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X
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Palmeiras 3x2 SantosCesar Greco

O Palmeiras venceu o Santos. De novo. A vitória manteve o Verdão no primeiro lugar na classificação geral e ainda permitiu que o time abrisse mais vantagem para alguns concorrentes que perderam pontos na rodada.

Depois de construir uma boa vantagem no primeiro tempo, o Verdão administrou a vantagem e chegou à vitória, a despeito de dois pênaltis bem discutíveis assinalados pela arbitragem a favor do Santos. O placar não refletiu o tamanho da superioridade do Palmeiras.

Primeiro tempo

3'
Palmeiras

Breno Lopes entrou em diagonal e tocou para Gustavo Scarpa, que dominou e bateu rápido – João Paulo espalmou a escanteio. Na cobrança ensaiada, a bola foi recuada para a intermediária para Veiga, que devolveu para Scarpa, que cruzou para a testada certeira de Deyverson, para as redes – mas o camisa 16 estava ligeiramente impedido.

18'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Gustavo Scarpa bateu escanteio da esquerda no segundo pau; João Paulo catou borboletas e Gustavo Gómez cumprimentou no canto esquerdo para abrir o placar.

21'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Depois de uma sequência de passes de cabeça envolvendo Breno Lopes e Deyverson, o camisa 19 tabelou com Raphael Veiga, recebeu na meia lua e bateu cruzado de direita, vencendo João Paulo.

28'
Santos

Lucas Braga foi ao fundo e tocou para a chegada de Pirani, que cruzou na marca do pênalti; Marinho conseguiu o cabeceio marcado por Viña e a bola passou perto do poste esquerdo de Jailson.

35'
Palmeiras

Em jogada de falta ensaiada, Scarpa tocou para Veiga por trás da zaga e o camisa 23, mesmo com pouco ângulo, bateu rasante e João Paulo protegeu o canto mandando a escanteio.

42'
Palmeiras

Felipe Melo lançou rápido da defesa; Deyverson escorou de cabeça para a chegada de Gustavo Scarpa, que mesmo atrapalhado pelo árbitro emendou de canhota, mas errou o alvo.

47'

Bráulio Machado encerrou o primeiro tempo depois de atrapalhar o Palmeiras como se fosse um zagueiro fazendo a parede.


Segundo tempo

O Palmeiras voltou sem alterações para o segundo tempo.

2'
Palmeiras

Gustavo Scarpa saiu em velocidade, enxergou a projeção de Raphael Veiga em direção à área e ligou; Veiga dominou sob a marcação de Moraes mas mesmo assim conseguiu a finalização; João Paulo espalmou para o lado e a defesa aliviou.

8'
Palmeiras

Deyverson foi lançado aberto na direita por Danilo; com espaço, avançou até o bico da grande área e finalizou; o chute saiu sem muita força mas João Paulo acabou se atrapalhando para defender e pegou no segundo lance.

11'
Palmeiras

Jailson despachou; Deyverson fez a casquinha para Raphael Veiga, que ligou rápido com Gustavo Scarpa na direita; o camisa 14 entrou com a bola dominada e rolou para a batida da meia-lua de Zé Rafael, por cima do gol.

17'

Wesley e Patrick de Paula entraram nos lugares de Raphael Veiga e Gustavo Scarpa.

 

23'
Santos

Gol do Santos – Marcos Rocha disputou a bola com Carlos Sánchez na área e o juiz marcou pênalti. O uruguaio bateu forte e alto, no meio do gol, e diminuiu.

24'
Palmeiras

Danilo acionou Patrick de Paula, que enfiou para a projeção de Breno Lopes; o cruzamento veio por baixo e Deyverson finalizou por baixo; João Paulo esticou a perna e defendeu no reflexo.

31'

Willian entrou no lugar de Breno Lopes.

36'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Wesley abriu para Marcos Rocha, que cruzou na marca do pênalti; Deyverson testou errado mas Willian fechou no segundo pau e corrigiu, mandando para o fundo das redes. O bandeirinha marcou impedimento, mas o VAR corrigiu e o Verdão ampliou a vantagem.

42'

Mayke entrou no lugar de Marcos Rocha e Dudu no lugar de Deyverson.

46'
Santos

Gol do Santos – Mayke disputou a bola com Marinho e Bráulio marcou pênalti de novo. Marinho bateu no canto direito; Jailson bateu na bola mas ela acabou entrando.

52'

Bráulio encerrou o jogo depois de deixar o jogo tumultuar no fim.



Ficha Técnica

Santos

João Paulo
Pará
Madson
Danilo Boza
Alison
Kaiky
Moraes
Camacho
Vinicius Zanocelo
Jean Mota
Carlos Sánchez
Gabriel Pirani
Marinho
Marcos Guiherme
Lucas Braga
Raniel
Fernando Diniz
TÉCNICO


Fim de jogo

O Palmeiras venceu com muita autoridade. O Santos só ameaçou a vitória do Verdão porque o árbitro deu uma forcinha, arrumando dois pênaltis para os visitantes.

Os corredores foram usados sem moderação: Breno Lopes pela esquerda e Marcos Rocha, solto, pela direita. Além de proporcionarem largura aos ataques, os dois sempre constituíam mais opções de passe para os criativos do time. Coordenando os apoios desta dupla com os dos alas, o Verdão sempre tinha superioridade numérica e as jogadas saíam com naturalidade.

Depois de 15 minutos em que esperou o adversário mais recuado, o Palmeiras decidiu subir a marcação e rapidamente chegou a dois gols, enquanto o Santos lutava para tentar achar espaços no sólido esquema defensivo do Verdão.

No primeiro, Scarpa bateu escanteio rápido, sem dar muito tempo para que a zaga santista se arrumasse, facilitando a chegada de Gustavo Gómez. No segundo, após as brigas pelo alto, a bola caiu nos pés de Breno Lopes, e a tabela com Veiga saiu fácil, assim como a execução, rasteira, no canto.

E a vantagem poderia ter sido maior no primeiro tempo. Enquanto o Santos tinha 68% de posse de bola, o Palmeiras recuperava a bola rápido e construía mais chances de gol. Jailson assistia a tudo com o uniforme limpo. O Verdão entrou na cabeça do adversário, que não sabia o que fazer para sair do caixote.

No segundo tempo, o Palmeiras chegou a ameaçar fazer o terceiro, mas aos 17 minutos, já pensando em Libertadores, Abel decidiu poupar Veiga e Scarpa, espetando Wesley e Willian, um de cada lado, e avançando Zé Rafael para a organização.

O Santos, que voltou dos vestiários com a cabeça um pouco mais fresca, arriscou com substituições corajosas de Fernando Diniz. Mas o sistema defensivo do Palmeiras, que por vezes formava uma linha de 5 e outra de 4 na recomposição, não permitia que nosso gol fosse ameaçado, embora a bola ficasse rondando a área por bastante tempo.

Numa dessas o juiz achou que o contato de Marcos Rocha com Sánchez na área foi faltoso e deu pênalti para o visitante. Com apenas um gol de diferença, o Santos se encheu de vontades e veio para cima, deixando o contra-ataque mais à nossa feição. Nossa defesa seguia muito bem armada e todas as probabilidades estavam a nosso favor.

Assim, o terceiro gol não foi fortuito. A ultrapassagem de Marcos Rocha e o complemento de Willian após a testada com defeito de Deyverson estavam previstos na montagem do 4-3-3 após as saídas de Scarpa e Veiga.

O pênalti inventado pela arbitragem no final serviu apenas para dar mais emoção e para que o placar final fosse bastante enganoso. O Palmeiras venceu com muita autoridade.

Este grupo atingiu, após pouco mais de oito meses de trabalho da atual comissão técnica, uma enorme maturidade tática. O time altera planos de jogo e esquemas com muita naturalidade, enterrando de vez conceitos ultrapassados como “repetir a escalação”.

O adversário do Palmeiras demora 15, 20 minutos para entender o que está acontecendo, mesmo com a escalação em mãos uma hora antes do jogo. Por vezes, até fazer a leitura, o Palmeiras já marcou um ou dois gols. Isso é mérito De nosso técnico e também dos jogadores, que desenvolveram a inteligência tática necessária, sem preguiça e sem se acharem donos da posição.

Com as entradas de Dudu e Matheus Fernandes, Abel ganha mais ferramentas para promover mais variações. E assim o grupo vai ficando forte o suficiente para que sigamos sonhando com mais conquistas.

Resta torcer para que a diretoria, que segue tendo como prioridade tapar o buraco financeiro cavado por ela mesma, não desmonte o time na próxima janela de transferências internacionais e desperdice, desta forma, uma rara chance de ganhar o Brasileiro e a Libertadores na mesma temporada. VAMOS PALMEIRAS!





  • Dois penalties muito infantis dos dois tenebrosos LDs. Deveria ser a prioridade de contratação absoluta, além do substituto do Viña. No geral time bem posicionado, agressivo, dominante. Do jeito que gostamos

  • Esperar que o Galiotte não faça algo errado para que não consigamos conquistar títulos, é utopia. Presidente fraco, sem pulso, autonomia e ambição. Os títulos caíram no colo. Ele mostra pulso batendo de frente com Felipe Melo via imprensa, mas não bate de frente com a CBF ou conselho arbitral nas diversas cirurgias que sofremos corriqueiramente. Ainda bem que está acabando seu mandato.

  • O Luxemburgo também tentou colocar o Veiga aberto pela direita no inicio de 2020, porém sem o mesmo sucesso.

  • Muito satisfeito com o resultado. Mesmo sofrendo pressão, fizemos com certa tranquilidade o que os outros não conseguem.

    Mudando de assunto… que satisfação ver a selecinha tomando no rabo. Minha única preocupação é perceber que Veiga e Scarpa dariam jeito fácil nesse time de merda. Mas não creio que Tite perceba isso. Mais provável trazer Paulinho e Renato Augusto de volta. Agora, me digam: como é possível torcer para um time que tem… Gabi? Vai TNC, Gabi.

  • Abbiamo vinto, mas mexeu mal non si toglie i due centrocampisti , almeno uno deve restare, comunque abbiamo tre punti in piu’ , tanti saluti, un abbraccio

  • Aí vou ter que discordar do blogueiro. O pênalti do Marcos Rocha foi claríssimo. Perdeu totalmente o tempo de bola e parece que esqueceu que estava na bola. O segundo não foi tão claro, mas também achei pênalti.
    Partidaça do Viña, que mais uma vez anulou um dos melhores atacantes do Brasil. Esse ano o Palmeiras não está no campeonato só pra marcar tabela, não.

  • O Breno Lopes não é amuleto, não é um Betinho da vida, é bom de bola , é um centroavante que dá trabalho para os adversários, chuta forte , cabeceia bem, já tem 4 gols no Brasileirão 2021.

  • O Palestra hoje é um time muito bem treinado, mesmo com esse calendário horroroso do futebol brasileiro. Quando você sentir vontade de dizer “Fora Abel” lembre de jogos como o de hoje. Me fala um técnico nacional que faria o time jogar assim. Temos muita sorte e desejo vida longa ao português que achamos na Grécia.