Allianz Parque completa três anos e já incorporou a identidade palmeirense

Allianz ParqueNo dia 19 de novembro de 2014, há exatos três anos, o Palmeiras inaugurava o que viria a ser um dos pilares mais importantes da virada por que passou o clube após anos de franca decadência: o Allianz Parque.

O time no dia da partida inaugural era reflexo do processo de deterioração por que passava o clube nos anos anteriores e o risco de mais um rebaixamento era mais que real. A inauguração do estádio foi acelerada para que o time pudesse contar com o apoio maciço da torcida em sua nova casa e assim conseguir os resultados para escapar da queda. Sem identificação com o novo gigante de concreto, o Palmeiras marcou apenas um ponto naqueles dois jogos, contra Sport e Atlético-PR, e se salvou graças à incompetência ainda maior dos concorrentes.

Veio 2015 e o Palmeiras deu uma grande virada. O clube estava virando piada, mesmo com um passado tão glorioso. Rivais faziam chacota diante de uma tendência real de apequenamento. Mas o Verdão soube se reinventar. Sacrificou quatro anos jogando sem casa, para erguer o Novo Palestra Italia, o Allianz Parque.

Gol de RobinhoNo início houve o sentimento de estranheza, semelhante àquele que temos nos mudamos de casa. O conforto e a modernidade, no entanto, amenizaram a resistência. A saudade do velho Palestra permanece viva dentro de nossos peitos, mas aprendeu a conviver com o orgulho e o prazer de ter um estádio que já foi cenário de momentos inesquecíveis.

Perdemos na inauguração. Perdemos o primeiro Derby, numa falha grosseira do Vitor Hugo. Em meio a resultados angustiantes, o público tradicional do velho Palestra ganhava a companhia de uma turma nova.

Os 12 mil tradicionais, os “de sempre”, passaram a dividir o espaço com um público que, entre outras coisas, se ocupava com bastões de bate-bate e se divertia com câmeras nos momentos mais tensos dos jogos. Essa turma topou ir ao campo ver o Palmeiras ao perceber que não precisava mais tomar chuva, pegar irritantes filas para comprar ingresso, entrar e sair do estádio, usar banheiros limpos, entre outras conveniências. Houve o natural conflito cultural no início. Mas a média de público disparou.

Campeão Copa do Brasil 2015Todo esse avanço trouxe para o Palmeiras muitos recursos econômicos, através das bilheterias e do Avanti. Enquanto o clube voltava a conviver com um fluxo financeiro saudável, os bons resultados em campo começaram a aparecer. Duas goleadas sobre o SPFC, uma sobre o Flamengo e a sensacional campanha com vitórias sobre Cruzeiro, Fluminense, Inter e Santos, que culminaram com a conquista da Copa do Brasil, fecharam o primeiro ano completo do novo estádio. Os dois tipos de público, cada vez mais um só, aprenderam a conviver e a celebrar conquistas juntos.

O ano de 2016 foi melhor ainda; Fernando Prass, Dudu e Gabriel Jesus, cada vez mais ídolos, lideraram um time que sobreviveu a uma eliminação na Libertadores para fazer uma campanha espetacular no Brasileirão, enfileirando vitórias marcantes, sobretudo nos clássicos: nossos rivais não tiveram vez e o Allianz Parque testemunhou a conquista de mais um título brasileiro, o nono do Palmeiras, ao mesmo tempo que marcou a última partida do time da Chapecoense que protagonizaria dias depois a maior tragédia do futebol brasileiro.

Palmeiras Campeão Brasileiro 2016O ano de 2017 ainda não terminou. O Palmeiras, mesmo sem conquistar títulos, foi mais uma vez um dos protagonistas do futebol no ano, tendo quase sempre como cenário seu magnífico estádio, com mais de 30 mil pagantes em média por jogo.

Pagamos um preço por isso – além da estiagem durante o prolongado período de construção, abrimos mão de mandos em jogos importantes nesse período para cumprir o conturbado acordo com a construtora.  O gramado segue problemático e muitos itens fundamentais seguem em não-conformidade, como a ausência dos escudos do clube na fachada externa, o restaurante panorâmico que ocupa lugar de cerca de 200 assentos e permanece apenas na estrutura, e o memorial com nossa vasta e crescente galeria de troféus, que continua só no papel.

Essas ressalvas, no entanto, ficam menores quando vislumbramos o avanço que o Allianz Parque proporcionou ao clube nesses três anos de existência. Hoje é um estádio que, 93 jogos depois, já tem a identidade palmeirense e tende a ser palco de muito mais alegrias e conquistas nos anos que estão por vir. Parabéns e VAMOS PALMEIRAS!


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