Palmeiras joga fora a arminha de plástico e mostra o canhão

O Palmeiras protocolou junto ao TJD nesta terça-feira um pedido de investigação a respeito de interferência externa no Derby do último domingo que decidiu o Paulistão 2018.

O clube organizou um material em vídeo que comprova a comunicação entre Dionísio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da FPF, e a equipe de arbitragem – uma espécie de “telefone sem fio” que passou pelo bandeirinha, pelo quinto árbitro, depois pelo quarto árbitro, até chegar em Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Veja o material editado pela TV Palmeiras/FAM:

Existe a possibilidade do clube pedir a anulação da partida, o que daria dois possíveis destinos ao Paulistão 2018: ou a partida final precisaria ser novamente disputada, ou o campeonato é encerrado e declarado sem campeão.

As provas apresentadas pelo Palmeiras são contundentes, mas o próprio presidente do TJD, delegado Olim, em ato falho embaraçoso, admitiu em entrevista à Fox Sports que houve a interferência externa. Confira no vídeo abaixo:

Chega a ser irônico que o delegado Olim tenha se complicado exatamente num momento de auto-promoção pessoal na mídia.

Com isso, o Palmeiras dá uma resposta à altura dos acontecimentos de domingo e busca, munido de provas concretas, restabelecer a justiça. Sai a carta aberta onde o clube faz ameaças vazias à FPF e entra uma peça jurídica extremamente consistente. Sai o revólver de plástico e entra um canhão.

Não cabe, de forma alguma, desqualificar o pedido conjecturando se foi pênalti ou não, como alguns setores da imprensa estão tentando fazer. Quem vai nessa direção está apenas tentando jogar uma cortina de fumaça sobre o real atentado às regras do jogo, que é a interferência externa na arbitragem. Independente do que aconteceu dentro de campo, o mero contato do diretor de arbitragem e do “quinto árbitro” com a equipe de arbitragem já caracterizam essa situação.

Outra ironia da história é que justo o clube que liderou o voto contrário à implantação do árbitro de vídeo é o que foi beneficiado por seu uso irregular, tendo um pênalti contra si sendo revogado.

E o mais trágico é que se o VAR estivesse valendo e o responsável por sua operação fosse o diretor de arbitragem da FPF, ele teria anulado erradamente o pênalti, já que é evidente a falta de Ralf em Dudu.

O Verdazzo parabeniza a diretoria do Palmeiras pela reação. Não podíamos esperar nada a menos que isso. Considerar o assalto de que fomos vítima “página virada” não coaduna com nossa natureza. Agora, atletas e torcida se sentem amparados e podem voltar a se concentrar em jogar bola e a torcer. Se o trabalho preventivo ainda precisa melhorar, o reativo dá sinais de força.

Não parece haver clima para disputar uma nova partida. O mais indicado, diante de todo o cenário montado, seria declarar o Paulistão 2018 sem vencedor. Não apenas porque o SCCP não fez por merecer o título em campo, mas também para simbolizar o fracasso completo que foi este campeonato, a começar pelo regulamento bizarro, passando pelo baixíssimo nível técnico, pelas ações de marketing de péssimo gosto, pelo tribunal de cartas marcadas, culminando com a extrema incompetência das equipes de arbitragem.

No Campeonato Paulista de 2018, todos perderam.


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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A batalha dos treinos abertos: o Derby começou muito mais cedo

Maurício GaliotteO Derby decisivo do Paulistão, marcado para domingo, começou na segunda-feira, quando Palmeiras e SCCP divulgaram que fariam treinos abertos para seus torcedores em seus respectivos estádios no sábado pela manhã.

A PM logo se manifestou de forma contrária, informando não ter efetivo suficiente para garantir a ordem em dois eventos ao mesmo tempo com tamanho potencial destrutivo. Com base nesse parecer, o Ministério Público, através do procurador Paulo Castilho, “proibiu” os treinos abertos.

Os clubes deram de ombros. Cientes de que o MP não tem poder para proibir um evento dentro de propriedade particular, bateram o pé e confirmaram os treinos. Começou então uma verdadeira batalha nos bastidores: os dois clubes, cheios de vontade de promover eventos de aproximação com suas torcidas na véspera de uma data tão importante, e o MP, preocupado com os prováveis efeitos devastadores da realização simultânea dos dois treinos – e entendam “devastadores” como quiserem: tanto para a população em si, como para as pretensões políticas dos responsáveis pela segurança pública.

O Palmeiras jogou de forma magistral: usou o SCCP como aliado para confirmarem os treinos e assim colocar o MP nas cordas; não sem ter a certeza de ter protocolado o pedido nos órgãos competentes antes do rival. O MP foi obrigado a aceitar a realização dos treinos e a negociar com os clubes para desmembrar os horários – algo que tem como único critério objetivo para decisão a antiguidade do protocolo. Como o do Palmeiras é mais antigo, sobrou para o SCCP, que não tinha como bater o pé sem se responsabilizar por eventuais incidentes.

Assim, a estratégia do Palmeiras foi perfeita e funcionou apenas por um motivo: conhecia e fez valer seus direitos, seguindo a regra com rapidez, mostrando organização e agilidade. O MP perdeu porque tentou usar um poder que não tinha; Castilho não conseguiu intimidar Mauricio Galiotte e Andrés Sanchez. E o SCCP perdeu porque possivelmente confiou na condição de ser, sempre, o preferido. O Palmeiras, ao sacar o protocolo do bolso e usar a imprensa para tornar pública essa condição, ganhou o jogo.

Primeiro round

Essa batalha, claro, foi apenas o primeiro round do Derby – mas foi vencida pelo Palmeiras com requintes de crueldade. Nossa diretoria manipulou os bastidores com maestria, usando apenas a lei, a estratégia e a organização.

Mas de que valeu essa batalha, afinal?

Para a diretoria do Palmeiras, bastante. Mauricio Galiotte vinha de uma série de episódios em que havia deixado a impressão de fraqueza absoluta nos bastidores, fazendo com que a confiança da torcida, e talvez até de seus comandados, não fosse a ideal. Ao sair como vencedor na questão dos treinos abertos, obrigando o MP e o SCCP a cederem, mostrou uma face diferente que, caso tenha continuidade nos próximos episódios, pode lhe render muitos dividendos políticos, além do mais importante: garantir o respeito ao Palmeiras.

Fazer o treino aberto terá um efeito moral sensacional em nossos jogadores. Uma festa desse quilate no campo onde será realizada a final, na véspera, vindo de dois resultados excepcionais, é tudo o que o time precisa para afirmar a confiança.

Andrés SanchezO mesmo não se pode dizer do efeito que o treino aberto terá no rival, nas circunstâncias que vai acontecer: transparecendo fragilidade por ter sido forçado a alterar o horário, a dois dias de distância da partida, para “apoiar” um time que vem de uma derrota incontestável em casa e precisa do resultado. Tudo isso pode fazer com que o evento seja um tiro no pé, e em vez de dar embalo ao time, acabe criando mais pressão e deflagrando medo nos jogadores.

É claro que o placar de 1 a 0 não garante nada, muito menos essas conjecturas a respeito dos treinos abertos. O Palmeiras precisa entrar em campo no domingo e garantir lá dentro o título paulista. Mas que saímos mais fortalecidos ainda do episódio, não há dúvidas. VAMOS PALMEIRAS!

Imprensa ergue o muro da vergonha contra o Palmeiras

Moisés x Gabriel
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras ganhou o Derby em Itaquera, no último sábado, e deu um enorme passo para chegar a mais um título estadual em cima do velho rival. Nosso time não jogou um futebol exatamente vistoso, mas foi mais do que suficiente para chegar ao resultado, controlando o jogo e bloqueando todas as investidas do adversário após ter construído a vantagem no placar.

O jogo foi marcado por lances polêmicos, tanto em torno da arbitragem, quanto entre os jogadores, que no final do primeiro tempo se envolveram num empurra-empurra um pouco mais forte em que alguns braços se agitaram mais do que o normal. Mesmo assim, nada que configure nenhuma agressão ou que requeira qualquer ação de um tribunal sério. Coisa de jogo tenso, Derby, decisão – principalmente após uma semana em que tudo o que a imprensa fez foi repetir à exaustão as cenas da briga da decisão de 1999.

Mas a imprensa precisa sensacionalizar tudo – e se puder puxar a análise para os queridinhos, melhor ainda. Para eles, Felipe Melo agrediu Clayson pelas costas e merecia alguns anos de cadeia. Diante da confusão generalizada, o único jogador que teve o nome insistentemente mencionado foi o de nosso camisa 30. Parece que Henrique, Clayson, Balbuena, Sheik e Gabriel faziam parte de uma comissão de paz da ONU.

Felipe Melo não é santo e de fato provocou Clayson, com quem já tinha histórico, ao deixar o braço em suas costas na passagem. Daí a ser uma “covarde agressão por trás” há uma diferença muito grande. Se aquilo foi um soco, eu sou o bailarino da Tim. O movimento, no entanto, deflagrou uma reação aparvalhada do comentarista André Loffredo, torcedor do SCCP, que histericamente tentava caracterizar Felipe Melo com as piores classificações possíveis – confira nesta inacreditável matéria.

O Muro da Vergonha

Inacreditável também foi o pênalti que a equipe do SporTV tentou inventar para o SCCP. No segundo tempo, Antônio Carlos tentou cortar um lançamento para a área. Ele saltou em direção à bola, que bateu em sua mão e o árbitro marcou falta. Nosso zagueiro salta para a frente, com o pé muito próximo da linha da área, e fica muito claro que quando a bola bate em sua mão ele está fora da área. Mas para o SporTV, foi pênalti: eles manipularam um suposto recurso em 3D que mantém Antônio Carlos dentro da área, e subiram um muro digital branco para deixar “claro” que foi pênalti. Até a equipe da ESPN caçoou do muro da vergonha do SporTV.

As equipes da RGT e do SporTV omitiram também um lance que poderia ter decidido o campeonato: ainda no primeiro tempo, Willian e Borja escapam da defesa adversária após lançamento de Marcos Rocha e partem livres com a bola em direção ao gol de Cássio, mas o bandeirinha marcou impedimento.

O lançamento foi longo e na câmera principal nossos dois atacantes não aparecem no quadro; a transmissão ao vivo não mostrou nenhum replay. Nossos atacantes reclamaram muito; nossa torcida, mais ainda, nas redes sociais. Somente 24 horas depois o site da emissora disponibilizou o lance num ângulo aberto que confirma que Willian e Borja tinham condições de jogo. Se houve um time prejudicado pela arbitragem neste Derby, foi o Palmeiras.

Já ganhou?

Mas não foi só da RGT e do SporTV que vieram ataques. A Bandeirantes, cujo Departamento de Esportes é uma espécie de “Notícias Populares na TV”, cobriu o jogo em seu programa Terceiro Tempo com uma tarja na tela que dizia que o Palmeiras está em clima de “já ganhou”.

É sabido que esse tipo de declaração funciona como injeção de ânimo para o outro lado, além de aumentar a responsabilidade do time que supostamente canta a vitória antes da hora. O problema é que o Palmeiras não fez nada disso. Não existe nenhuma declaração de nenhum jogador ou membro da comissão técnica nesse sentido. Nem a torcida, calejada, embarca nessa.

De onde a Bandeirantes tirou o clima de já ganhou? Só pode ser da vontade de ver o SCCP ganhar o campeonato, dando-lhes incentivo artificial e tumultuando nosso ambiente. Não tem outra explicação.

Terceiro Tempo - Já ganhou
reprodução

O mais difícil de todos os tempos

Este Paulistão, por uma série de situações, parece ser o mais difícil de todos os tempos para o Palmeiras. Não pela qualidade técnica dos adversários, que já viveram momentos bem melhores, mas pela sucessão de interferências externas que tentam atrapalhar nossa caminhada.

Desde o Derby do turno, onde fomos vergonhosamente roubados; mais o episódio do mando das quartas-de-finais, quando quiseram nos tirar um mando do Allianz Parque; passando pela suspensão absurda a Jailson, armada pelo TJD, tudo isso temperado com ataques e manipulações constantes da imprensa e arbitragens recorrentemente contrárias ao Palmeiras fazem com que uma eventual conquista no domingo seja épica.

Estamos prontos. A torcida do Palmeiras vai ser o combustível com que nossos jogadores podem contar no próximo domingo. Podem vir com imprensa e juiz. No Allianz Parque vão precisar de mais que isso, vão ter que jogar MUITA BOLA se quiserem sair do estádio com o troféu.


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