Saída de Chinesinho abriu espaço para um jovem chamado Ademir

Entre os grandes nomes que marcaram época no Palmeiras, o meia Chinesinho ocupa um lugar especial na galeria de craques do clube. Nascido a 15 de setembro de 1935, dono de uma técnica refinada e de uma visão de jogo diferenciada, Sidney Colônia Cunha vestiu a camisa do Verdão entre 1958 e 1962, período em que disputou 239 jogos, conquistou 146 vitórias e balançou as redes 54 vezes.
Chinesinho chegou ao clube vindo do Internacional em 1958 e foi um meia-atacante espetacular. Logo em seu segundo ano pelo Palmeiras, conquistou o título do Campeonato Paulista de 1959, em cima do Santos de Pelé, numa histórica decisão conhecida até hoje como “Supercampeonato“, por ter sido decidida na terceira partida, após dois empates. Chinês teve papel fundamental, marcando um gol na segunda partida do confronto e mantendo a disputa viva.
Conquistaria também a Taça Brasil de 1960, consolidando-se como um dos pilares do time. Em 1962, marcou um gol contra o poderoso Milan, em amistoso que terminou em 4 a 4, no Pacaembu, em partida que chamou a atenção de empresários italianos.
Chinesinho deu retorno esportivo e financeiro
O craque acabou vendido para o Catania por uma quantia astronômica de dinheiro, o que possibilitou que o Verdão trouxesse mais de dez jogadores e completasse a espinha dorsal do que viria a ser a Academia de Futebol com nomes como Ferrari, Djalma Dias, Servílio, Ademar Pantera e Tupãzinho, e de quebra abriu espaço para a ascensão de um menino que tinha acabado de chegar do Bangu: Ademir, filho de Domingos da Guia. Mas essa já é outra enorme história…

2 comentários em “Saída de Chinesinho abriu espaço para um jovem chamado Ademir”
Se não me engano a venda dele permitiu que o Palmeiras reformasse/expandisse o Estádio Palestra Itália também. Foi uma baita grana.
Meu irmão mais velho me falava muito sobre Chinesinho. Eu mesmo não o acompanhei, já que quando ele saiu, eu ainda tinha 3 anos.
acompanhei bem seu sucessor.
mas, isso deixo pra outro post.