode tentou o toque por baixo, mas o goleiro da Ponte conseguiu desviar – o juiz, péssimo, deu tiro de meta.

Aos 14, o Palmeiras rodou a bola por todo o campo de ataque, mas não achava a brecha para entrar na área. Foi quando surgiu uma nova opção de ataque que usamos pouco no ano passado: o chute de fora. Roger Guedes, de costas para a área, rolou para Felipe Melo, que ajeitou e soltou a pernada; a bola tinha o endereço certo mas Aranha desviou para escanteio. O juiz, Senhor Magoo, deu só tiro de meta.

Percebendo o amplo domínio do Palmeiras, o time da Ponte abriu a caixa de ferramentas. João Vítor, Wendel e principalmente Matheus Jesus chegavam junto como se o jogo valesse bicho. Isso fez com que o Palmeiras buscasse acelerar o jogo, trocando passes com mais rapidez.

Aos 19, um bombardeio sensacional: Dudu enfiou para Bigode entre os dois zagueiros; ele recolheu, viu Tchê Tchê fechando pela direita e rolou, a batida de chapa encontrou a trave esquerda de Aranha. No rebote, Dudu dominou, girou o corpo e deixou para Roger Guedes, que finalizou – a bola resvalou no braço de Matheus Jesus e Aranha fez uma defesa milagrosa; Dudu mais uma vez apanhou o rebote, junto a linha de fundo e cruzou rasteiro, para a chegada de Raphael Veiga, dentro da pequena área. Com o gol livre, ele escorou, mas a bola bateu no travessão e saiu.

O lance foi o ponto alto do primeiro tempo. Assim que a adrenalina baixou, o ritmo dos dois times, ainda em busca de melhor condicionamento físico, caiu bastante. O Verdão só conseguiu chegar novamente perto do gol de Aranha aos 38, com Roger Guedes, que escorou de bico um cruzamento baixo de Dudu, que criou a jogada pela esquerda.

A Ponte seguia distribuindo pancadas, e em mais uma falta no campo de ataque, Jean alçou na área e Edu Dracena testou livre, na linha da pequena área, mas a bola saiu triscando o travessão. Foi o último lance de um primeiro tempo bem acima do esperado.

SEGUNDO TEMPO

Duas mexidas no intervalo, que deram a pista que são as posições que Eduardo está mais pensativo em relação a definições, seja para montar a lista, seja para a titularidade: Vitinho e Barrios voltaram nos lugares de Raphael Veiga e Willian Bigode. E com um centroavante de referência, o Verdão conseguiu chegar mais à área adversária, embora a zaga campineira tivesse menos dificuldade para encostar na marcação.

Aos oito minutos, João Vítor, que já tinha amarelo, chegou muito forte em Tchê Tchê e foi expulso. O fato do adversário ter ficado com um jogador a menos afetou o principal propósito do amistoso, que era o de observar o comportamento do time diante de adversários fechados em nossa casa. Em desvantagem numérica, a Ponte Preta se tornou uma presa mais fácil. O lado esquerdo de nosso ataque ganhou espaço, já que Clayson deu lugar a Naldo, que entrou para fechar o meio-campo.

Vitor Hugo e Felipe Melo tiveram chances de fazer o gol de cabeça em bolas paradas, enquanto a Ponte seguia batendo. Matheus Jesus, que seria expulso a qualquer momento, acabou sendo substituído por Jadson, que manteve o mesmo papel. Michel Bastos substituiu Felipe Melo e Tchê Tchê foi recuado; Michel ficou mais do lado esquerdo. E foi numa dessas que Barrios perdeu uma chance incrível: depois de um escanteio, a bola foi rebatida e Zé Roberto apanhou o rebote na altura do meio-campo; rapidamente foi feita a ligação com Michel Bastos que cruzou por baixo. Edu Dracena, que ficou no ataque, se esticou mas não alcançou; a bola de ofereceu para Barrios no segundo pau, com o gol vazio, mas o paraguaio errou, acabando com a paciência da torcida presente ao estádio. Barrios passou a ser bastante criticado a cada vez que pegava na bola – mesmo quando acertava. O pior é que continuou cometendo erros bobos, típicos de quem está sem ritmo, mas depois de um gol perdido daqueles a torcida não quis saber de relativizar, sobretudo para um jogador que encerrou o ano anterior devendo bastante.

Felipe Moreira substituiu todos os quatro jogadores da defesa de uma vez só, aos 20 minutos. Aos 25, uma boa chance da Ponte: Lins enxergou Ravanelli nas costas de Zé Roberto, sem cobertura; o passe foi preciso e o meia bateu rasteiro, cruzado, enquanto Vitor Hugo tentava chegar para o bloqueio; a bola saiu raspando a trave direita de Prass. Dois minutos depois, Vitinho vacilou e Emerson aproveitou, fazendo boa jogada e cruzando para a área; Fabiano afastou e a bola caiu com Ravanelli, no bico da área, ele ajeitou e bateu cruzado, buscando o ângulo de Fernando Prass, que fez a ponte e saiu bonito na foto.

Essa pequena pressão da Ponte acordou o Palmeiras, e aos 29, saiu o gol: Tchê Tchê conduziu pela esquerda e acionou Dudu; dentro da área, com muita personalidade, ele fez o girou e puxou a bola com a sola do pé para trás, para a chegada de Zé Roberto, que cruzou na linha da pequena área para Barrios, que desta vez aproveitou e marcou o gol, tirando a zica e se redimindo junto à torcida. Ele precisava demais desse gol.

Parecia que finalmente o Verdão venceria a Ponte em casa, depois de quatro jogos. O time campineiro parecia resignado por perder só por 1 a 0 e nem forçava muito. Mas numa falta da intermediária, Reynaldo tentou o cabeceio e a bola bateu no braço aberto de Rafael Marques, e o juiz marcou pênalti, aos 43 minutos. Ramon bateu muito bem, no canto direito de Jailson, e empatou o jogo. O Verdão ainda tentou uma pressão nos minutos finais, sem sucesso. O juizão terminou o jogo e o público, de forma bastante madura, aplaudiu o time, mesmo sem ver uma vitória.

FIM DE JOGO

Foi um bom teste. A postura da Ponte Preta, enquanto teve 11 jogadores em campo, foi excelente para observar a capacidade de nossos jogadores em vários aspectos de uma partida. Eduardo e o time da central de inteligência do departamento de futebol terão um excelente material e mãos para estudarem e discutirem.

Dentro de uma semana teremos a estreia do Paulista. Valendo bicho e três pontos, o Palmeiras deve buscar a vitória com mais afinco; por ser um amistoso, era natural que esta tarde o freio de mão ainda estivesse um tanto puxado – mesmo a torcida não cantou como de costume, mais preocupada em observar do que em incentivar.

Muitos acertos ainda serão necessários, pelo menos três titulares (Mina, Moisés e Guerra) seguem fora de combate mas em breve devem reforçar esse time, e as perspectivas para o ano continuam bastante positivas. Que venha o Paulistão. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

15.878

R$ 795.982,50

Vinicius Gonçalves Dias Araújo

Ponte Preta

Aranha
GOL
Nino Paraíba
LAD
Emerson
LAD
Kadu
ZAG
Marllon
ZAG
Fabio Ferreira
ZAE
Reynaldo
ZAE
Jeferson
LAE
Fábio Braga
LAE
João Vítor
VOL
Wendel
VOL
Ravanelli
MEI
Erick Salles
VOL
Matheus Jesus
MEI
Jadson
MEI
Clayson
ATA
Naldo
VOL
Pottker
ATA
Ramon
ATA
Lucca
ATA
Lins
ATA
Felipe Moreira
TÉCNICO

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Fez duas defesas com estilo, mas precisa se ligar mais nas reposições de bola com os pés.
6.5
Jailson
Só faltava pegar o pênalti logo depois de entrar no jogo.
0
Jean
Não teve trabalho na defesa, conseguiu um ou outro bom cruzamento.
6.5
Fabiano
Ficou um pouco mais plantado que Jean.
6
Edu Dracena
Um dos destaques do sistema defensivo. Tá chegando perto de seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras.
7
Thiago Martins
.
0
Vitor Hugo
Apenas sério, como sempre.
6.5
Zé Roberto
Segue imune à passagem do tempo. Fez a primeira assistência do ano.
6.5
Tchê Tchê
Mais ofensivo que ano passado, passou a chegar na área até como finalizador. E segue onipresente, fazendo coberturas precisas.
7
Felipe Melo
Muita qualidade e lucidez na cabeça de área. Se mantiver o nível, estaremos muito bem servidos no setor.
7.5
Michel Bastos
Ainda não estava totalmente solto, mesmo assim conseguiu uma ou duas boas participações.
6
Roger Guedes
Burocrático, cumpriu seu papel, sem brilho.
6
Erik
A mais cara contratação de 2016 ainda busca se firmar, mas não aproveita as chances.
5.5
Egídio
.
0
Thiago Santos
.
0
Raphael Veiga
Jogou bem aberto e não decepcionou. Bastante personalidade e bom entrosamento com Zé e Dudu.
7
Vitinho
Parecia que ainda estava em Chapecó, sonhando com o golaço que fez.
5.5
Dudu
Um pouco sumido no começo, mas quando a cabeça focou no jogo e não no Engenhão, foi brilhante e decisivo.
7
Rafael Marques
Jogou aberto pela esquerda mas com alguma liberdade para fechar em diagonal, na área, como nos tempos do Oswaldo. Numa dessas quase fez um de cabeça.
0
Willian
Bastante participativo, atrapalhou toda a defesa da Ponte e quase fez o seu logo na estreia em casa.
7
Barrios
Entrou, lutou, errou, acertou, perdeu gol feito mas deixou o seu. Vida de centroavante é assim.
7
Eduardo Baptista
Eduardo Baptista
s/n