No whatsapp dos padrinhos, um desabafo tricampeão

(Por Tadeu Loibel, no grupo de whatsapp dos padrinhos do Verdazzo)

Desabafo do padrinho Tadeu contra os palmeirenses que criticam por prazer, que entre outras coisas pressionaram pela saída de Abel Ferreira durante o ano
Cesar Greco

Caros padrinhos, gostaria de dividir com vocês uma reflexão.

Tenho convicção que nenhum de nós aqui se encaixa no perfil negativo que descrevo a seguir. Quis apenas registrar meu sentimento crendo que o mesmo é compartilhado pela maioria. Desculpem-me pelo tamanho do texto.

Assumi a postura, pessoal, de comemorar o título de forma apenas positiva. Por mais que eu (e creio que todos aqui) tivesse legitimidade para responder às provocações baratas que recebi e críticas infundadas de dentro de nossa torcida, preferi apenas exaltar o nosso clube e nossos profissionais.

Fiz isso por duas razões:

  1. Não quis me importar com visões mais limitadas
  2. Optei também por não transformar minha felicidade em brigas presenciais ou virtuais. Estou contente com minha decisão, mas, respeito também quem agiu diferentemente.

Mas uma coisa eu quero registrar: se tivéssemos perdido (agora admito falar isso) teríamos que enfrentar um tsunami de bobagens. Nosso clube seria depreciado, os jogadores seriam desrespeitados (como profissionais e como seres humanos, o que é pior) e todo o trabalho do grande Abel Ferreira seria tratado como nada ou, no máximo, como golpes de sorte.

Sabe, eu entendo os adversários, eles nos querem mesmo na lama e tentar diminuir nosso tamanho faz parte de suas lutas diárias (eu também não valorizo as conquistas deles).

A minha dor é ver gente nossa, gente verde, ironizando o time e o técnico, chamando nossos atletas de lixo, inclusive heróis de títulos recentes, e rindo da ideia do português ter um plano (ele tinha!!!!!!!), chamando-o de professor Pardal.

Porém digo, para terminar, que o castigo para esse pessoal é não ter desfrutado plenamente da conquista desse grande título; eu acompanhei jogo a jogo sempre com a confiança no Verdão e com a crítica serena.

Essas últimas semanas foram de tensão, mas, também de prazer por meu time estar na final. O que eu passei, uma parte significativa dos Palmeirenses não passou por preferir o pessimismo e as piadas autodepreciativas.

Sendo assim, eu declaro que não sinto raiva desse pessoal e sim compaixão: eles perderam muito e eu ganhei tudo.


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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  • Desabafo relevante. Acho que tem muito a ver com maturidade, mas não é simples assim.

    Já fui desses, pessimista, aceitando e incentivando todo tipo de depreciação do clube, jogadores, técnico. É uma vida besta. Haja infelicidade.

    Toda vez que me dá vontade de falar com o fígado depois de um resultado ruim, entro aqui e vejo as opiniões ponderadas e pé no chão do Parmerista. E não se trata de fechar os olhos para tudo.

    Tenho um amigo há mais de 20 anos. Gente boa, palmeirense. Mas prefiro falar com ele sobre outras coisas. Porque toda vez que entramos numa fase importante, seja de que campeonato for, ouço sempre o mesmo papinho:

    “somos freguês do mengaum”
    “esse Abel não sabe o que faz”
    “fulano não tem condição de ser titular”
    “ciclano é muito burro, tem que mandar embora”
    “ainda bem que nem vamos para a final”

    Quando eliminamos o Galo, dei uma cutucada. Mas a ficha não caiu.

    “vamos passar vergonha na final”

    E no sábado, logo depois do jogo, recebo um zap dele: “Tricampeão!!!”

    Ah, então agora está torcendo, né? Depois do jogo? Faça-me um favor….

    Já ia responder falando um monte. Mas, quando vi que estava virando textão, apaguei tudo e nem respondi. O povo fala merda e a gente é que se estressa? Não dá. Não vale a pena entrar nesse embate.

  • muito oportuno o DESABAFO.

    Oxalá, porções massivas da torcida adiram à postura proposta.

    #VamoPalmeiras

  • Eu disse e escrevi em algumas postagens que ganhamos dos bambys quando precisou ganhar, ganhou das galinhas quando precisou ganhar e ganhou dos urubus quando foi preciso ganhar.