Contra o Santos, Palmeiras pode fazer o 100º gol da temporada

Raphael Veiga em jogo do Palmeiras contra o Santos durante partida final da Libertadores 2020, no Maracanã.
Cesar Greco

Com quatro finais e um boa campanha no Brasileirão, temporada do Palmeiras tem como maior artilheiro Raphael Veiga

Há cinco jogos sem perder no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras entra em campo no domingo para enfrentar o Santos, na Vila Belmiro, podendo atingir uma marca significativa na temporada: a de 100 gols marcados. Em 62 partidas até o momento, o Verdão já balançou as redes adversárias por 99 vezes (1,59 de média) e sofreu outros 62.

Com 15 gols, Raphael Veiga é disparado o maior artilheiro do time, seguido por Rony e Willian, que marcaram dez vezes cada. Para completar o top-5, Gustavo Scarpa e Breno Lopes anotaram mais sete tentos cada um.

Por campeonatos disputados, o Verdão anotou 21 gols no Paulista, 1 na Copa do Brasil, 2 na Supercopa e mais 3 na Recopa Sul-Americana, além de 45 tentos no Brasileirão e outros 27 na Libertadores, estes ainda em andamento.

Vindo de uma temporada 2020 histórica, no qual conquistou a Tríplice Coroa, o Verdão chegou para o atual período precisando manter o alto nível, ao mesmo tempo que não tinha tempo para treinar, descansar e até dar férias aos jogadores. Em março, a diretoria precisou escalonar o recesso dos jogadores e da comissão técnica.

Ainda assim, apesar de todas as dificuldades impostas pelo calendário, o Palmeiras teve a oportunidade logo no começo de conquistar mais dois troféus (Recopa e Supercopa do Brasil), porém parou em duas disputas de pênaltis, e também chegou às finais do Campeonato Paulista, quando sofreu um revés para o SPFC.

No Brasileiro e na Libertadores, o Verdão manteve o bom desempenho (está em segundo no nacional e vai decidir o torneio continental com o Flamengo) e só decepcionou na Copa do Brasil, ao cair na terceira fase para o CRB, novamente nos pênaltis.

Palmeiras nunca ficou abaixo dos 100 gols marcados na “Era Allianz Parque”

Desde que o Allianz Parque foi inaugurado, o Palmeiras nunca marcou menos de 100 gols na temporada. Confira os números:

  • 2015: 119 gols em 72 partidas (1,65 de média);
  • 2016: 110 gols em 67 partidas (1,64 de média);
  • 2017: 114 gols em 68 partidas (1,67 de média);
  • 2018: 131 gols em 77 partidas (1,70 de média);
  • 2019: 106 gols em 69 partidas (1,53 de média);
  • 2020: 122 gols em 79 partidas (1,54 de média).

A última vez que o time ficou abaixo desta marca foi em 2014, com apenas 75 gols em 64 confrontos (1,17).

Em toda a História do Palmeiras, o ano com mais bolas na rede foi 1996, quando incríveis 220 gols foram anotados em 81 partidas disputadas (2,71) – metade deles marcados no Campeonato Paulista. Já a pior temporada do clube neste quesito, levando em consideração anos com mais de 60 jogos realizados, foi em 1987: 53 tentos em exatos 60 duelos (0,88).

Para mais dados históricos e estatísticas, consulte a linha do tempo em nosso Almanaque, clique aqui!

Aos 77 anos, morre Dario Alegria, ex-atacante do Palmeiras

Com três títulos no currículo pelo Palmeiras, Dario atuou entre os 1965 a 1967 no Verdão.
Reprodução

Com três títulos no currículo pelo Palmeiras, Dario atuou entre os 1965 a 1967 no Verdão

Faleceu na noite de ontem, em Paracatu-MG, Jurandir Dario Gouveia Damasceno, mais conhecido como Dario Alegria, aos 77 anos. O ex-atacante, que jogou no Palmeiras entre os anos de 1965 a 1967, morreu em decorrência de um AVC.

Dario começou a carreira no América-MG e, em pouco mais de um ano de profissional, foi contratado pelo Verdão, em 1965. O ex-jogador fez parte da Primeira Academia do Palmeiras e, pelo clube, conquistou três títulos: Torneio Rio-São Paulo de 1965, Campeonato Paulista de 1966 e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967.

Depois que deixou o Verdão, atuou em diversas equipes brasileiras e também no Monterrey, do México. Pelo Palmeiras, além dos três troféus conquistados, disputou 88 jogos e anotou 21 gols. Uma das grandes partidas de Dario pelo clube foi em 12 de dezembro de 1965, quando o ex-atacante anotou dois gols na goleada por 5 a 0 sobre o Santos, de Pelé.

No ano passado, quando se completou 55 anos em que o Palmeiras representou a Seleção Brasileira na inauguração do Mineirão, contra o Uruguai, o ex-atacante, que entrou no segundo tempo da partida, foi personagem de uma reportagem especial produzida pelo clube.

“Foi uma satisfação imensa, um sonho que realizei graças a este clube que mora no meu coração. O Palmeiras me deu trabalho, comida, a chance de melhorar a vida da minha família e a honra de jogar pela Seleção. Aliás, pouca gente sabe que era para eu ter iniciado a partida contra o Uruguai. Só não fui titular porque o Júlio Botelho, que era uma bandeira do clube e do futebol nacional, tinha acabado de voltar ao Palmeiras para encerrar a carreira. Mas entrei no segundo tempo e dei a minha contribuição”, disse à época.

Dario fundou o Instituto de Defesa da Cultura Negra Afrodescendente

Longe dos gramados, Dario fundou o Instituto de Defesa da Cultura Negra Afrodescendente Fala Negra, que fica em Paracatu, com o objetivo de resgatar a história dos negros escravizados no estado de Minas Gerais. A ONG oferece oficinas, como a de confecção de bonecas negras e outras atividades, como aulas de sanfona.

> Confira aqui a página com todos os jogos de Dario pelo Palmeiras.

Cada vez mais na História: Abel leva Palmeiras à segunda final de Libertadores em 10 meses de trabalho

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Atlético-MG, durante segunda partida válida pelas semifinais da Libertadores 2021, no Mineirão.
Cesar Greco

Contando apenas os jogos eliminatórios da Libertadores, Abel Ferreira tem apenas uma derrota

Abel Ferreira e seus auxiliares completaram, na última terça-feira contra o Atlético-MG, o 90º jogo à frente do Palmeiras – Abel têm 79 jogos (43 vitórias, 15 empates e 21 derrotas); João Martins comandou o time nove vezes (5 vitórias e 4 empates) e Vítor Castanheira esteve em duas partidas (1 empate e 1 derrota).

Contratado no final de outubro de 2020, o comandante levou o Palmeiras para sua segunda final de Libertadores consecutiva, em pouco menos de um ano de clube – Abel é o primeiro técnico europeu a chegar em duas finais de Libertadores. Esta será a sexta vez que o Verdão disputará a decisão da maior competição do continente e apenas Luiz Felipe Scolari, em 1999 e 2000, havia conduzido a equipe para duas finais seguidas.

Campeão da Copa do Brasil e da própria Libertadores na temporada passada, Abel vinha sendo alvo de críticas nas últimas semanas. Na entrevista coletiva após o empate diante do Galo, o treinador foi questionado sobre seu reconhecimento dentro da torcida palmeirense e respondeu:

“Os torcedores de coração do Palmeiras eu convenci há muito tempo. Não apenas nas vitórias, mas também nas derrotas. Quem é torcedor somente por interesse, esses eu nunca convencerei e nenhum treinador conseguirá. A vitória de hoje também é para aqueles que torcem para o clube em todos os momentos, que amam o Palmeiras. Nossos adversários não podem estar dentro, tem que ser os que estão fora”.

Abel Ferreira tem ótimo retrospecto em mata-matas da Libertadores

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Atlético-MG, durante segunda partida válida pelas semifinais da Libertadores 2021, no Mineirão.
Cesar Greco

Desde que chegou ao Verdão, Abel só sofreu um revés em jogos eliminatórios de Libertadores: contra o River Plate, nas semifinais da temporada passada – ainda assim, essa derrota não custou a classificação da sua equipe.

No total, em 13 jogos de mata-matas disputados, foram 8 vitórias, 4 empates e uma derrota (72% de aproveitamento), com 23 gols anotados e apenas 6 sofridos. Estes números fazem com que o Palmeiras, após a chegada de Abel Ferreira, seja o time que mais venceu, 2º em aproveitamento e gols marcados e o 3º com menos derrotas, de acordo com os dados levantados pelo DataESPN.

Contabilizando todos os jogos da Libertadores que comandou o Palmeiras (fase de grupos e mata-matas), Abel é o segundo maior vencedor em toda História do clube, com 13 triunfos conquistados (empatado com Vanderlei Luxemburgo). Apenas Felipão, com 23 vitórias, está à sua frente.

Em documentário sobre a conquista da Libertadores, Abel Ferreira explica a entrada de Breno Lopes

SE Palmeiras comemora a conquista da Libertadores 2020, no Estádio do Maracanã.
Cesar Greco

Documentário “A Glória Eterna, Alma e Coração!” estreará nesta quinta-feira

Com o placar do duelo entre Palmeiras e Santos, pela final da Libertadores de 2020, apontando 0 a 0, aos 39 minutos do segundo tempo o técnico Abel Ferreira decidiu fazer a segunda substituição na equipe. Contrariando a torcida palmeirense que estava presente no estádio, que queria a entrada de Willian, o comandante chamou Breno Lopes para o lugar de Gabriel Menino.

A entrada de Breno deu tão certo que o atacante foi o herói do bicampeonato. Em entrevista ao documentário “A Glória eterna, Alma e Coração!”, que contará toda a trajetória do Palmeiras na competição, Abel explicou o motivo pela escolha do camisa 19 àquela altura do jogo.

Confira:

Documentário estreará na noite desta quinta-feira

Os dois primeiros episódios do documentário irão ao ar na noite desta quinta-feira, no Facebook Watch da Conmebol e também no canal do YouTube do SBT (SBT Sports). Os dois capítulos finais serão exibidos amanhã.

Depois, a série ficará disponível na TV Palmeiras/FAM e no canal da Libertadores, assim como no catálogo do Star+, serviço de streaming do grupo Disney.

Além dos bastidores e entrevistas com os personagens da conquista, estará presente também no material um pouco da História do Palmeiras dentro da Libertadores. Como é sabido, o Verdão tem números expressivos na competição:

  • Time brasileiro com mais vitórias (116);
  • Time brasileiro com mais vitórias como mandante (75) e visitante (42);
  • Time brasileiro que mais marcou gols (389);
  • Time com a maior sequência de invencibilidade como visitante (14 jogos).

Há 60 anos, Palmeiras fazia sua estreia em Libertadores; hoje, clube faz seu jogo de número 200 na competição

* por Gabriel Yokota e Conrado Cacace

Palmeiras alinhado para jogar contra o Independiente, na Libertadores de 1961

Na noite desta terça-feira, 4 de maio, o Palmeiras encara o Defensa Y Justicia, na Argentina, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. Atual líder do Grupo A, o Verdão venceu as duas primeiras partidas que disputou nesta edição: 3 a 2 no Universitário e 5 a 0 no Independiente Del Valle.

O duelo desta noite registrará um feito importante do Palmeiras na competição: a marca de 200 jogos. Há exatos 60 anos, no dia 4 de maio de 1961, o Verdão fez seu primeiro jogo na Libertadores; assim como hoje, a partida aconteceu na Argentina: vitória por 2 a 0 sobre o Independiente, em Avellaneda. Naquela ocasião, o alviverde era comandado pelo argentino Armando Renganeschi e tinha um elenco recheado de craques como Valdir, Djalma Santos, Geraldo Scotto, Zequinha, Julinho e Chinesinho.

Se não bastassem tantas coincidências, o técnico do Independiente naquele confronto foi Oswaldo Brandão, treinador que mais vezes comandou o Verdão: 586 jogos.

Números e Recordes

Duas vezes campeão do maior torneio do continente (1999 e 2020), o Palmeiras lidera algumas estatísticas em relação a outros times brasileiros na competição:

  • Clube com mais vitórias: 110;
  • Clube com mais gols: 371 em 199 jogos (além de ser o que mais marcou como mandante, com 221, e também como visitante, com 150);
  • Clube com mais vitórias fora de casa: 41;
  • Recordista brasileiro de invencibilidade fora de casa: 10 jogos sem perder;
  • Clube que mais vezes disputou a competição: 21, ao lado do Grêmio e do SPFC;
  • Único clube a ter a melhor campanha da fase de grupos por três anos seguidos: 2018, 2019 e 2020.

Em números gerais, o Palmeiras soma 110 vitórias, 36 empates e 53 derrotas, com 61,3% de aproveitamento. No total, são 371 gols marcados e 210 sofridos. O clube ostenta ainda o feito de ter sido o primeiro time brasileiro a chegar à final da competição, em 1961.

Entre os jogadores, o maior goleador do Palmeiras nesta competição é o meia Alex, com 12 gols; vêm na sequência Tupãzinho (11) e Borja (11). O atleta que mais atuou é o goleiro Marcos (57 partidas), seguido de Alex (39), Galeano (38), Dudu (34) e Willian (31).

Para completar, o atleta palmeirense com mais vitórias na Libertadores é Marcos, com 27 triunfos. Weverton, com 22, e Willian, com 21, vêm logo em seguida.

História pesada na Libertadores

Do vice-campeonato em 1961, passando pela artilharia de Tupãzinho em 1968, o erro de arbitragem em 1973, a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1974 que tirou os principais jogadores do time, até a renhida campanha em 1979, o Palmeiras das décadas de 60 e 70 só não conquistou a Libertadores por detalhes.

Libertadores 1999

De volta a competição nos anos 90, o Verdão conquistou goleadas marcantes, como os 6 a 1 no Boca Juniors e os 7 a 0 no El Nacional. Os duelos contra o Grêmio em 1995 entraram para a História. A trajetória dos anos 90 foi coroada com a conquista do primeiro título em 1999, numa campanha em que passou pelo Vasco, campeão do ano anterior; SCCP, em jogos em que Marcos virou Santo; e River Plate, com uma segunda partida sem defeitos, até a épica conquista sobre o Deportivo Cáli nos pênaltis.

O protagonismo do alviverde na Libertadores continuou nos anos 2000. No último ano da co-gestão com a Parmalat, o Palmeiras mais uma vez deixou o rival para trás num pênalti defendido por Marcos cobrado por Marcelinho Carioca – desta vez, o Verdão acabou como vice-campeão. Em 2001, um renovado Palmeiras surpreendeu e avançou até as semifinais, sempre nos pênaltis, passando por São Caetano e Cruzeiro. Tendo novamente o Boca Juniors pela frente, não fomos às finais graças ao árbitro Ubaldo Aquino, que operou o alviverde sem anestesia no primeiro jogo, em La Bombonera.

Depois disso, o torcedor palmeirense amargou duas eliminações para o rival SPFC, em 2005 e 2006 – esta última, em outra operação dolorosa, do juiz Wilson de Souza Mendonça; e viu Cleiton Xavier acertar um chutaço contra o Colo-Colo em 2009, que deu a classificação ao time de Luxemburgo. Contudo, o Verdão pararia no Nacional, nas quartas-de-final.

O esforçado, porém limitado time de 2013 chegou a iludir a torcida ao avançar ao mata-mata e arrancar um empate do Tijuana em solo mexicano, mas uma falha de Bruno pôs fim ao sonho impossível. Mas a partir de 2016, já com o Allianz Parque em pleno funcionamento, a torcida voltou a sonhar com força. No primeiro flerte com a velha Copa nesta nova fase, que já dura seis participações seguidas, o Palmeiras caiu na fase de grupos.

Felipe Melo

Em 2017 a campanha foi marcada pelos duelos contra o Peñarol, ambos vencidos pelo Verdão por 3 a 2, com muita briga, literalmente; a queda foi nos pênaltis, frente o Barcelona. A partir do ano seguinte o Verdão foi absoluto, sendo o líder de toda a fase de grupos por três anos seguidos. As eliminações de 2018 e 2019, para Boca e Grêmio, em confrontos que pareciam razoavelmente controlados, ficaram entaladas na garganta de nossa torcida.

Tudo foi resolvido com o grito de gol aos 98’28”, contra o Santos, no Maracanã, na edição de 2020. Danilo lançou a Rony, que fez o cruzamento perfeito para a cabeça de Breno Lopes, que decretou o gol que faria a América Verde pela segunda vez.

Esta noite o Palmeiras segue escrevendo sua trajetória na Copa Libertadores. Esperamos que seja mais um capítulo na história da conquista do tricampeonato.