Tiago Costa, auxiliar de Abel Ferreira, participará de debate na Bienal do Livro de São Paulo

Tiago Costa, auxiliar de Abel Ferreira, participará de debate na Bienal do Livro de São Paulo.
Fabio Menotti

Responsável por cuidar do setor de análise de desempenho, Tiago Costa estará presente no dia 7 de julho, das 10h30 às 11h50

Tiago Costa, integrante da comissão técnica de Abel Ferreira no Palmeiras, marcará presença na Bienal do Livro de São Paulo na próxima quinta-feira, dia 7. O auxiliar participará de um debate dentro do auditório do Estande de Portugal, das 10h30 às 11h50.

Intitulado de “Futebol e livros: a Prática teórica e a Teoria prática”, o bate-papo terá entrada gratuita. Entretanto, para entrar no Expo Center Norte, local onde está sendo realizada a 26ª edição da Bienal do Livro, é preciso realizar a compra do ingresso.

Tiago Costa contará sobre sua experiência no futebol – desde as categorias de base até o profissional – e sobre as referências literárias e culturais que o ajudaram a escrever o livro “Cabeça Fria, Coração Quente”, que conta os bastidores da chegada de Abel Ferreira e seus auxiliares ao clube até o título da Libertadores conquistado sobre o Flamengo.

Dentro do organograma da comissão técnica, Costa é o responsável pela análise de desempenho e por fazer a ligação entre o Centro de Inteligência do Palmeiras e a equipe técnica.

Abel Ferreira e Tiago Costa orientam jogadores, durante treinamento do Palmeiras em Brasília-DF.
Cesar Greco

“O Abel desenvolveu uma equipe de trabalho com tarefas muito bem definidas, como se fôssemos uma empresa dentro de um clube de futebol. Cada um de nós tem a sua responsabilidade muito bem definida e isso ajuda muito”, contou o profissional em entrevista ao site da Universidade do Porto, em janeiro deste ano.

“De forma resumida, a minha responsabilidade na comissão técnica do Mister Abel Ferreira é observar e analisar os adversários e, a partir dessa análise, propor uma estratégia inicial para o jogo que é discutida em reunião entre nós. Como todos os jogos e adversários são diferentes, cada jogo tem uma abordagem diferente e tem uma história única”, acrescentou.

Tiago Costa conhece Abel há 7 anos

Tiago Costa é licenciado em Ciências do Desporto pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e se tornou Mestre em Treino de Alto Rendimento Desportivo. O primeiro contato dele com Abel Ferreira ocorreu em 2015, quando trabalhava na equipe B do Sporting Braga.

Em 2019, fixou-se na comissão técnica do treinador quando Abel foi contratado pelo PAOK, da Grécia.

Mais informações:

26ª Bienal do Livro de São Paulo
Local: Expo Center Norte – Auditório do Estande de Portugal (E62)
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo-SP
Informações e compra de ingressos: https://www.bienaldolivrosp.com.br

Tiago Costa, auxiliar de Abel, explica a função de analista e comenta sobre o futebol brasileiro

Tiago Costa, auxiliar de Abel, explica trabalho como analista e comenta sobre o futebol brasileiro.
Reprodução

Integrante da comissão técnica de Abel Ferreira desde 2019, Tiago Costa falou também das duas conquistas de Libertadores

No dia 2 de novembro de 2020, Abel Ferreira desembarcou no Brasil, ao lado de seus auxiliares João Martins, Vitor Castanheira, Carlos Martinho e Tiago Costa, para comandar o Palmeiras.

Pouco mais de um ano depois, a comissão técnica de portugueses já conquistou uma Copa do Brasil e duas Libertadores (consecutivas: 2020 e 2021) com o Verdão, algo raro entre os times brasileiros.

“Os brasileiros perguntam com frequência se a gente tem noção dessa conquista. E nós, apesar de termos noção da importância do feito, não o sentimos nem o entendemos como um brasileiro sente esses títulos. Talvez daqui a muitos anos tenhamos consciência da real dimensão das conquistas”, relatou Tiago Costa em entrevista ao site da Universidade do Porto.

Analista de desempenho, Tiago trabalha com Abel Ferreira desde 2015, mas foi em 2019 que o observador técnico se fixou na equipe. Profissional cuja função é exercida fora do campo, o assistente explica como funciona seu trabalho.

“O Abel desenvolveu uma equipe de trabalho com tarefas muito bem definidas, como se fossemos uma empresa dentro de um clube de futebol. Cada um de nós tem a sua responsabilidade muito bem definida e isso ajuda muito”, iniciou.

“De forma resumida, a minha responsabilidade na comissão técnica do Mister Abel Ferreira é observar e analisar os adversários e, a partir dessa análise, propor uma estratégia inicial para o jogo que é discutida em reunião entre nós. Como todos os jogos e adversários são diferentes, cada jogo tem uma abordagem diferente e tem uma história única”, acrescentou.

Apesar da função crucial de analisar os oponentes, o auxiliar aponta outra particularidade que é considerada tão importante quanto a observação. “O exercício da minha profissão requer um equilíbrio muito grande entre aquilo que é a importância dada aos comportamentos do nosso próprio time e aos comportamentos do adversário”, revela.

“Os comportamentos do adversário não devem ‘pesar mais’ do que os comportamentos da nossa equipe. É uma filosofia nossa que a componente estratégica, que deve existir porque não jogamos sozinhos, não deve ser mais influente que os comportamentos do nosso time nem deve colocar em causa a nossa identidade de processos”, completa.

Tiago Costa comenta as adversidades impostas pelo calendário brasileiro

Abel Ferreira e sua comissão técnica: o auxiliar técnico Vitor Castanheira, o analista de desempenho Tiago Costa, o preparador físico João Martins e o auxiliar técnico Carlos Martinho, do Palmeiras, durante treinamento, na Academia de Futebol.
Cesar Greco

Questionado sobre as diferenças entre o futebol praticado no Brasil em comparação com o da Europa, Tiago destacou a enorme quantidade de jogos disputados para argumentar a dificuldade de se ter um jogo mais intenso no país. Além disso, comentou como esse problema afeta diretamente o seu trabalho.

“Não pode haver um jogo mais rápido enquanto os gramados não melhorarem ou enquanto os jogadores atuarem com recuperações incompletas, acentuando o risco de lesão. Além disso, o próprio estilo de jogo do futebol brasileiro é mais pausado, porque aqui a maioria dos atletas são educados a jogar com a bola no pé. Fazem poucos movimentos sem bola e de ataque ao espaço”, destacou.

“A minha área de atividade é bastante afetada por este contexto. Por exemplo, na Grécia ou em Portugal nós tínhamos [com frequência] microciclos de trabalho de 6 ou 3 dias para analisar um adversário. No Brasil, tenho 2 dias e às vezes um dia para analisar o oponente. Ou seja, tenho menos tempo para executar o mesmo trabalho. Como é possível? Por causa dos profissionais do Palmeiras, já recebo um filtro de informação grande sobre os nossos adversários. Depois tenho que ser muito mais preciso, seja na informação que procuramos do oponente, do que passo ao treinador e o que passamos aos atletas”, completou.