STJD suaviza para Bruno Henrique; mas a CBF, para eles, é “verde”

Mesmo com todo o aparato rubro-negro, o Palmeiras resiste na liderança do campeonato a oito rodadas do fim e com final de Libertadores à vista. Novembro será brutal!

Bruno Henrique será julgado tardiamente pelo STJD

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi condenado a 12 jogos de suspensão pelo STJD no dia 4 de setembro por envolvimento em esquema de manipulação de apostas — especificamente, por provocar um cartão amarelo para si de forma deliberada e beneficiar apostadores, seus familiares. É um caso que atinge o cerne da ética esportiva. Outros casos semelhantes tiveram os réus condenados a penas muito mais duras, até com banimento.

Mesmo assim, o Flamengo entrou com efeito suspensivo e seu camisa 27 continuou atuando normalmente. Já se passaram dois meses desde a condenação, e nesse período, Bruno Henrique não apenas permaneceu atuando como foi decisivo: no último final de semana, marcou dois gols na partida contra o Sport, destravando um jogo complicado e garantindo três pontos fundamentais para o Flamengo.

Seu julgamento foi marcado e remarcado, estendendo o tempo em que o Flamengo o usasse neste Brasileirão. Agora, finalmente, o STJD definiu uma nova data para julgar o caso, o que deve ocorrer na próxima semana. Assim, o atacante seguirá disponível para jogar, inclusive no próximo fim de semana, contra o Santos.

Se a branda punição original de 12 jogos for confirmada, Bruno Henrique só deverá cumprir metade no Campeonato Brasileiro, já que só restarão seis jogos pela competição – o restante, ao que tudo indica, ficará para algum outro torneio, talvez a imponente Taça Guanabara.

É impossível olhar para esse enredo e não lembrar do padrão histórico de favorecimento ao Flamengo. O STJD, órgão custeado pela CBF, tem tradição em decisões que beneficiam o clube rubro-negro — e não é de hoje. O episódio mais simbólico talvez seja o das “trancinhas” de Vágner Love, em 2009. À época, o atacante, então no Palmeiras, foi julgado por ter recebido o terceiro cartão amarelo e discutido com o árbitro. O auditor Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do STF, chegou a dizer na ocasião que, se as trancinhas de Vágner fossem rubro-negras, não teria sido punido. Isso sem mencionar a armadilha para a Portuguesa ser rebaixada em 2013, salvando o Flamengo – entre tantos outros casinhos.

A narrativa que a torcida do Flamengo e a Flapress tentam emplacar é que “a CBF é verde” e de que o Palmeiras é que seria o clube favorecido pela instituição, pelas arbitragens, pelo Tribunal, pelo bispo e pelo papa. Enquanto isso, a realidade mostra o STJD quebrando o galho de Bruno Henrique e as arbitragens dirigindo os resultados dos dois confrontos diretos entre Palmeiras e Flamengo a favor do time carioca.

E mesmo assim, estamos na frente. É por isso que eles não se conformam. Mas temos que ficar atentos nos bastidores. A oito rodadas do fim, e com final de Libertadores pela frente, estas semanas serão brutais.

*este artigo foi redigido antes da confirmação de que ninguém menos que WAGNER REWAY será o VAR da partida entre Palmeiras x Santos. Pois é…

3 comentários em “STJD suaviza para Bruno Henrique; mas a CBF, para eles, é “verde”

    1. A princípio, a punição é da CBF, então não. Apenas se a CBF pedir a internacionalização da punição.

  1. O fato do Allan ter sido indiciado na véspera de um Pal x Cru, da 30 rodada, por uma expulsão trivial que aconteceu na 16 rodada, após o clube chegar na liderança, também é algo muito suspeito. Nossos atletas não podem dar margem para expulsão, se não além de ficarmos com um a menos, certamente serão indiciados para aumentar a punição.

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