Palmeiras chega à 6ª final de Libertadores colecionando histórias e recordes

Palmeiras chega à sexta final de Libertadores colecionando histórias e recordes.
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Bicampeão, Palmeiras tenta o tri para igualar Grêmio, Santos e SPFC como os brasileiros com mais títulos da Libertadores

No próximo sábado, o Palmeiras entra em campo para enfrentar o Flamengo, em busca de mais um título de Libertadores. Campeão em 1999 e 2020, o Verdão está pela sexta vez em sua História na grande decisão.

Em 1961, quando disputou a competição pela primeira vez, o Palmeiras passou pelo campeão argentino (Independiente) e colombiano (Independiente Santa Fé) nas quartas-de-final e semifinal, respectivamente, para chegar à decisão contra os uruguaios do Peñarol. Apesar de um duelo equilibrado no estádio Centenário (estádio que será palco da decisão de 2021), a equipe perdeu o primeiro jogo por 1 a 0 e, na volta, empatou com o adversário por 1 a 1 no Pacaembu, não conseguindo o título.

O Verdão voltou a disputar o torneio sete anos depois, em 1968, e repetiu o vice-campeonato, perdendo a final para o Estudiantes, da Argentina. Mesmo não conquistando nenhum troféu até aquele momento, o Palmeiras já demonstrava sua força e marcava seu nome como um dos grandes da Libertadores.

Após jogar a competição por quatro vezes nos anos 70, sendo prejudicado em duas oportunidades (em 73 para a arbitragem de Armando Marques e em 74 pela Seleção Brasileira), a equipe retornou ao protagonismo nos anos 90.

Jogos históricos e primeiro título do Palmeiras na Libertadores

Marcos saindo pra comemorar a conquista da Libertadores de 1999, pelo Palmeiras, em pleno Palestra Itália.
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As campanhas de 1994 e 1995, apesar de não terem terminado em títulos, ficaram marcadas por jogos históricos. Em 94, o Verdão aplicou a maior derrota ao Boca Juniors fora de seus domínios, ao vencer os argentinos por 6 a 1, no Palestra Italia. Já no ano seguinte, a equipe quase reverteu um placar de 5 a 0 para o Grêmio na ida das quartas-de-final – o jogo da volta foi 5 a 1 para o time palmeirense.

No final da década, contudo, veio a consagração. Treinado por Luiz Felipe Scolari, o Palmeiras chegou à sua terceira final, depois de passar por Vasco, SCCP e River Plate no mata-mata, e finalmente conquistou o primeiro título: vitória nos pênaltis sobre Deportivo Cali, na decisão de 1999.

Em 2000, no último grande time formado pelo Verdão com a parceira da Parmalat, a equipe disputou o troféu com o Boca Juniors, mas foi superado nas penalidades máximas. O grande duelo para o palmeirense na campanha, no entanto, foi a semifinal diante do SCCP, quando novamente eliminou o rival nos pênaltis com Marcos defendendo o chute de Marcelinho Carioca, principal jogador adversário.

Arbitragem trágica e participações discretas

Mesmo tendo um time abaixo, em comparação aos elencos de 1999 e 2000, o Palmeiras só não chegou à terceira final consecutiva de Libertadores, em 2001, porque foi prejudicado pelo juiz Ubaldo Aquino. No jogo de ida das semifinais contra o Boca Juniors, o árbitro paraguaio inventou um pênalti para os argentinos e ignorou um para o Palmeiras, além de ter expulsado o volante Fernando injustamente. A partida acabou em 2 a 2, mesmo placar da volta, e o Verdão acabou sucumbindo nos pênaltis.

O clube voltou a disputar a Libertadores outras três vezes na década, porém com campanhas discretas. Em 2005 e 2006, foi eliminado pelo SPFC na fase de oitavas-de-final e, em 2009, acabou saindo da competição para o Nacional, do Uruguai, nas quartas-de-final.

Recordes atingidos, Allianz Parque, e a maior sequência de participações do Palmeiras na Libertadores

Breno Lopes marca o gol decisivo na Libertadores 2021 e o Palmeiras conquista o bicampeonato contra o Santos.
Cesar Greco

Após uma passagem com pouca relevância pelo torneio em 2013, o Palmeiras voltou ao protagonismo. Tendo o Allianz Parque como um grande aliado e o título da Copa do Brasil de 2015 sobre o Santos como combustível, o Verdão sempre esteve presente na competição desde a edição de 2016 – maior sequência de participações do clube na Libertadores.

De forma gradual (queda na fase de grupos, nas oitavas, quartas e semifinais), a equipe foi se tornando um dos principais times do torneio. E com Abel Ferreira no comando e recheado de garotos da base, o Palmeiras é o atual campeão e chega à segunda final consecutiva em 2021.

A presença constante nos últimos anos, fez com que o clube atingisse números expressivos e alcançasse recordes na Libertadores, entre os times brasileiros; confira:

  • Maior número de jogos na competição: 209;
  • Maior número de participações: 22 (já computando com 2022);
  • Maior número de finais disputadas: 6 (empatado com o SPFC);
  • Mais vitórias conquistadas: 116;
  • Mais gols feitos: 390;
  • Mais vitórias como mandante: 71;
  • Mais vitórias como visitante: 44;
  • Recorde de invencibilidade como visitante: 15 jogos.

“A Tríplice Coroa Verde”, Palmeiras lança documentário sobre os 3 títulos da temporada 2020

"A Tríplice Coroa Verde", Palmeiras lança documentário sobre os 3 títulos da temporada 2020.
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Documentário “A Tríplice Coroa Verde” conta com participações dos principais jogadores do time e mostra os bastidores da conquista

O Palmeiras lançou na noite de ontem, em seus canais oficiais nas redes sociais, o documentário “A Tríplice Coroa Verde”, sobre as conquistas do clube em 2020 (Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Copa Libertadores).

Com quase uma hora e meia de duração, o filme apresenta os bastidores de cada conquista, passando, primeiramente, pelo título do Campeonato Paulista sobre o SCCP, depois a trajetória na Libertadores e, culminando, na vitória sobre o Grêmio na Copa do Brasil.

Além disso, os processos vividos dentro do clube, como a saída de Vanderlei Luxemburgo e a transição feita por Andrey Lopes para a chegada de Abel Ferreira, mais o impacto da pandemia da Covid-19 no planejamento da equipe também foram relatados nas imagens.

Entre os personagens, jogadores como Weverton, Gustavo Gómez, Raphael Veiga, Rony e Breno Lopes, importantes para o bicampeonato da Libertadores, concederam entrevistas e contaram, na visão de cada um, toda a trajetória por trás do título.

“Serão jogos que ficarão marcados na minha vida, até porque eu fiz o meu primeiro gol com a camisa do Palmeiras na Libertadores [na vitória por 5 a 0 sobre o Tigre]. Eu estava buscando há meses esse gol. Tenho um carinho imenso pela competição”, disse o atacante Rony.

As Crias da Academia, Danilo, Patrick de Paula, Gabriel Menino e Wesley, que subiram ao time principal no início de 2020 também deram seus depoimentos sobre o primeiro ano de profissional, assim como os profissionais do Núcleo de Saúde e Performance e a comissão técnica, comandada por Abel Ferreira.

Assista o documentário “A Tríplice Coroa Verde”, produzido pela TV Palmeiras/FAM:

Há exatos 7 anos, Allianz Parque era inaugurado; confira os números do Palmeiras no estádio

Allianz Parque
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Símbolo de uma reconstrução, Allianz Parque já foi palco de quatro títulos conquistados

No dia 19 de novembro de 2014, uma nova Era começava no Palmeiras. Há exatos sete anos, o Verdão disputava o seu primeiro jogo no Allianz Parque. A partida de estreia foi contra o Sport e, apesar de toda a festa, a equipe perdeu para o adversário por 2 a 0.

Se na primeira partida toda a aura do Allianz Parque não ajudou o Palmeiras a sair vencedor, principalmente pelo enfraquecido elenco palmeirense, nos anos seguintes a história foi diferente. Já em 2015, com o grupo de jogadores totalmente reformulado, o Verdão chegou à final do Campeonato Paulista, numa campanha marcada pelos 3 a 0 sobre o SPFC, com direito a um golaço de cobertura de Robinho em Rogério Ceni.

A glória, que não veio no estadual, aconteceu no final daquele ano, quando o Palmeiras bateu o rival Santos na decisão da Copa do Brasil com Fernando Prass batendo o último pênalti da decisão. Com pouco mais de um ano de existência, o Allianz Parque era palco do seu primeiro título.

Símbolo de uma reconstrução não só por conta dos feitos esportivos conquistados pelo clube no estádio, mas também pelo lucro financeiro ao Palmeiras, o Allianz Parque seguiu sendo o local de diversas conquistas do Verdão. Dos seis títulos do time nos últimos sete anos, quatro foram consumados na arena: Copa do Brasil (2015 e 2020), Campeonato Brasileiro (2016) e Campeonato Paulista (2020).

As categorias de base do Verdão também levantaram troféus na arena: o Sub-20 conquistou o Brasileiro em 2018; já o Sub-15 e Sub-11 venceram o Campeonato Paulista em 2017.

Ao todo, foram 217 jogos disputados no estádio, com 138 vitórias palmeirenses contra 37 derrotas e outros 42 empates. O Verdão foi às redes 404 vezes e sofreu 172 gols (saldo de 232).

Confira outras curiosidades sobre o Allianz Parque:

  • Autor do primeiro gol: Henrique Dourado;
  • Primeira vitória: 3 a 1 sobre o Shandong Luneng (China);
  • Maior público: 41.256 pessoas (Palmeiras 3×2 Vitória, última rodada do Brasileirão 2018);
  • Maior goleada: 6 a 0 sobre o Universitário;
  • Maior vítima: SPFC (9 vitórias);
  • Maior série invicta: 28 jogos (07/08/2016 a 28/06/2017);
  • Maior série sem sofrer gols: 11 jogos (12/03/2019 e 10/07/2019);
  • Maior série de vitórias: 8;
  • Maior artilheiro: Dudu (35 gols);
  • Atleta com mais assistências: Dudu (37);
  • Atleta que mais vezes jogou: Dudu (141 jogos);
  • Treinador que mais comandou: Abel Ferreira (40);
  • Treinador que mais venceu: Cuca (24 vitórias);
  • Gol mais rápido: Raphael Veiga (07/07/2021, aos 15 segundos – Palmeiras 2×0 Grêmio, pelo Brasileirão);
  • Gol mais tardio: Fabiano (12/04/2017, aos 99 minutos – Palmeiras 3×2 Peñarol, pela Libertadores).

Palmeiras homenageia ídolos da 1ª e da 2ª Academia

Homenagem aos ex-atletas e ídolos que compuseram as equipes de 1960 e 1970, na Academia de Futebol, em São Paulo-SP.
Fabio Menotti

Ídolos como Ademir da Guia, Dudu, César Maluco, Leão, entre outros, receberam títulos sociais vitalícios

O Palmeiras recebeu, na tarde de ontem em seu Centro de Treinamento, os ídolos que fizeram parte da primeira e da segunda Academia para homenageá-los. Os ex-jogadores foram condecorados com um título remido do clube social, que os permitem usufruir das dependências do clube até o fim da vida e também participarem da política do clube.

Ao todo, 27 ex-jogadores das décadas de 60 e 70 receberam a homenagem, sendo que 14 estiveram presentes na cerimônia. Foram eles: Ademir da Guia, Arouca, César Maluco, De Rosis, Dudu, Edu Bala, Leão, Mário Motta, Nei, Picasso, Pio, Polaco, Procópio e Zeca.

Os outros 13 que não puderam comparecer ao evento e receberam o título à distância, foram: Eurico, Luís Pereira, Alfredo Mostarda, Leivinha, Madurga, Jair Gonçalves, Careca, Nelson Coruja, Julio Amaral, Rinaldo, Santo, Maidana e Baldochi.

O técnico Abel Ferreira esteve ao lado do presidente Maurício Galiotte e outros membros da diretoria na celebração, e entregou um dos títulos a Arouca, zagueiro português que atuou no Verdão de 1974 a 1977.

Ídolos do Palmeiras falam sobre receberem a homenagem

O primeiro ex-jogador a ser agraciado foi o Divino, Ademir da Guia, maior jogador da História do Palmeiras, com 904 partidas disputadas e 11 títulos conquistados. “Temos realmente que agradecer à nossa Sociedade Esportiva Palmeiras, onde passamos muitos anos, disputamos muitos campeonatos e vivemos muitas glórias. Obrigado, Palmeiras”, declarou.

Parceiro de Ademir no meio de campo palmeirense, Dudu também agradeceu ao clube: “A gente fica agradecido e muito contente por essas homenagens que o Palmeiras nos proporciona. E também por poder rever os amigos daquela época. Isso enche o nosso coração de alegria”.

Por fim, o ex-atacante César Maluco, segundo maior goleador do Palmeiras (182 gols) e que terá um busto de bronze no clube, também fez uma declaração sobre o recebimento do título remido.

“É uma honra receber este presente e reconhecimento do Palmeiras. Eu já era sócio e participei da vida política do clube como conselheiro, mas agora como remido é muito melhor. Me sinto privilegiado por ser duas vezes homenageado em tão pouco tempo. Primeiro, com a notícia que vou ganhar um busto na sala de troféus do Palmeiras, que meus bisnetos e gerações futuras poderão ver mesmo quando eu não estiver mais aqui. Depois, por mais esta ação nobre da parte do Palmeiras”, contou.

Contra o Santos, Palmeiras pode fazer o 100º gol da temporada

Raphael Veiga em jogo do Palmeiras contra o Santos durante partida final da Libertadores 2020, no Maracanã.
Cesar Greco

Com quatro finais e um boa campanha no Brasileirão, temporada do Palmeiras tem como maior artilheiro Raphael Veiga

Há cinco jogos sem perder no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras entra em campo no domingo para enfrentar o Santos, na Vila Belmiro, podendo atingir uma marca significativa na temporada: a de 100 gols marcados. Em 62 partidas até o momento, o Verdão já balançou as redes adversárias por 99 vezes (1,59 de média) e sofreu outros 62.

Com 15 gols, Raphael Veiga é disparado o maior artilheiro do time, seguido por Rony e Willian, que marcaram dez vezes cada. Para completar o top-5, Gustavo Scarpa e Breno Lopes anotaram mais sete tentos cada um.

Por campeonatos disputados, o Verdão anotou 21 gols no Paulista, 1 na Copa do Brasil, 2 na Supercopa e mais 3 na Recopa Sul-Americana, além de 45 tentos no Brasileirão e outros 27 na Libertadores, estes ainda em andamento.

Vindo de uma temporada 2020 histórica, no qual conquistou a Tríplice Coroa, o Verdão chegou para o atual período precisando manter o alto nível, ao mesmo tempo que não tinha tempo para treinar, descansar e até dar férias aos jogadores. Em março, a diretoria precisou escalonar o recesso dos jogadores e da comissão técnica.

Ainda assim, apesar de todas as dificuldades impostas pelo calendário, o Palmeiras teve a oportunidade logo no começo de conquistar mais dois troféus (Recopa e Supercopa do Brasil), porém parou em duas disputas de pênaltis, e também chegou às finais do Campeonato Paulista, quando sofreu um revés para o SPFC.

No Brasileiro e na Libertadores, o Verdão manteve o bom desempenho (está em segundo no nacional e vai decidir o torneio continental com o Flamengo) e só decepcionou na Copa do Brasil, ao cair na terceira fase para o CRB, novamente nos pênaltis.

Palmeiras nunca ficou abaixo dos 100 gols marcados na “Era Allianz Parque”

Desde que o Allianz Parque foi inaugurado, o Palmeiras nunca marcou menos de 100 gols na temporada. Confira os números:

  • 2015: 119 gols em 72 partidas (1,65 de média);
  • 2016: 110 gols em 67 partidas (1,64 de média);
  • 2017: 114 gols em 68 partidas (1,67 de média);
  • 2018: 131 gols em 77 partidas (1,70 de média);
  • 2019: 106 gols em 69 partidas (1,53 de média);
  • 2020: 122 gols em 79 partidas (1,54 de média).

A última vez que o time ficou abaixo desta marca foi em 2014, com apenas 75 gols em 64 confrontos (1,17).

Em toda a História do Palmeiras, o ano com mais bolas na rede foi 1996, quando incríveis 220 gols foram anotados em 81 partidas disputadas (2,71) – metade deles marcados no Campeonato Paulista. Já a pior temporada do clube neste quesito, levando em consideração anos com mais de 60 jogos realizados, foi em 1987: 53 tentos em exatos 60 duelos (0,88).

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