Paulo Victor minimiza pressão por título da Copinha e projeta decisão no Allianz Parque

Paulo Victor minimiza pressão por título da Copinha e projeta decisão no Allianz Parque.
Reprodução

Em coletiva de imprensa na sede da FPF, Paulo Victor falou também sobre atacante Endrick

Os times Sub-20 de Palmeiras e Santos decidem amanhã, no Allianz Parque, às 10h, a Copa São Paulo de Futebol Junior. Na manhã desta segunda-feira, o técnico Paulo Victor concedeu entrevista coletiva na sede da Federação Paulista de Futebol e comentou sobre a pressão pelo título do lado do Verdão, já que o clube ainda busca o primeiro troféu da competição.

“A pressão é um privilégio para quem trabalha no alto nível, em grandes equipes. A gente está lidando com muita naturalidade com essa final, focando sempre naquilo que nós controlamos, que é nosso trabalho, o dia a dia, a entrega. Não tenho dúvidas que amanhã teremos um grande jogo e quem tiver um maior merecimento sairá com o título”, declarou.

PV chegou ao Palmeiras para comandar o Sub-20 em outubro do ano passado, para substituir Wesley Carvalho. O treinador segue invicto à frente da equipe, com 16 vitórias e seis empates, e busca seu segundo título pela categoria.

“Jogar ao lado do nosso torcedor, com o estádio cheio, é muito bom e acredito que valida e favorece muito a formação dos atletas, que é o principal objetivo do clube. A gente já pôde ter outras experiências assim nessa competição e na final do Campeonato Paulista [Sub-20]”, comentou o treinador sobre a escolha do Allianz Parque como sede da decisão.

Os ingressos para a final foram esgotados na madrugada desta segunda-feira. Ao todo, foram colocados à venda um pouco mais de 26 mil bilhetes – por conta das restrições pela Covid-19, apenas 50% da capacidade do estádio será utilizada.

Paulo Victor comenta sobre Endrick

Endrick comemora seu primeiro gol na vitória do Palmeiras por 6x1 sobre o ASSU-RN, em partida válida pela primeira rodada da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no estádio Distrital do Inamar, em Diadema-SP.
Fabio Menotti

O garoto Endrick, de 15 anos, também foi assunto da coletiva. Indagado sobre a situação do atacante, que é destaque na imprensa nacional e internacional, PV afirmou que o clube vem trabalhando diariamente com ele e que seu foco está totalmente direcionado para a Copinha.

“O Endrick tem mostrado todo seu potencial dentro da competição junto do trabalho de todo o grupo, as individualidades só aparecem com o grande trabalho coletivo. É assim que a gente pensa. Ele tem uma ótima postura, está com a cabeça boa, tranquila, e estamos instruindo-o para que continue assim, focado nos objetivos coletivos”, pontuou.

Para finalizar, o treinador elogiou a decisão de Abel Ferreira em não inscrever Endrick para o Mundial de Clubes.

“Essa situação dele ir para o Mundial eu atribuo muito mais para o externo. Ele é um menino de 15 anos e que tem muita coisa pela frente ainda. Desde o dia 5 de janeiro ele está focado na Copinha e assim que tratamos essa situação. O Abel foi muito feliz ontem nas palavras e nas considerações”, finalizou.

FPF define Allianz Parque como palco da final da Copinha; Santos protesta

FPF define Allianz Parque como palco da final da Copinha; Santos protesta.
Reprodução

Partida acontecerá no Allianz Parque porque Pacaembu está em reforma; jogo começará às 10h

Na noite de domingo, a Federação Paulista de Futebol confirmou o Allianz Parque como palco da final da Copinha, entre Palmeiras e Santos, que ocorre nesta terça-feira. A entidade definiu também que o clássico acontecerá às 10h.

Tradicionalmente a decisão da Copinha é disputada no Pacaembu, porém o estádio não está disponível por conta de reformas após a venda para a iniciativa privada. De acordo com a FPF, a escolha pela arena palmeirense ocorreu após “análise minuciosa de todas variáveis envolvidas na grande final da Copa São Paulo e diálogo com a Polícia Militar de São Paulo”.

Outro motivo levado em consideração foi a campanha do Verdão na competição, que foi melhor que a do Santos. Por conta disso, também, só palmeirenses poderão assistir ao duelo no estádio.

Já a opção pelo horário, segundo a entidade, se deu pelo fato de a estreia do SCCP no Paulistão estar marcada para a mesma data, às 21h, no estádio do Itaquerão.

Em suas redes sociais, o Santos protestou contra a escolha pelo Allianz Parque. Confira:

Os ingressos para o jogo foram colocados à venda online no início da madrugada de domingo e já estão esgotados.

Confira a nota completa da FPF sobre a definição do Allianz Parque

Após análise minuciosa de todas variáveis envolvidas na grande final da Copa São Paulo e diálogo com a Polícia Militar de São Paulo, a FPF anuncia horário e local da partida entre Palmeiras e Santos.

Enfrentamos a impossibilidade de utilizar o Pacaembu, tradicional palco da final da Copinha, e, por motivos de segurança, outras instalações na capital paulista. Considerando a melhor campanha entre os finalistas e a regulamentação de torcida única entre os clássicos paulistas, o Palmeiras naturalmente teria sua torcida. Portanto, a grande final acontecerá no Allianz Parque.

Há, na terça-feira, 25 de janeiro, data da grande final, agendada partida entre Corinthians e Ferroviária, às 21h, pelo Paulistão Sicredi 2022. Com esta agenda, também por motivos de segurança dos torcedores e torcedoras paulistas, a FPF optou por agendar a final entre Palmeiras e Santos para 10h, evitando possível encontro entre torcedores no transporte público.

Segue, assim, as informações oficiais para a grande final:

Final da Copa São Paulo 2022
Palmeiras x Santos
Data: 25/01/2022
Horário: 10h
Local: Allianz Parque

Distanciamento rede-social

SCCP 2x2 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Por Gabriel Yokota

Irritado com a posição da Federação Paulista de Futebol, de não adiar o clássico contra o SCCP, válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista 2021, o Palmeiras ignorou completamente o duelo em seus canais de comunicação. Não houve nenhuma menção no Twitter, no Instagram ou muito menos na TV Palmeiras/FAM. Nem a tradicional arte da escalação foi produzida pelo Verdão.

É claro que, internamente, todos do clube sabiam da importância de disputar um Derby – mesmo em um campeonato tão inútil como é o Paulista atualmente – e isso foi mostrado pelo onze inicial escolhido por Abel Ferreira.

Mesmo tendo à disposição diversos jovens jogadores que são pouco utilizados, ou até mesmo que nunca haviam jogado no profissional, o treinador ainda assim decidiu escalar jogadores importantes como Gabriel Menino, Luan, Danilo, Gustavo Scarpa, Lucas Lima e Willian.

Mas se ainda não foi este ano que ignoramos de vez o campeonato, o clube mostrou que, ao menos nas redes sociais, é bem possível fazer este distanciamento e sair fortalecido entre os que importam: os torcedores.

Mais um descaso da FPF

Após a escancarada interferência externa na final do torneio de 2018, que nos custou o título, esta foi a segunda vez que a entidade prejudica o Palmeiras, neste caso, antes de uma decisão importantíssima – a final da Copa do Brasil.

Não adiar um Derby, que esportivamente não vale quase nada, antes de um jogo que pode dar um título nacional ao seu afiliado, só reforça o quão mais saudável será para o Palmeiras tratar o Paulista como ele merece: um mero torneio de pré-temporada.

Agora, é preciso seguir com o plano

O primeiro passo foi dado. Deixar de falar do clássico foi algo bem significativo. E o Palmeiras deve manter a estratégia por todo o campeonato.

Como disse Abel Ferreira após a partida diante do Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro:

“Temos que saber se queremos ser fortes no presente e prejudicar o futuro, ou se queremos pensar bem naquilo que é a organização e a definição de uma temporada, com Brasileirão, Libertadores e Copa”.

Crise do coronavírus joga uma grande oportunidade no colo do futebol brasileiro

A pandemia do coronavírus que assola o planeta já forçou as autoridades esportivas a cancelarem a realização de diversos eventos, de futebol a Fórmula 1, de NBA ao Circuito Mundial de Surfe.

A pandemia, que teve os primeiros casos registrados na China e se espalhou pela Europa predominantemente através da Itália e da Espanha, está atingindo números preocupantes no Velho Continente.

Aqui no Brasil, a disseminação ainda está em estágios iniciais, mas as projeções não deixam dúvida de que é apenas questão de tempo, sobretudo porque as medidas de suspensão de eventos onde há aglomeração de pessoas demoraram a ser tomadas. É bastante provável que o número de pessoas infectadas seja muito maior do que se supõe e que o ciclo de alastramento atinja em algumas semanas os mesmos níveis que já se verificam na Europa.

Nosso futebol, como não poderia deixar de ser, já foi afetado. A FPF finalmente anunciou na manhã desta segunda-feira a paralisação do estadual. Outras federações já fizeram o mesmo. A CBF já anunciou a suspensão dos jogos dos campeonatos sob sua organização direta, sem data definida para a retomada. O Brasileirão, se já tivesse começado, também estaria paralisado. A competição está agendada para ter início no dia 3 de maio, com as 38 rodadas costumeiras.

A peça mais importante do quebra-cabeças

É impossível planejar com exatidão qualquer alteração no calendário do futebol neste momento. A peça mais importante do quebra-cabeças é a data em que a pandemia será decretada sob controle e que o mundo pode voltar ao normal.

Somente depois desse anúncio é que o planejamento poderá ser oficializado. Mas isso não nos impede de projetar algumas soluções.

Os estaduais são os problemas menos importantes. Se necessário, decreta-se o fim da disputa e as edições de 2020 ficam sem campeão. Pouca gente relevante vai ficar insatisfeita.

A Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileirão precisarão ser encaixados nas já escassas datas disponíveis, sobretudo porque as competições entre seleções estrangulam ainda mais a grade. Será necessária uma grande coordenação entre as confederações nacionais, continentais, e a FIFA, para vencer o desafio.

Identificar oportunidades na crise

Sede da CBF

Não é de hoje que enfrentamos problemas no calendário. A falta de sincronia entre os calendários do Brasil com o da Europa é um problema que afeta bastante o planejamento de nossos clubes.

Culturalmente, temos enraizado o conceito de “campeão do ano” em nosso país. Esse é um dos fatores que sempre serviram como justificativa para evitar que a ideia de ajustar o calendário brasileiro ao europeu fosse levada adiante. Mas com a popularização cada vez maior das ligas europeias nas grades da TV brasileira, isso já deixou de ser um empecilho.

A favor da medida, temos vários fatores:

  • competições entre seleções, como Copa América, Euro e Copa do Mundo, que acontecem em julho (não por acaso), não interromperão mais nossas temporadas. Jamais esqueceremos do “efeito Copa América” no Palmeiras em 2019;
  • jogadores que voltam da Europa no meio do ano poderão tirar férias ao mesmo tempo que os jogadores no Brasil e não haverá problema de defasagem ou de sobrecarga física;
  • o mercado fica muito mais claro, com a janela do meio do ano se tornando muito mais importante e a do fim do ano dedicada apenas a pequenos ajustes. Isso tende a diminuir a aleatoriedade e premiar o planejamento. Mais uma vez, o ano de 2019 se encaixa no exemplo.

Caiu no colo

A chance está aí, se atirando em nossos braços. A hora de lançar a primeira temporada do futebol brasileiro começando em agosto e terminando em junho caiu no colo dos clubes e da CBF. O tempo que se “perderia”, outra desculpa usada para rejeitar a medida, está sendo forçado a ser jogado fora pela pandemia.

Não sabemos ainda quando o mundo voltará a girar normalmente, mas fazer planejamento de forma antecipada é sempre uma boa prática. Que nossos dirigentes aproveitem a oportunidade e reorganizem a grade de jogos. E se der tempo, que se joguem as partidas finais dos estaduais.

Mas só se der tempo.


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.catarse.me/verdazzo.

Planejamento para 2020 pede que o Palmeiras despreze o estadual e a copinha

Paulista 2020

A FPF definiu na terça-feira os grupos e o regulamento do campeonato paulista de 2020. A conquista do torneio estadual apenas cruza, de passagem, com as ambições do Palmeiras para a temporada e a forma como o clube encarará o torneio deve ser objeto de reflexão por parte de quem planejará o projeto do futebol do Verdão para 2020.

O regulamento mudou um pouco. Em vez de 18, o campeonato ocupará 16 datas; foram suprimidos os jogos de ida nas fases de quartas-de-finais e semifinais. O limite de 26 atletas na lista principal foi mantido; a tal “lista B”, com jogadores da base, é ilimitada – mas apenas 5 atletas desta lista poderão estar em campo simultaneamente.

Nada indica que a FPF tenha mudado sua disposição infinita de entregar um troféu ao SCCP, para garantir o circo anual da torcida mais numerosa da capital paulista. O mesmo acontece na Copa São Paulo, tradicionalmente.

Assim, o Palmeiras deve encarar as duas competições apenas como parte obrigatória do calendário, fazendo o planejamento com inteligência para poder usar os destaques da base da melhor forma possível.

Transformações

Wesley
Fabio Menotti / Ag.Palmeiras

O campeonato paulista, que já foi Paulistão, hoje obriga o Palmeiras a disputar nove partidas contra times pequenos, tradicionais, mas que nem de longe honram a História do que um dia foi o maior campeonato regional do mundo.

Já a Copa São Paulo, que reinou absoluta como principal competição das categorias de base por décadas, ganhou concorrentes de peso. A CBF instituiu o Campeonato Brasileiro Sub-20 e a Copa do Brasil Sub-20; a Federação Gaúcha desenvolve há alguns anos a Copa Ipiranga, que em seus primórdios era considerada o Campeonato Brasileiro da categoria.

Essas três competições já batem, de longe, a Copa São Paulo em importância. Inchadíssima, a copinha se arrasta durante as férias dos profissionais apenas para encher a grade do SporTV com times de qualidade técnica risível, em gramados paupérrimos e castigados pelas fortes chuvas do verão paulista, que também costumam derrubar as iluminações, precárias. Ainda assim, segue sendo uma festa para empresários, que precisaram incrementar suas redes para poder peneirar algum talento que realmente tenha algum futuro.

Por todas essas transformações, o Palmeiras precisa planejar bem o uso dos jogadores do sub-17 e do sub-20 nessa virada do ano, visando cumprir as férias dos jogadores depois de uma temporada tão puxada, e aproveitar nossos maiores talentos da melhor forma possível, desprezando as decadentes competições organizadas pela FPF.

Prioridades

Fabrício

A prioridade da base deve ser a “lista B” do estadual. Pelo menos dez jogadores, dentre os que tenham condições de aspirar a uma vaga no elenco principal, devem ser preservados da Copinha, para terem condições legais e físicas de fazer uma boa temporada em 2020.

Para isso, basta usar e abusar do uso dessa lista, principalmente nos nove jogos contra times pequenos – nos clássicos e na fase final, claro, a disputa tem um componente a mais que não pode ser desprezado e os testes podem ficar em segundo plano.

Mano Menezes – ou seja lá quem for o técnico em 2020 – pode observar essa molecada ao mesmo tempo que desenvolve o plano técnico-tático para a temporada. E os principais jogadores terão mais tempo para fazer o trabalho físico adequado, sem incorrer em desgastes exagerados logo no começo do ano.

Gabriel Verón
Fabio Menotti/Ag.Palmeiras

Atletas como Matheus Teixeira (G), Esteves (LE), Patrick de Paula (V), Gabriel Menino (V), Alan (M), Angulo (M), Gabriel Veron (A), Fabrício (A) e Guilherme Vieira (A), além de Papagaio (A, emprestado ao Goiás), vêm mostrando que merecem uma chance de serem observados no estadual.

Além deles, Matheus Rocha (LD – Vitória), Pedrão (Z – América), Léo Passos (Londrina – A) , Yan (Sport – A) e Artur (Bahia – A) também podem ser observados no estadual – afinal de contas, a justificativa para serem emprestados é exatamente pegarem cancha para serem avaliados e aproveitados depois. Todos já estouraram a idade e alguns deles podem fazer parte da lista “A”, ao menos na fase de classificação. Caso contrário, quando serão testados com nossa pesada camisa?

Equilíbrio

Carlos Eduardo
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O uso de atletas da base, desde que efetivamente mostrem requisitos técnicos para jogar em em alto nível, de forma compatível com a competitividade que queremos – inclusive nas competições mais cascudas como a Libertadores – não precisa ser completamente descartado em prol do uso de jogadores adquiridos no mercado, que por vezes são de qualidade duvidosa.

Ao contrário: ao dispor da base para preencher com qualidade algumas vagas do elenco, o clube pode redirecionar seus recursos de forma mais objetiva. Em vez de insistir na fórmula de investir em cinco ou seis apostas com “valor potencial de revenda alto”, o Palmeiras pode mirar em uma trinca de jogadores que cheguem para resolver, aproveitando a ótima espinha dorsal já existente. O restante do elenco pode ser preenchido com a peneira que o estadual pode proporcionar em nossa molecada da base.

Em nível nacional e continental, o sarrafo subiu mais ainda. Precisamos de mais resultado em campo. A balança das contratações está pendendo demais para o lado econômico e quase nada para o lado técnico. O equilíbrio precisa ser buscado. O uso da base, de forma planejada, pode contribuir bastante com isso. Desprezar a Copinha e o estadual é mandatório para que o planejamento passe por esse ajuste.

Confira aqui a agenda de transmissões da base no final de semana


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