Inconformada com predomínio do Palmeiras, imprensa tenta partir para o bullying

O Palmeiras concretizou a compra do zagueiro Luan, do Vasco. Pagará ao time carioca cerca de R$ 10 milhões, em cinco parcelas. A negociação confirma o processo de renovação por que deve passar nosso setor de zaga nos próximos anos – Luan chega para compor o elenco em 2017 e assumir a titularidade em breve.

O valor a ser pago pelo atleta foi uma pechincha. O Palmeiras fez valer seu poderio financeiro e impôs ao Vasco uma transação que, diante do nível do atleta, quase chega a ser humilhante.

Os dois clubes fizeram, até agora, sete jogos como mandantes nesta temporada. O Vasco arrecadou cerca de R$ 1,3 milhão, ao passo que R$ 11,8 milhões entraram nos cofres do Palmeiras. A diferença é maior que o valor acertado entre os clubes. Frise-se: em apenas 3 meses.

O modelo que vem sendo praticado o Palmeiras alcançou o ciclo virtuoso: um time forte jogando num estádio bem localizado e moderno, com um bom plano de sócio torcedor, atrai multidões mesmo com o preço do ingresso acima do praticado no mercado. O clube alcança rendas altíssimas que lhe proporcionam condições para ter um time mais forte ainda.

Depois de apanhar muito e sofrer por anos nas mãos dos rivais, o Palmeiras se organizou. Deixou para trás velhos costumes para se profissionalizar. O processo de modernização ainda não está completo, mas hoje é seguro afirmar que o Palmeiras tem todas as condições de montar times para dominar o futebol brasileiro e sul-americano nos próximos anos – sem esquecer que os títulos precisam ser ganhos sempre dentro do campo. Se a política interna não atrapalhar, o cenário é bem provável.

Pirraça

A mídia esportiva tem tido um comportamento pirracento com o poderio recém-desenvolvido pelo Palmeiras. De nariz torcido, fala em mecenato. Critica a Crefisa, patrocinadora que vem tendo uma exposição que jamais sonharia nem com campanhas publicitárias no Jornal Nacional, pelo que considera um exagero no volume investido. Dizem achar ruim um possível desequilíbrio que esse poder econômico tende a gerar.

Hipócritas.

A imprensa nunca achou ruim pelas vantagens financeiras recebidas pelo Flamengo, que por anos foi o único clube a ser patrocinado com dinheiro público (Lubrax, produto da Petrobrás) e sempre recebeu fatias desproporcionalmente mais generosas da TV. O dinheiro da RGT também pende para o lado do SCCP, que de uns anos para cá também é patrocinado por um banco público seguindo um modelo de fatiamento do bolo bastante questionável.

A imprensa não encheu o saco do Fluminense pelo aporte desproporcional da Unimed que lhe rendeu dois campeonatos brasileiros. Nem questiona o fluxo financeiro do Atlético Mineiro, sustentado há anos pelo caixa do BMG. O problema parece ser só com o Palmeiras, mesmo com o dinheiro sendo fruto da força de sua torcida e de um patrocinador privado.

Bullying

Alguns canais chegam a ensaiar um bullying com o clube e com a torcida. Usam tom jocoso e fazem chacota em seus programas para acusar falsamente o Palmeiras de usar artifícios moralmente condenáveis.

Na recente investida do Palmeiras para ter o meia Valdívia, do Inter, a imprensa chegou a distorcer os fatos para acusar o Verdão de falta de ética.

O falso moralismo também é visto nos atos dentro de campo: no último Derby, o Palmeiras foi pintado como o time do mau exemplo pelo lance em que o juiz expulsou Gabriel erradamente, induzido por Keno. Dudu recentemente participou do programa Bem, Amigos do SporTV e foi submetido a situações constrangedoras. Um lance corriqueiro, vastamente praticado no universo do futebol, gerou até um movimento para defender a ética – rapidamente esquecido pelo país em que até juizes e gandulas simulam ter sido agredidos.

Aqui não pega

Para um bullying pegar, a vítima tem que ser fraca. Não é o caso do Palmeiras, é preciso informar a esses incautos. O máximo que a imprensa vai conseguir ao tentar transformar nossos méritos em atos imorais é afastar mais ainda nossa torcida de seus programas e estimular que mais e mais canais de mídia independentes, feitos por palmeirenses, se desenvolvam.

A tecnologia joga a favor de nossa torcida, que pode produzir e consumir conteúdo honesto. Parcial, mas transparente. Ninguém aguenta mais clubismo velado. É muito melhor ler um texto assumidamente torcedor do que buscar por uma opinião isenta e ver um jornalista com a camisa do clube por baixo, afinando a voz para defender seu patético ponto de vista. Bullying nunca pega no mais forte da turma.

Enquanto os próprios jornalistas não passarem a fiscalizar sua classe, enquanto seguirmos vendo os bons profissionais de imprensa fecharem os olhos para as atrocidades cometidas por seus colegas que praticam o clubismo velado, o vento soprará cada vez mais nessa direção. É realmente uma pena.


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