Evair
Posição Centroavante
Nome Completo Evair Aparecido Paulino
Nascimento21/02/1965 - 61 anos
Estreia
07/07/1991
Último Jogo
30/11/1999
Evair Aparecido Paulino nasceu a 21 de fevereiro de 1965 em Crisólia, distrito de Ouro Fino (MG) e teve suas primeiras chances no futebol na base do Guarani, através do treinador Carlos Gainete. Rapidamente tornou-se um centroavante com todas as armas: forte, técnico, cerebral; excelente na finalização por baixo, com os dois pés; senso de colocação perfeito, com cabeçadas mortais; batia faltas com mira a laser e era infalível nos pênaltis. Um artilheiro completo que também sabia sair da área, puxar marcadores e abrir espaços para os companheiros.
Fez parte do time do Guarani que foi vice-campeão brasileiro em 1986 e vice-campeão paulista em 1988. Sem jogar por nenhum time grande no Brasil, foi direto para a Itália, defender o Atalanta. Permaneceu dois anos e meio em Bergamo, onde é um dos maiores ídolos de todos os tempos e não paga para almoçar em nenhum restaurante da cidade.
O Palmeiras foi buscá-lo no meio de 1991, numa troca que envolveu o atacante Careca Bianchesi – o Palmeiras ainda recebeu uma compensação financeira. Logo de cara, veio a primeira polêmica: alguns órgãos de imprensa tentaram sabotá-lo, acusando-o de ter problemas crônicos na coluna - uma "hérnia de disco", algo que jamais se confirmou nem na teoria, muito menos na prática. Jogando ao lado de César Sampaio, Betinho e Edu Marangon, Evair rapidamente encaixou no time e o Palmeiras elevou bastante o nível de jogo.
A segunda polêmica veio em março de 1992: o técnico Nelsinho Baptista afastou 4 jogadores do elenco alegando indisciplina – além de Evair, o zagueiro Andrei, o goleiro Ivan e o atacante Jorginho Cantinflas. A história jamais foi explicada, mas o fato é que Nelsinho jamais teve paz novamente, pois Evair era adorado pela torcida. A torcida suplicava por sua volta, coro que era engrossado por setores da imprensa – o histórico jornalista Roberto Avallone bradava que o Palmeiras jamais poderia ficar sem “El Matador”.
Com a demissão de Nelsinho, em setembro, Evair foi reintegrado, ainda a tempo de ajudar o Palmeiras a se classificar para as finais do Paulista de 1992, sob o comando de Otacílio Gonçalves, o Chapinha. O Palmeiras, àquela altura, já havia formalizado o acordo de cogestão com a Parmalat; o elenco já havia se reforçado com Mazinho e Zinho, e as perspectivas para o ano seguinte ficaram ainda melhores com as contratações de Edmundo, Antônio Carlos e Roberto Carlos.
A caminhada no Paulista de 1993 teve seus percalços; Chapinha foi demitido e o Palmeiras contratou o jovem Vanderlei Luxemburgo. A base foi aperfeiçoada e o time estava jogando um futebol irresistível, mas a pressão do jejum de títulos aumentava imediatamente qualquer pequeno problema que surgisse. Evair se lesionou em abril e só retornou no meio da primeira partida das finais contra o Corinthians. O rival venceu o primeiro jogo e Viola, centroavante deles, imitou um porco na comemoração. Restou aos palmeirenses a esperança de que, com Evair de volta no segundo jogo, a coisa se invertesse.
E Evair não deixou por menos. Fez dois gols, foi o melhor em campo na goleada por 4 a 0 que tirou o Palmeiras da fila e entrou de vez para a galeria dos maiores heróis palmeirenses de todos os tempos, marcando de pênalti o gol redentor que selou a conquista.
Seguiu no Palmeiras, liderou aquele timaço na conquista do Brasileiro daquele ano, marcando gol na final, e depois fez o gol do título do Paulista de 1994, em partida contra o Santo André. Foi ignorado por Carlos Alberto Parreira na convocação da seleção que foi aos Estados Unidos em 1994, repetindo a sina de Ademir da Guia. Foi o comandante do ataque na conquista de mais um Brasileirão, em 1994, sendo novamente um dos destaques da competição.
A gestão da Parmalat decidiu rodar o elenco e vendeu, de uma vez só, os passes de Evair, Zinho e César Sampaio para o Yokohama Flügels-JPN, onde cumpriu um contrato de dois anos. Voltou ao Brasil para jogar no Atlético-MG, mas rapidamente foi contratado pelo Vasco, onde reencontrou Edmundo. A dupla voltou a vencer um Campeonato Brasileiro, justamente em cima do Palmeiras, em duas finais que terminaram 0x0 em dezembro de 1997.
Foi negociado com a Portuguesa, e já com 33 anos, seguia atuando em bom nível. O time da Lusa quase foi campeão paulista, mas ficou pelo caminho numa atuação criminosa do árbitro argentino Javier Castrilli, que direcionou o resultado de uma partida contra o Corinthians.
No início de 1999, o Palmeiras convocou a imprensa para anunciar a contratação do zagueiro paraguaio Rivarola quando, de surpresa, Evair entrou na sala vestindo a camisa do Palmeiras, provocando enorme comoção na torcida. El Matador iniciou assim sua segunda passagem pelo clube.
Veterano, Evair ocupou um papel secundário no elenco, que tinha Oséas e Paulo Nunes como titulares no ataque. Mesmo assim, ao lado de Euller, sempre foi uma opção que Felipão usava para matar um jogo. O Palmeiras foi massacrado pelo calendário em 1999 e chegou ao funil de três competições ao mesmo tempo: Paulista, Copa do Brasil e Libertadores. A obsessão pelo título continental fez com que o time focasse totalmente nas disputas contra o River, na semifinal, e depois com o Deportivo Cali. Evair marcou de pênalti o gol que abriu a contagem no jogo derradeiro – foi injustamente expulso por Ubaldo Aquino, pouco depois. Ainda assim, foi um dos destaques da conquista da primeira Libertadores.
Deixou o Palmeiras no final de 1999 e iniciou a fase final de sua carreira, passando por times menos expressivos. Teve temporadas curtas no São Paulo, Goiás, Coritiba (onde teve uma grande fase, acabando com o Palmeiras numa partida no Couto Pereira, aos 36 anos), novamente Goiás, e encerrou a carreira aos 38 anos, no Figueirense. Nada mal para quem tinha “hérnia de disco”.
Evair conquistou cinco títulos com a camisa do Palmeiras; marcou 126 gols em 245 jogos. Vive entre sua residência na Zona Oeste de São Paulo e suas fazendas no interior do país; é amado e idolatrado por várias gerações de palmeirenses que fazem questão de cumprimentá-lo e demonstrar toda a gratidão, normalmente com muita emoção, quando o encontram.
Resumo das partidas
| J | V | E | D | Gols | % |
| 245 | 136 | 53 | 56 | 126 | 62,7 |
| Ano | J | G | % | ![]() | ![]() |
| 1991 | 25 | 9 | 57.3 | 0 | 1 |
| 1992 | 33 | 15 | 57.6 | 2 | 2 |
| 1993 | 42 | 25 | 72.2 | 7 | 1 |
| 1994 | 80 | 53 | 69.6 | 5 | 0 |
| 1999 | 65 | 24 | 52.8 | 5 | 3 |
| Total | 245 | 126 | 62.7 | 19 | 7 |
| Data | Jogo | Campeonato | ||
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25/11/1993
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1993 |
Brasileirão |
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21/11/1993
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1993 |
Brasileirão | |||
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11/11/1993
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1993 |
Brasileirão |
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30/10/1993
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1993 |
Brasileirão | |||
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23/10/1993
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Brasileirão | |||
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16/10/1993
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1993 |
Brasileirão |
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12/10/1993
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Brasileirão |
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09/10/1993
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Brasileirão | |||
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03/10/1993
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Brasileirão |
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30/09/1993
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Brasileirão | |||
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26/09/1993
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Brasileirão | |||
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12/06/1993
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Campeonato Paulista |
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06/06/1993
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Campeonato Paulista |
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15/04/1993
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Campeonato Paulista |
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13/04/1993
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Copa do Brasil |
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11/04/1993
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Campeonato Paulista |
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08/04/1993
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31/03/1993
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Campeonato Paulista | |||
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24/03/1993
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Campeonato Paulista |
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21/03/1993
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Campeonato Paulista |
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19/03/1993
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Campeonato Paulista | |||
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14/03/1993
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Campeonato Paulista | |||
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11/03/1993
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Campeonato Paulista |
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09/03/1993
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Campeonato Paulista | |||
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07/03/1993
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Campeonato Paulista | |||
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04/03/1993
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Campeonato Paulista |
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02/03/1993
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Copa do Brasil |
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28/02/1993
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1993 |
Campeonato Paulista |
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25/02/1993
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1993 |
Campeonato Paulista |




























