Em família: pais e filhos que já defenderam o Verdão

Ainda vivendo a rotina de treinos em casa antes da volta à Academia de Futebol, os jogadores do Palmeiras estão sofrendo virtualmente nas mãos dos preparadores físicos. Todos têm que fazer improvisações em suas casas para terem um espaço onde possam fazer os exercícios de forma correta.

Já vimos Dudu treinando na sacada de seu apartamento e Felipe Melo abrindo um espaço na sala de sua casa para que ele e seu filho Linyker, que está no sub-17 do Palmeiras, treinarem uniformizados sob o registro da câmera caseira.

Felipe Melo e Linyker podem ser o próximo caso de pai e filho que jogaram no Palmeiras. Se Linyker for “apressado” – ou se Felipe Melo sustentar a carreira no Palmeiras por mais três ou quatro anos, poderá jogar junto com o pai, o que será absolutamente inédito.

Mas a vastíssima História do Palmeiras já registra outros casos em que os filhos jogaram no Palmeiras alguns anos depois que seus pais. Confira abaixo.

Djalma Dias & Djalminha

Djalma Dias

Djalma Pereira Dias Júnior nasceu a 21 de agosto de 1939 e faleceu no dia 1° de maio de 1990, com apenas 51 anos. Foi um dos ícones da Primeira Academia, dominando a zaga central. Fez 240 jogos com a camisa do Palmeiras entre 1963 e 1967, marcando dois gols. Ganhou quatro títulos com a camisa do Verdão: Campeonatos Paulistas de 1963 e 1966, Torneio Rio-São Paulo em 1965 e Campeonato Brasileiro (Roberto Gomes Pedrosa) em 1967.

Djalminha

Djalma Feitosa Dias, o Djalminha, nasceu a 9 de dezembro de 1970 e chegou ao Palmeiras para o início da temporada de 1996, quando foi um dos artífices do fabuloso time dos 102 gols do estadual daquele ano. Ficou no Palmeiras até maio de 1997; fez 90 partidas e marcou nada menos que 50 gols.

Júlio Amaral & Leandro Amaral

Júlio Amaral

Júlio Laerte Camilo do Amaral nasceu a 2 de maio de 1946 e jogou no Palmeiras entre 1965 e 1969, como meiocampista. Na maioria das vezes, entrou durante o jogo: foi titular em 33 das 80 vezes em que vestiu a camisa do Palmeiras e marcou dez gols.

Leandro Amaral

Leandro Câmara do Amaral nasceu a 6 de agosto de 1977 e chegou ao Palmeiras como a grande esperança de gols no início do ano de 2002. Sua passagem, no entanto, foi muito curta: foram apenas cinco jogos, entre janeiro e fevereiro daquele ano. Marcou três gols.

Hélio & Bernardo

Hélio

José Hélio Alexandre de Souza nasceu a 25 de julho de 1964 e jogou no Palmeiras como atacante entre 1983 e 1988. Em 1985 teve seu grande ano com nossa camisa, sendo titular em mais de 31 dos 43 jogos e marcando dez gols – ganhou o apelido de “Cheiro de Gol” do narrador Edemar Anusek, da rádio Jovem Pan. Ao todo, jogou 85 vezes pelo Palmeiras e marcou 11 gols.

Bernardo

Bernardo Vieira de Souza nasceu a 20 de maio de 1990 e passou pelo Palmeiras em 2014, depois de boas campanhas com as camisas do Vasco, Goiás e do Cruzeiro. Assim como boa parte daquele time, não teve um bom desempenho: fez nove jogos entre maio e outubro e não marcou gols.

Técnicos: Nelsinho & Eduardo Baptista

Nelsinho Baptista

O Palmeiras ainda teve pai e filho como técnicos através da família Baptista: Nelsinho Baptista treinou o Verdão entre 1991 e 1992, e foi o técnico da transição para a cogestão com a Parmalat. Depois de 82 jogos (43V 18E 21D) foi demitido. Nelsinho sofreu muita pressão por ter afastado do time, alegando deficiência técnica, ninguém menos que Evair.

Eduardo Baptista

Eduardo Baptista teve uma passagem recente pelo Palmeiras, em 2017. Assumiu o time no início da temporada, mas não resistiu a uma derrota para o Jorge Wilstermann, em maio, pela Libertadores – dias depois da eliminação no estadual pela Ponte Preta, seu ex-clube. Será sempre lembrado pela lendária entrevista em Montevideo, após uma grande vitória sobre o Peñarol, quando bateu de frente com a imprensa exigindo a fonte das informações que ele alegava serem mentirosas e que minavam seu trabalho. Foram 23 jogos (14V 4E 5D) como treinador do Palmeiras.

Quem será o próximo da família? Será que os Duduzinhos seguirão os passos do pai?


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Há 50 anos, Verdão excursionou à Europa enquanto a Seleção se preparava para o tri

Há 50 anos, no dia 5 de maio de 1970 o Palmeiras, em excursão à Europa, enfrentou o Hajduk Split, da Iugoslávia, e venceu por 3 a 2, dando mais uma vez ao público europeu demonstrações da força do futebol alviverde, primeiro campeão mundial.

O jogo foi realizado no Stari plac, histórico estádio da cidade de Zagreb, capital da atual Croácia – uma das sete repúblicas que se afirmaram após a dissolução da república iugoslava, em 1991.

Os três gols do Palmeiras foram marcados por César. O Verdão jogou desfalcado de Leão, então treinando com a Seleção que venceria o tricampeonato mundial algumas semanas depois.

O Palmeiras comandado por Rubens Minelli alinhou com Neuri; Eurico, Luís Pereira, Zeca e Dé; Dudu e Ademir da Guia (Zé Carlos); Copeu (Edu), Jaime (Cardoso), César e Pio.

Tudo pelo tri

O calendário de 1970 não teve nenhuma competição relevante no primeiro semestre. O Paulistão foi disputado em duas fases – a primeira, no primeiro semestre, dispensou os cinco grandes, que só se juntaram aos cinco classificados depois da Copa do Mundo. Todas as atenções do futebol brasileiro estavam na preparação para a conquista do tri; os atletas se apresentaram a Zagalo no dia 12 de fevereiro para um programa de treinamento intenso.

Desta forma, o Palmeiras excursionou à Bolívia entre janeiro e fevereiro, depois disputou uma série de amistosos, mais um torneio amistoso pentagonal com SCCP, SPFC, Santos e Portuguesa (Cidade de São Paulo) antes de embarcar à Europa.

O jogo contra o Hajduk foi o terceiro de uma série de onze jogos na Grécia, Iugoslávia (nas atuais Croácia e Bósnia-Herzegovina), Itália e União Soviética (nas atuais Geórgia e Ucrânia). O saldo da excursão foi razoável: cinco vitórias, três empates e três derrotas.

  • 30/04/1970 – A.S.O.Aris (GRE) 1 x 2 Palmeiras – Salonica (GRE)
  • 01/05/1970 – Olympiakos (GRE) 1 x 2 Palmeiras – Atenas (GRE)
  • 05/05/1970 – Hadjuk Split (CRO) 2 x 3 Palmeiras – Zagreb (CRO)
  • 07/05/1970 – F.K.Sarajevo (BIH) 4 x 1 Palmeiras – Sarajevo (BIH)
  • 09/05/1970 – Verona (ITA) 6 x 3 Palmeiras – Verona (ITA)
  • 13/05/1970 – Livorno (ITA) 0 x 1 Palmeiras – Livorno (ITA)
  • 16/05/1970 – Internazionale (ITA) 1 x 1 Palmeiras – Milano (ITA)
  • 21/05/1970 – Torpedo Kutaisi (GEO) 1 x 1 Palmeiras – Kutaisi (GEO)
  • 24/05/1970 – Dínamo de Moscou (RUS) 2 x 4 Palmeiras – Tbilisi (GEO)
  • 27/05/1970 – Karpaty Lviv (UKR) 1 x 0 Palmeiras – Lviv (UKR)
  • 03/06/1970 – Velez Mostar (BIH) 0 x 0 Palmeiras – Mostar (BIH)

O vídeo abaixo é um registro da partida do dia 27/5, na Ucrânia:

Após a Copa do Mundo, o Palmeiras iniciou a disputa da segunda fase do Paulistão, um turno-e-returno com os outros quatro grandes mais os cinco times mais bem classificados do interior. O Verdão terminou em segundo lugar e partiu para a defesa do título brasileiro.

No Robertão daquele ano, o Verdão se classificou em primeiro de seu grupo para o quadrangular final, seguido pelo Atlético-MG. O outro grupo teve como classificados o Cruzeiro e o Fluminense. Esse quadrangular foi disputado em turno único.

Na primeira rodada, Palmeiras enfrentou o Fluminense fora de casa, apesar das campanhas, e perdeu por 1 a 0. As vitórias seguintes contra Atlético (3 a 0) Cruzeiro (4 a 2) foram insuficientes para passar o time do Rio, que ganhou assim o Robertão com uma “ajudinha” da tabela feita pela CBD.


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Palmeiras faz 105 anos em meio a ressurgimento histórico

Fábio; Wendel, Lúcio, Tobio e Juninho Pampers; Marcelo Oliveira e Wesley; Mouche, Allione e Leandro Calopsita; Henrique Ceifador. No dia 23 de agosto de 2014, sob o comando de Ricardo Gareca, esse time encerrou o primeiro centenário do Palmeiras vencendo o Coritiba por 1 a 0, no Pacaembu.

A vitória só deve ter vindo por vontade dos tais deuses do futebol, que reconheceram a importância da data e nos deram de presente a vitória magra, com gol de Juninho Pampers. O Palmeiras vinha de três derrotas e também perderia os três jogos seguintes. A eliminação na Copa do Brasil com duas derrotas inapeláveis para o Atlético-MG, mais uma derrota em casa para o Inter, inauguraram o segundo centenário provocando a demissão do técnico argentino.

De lá para cá, muita coisa mudou na vida do Verdão. Na verdade, a mudança já havia começado, mas ainda era invisível aos olhos da imprensa e da grande torcida. O time que entrou em campo há cinco anos ainda era parte do remédio amargo que nosso clube foi obrigado a engolir para se curar de uma farra de dirigentes que durou quase 40 anos.

Após dois rebaixamentos na parte final de seu primeiro século de existência, o Palmeiras do segundo centenário, o pesadelo dos adversários, a pedra no sapato da imprensa, está de volta, mais protagonista do que nunca.

Anos difíceis

Na segunda metade da década de 2000, o Campeão do Século XX era apenas a quarta força do futebol paulista. Ainda se recuperando moralmente do primeiro rebaixamento, em 2002, o time fazia campanha sofríveis, relembrando os anos de chumbo da década de 80. O Palmeiras era inofensivo. Não incomodávamos ninguém e os adversários tinham até pena de fazer chacota.

Após uma reviravolta política pelas mãos de Affonso Della Monica e Luiz Gonzaga Belluzzo, o Palmeiras ensaiou um retorno, chegou a vencer um Paulista, mas para alçar voos mais altos o clube fez algumas loucuras. O all-in foi um fracasso e uma recessão tornou-se necessária.

A “Nova Arena”, que viria a se chamar Allianz Parque, estava sob construção. O Pacaembu, que hoje nos recebe de forma simpática e calorosa, era uma de nossas casas, ao lado do Canindé e da Arena Barueri. O Palmeiras não tinha estádio, não tinha identidade, não tinha dinheiro, e sofria.

Sob a caneta de Arnaldo Tirone, em vez de uma gestão austera para recuperar as apostas perdidas no fim da década de 2000, o que se viu foi o inverso. O clube esgotou sua capacidade de endividamento; a gestão do futebol foi a pior de nossa História e, mesmo com a mágica conquista da Copa do Brasil em 2012, veio o segundo rebaixamento.

Quando ressurge o alviverde imponente

A primeira gestão de Paulo Nobre reconstruiu o clube desde os alicerces. O remédio foi amargo. O time que jogou a segunda divisão em 2013 era ainda pior que o de 2014, que abriu este texto. Mesmo assim, ainda ameaçou fazer graça na Libertadores.

Mas o foco não podia ser o time, e sim a recuperação estrutural, financeira e moral. O futebol só precisava sobreviver mais um pouco. O Allianz Parque estava perto de ser concluído e Gareca parecia ser o comandante ideal para iniciar a trajetória do segundo centenário apontando para o alto.

A derrocada daquele time quase jogou tudo por terra. Não deu liga. Fernando Prass, um dos esteios técnicos e morais do time, lesionou-se com gravidade. Henrique e Alan Kardec deixaram o clube de forma polêmica. Wesley corria com o freio de mão puxado. Valdivia de vez em quando corria, mas logo levava a mão à cotcha. Da espinha dorsal idealizada para aquele grupo, só restava Lúcio, que àquela altura da carreira talvez servisse como complemento, não como pilar principal.

Quase veio o terceiro rebaixamento. Mas o Palmeiras sobreviveu graças a um gol do Ceifador, o primeiro no Allianz Parque – e a um insucesso do Vitória, naquela mesma tarde. E assim o alviverde imponente pôde ressurgir.

Uma nova era

A partir de 2015, com o recém-inaugurado Allianz Parque, iniciou-se uma nova era no clube. A torcida se engajou; o Avanti decolou e se tornou uma fonte de renda robusta e inédita entre clubes brasileiros, trazendo com ele rendas fantásticas. Tudo fruto da reconstrução administrativa dos dois primeiros anos.

Esse potencial foi enxergado por um conglomerado financeiro sólido, a Crefisa, que juntou-se ao time e tornou o Palmeiras ainda mais forte. Os resultados esportivos não demoraram e o Campeão do Século XX, que deu 14 anos de vantagem para os adversários, finalmente respondeu ao tiro de largada do Século XXI.

De cinco anos para cá, muita coisa mudou, agora a olhos vistos. Hoje o Palmeiras não é mais a quarta força do estado, o time de cuja torcida dava até dó de tripudiar. Somos o protagonista do futebol nacional, e por consequência, o mais odiado pelas outras torcidas nas redes sociais e pela imprensa. E estamos tirando a vantagem dos outros. Logo, os passaremos, para sermos o Bicampeão dos Séculos.

As mesas redondas da vida ainda tentam achar um meio de atacar o profissionalismo que sempre defenderam, e que para suas desgraças, foi aplicado com excelência justo pelo Palmeiras, que hoje puxa a fila da administração moderna no futebol. O clube-modelo não é mais o SPFC, que era apenas aquele que tinha um olho em terra de cego. As parcerias picaretas do SCCP, tão exaltadas, já não são suficientes e o clube deve até pra tia das marmitas. Apenas o Flamengo é quem está conseguindo imitar com algum sucesso nosso modelo de administração, tendo como fonte principal de renda a televisão, e não a torcida.

É por tudo isso que temos que ter muito orgulho de nosso clube, que hoje completa 105 anos e deu uma volta por cima impressionante no destino. A política interna ainda apronta das suas; o que há de pior na natureza humana segue acontecendo nas alamedas, feridas seguem abertas e o futuro é incerto. Mas a onda do futebol é positiva e tende a durar mais alguns bons anos, mesmo se tudo der errado na política.

Hoje, o nosso quarto centroavante, que é um bom jogador, é o mesmo que era titular e destaque do time de cinco anos atrás. Nada mais simbólico.

Parabéns Palmeiras!


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Nos confrontos diretos, o Palmeiras leva vantagem em quase todos

SCCP 0x1 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Em mais de 104 anos de História, o Palmeiras consolidou-se como o maior vencedor de títulos nacionais. Os fatos estão escritos e documentados; só nega quem tem necessidade de auto-afirmação.

Essa supremacia foi construída jogo a jogo e pode ser constatada nas estatísticas, disponíveis na seção Almanaque do Verdazzo.

O Palmeiras leva vantagem nos confrontos diretos contra quase todos os adversários que já enfrentou, mesmo tendo passado por dois longos períodos de graves crises política e administrativa em sua trajetória – que refletiram em times muito ruins e anos de depressão técnica.

A seguir, o Verdazzo traz um levantamento dos confrontos diretos contra as principais camisas do país. Os números estão em total sintonia com a contagem oficial do Palmeiras, que nem sempre batem com os números dos adversários, por divergências nos critérios para validar as partidas.

Clássicos paulistas

A vantagem contra o neo-inimigo SCCP é apertada, de apenas duas vitórias, mas segue sendo sustentada há muito tempo. O clube que já foi nosso maior rival, entretanto, vem conseguindo diminuir a diferença nos últimos jogos: quando não conta com uma inacreditável sorte, chega aos resultados, a olhos vistos, usando métodos escusos.

Já o Santos é nosso maior freguês: as 140 vitórias nos dão uma inalcançável margem de 34 triunfos, com Pelé e tudo. Freguês eterno; nada pode ser menor.

A vantagem do SPFC já foi bem maior, fruto dos períodos de estiagem que atravessamos. Mas nos últimos anos a diferença está se deteriorando; após o jogo de ontem, caiu para apenas três vitórias (no saldo de gols, já temos vantagem). Na contagem deles, que sequer sabem a data em que foram fundados, a contagem está empatada.

Confira abaixo o mapa dos confrontos com os adversários mais tradicionais do estado; clique sobre os nomes dos clubes para acessar a lista de jogos:

JVEDGPGCSG
SCCP370131110129522483+39
Santos33414088106559473+86
SPFC31210599108408407+1

Domínio absoluto contra cariocas

Não é à toa que existe um fenômeno no Rio de Janeiro, onde as camisas do Palmeiras, mesmo em tempos bicudos, sempre foram muito populares. Além da torcida do Verdão ser realmente diferenciada, os resultados contra os times da Cidade Maravilhosa são estrondosos.

O Flamengo fica no cheirinho desde sempre; são nove vitórias de diferença no confronto. Já o Botafogo precisaria vencer onze confrontos seguidos para igualar a contagem.

O Fluminense teve até um período recente de vitórias contra nós, já estancado e insuficiente para fazer cócegas na vantagem: são 25 triunfos de diferença. E quando você pensa que não pode existir freguesia maior fora do estado, aparece o Vasco, comendo poeira com desvantagem de 27 derrotas.

Parece que está explicado o fenômeno. O Rio de Janeiro continua lindo.

JVEDGPGCSG
Flamengo114463137192164+28
Botafogo117453834174149+25
Fluminense109591634190152+38
Vasco128583931207162+45

Trabalho a fazer em Minas e Rio Grande

Tanto em Minas quanto no Rio Grande do Sul mantemos um freguês de caderneta e uma pedra no sapato – nada que não possa ser resolvido.

Em Belo Horizonte, o Galo é cliente VIP: precisa tirar nove vitórias de desvantagem, numa contagem cuja tendência atual é de crescer ainda mais. Já o Cruzeiro sustenta uma pequena margem de três vitórias, embora o Verdão leve vantagem no saldo de gols.

No sul, o Grêmio, apesar dos inesquecíveis confrontos na década de 90, tem números vergonhosos e não alcança nem metade das vitórias do Verdão. É uma autêntica surra.

O problema mesmo é o Inter, que sustenta uma incômoda vantagem de oito vitórias e 22 gols – algo que já foi maior e vem sendo descontado nos últimos anos.

JVEDGPGCSG
Atlético8037152811195+16
Cruzeiro95322835141136+5
Grêmio9340341913597+38
Inter8929233793115-22

Protagonismo também nos números

Todos os confrontos históricos do Palmeiras podem ser consultados aqui. O Verdão está em pequena desvantagem contra alguns times importantes do futebol sul-americano, como Nacional (URU) e River Plate (ARG), ou mesmo contra times brasileiros de pequeno porte, como a Chapecoense, mas a lista de confrontos é curta; não atinge 15 partidas e a base estatística pra decretar uma “freguesia” parece frágil.

O Paulistano, uma potência no futebol no início do século passado que já era heptacampeão paulista quando o Palestra Italia conquistou o primeiro campeonato em 1920, tem boa vantagem no confronto. Mas o clube encerrou suas atividades em 1930 e o Palestra/Palmeiras não teve a chance de virar o jogo.

Entre os adversários com mais de 15 confrontos que continuam em atividade, precisamos buscar mesmo é o Inter, que sustenta uma margem razoavelmente confortável. Cruzeiro e SPFC estão na alça de mira, e não podemos mais nos descuidar nos Derbies, já que o SCCP descontou nossa boa vantagem nos confrontos recentes.

A volta ao protagonismo do futebol brasileiro, consolidada nas últimas temporadas, nos dá plenas condições de, além de continuar conquistando títulos, dominar completamente as estatísticas de todos os confrontos relevantes num futuro, talvez, próximo. VAMOS PALMEIRAS!


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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“4 a 0 pro Verdão”: 25 anos

EvairO dia 12 de junho de 1993 entrou para a História. Naquele Dia dos Namorados, o coração de todos os palmeirenses explodiu de emoção.

A saga virou até filme. Foram mais de 16 anos de intenso sofrimento. Seguidas frustrações, de Beto Fuscão e Careca em 1978 a Aguirregaray em 1990, passando por Wilson Mano em 1985, Kita e Tato em 1986, Claudio Adão em 1989, entre tantas outras.

Parecia que a fila jamais teria fim, até que naquele sábado gelado o mundo mudou de cor. Uma goleada por 4 a 0 em cima dos então rivais – agora inimigos – fez o planeta Terra ficar verde por alguns instantes. Foi, sem dúvida nenhuma, o maior título destes 103 anos de História do Palmeiras. E provavelmente jamais será superado, nem com mais um titulo Mundial.

Para comemorar 20 anos da conquista, o Verdazzo fez em junho de 2013 uma entrevista com Evair, que contou muito de sua história e, claro, detalhes daquele dia tão especial. A entrevista foi realizada na TV Êxito e merece ser (re)vista com muito carinho pela torcida do Palmeiras. Divirtam-se!