1
X
0

Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x CAG

Na noite desta quarta-feira, em horário decente (21h), a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o Atlético-GO, em jogo válido pela nona rodada do Brasileirão. Depois da boa vitória na Fonte Nova, o time espera repetir o bom futebol; a grande expectativa é pela volta de Borja e de como o time vai se comportar com o colombiano em campo.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Thiago Martins, Thiago Santos, Felipe Melo, Moisés e Arouca
Suspenso:
Willian Bigode

Pendurados: Juninho, Felipe Melo, Thiago Santos e Michel Bastos

A não ser que Cuca queira dar razão aos conspiracionistas de plantão, Borja deve sair jogando no comando do ataque e isso exige uma forma diferente de jogo para que o colombiano consiga usar todo o seu potencial. Dudu está recuperado, mas ainda é dúvida devido ao estágio de recuperação física – a tendência é que volte só no final de semana, contra a Ponte Preta. Roger Guedes e Keno devem seguir no time titular.

O novo desfalque é Thiago Santos, que sentiu o adutor na perna direita. A volância deve ficar a cargo de Tchê Tchê e Jean, com Mayke ou Fabiano na lateral. Poupados contra o Bahia, Edu Dracena e Zé Roberto podem voltar. O provável time é Fernando Prass; Mayke (Fabiano), Mina, Edu Dracena e Zé Roberto (Egídio ou Juninho); Jean e Tchê Tchê; Roger Guedes, Guerra e Keno (Dudu); Borja.

CAG

No CAG, o técnico Doriva terá dois desfalques em relação ao último jogo, em que o time perdeu em casa para o CAP: o volante Igor saiu de campo lesionado e o meia Jorginho será poupado por desgaste muscular. Em seus lugares, entram Marcão e Luiz Fernando.

Mas o grande – grande mesmo – desfalque do CAG será Walter, barrado por problemas de peso. Que novidade. O time que deve ir a campo é Felipe Mão-de-Alface; André Castro, Eduardo Bauermann, Roger Carvalho e Bruno Pacheco; Silva e Marcão; Andrigo, Luiz Fernando e Breno Lopes; Everaldo.

Lei do Ex

Roger Carvalho, zagueiro de passagem discreta pelo Verdão no ano passado, defende as cores do CAG e quer fazer um golzinho de cabeça no Allianz Parque. Eduardo, lateral-direito obscuro que passou por aqui em 2010, deve ficar no banco.

Retrospecto

O último duelo contra o CAG aconteceu em 2013. É inacreditável, mas os péssimos times do Palmeiras do início desta década nos dão um retrospecto negativo contra esse inexpressivo clube. Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Atlético-GO
Atlético-GO
Allianz Parque
Allianz Parque
Antônio Dib Moraes de Sousa
Antônio Dib Moraes de Sousa
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

É o bonus round do campeonato. O CAG deve ser rebaixado com vários pontos de desvantagem para o penúltimo colocado e vencê-lo é obrigação – a tendência natural é sapecar uma boa goleada, desde que o jogo transcorra normalmente. Só não pode entrar em campo achando que já ganhou e de saltinho alto. Dá Verdão, 4 a 0, com quatro gols de Borja, para 29.998 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

PFCPFC

Pós-Jogo

Palmeiras 1x0 Atlético-GOCésar Greco / Ag.Palmeiras

O Palmeiras venceu o Atlético-GO por 1 a 0 no Allianz Parque e finalmente emendou duas vitórias consecutivas no campeonato. O resultado recoloca o Verdão na parte de cima da tabela, mas o time teve muitas dificuldades diante da aplicação com que o time goiano disputou a partida. O time já começa a pensar na Ponte Preta, próximo adversário, no domingo.

PRIMEIRO TEMPO

Sem surpresas na escalação inicial, Cuca mandou a campo Borja no comando do ataque. Egídio e Mayke nas laterais sugeriam um time ofensivo desde o início. Doriva, de forma bastante inteligente, orientou seus jogadores para entrarem com intensidade máxima nos primeiros minutos, neutralizando a já esperada pressão inicial do Verdão. O time do CAG marcava com 11 atrás da linha da bola e tentava sair rápido em contra-ataques acionando Everaldo. Uma retrancaça que lembrava muito um jogo de Paulistão.

Nossos jogadores, em princípio muito pressionados pelo sistema defensivo armado pelo adversário, aos poucos acharam o melhor posicionamento e foram chegando cada vez mais perto do gol do adversário. Mas a primeira chance de gol foi mesmo do Atlético, aos 18, depois de boa triangulação entre André Castro, Breno Lopes e Andrigo, que chegou com liberdade dentro da área e bateu cruzado, mas a bola desviou em Jean e saiu a escanteio. Na cobrança, Roger Carvalho conseguiu a testada, que assustou Fernando Prass.

Aos 23, Luiz Fernando fez jogada sobre Mina e aos trancos e barrancos conseguiu entrar na área; a bola espirrou e sobrou para Breno Lopes finalizar, mas Prass fez boa defesa. O Palmeiras finalmente chegou perto do gol dos goianos aos 26, numa imensa blitz em que participaram quase todos os jogadores. Quem esteve mais perto de finalizar foi Guerra, mas acabou travado no último momento. Um minuto depois, Keno rabiscou pela esquerda e a bola chegou rolando para Borja, na risca da grande área – o colombiano não se fez de rogado e emendou do jeito que ela chegou, mas pegou mal e a bola saiu torta, à esquerda de Felipe. O Atlético respondeu pouco depois numa jogada de lateral – Breno Lopes pegou uma bola espirrada e entrou na área pela esquerda, finalizando com pouco ângulo, à direita de Prass.

Enquanto o Palmeiras sofria para entrar na defesa goiana, abusando das bolas aéreas, o CAG se aproveitava do espaço e continuava criando. Aos 36, Everaldo chegou antes que Edu Dracena em bola esticada pela esquerda, invadiu a área mas concluiu mal, apenas com Prass pela frente.

Aos 39, finalmente apareceu o espaço: tabela rápida entre Borja e Roger Guedes, que saiu na cara de Felipe – o goleiro se atirou aos pés do camisa 23 e afastou o perigo com muito arrojo. Aos 43, o Palmeiras insistiu mais uma vez na bola aérea em escanteio da esquerda; Mina desviou e tirou de Felipe, a bola quase sobrou limpa para Roger Guedes, sem goleiro, mas a zaga cortou.

Já no minuto de acréscimo, quando parecia que não haveria gols no primeiro tempo, Borja abriu o placar, após jogada de lateral criada por Roger Guedes: depois da cobrança, o camisa 23 recebeu de Guerra e rolou para a área; Eduardo Bauermann vacilou e Borja não perdoou, metendo uma bica para o fundo do gol. O Verdão desceu em vantagem para o vestiário, mas não mereceu.

SEGUNDO TEMPO

Os dois times voltaram sem mudanças do vestiário, mas em campo as coisas foram diferentes. O Atlético voltou tentando tomar mais a iniciativa do jogo, dando ao Palmeiras o espaço que tanto faltou no primeiro tempo, mas nosso time teve sérias dificuldades para aproveitar. Quando Guerra encostou nos pontas, as jogadas saíram, mas o venezuelano não tem toda a mobilidade necessária e muitas vezes Keno e Roger Guedes precisavam partir para a jogada individual com a marcação dobrada.

As bolas paradas ainda ajudavam, pelo menos quando a maldita jogadinha curta não morria antes mesmo da bola chegar na área. Aos 10, depois de escanteio, a bola foi rebatida e chegou em Keno, que cruzou da esquerda para testada de Mina, no meio do gol, fácil para Felipe.

Aos 16, linda jogada de Guerra, que girou com muita habilidade em cima de Roger Carvalho e colocou Borja na cara de Felipe – o camisa 9 tentou tocar por baixo mas o goleiro do time goiano esticou a perna e levou vantagem. Aos 24, Dudu entrou no lugar de Keno e logo em seu primeiro lance já amarelou André Castro. No segundo lance, arrumou uma falta perigosa na lateral da área. Prometia…

Mas ficou só na promessa mesmo. O jogo seguiu amarrado, chato, e quando parecia que Dudu ao menos marcaria com um gol sua volta depois de seis jogos, ele perdeu o lance de forma inacreditável: aos 35, tabela entre Guerra e Roger Guedes, que cruzou por baixo; o camisa 7 estava livre na pequena área mas errou, escorando por cima do gol. Estava tão fácil, que ele perdeu.

Um minuto depois, quase o Palmeiras revive a máxima do “quem não faz, toma”: Júnior Viçosa tabelou com Diego Rosa em cima de nossa dupla de zaga e invadiu a área, de frente; ele tocou no canto esquerdo mas Prass fez uma defesa miraculosa, no rodapé, salvando o empate – que não seria imerecido.

O Palmeiras respondeu com Guerra, que aproveitou lançamento longo de Mina por trás da zaga – o venezuelano aproveitou a bola pingando e tocou por cima, mas Felipe se esticou e mandou a escanteio, no lance mais bonito da partida. Na cobrança, a bola espirrou e sairia novamente pela linha de fundo, mas Borja salvou a jogada e serviu Guerra, que bateu cruzado – a bola passou na frente do gol e saiu do outro lado.

O CAG não desistiu do jogo em nenhum momento e seguiu forçando a entrada em nossa área; nossa zaga, bastante vulnerável e desprotegida, se virava como podia, rebatendo a bola repetidamente em direção à intermediária. O Verdão já se contentava em aproveitar os contra-ataques e aos 41, depois de jogada em velocidade, Mayke cruzou para a área, a zaga rebateu e Jean chegou em boas condições da meia-lua, mas bateu por cima. E depois de mais alguns sustos em nossa área, o juiz terminou o jogo.

FIM DE JOGO

Não foi um jogo bom do Verdão, que sequer mereceu vencer. Como justiça não conta no futebol, o Palmeiras foi recompensado por ter aproveitado uma das chances que criou – o CAG teve a sua oportunidade clara, mas parou em nosso goleiro.

Cuca deve ter percebido a partida ruim do meio-campo; Jean e Tchê Tchê não conseguiram preencher os espaços: nem protegeram a zaga, nem apoiaram o ataque. Borja segue sem achar o melhor encaixe, mesmo assim guardou o seu e teve outra chance clara; ao menos deixou de ser mera figura decorativa. Num time que “está em março”, as falhas de entrosamento foram típicas, ainda mais diante de desfalques e improvisações e de um time que fez um jogo muito digno. Esperávamos uma goleada, mas temos que nos dar por felizes pelos três pontos. Tem noite que é assim mesmo. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

ZAG
VOL
VOL
MEI
MEI
TÉCNICO

Atlético-GO

GOL
Felipe
LAD
André Castro
ZAG
Eduardo Bauermann
ZAE
Roger Carvalho
LAE
Bruno Pacheco
VOL
Marcão Silva
VOL
Silva
MEI
Breno Lopes
MEI
Walterson
MEI
Luiz Fernando
MEI
Andrigo
ATA
Diego Rosa
ATA
Everaldo
ATA
Júnior Viçosa
TÉCNICO
Doriva

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Não foi muito exigido - mas na única bola complicada, perto do fim do jogo, defendeu e garantiu os três pontos.
8.5
Mayke
Parece mais à vontade que nos primeiros jogos, sem falhas grosseiras.
6
Mina
Exposto, ficou no mano a mano em algumas jogadas e perdeu algumas, perigosamente.
6.5
Edu Dracena
É notório que não tem velocidade, fez o que pôde e não se saiu mal.
6
Egídio
O velho Egídio que toma as decisões erradas sempre que pensa um pouco mais.
5.5
Jean
Não tem a pegada nem a velocidade para a função.
5
Tchê Tchê
Não sabia se marcava ou se apoiava, e na dúvida não fez nada.
5
Luan
Deslocado, não fez nada muito diferente de Tchê Tchê.
5.5
Roger Guedes
O melhor em campo; foi sempre uma importantíssima arma de desafogo e criou as chances mais importantes do Verdão - inclusive o gol.
8.5
Guerra
Mais uma boa partida do Lobo, que podia ter feito até mais se os volantes tivessem apoiado um pouco mais.
7.5
Keno
Noite infeliz, errando praticamente tudo o que tentou.
5
Dudu
Começou endiabrado, mas foi sumindo aos poucos. Teve a chance de se consagrar, mas perdeu um gol muito fácil.
6.5
Borja
Fez o gol da vitória e encheu o saco da defesa. Ainda tem bastante para melhorar, mas cumpriu bem seu papel principal.
8
Raphael Veiga
Jogou pouco.
s/n
Cuca
Cuca
Não achou uma boa solução para a falta de volantes marcadores de ofício. Tem que agradecer aos céus (e ao Prass) pelos três pontos.
5.5