Imprensa ergue o muro da vergonha contra o Palmeiras

Moisés x Gabriel
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras ganhou o Derby em Itaquera, no último sábado, e deu um enorme passo para chegar a mais um título estadual em cima do velho rival. Nosso time não jogou um futebol exatamente vistoso, mas foi mais do que suficiente para chegar ao resultado, controlando o jogo e bloqueando todas as investidas do adversário após ter construído a vantagem no placar.

O jogo foi marcado por lances polêmicos, tanto em torno da arbitragem, quanto entre os jogadores, que no final do primeiro tempo se envolveram num empurra-empurra um pouco mais forte em que alguns braços se agitaram mais do que o normal. Mesmo assim, nada que configure nenhuma agressão ou que requeira qualquer ação de um tribunal sério. Coisa de jogo tenso, Derby, decisão – principalmente após uma semana em que tudo o que a imprensa fez foi repetir à exaustão as cenas da briga da decisão de 1999.

Mas a imprensa precisa sensacionalizar tudo – e se puder puxar a análise para os queridinhos, melhor ainda. Para eles, Felipe Melo agrediu Clayson pelas costas e merecia alguns anos de cadeia. Diante da confusão generalizada, o único jogador que teve o nome insistentemente mencionado foi o de nosso camisa 30. Parece que Henrique, Clayson, Balbuena, Sheik e Gabriel faziam parte de uma comissão de paz da ONU.

Felipe Melo não é santo e de fato provocou Clayson, com quem já tinha histórico, ao deixar o braço em suas costas na passagem. Daí a ser uma “covarde agressão por trás” há uma diferença muito grande. Se aquilo foi um soco, eu sou o bailarino da Tim. O movimento, no entanto, deflagrou uma reação aparvalhada do comentarista André Loffredo, torcedor do SCCP, que histericamente tentava caracterizar Felipe Melo com as piores classificações possíveis – confira nesta inacreditável matéria.

O Muro da Vergonha

Inacreditável também foi o pênalti que a equipe do SporTV tentou inventar para o SCCP. No segundo tempo, Antônio Carlos tentou cortar um lançamento para a área. Ele saltou em direção à bola, que bateu em sua mão e o árbitro marcou falta. Nosso zagueiro salta para a frente, com o pé muito próximo da linha da área, e fica muito claro que quando a bola bate em sua mão ele está fora da área. Mas para o SporTV, foi pênalti: eles manipularam um suposto recurso em 3D que mantém Antônio Carlos dentro da área, e subiram um muro digital branco para deixar “claro” que foi pênalti. Até a equipe da ESPN caçoou do muro da vergonha do SporTV.

As equipes da RGT e do SporTV omitiram também um lance que poderia ter decidido o campeonato: ainda no primeiro tempo, Willian e Borja escapam da defesa adversária após lançamento de Marcos Rocha e partem livres com a bola em direção ao gol de Cássio, mas o bandeirinha marcou impedimento.

O lançamento foi longo e na câmera principal nossos dois atacantes não aparecem no quadro; a transmissão ao vivo não mostrou nenhum replay. Nossos atacantes reclamaram muito; nossa torcida, mais ainda, nas redes sociais. Somente 24 horas depois o site da emissora disponibilizou o lance num ângulo aberto que confirma que Willian e Borja tinham condições de jogo. Se houve um time prejudicado pela arbitragem neste Derby, foi o Palmeiras.

Já ganhou?

Mas não foi só da RGT e do SporTV que vieram ataques. A Bandeirantes, cujo Departamento de Esportes é uma espécie de “Notícias Populares na TV”, cobriu o jogo em seu programa Terceiro Tempo com uma tarja na tela que dizia que o Palmeiras está em clima de “já ganhou”.

É sabido que esse tipo de declaração funciona como injeção de ânimo para o outro lado, além de aumentar a responsabilidade do time que supostamente canta a vitória antes da hora. O problema é que o Palmeiras não fez nada disso. Não existe nenhuma declaração de nenhum jogador ou membro da comissão técnica nesse sentido. Nem a torcida, calejada, embarca nessa.

De onde a Bandeirantes tirou o clima de já ganhou? Só pode ser da vontade de ver o SCCP ganhar o campeonato, dando-lhes incentivo artificial e tumultuando nosso ambiente. Não tem outra explicação.

Terceiro Tempo - Já ganhou
reprodução

O mais difícil de todos os tempos

Este Paulistão, por uma série de situações, parece ser o mais difícil de todos os tempos para o Palmeiras. Não pela qualidade técnica dos adversários, que já viveram momentos bem melhores, mas pela sucessão de interferências externas que tentam atrapalhar nossa caminhada.

Desde o Derby do turno, onde fomos vergonhosamente roubados; mais o episódio do mando das quartas-de-finais, quando quiseram nos tirar um mando do Allianz Parque; passando pela suspensão absurda a Jailson, armada pelo TJD, tudo isso temperado com ataques e manipulações constantes da imprensa e arbitragens recorrentemente contrárias ao Palmeiras fazem com que uma eventual conquista no domingo seja épica.

Estamos prontos. A torcida do Palmeiras vai ser o combustível com que nossos jogadores podem contar no próximo domingo. Podem vir com imprensa e juiz. No Allianz Parque vão precisar de mais que isso, vão ter que jogar MUITA BOLA se quiserem sair do estádio com o troféu.


Fiquem atentos ao Periscazzo – live no YouTube, todas as segundas e sextas-feiras,  a partir das 20h. Inscrevam-se no canal: www.youtube.com/verdazzo1914

Confissões de um ex-viciado: o longo caminho até a libertação

Muhammad AliFoi muito cedo: com cerca de 6 anos de idade, me tornei um viciado em programas esportivos. Tudo o que podia consumir de esportes na televisão, fazia sem pensar duas vezes. Tenho lembranças vagas até da olimpíada de Montreal, em 1976 – o nome “Nadia Comaneci” foi uma das primeiras lendas do esporte que me lembro, junto com “Muhammad Ali”, “Emerson Fittipaldi”, e, claro, “Pelé”, que jogava num tal de Cosmos. A disputa entre a Ferrari de Niki Lauda e a McLaren de James Hunt pareceu mesmo épica, como no filme.

Lembro-me bem de torcer pelo Inter na final do Brasileiro de 76, pela Ponte na final do Paulista de 77 e pelo Galo na final do Brasileiro de 77, que invadiu 1978. Da Copa da Argentina, lembro-me nitidamente. E claro, das derrotas do Palmeiras para o Guarani na final do Brasileiro daquele ano. Mario Andretti foi campeão com uma Lotus preta e dourada espetacularmente linda, após a morte na pista de seu companheiro de time, Ronnie Peterson. E tudo o que veio nos anos seguintes está cada vez mais límpido na memória.

Léo BatistaO que fazia com que a atração pelos esportes ficasse mais forte ainda – além do fato de jogar bola no campinho ao lado de casa, no bairro do Trujillo, em Sorocaba, todo santo dia no final da tarde – eram os programas esportivos que passavam na hora do almoço: começava como Record nos Esportes, comandado por Ronny Hein, passava pelo É Hora de Esporte, na TV Cultura (com uma equipe espetacular: Cicarelli, Zanforlin, José Góes, Noriega pai, Orlando Duarte e os repórteres Dudu e Gurian), e terminava com o Globo Esporte, comandado por Léo Batista ou Fernando Vanucci. Alguns anos mais tarde, Osmar Santos comandou o programa provavelmente em seu auge, antes de passar a ser direcionado para teens.

Com 19 anos de idade, mudei-me para a capital paulista e passei a ter contato com outro formato de programa: os debates esportivos que resenhavam sobre a rodada de domingo, cujo embrião foi o Mesa Redonda da TV Gazeta, comandado por Roberto Avallone. Depois surgiu o Cartão Verde, na Cultura, que à época parecia um ótimo programa, mesmo reunindo Juca Kfouri, José Trajano e Flávio Prado na mesma bancada – donde podemos concluir que com 20 e poucos anos a gente é burro pra caramba.

Vício frenético

Super TécnicoA Globosat lançou o SporTV em 1991, mas o acesso da população à TV a cabo ainda era muito restrito, seja pelo preço, seja pelo alcance da rede, ainda limitado. Os programas na TV aberta ainda reinavam, e Milton Neves passou a dominar as noites de domingo na Record, depois na Bandeirantes, quando adaptou seu estilo do rádio para as telas, enquanto o Palmeiras dominava o futebol brasileiro com a Parmalat no peito.

Depois da virada do século, o serviço de TV a cabo finalmente se popularizou, até chegarmos aos dias atuais, quando temos à nossa disposição pelo menos cinco emissoras com onze canais exclusivos de esportes. Infelizmente eles não conseguem preencher suas grades com transmissões ao vivo e precisam recorrer à velha fórmula da mesa redonda, que ficou quadrada, retangular, ou mesmo sumiu, dando lugar a modernos sofás.

Donos da BolaNo horário do almoço, com exceção do Globo Esporte, que sobrevive, os noticiários da TV aberta deram lugar ao debate – da pior qualidade, diga-se de passagem. Rasteiro, sensacionalista, apelativo. Quando terminam, entram os bate-papos vespertinos das TVs fechadas. E os programas se sucedem, tarde afora. Acaba um, começa outro.

É papo que não acaba mais. Horas e horas de conversa fiada. Com isso, o vício por programas esportivos perdeu, de certa forma, o encanto. Provavelmente uma das graças de assistir aos debates, lá atrás, era sua raridade: uma hora e meia de programa por semana, e falavam do Palmeiras por cerca de dez ou quinze minutos, e olha lá. Era obrigatório assistir. Agora, com a banalização, perdeu a graça. Os caras não têm o que falar em tanto tempo – aí acabam apelando.

Piorou também porque o perfil do jornalismo esportivo mudou. Não que os mais antigos fossem santos – ao contrário, sempre foram raposas felpudas – mas não havia tanta interferência dos departamentos comerciais nas pautas. Hoje, o Palmeiras é o principal adversário no campo dos dois clubes que, somados, representam quase 50% da população do país. Não é à toa que temos depoimentos como este aqui, feito na semana passada pelo jornalista Luiz Ademar, que permanece sem resposta da emissora acusada até hoje.

A libertação

Era um comportamento, sem dúvida nenhuma, viciado: chegar em casa, ligar a TV e procurar o melhor programa de debates que estivesse passando – a qualquer horário, sempre há pelo menos duas opções. Quando o que estava na tela se tornava irritante, por estarem tratando o Palmeiras com desrespeito – ou mesmo apenas insultando a inteligência ou o bom gosto – era só mudar de canal e colocar no outro debate.

Chegamos a um ponto em que mudar o canal não resolvia por mais que 5 minutos, antes de precisar mudar de novo, e de novo. Nenhum se sustentava mais. Nenhum prestava. Não dava mais. O vício, de bom companheiro, passou a ser um tormento.

Botão desligaA única solução que restou foi o temido botão desliga. No início, há cerca de dois anos, decidi enfrentar todo o meu medo e apertá-lo. Não foi fácil, afinal, eram quase 40 anos consumindo tudo. Mas a internet ajudou. Para me manter informado, o ótimo trabalho dos setoristas passou a fazer seu papel, e muito bem.

Para opinião, optei pela mídia palmeirense independente. Elegi meus preferidos, que balizam meu pensamento antes de expô-lo aqui no Verdazzo. E assim o botãozinho vermelho passou a ser usado mais e mais, até a libertação completa.

Hoje, nós, palmeirenses, temos uma nova forma de consumir Palmeiras: através de nós mesmos. Informação direto da fonte com opinião puro-sangue palmeirense. Com respeito ao Verdão e à inteligência de quem lê. A TV, agora, só serve mesmo para os jogos do Palmeiras – e se não for hora de jogo e o sofá estiver realmente convidativo, é só mudar para as maravilhosas plataformas de streaming e escolher seu filme ou série preferida.

Meu nome é Conrado, do Verdazzo, e estou limpo há 12 meses. Se eu consegui, você também consegue. Força, guerreiro!


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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Podem mandar mais que a torcida do Palmeiras segura!

Primeiro foi o jornalista Carlos Cereto, do SporTV, que debochou do Palmeiras no Twitter. Respondendo ao comentário de uma colega, que constatava a força do nosso elenco ao verificar as substituições feitas por Roger no jogo contra o Bragantino, o jornalista saiu-se com esta gracinha:

Houve quem afirmasse que, no programa do qual participou na manhã seguinte, Cereto debochou da reação de nossa torcida, dizendo que não chamaria mais o Palmeiras de Real Madrid da Pompéia, e sim de PSG das Perdizes, em mais um claro deboche. Claro, ele dirá que foi apenas brincadeira, bom humor, provocação sadia, ou sabe-se lá o que mais.

Carlos Cereto era repórter de campo em 2007, e teria dedurado um gol de mão de Edmundo contra o Mogi Mirim, não detectado pela arbitragem – essa foi a impressão que todo palmeirense que assistiu à transmissão teve à época. Alertado ou não pelo repórter, o juiz subitamente anulou nosso gol. Interpelei-o pessoalmente no clube, alguns dias depois. Ele jurou pra mim que não alertou ninguém e que é pontepretano, embora colegas de trabalho já tivessem me confidenciado que ele era torcedor do SCCP. Até que este vídeo vazado tirou, ao menos, a dúvida do time pelo qual realmente torce.

***

Marco Aurélio Souza, gaúcho e gremista, mostrou ser muito desinformado ao criticar a atenção que se dá ao que se convencionou chamar de “Era Parmalat”. Para tentar sustentar seu argumento, tuitou que durante a cogestão o Palmeiras sequer ganhou uma Libertadores. Foi corrigido rapidamente, e em vez de se retratar, ou mesmo de apagar o tweet, como havia feito com aquele do Herrera, desdenhou: disse que em 99 foi usado “muito menos dinheiro”. Por certo deve achar que Arce, Júnior Baiano, Cléber, Júnior, César Sampaio, Alex, Zinho, Euller, Evair, Paulo Nunes e Oséas eram jogadores baratinhos.

O repórter da RGT provavelmente foi traído pela memória. Talvez tenha associado a Parmalat ao uniforme com as listas brancas. Ou talvez, tarde da noite, estivesse num momento mais descontraído e não prestou atenção. Qualquer que seja a razão, a má vontade em falar das coisas do Palmeiras é evidente.

***

O blogueiro Menon, do UOL, torcedor do SPFC, decidiu no Twitter que a FAM não podia usar Dudu como garoto-propaganda para seus cursos.

Foi muito cobrado por nossa torcida. Respondeu que não concordava, já que Dudu não conheceria o serviço que estava anunciando. Depois disse que não concordava porque era ensino, e em vez de apelar para a imagem de celebridades, a FAM deveria apontar as qualidades acadêmicas dos cursos que oferece. Foi avisado que Tite já fez comercial para outra universidade particular. Limitado pelo formato do Twitter, decidiu então fazer um post em seu blog, tentando explicar melhor seu ponto de vista, reconhecendo que não se atentou para a publicidade feita pelo atual técnico da seleção da CBF, por isso não o criticou na época.

Precisei recorrer à máquina de ler mentes do Galvão Bueno e ela me disse que Menon viu o comercial com Tite, mas sua indignação não foi ativada porque não aparecia o nome da FAM – instituição ligada ao Palmeiras e à Crefisa, empresa de fomento financeiro cuja atuação fere os princípios ideológicos do jornalista. Como se trata de uma máquina não reconhecida cientificamente, não podemos afirmar isso com certeza.


Libertadores 1999Ainda é terça-feira e o Palmeiras já recebeu esses três afagos da imprensa – sendo dois deles de funcionários da empresa que foi acusada por um ex-funcionário de orientar a redação para tratar de forma diferente o Palmeiras e os outros clubes que optaram por assinar com o Esporte Interativo a transmissão do Brasileirão em TV fechada.

Estávamos quietos, na nossa. Apenas curtindo a quarta vitória seguida do Verdão na temporada. De repente, do nada, três ataques totalmente desnecessários. Nenhum deles pára em pé, não se justificam e não têm a menor razão de terem sido feitos.

Os três jornalistas, muito provavelmente, teriam evitado os tweets se pudessem. Diante da fragilidade dos ataques, parece que foram motivados por impulsos mais forte que eles.

É isso que vamos receber da imprensa enquanto estivermos jogando bem. O clubismo se junta às orientações da casa em alguns casos, ao fanatismo ideológico em outros, e num momento de descuido, a fagulha pula e quando todos percebem o ataque já foi feito.

Querem saber? Se esse é o preço por estarmos mostrando tanto potencial dentro e fora de campo, tá barato. Podem mandar mais que a torcida do Palmeiras segura.

E enquanto isso, usando a liberdade da internet, vamos desenvolvendo nossos próprios canais de comunicação. Respeitando o público. Sem caça-cliques. Sem clubismo velado. Com honestidade e transparência.

Daqui a alguns anos, a gente conversa.

E se qualquer um dos jornalistas mencionados quiser responder, terá o mesmo espaço, basta entrar em contato pelo formulário do site ou pelo Twitter.


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Ex-comentarista do SporTV põe a boca no trombone

Luiz AdemarO comentarista Luiz Ademar, que trabalhou nos últimos anos no SporTV, fez revelações importantes na tarde desta quarta-feira através de sua conta no Twitter.

Tudo começou quando um leitor questionou a opinião do repórter Marcos Uchôa num programa matutino do canal.

Ademar, que já foi presidente da ACEESP, não se furtou a emitir seu parecer sobre a forma como a redação da casa é instruída para tratar o Palmeiras pelo fato de ter assinado com o Esporte Interativo a transmissão das partidas do Brasileirão em canal fechado a partir de 2019.

Confira abaixo a sequência de tweets.

As revelações são gravíssimas. A diretoria do Palmeiras precisa fazer uma representação junto à emissora e exigir um posicionamento imparcial dos jornalistas em relação ao clube.

A imprensa e a hipocrisia do fair play financeiro

EurosAntes do anúncio da contratação de Gustavo Scarpa, o Palmeiras já era tido por todos como um dos times mais fortes do país, certamente entre os favoritos para disputar todas as competições do ano. Depois do negócio ser sacramentado, esse favoritismo ficou ainda maior e apenas aquelas surpresas do futebol poderão tirar o Verdão do G4 de qualquer campeonato.

Era de se esperar que a imprensa se cansasse de bater no Palmeiras e reconhecesse a competência do clube em chegar a essa condição. Um time forte como o nosso não caiu do céu. Muito menos os recursos usados para montá-lo. Foi necessário muito trabalho para atingir esse patamar. Mas para a crônica esportiva, o Palmeiras é o vilão, o rico malvado que vai bater nos pobres coitadinhos. Querem que se instale um “fair play financeiro”, expressão importada das ligas européias, para estabelecer um tipo de teto nos gastos, para não tornar a briga muito desequilibrada.

Aperto no cinto e muito trabalho

Allianz Parque em construçãoA parcela de nossa torcida que se mantém mais informada já sabe: a atual saúde financeira do Palmeiras tem origem na construção do Allianz Parque, que nos deixou quatro anos sem casa e custou um rebaixamento, e num plano de recuperação iniciado em 2013, que passou por um período de aperto no cinto, troca de um por cinco que acabaram sendo quatro, muitas dificuldades dentro de campo nos dois primeiros anos até a virada, com o pacotão de 2015 e os retoques no elenco feitos nos dois anos seguintes.

Todo esse ajuste dentro de campo foi feito com lastro numa política financeira severa que envolveu rigidez absoluta nos gastos. Métodos pouco convencionais, como os contratos por produtividade, foram implementados. O orçamento foi rigorosamente respeitado e nenhuma receita foi adiantada. Os salários permaneceram religiosamente em dia; as contas foram reescalonadas. E tudo isso teve como base receitas vindas da torcida: Avanti e bilheterias, que cresceram exponencialmente graças ao estabelecimento de um círculo virtuoso: bons times atraem torcida, que trazem dinheiro, que faz bons times.

Querem punir quem faz direito

A competência do Palmeiras em todo esse processo, para os torcedores de microfone na mão, precisa ser punida. Esse fair play que agora sugerem significa premiar quem gasta mais do que arrecada, alisar quem atrasa salários, resguardar quem não paga as marmitas, proteger quem ganha estádio sem esforço com verbas públicas e ainda larga na frente de todos com verbas de televisão abissalmente maiores que a dos outros clubes.

Fair play, na tradução literal, significa “jogo justo”. E tudo o que esses justiceiros querem é premiar as más práticas e a bagunça administrativa – algo que eles, ironicamente, tanto dizem desprezar nos clubes brasileiros.

Craques de 2014
Reprodução – Twitter

Pois bastou que um clube aparecesse e fizesse tudo o que eles sempre sonharam para seus times preferidos para que a hipocrisia reinasse em frente às câmeras. O Palmeiras virou o ricaço malvado que oprime os pobrezinhos – e usam como argumento único apenas um dos pilares financeiros do clube, o patrocínio da Crefisa, cuja confiança só foi conquistada graças a toda a seriedade administrativa por que passa o clube. Para eles, caiu do céu e é injusto.

A grande mídia, cheia de torcedores irresponsáveis sob os holofotes, não tem pudores em desinformar, distorcer e confundir. A sugestão de estabelecer teto de gastos é um gesto desesperado, patético, merecedor de todo o desprezo.  Seria muito mais digno reconhecer a excelência implementada no Palmeiras, que é fruto de aperto no cinto, períodos de muito sofrimento e muito trabalho, e cobrar isso de seus clubes preferidos, esses sim, os verdadeiros vilões que sangram cofres públicos, recebem mais dinheiro que os outros das TVs, gastam mais do que arrecadam , adiantam receitas, atrasam salários e não pagam marmitas.

Se querem mesmo instalar um fair play financeiro como na Europa, que cobrem da CBF regras mais rígidas e justas de distribuição da renda da TV. Que clamem por responsabilidade fiscal das administrações dos clubes. Que exijam punições rigorosas para quem deixa jogadores sem receber salários e não paga seus impostos e seus fornecedores. Se tem um clube que seria aprovado em todas essas práticas, se tem um clube que joga justo financeiramente e merece todo o sucesso que vem alcançando, ele se chama SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS.


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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