Moisés deve voltar no domingo e só isto já vale o ingresso

Moisés e Zé Antônio
César Greco / Ag.Palmeiras / Divulgação

O Allianz Parque viverá domingo uma tarde especial. Depois de quase seis meses de tratamento e recuperação, Moisés estará de volta aos gramados na partida que fecha o primeiro turno do Brasileirão, contra o Atlético-PR.

Moisés sofreu uma grave lesão no dia 19 de fevereiro, em jogo contra o Linense pelo Campeonato Paulista. Após entrada violenta do meio-campista Zé Antônio, o camisa 10 do Verdão teve ruptura de dois ligamentos (anterior cruzado e medial) do joelho esquerdo e foi submetido a uma delicada cirurgia. Contra uma previsão de recuperação plena após 8 meses, Moisés antecipou sua volta em mais de 60 dias com muita paciência e dedicação.

Histórico

Moisés no ItaquerãoContratado no início de 2016, Moisés não chegou com alarde, mas deixou ótima impressão na pré-temporada realizada no Uruguai. Em seu primeiro jogo oficial, no entanto, sofreu uma fratura no pé após levar um pisão de Zé Antônio, do Linense – que coincidência. O time comandado por Marcelo Oliveira não engrenava e o treinador mineiro acabou demitido, o que possibilitou a chegada de Cuca.

Ao final do Paulistão, o Palmeiras contratou Tchê Tchê, e a dupla encaixou com perfeição no esquema idealizado pelo novo treinador, flutuando por quase todo o campo e permitindo que todas as outras peças do meio e ataque fossem posicionadas conforme a disposição tática do adversário.

Como se não bastasse essa versatilidade, Moisés aprimorou uma jogada prosaica: o arremesso lateral, o que possibilitou a Cuca desenvolver mais uma entre tantas jogadas ensaiadas; o número de gols que saíram após esse tipo de jogada enfureceu a imprensa flamenguista, que cunhou o infame termo “Cucabol” para diminuir a qualidade do futebol do Palmeiras.

Dono de uma condução de bola elegante, experiente e com um passe acima da média, Moisés foi o maestro do Palmeiras na conquista do eneacampeonato brasileiro e entrou em todas as seleções do torneio eleitas ao final do ano. Em janeiro, herdou merecidamente a camisa 10, a qual usou apenas duas vezes antes de sofrer a grave lesão da qual finalmente se recuperou.

Ele está de volta

Moisés
Fabio Menotti/Ag.Palmeiras

O jogo contra o Atlético-PR fecha o primeiro turno do Brasileirão, competição em que o Palmeiras patinou no início e ficou para trás. O time reagiu, imprimiu um ritmo forte e escalou a tabela com autoridade nos últimos dez ou doze jogos. No entanto, o jogo tem sua importância ofuscada pela proximidade da partida decisiva pela Libertadores, contra o Barcelona. Para domingo, Cuca já deixou subentendido que deve poupar os jogadores que devem sair jogando contra os equatorianos.

Mas a simples volta de Moisés vale o ingresso, mesmo que ele não saia jogando. Ver nosso maestro de volta, mesmo que por alguns minutos, renova as esperanças de que o time volte a jogar o grande futebol visto no ano passado – e, de quebra, que recupere o futebol de seu parceiro, Tchê Tchê. Cuca vem conseguindo tirar um bom desempenho deste time nas últimas semanas e a volta de Moisés não apenas aumenta as perspectivas de evolução como dá uma carga extra de ânimo a todos os atletas com seu exemplo de perseverança e superação.

No domingo, ir ao Allianz Parque não é apenas um exercício ordinário de palestrinidade. A volta de Moisés torna a partida especial e muito importante para que o jogador sinta novamente o calor da torcida, e assim recuperar o mais rápido possível sua condição de jogo plena.

Cucabol neles, Moisés!


Acompanhe mais um Periscazzo ao vivo, nesta sexta, a partir das 20 no Facebook.