Palmeiras e Seleção Brasileira: uma relação que atravessa gerações

Poucos clubes no Brasil podem se orgulhar tanto da sua relação com a Seleção Brasileira quanto o Palmeiras. Desde os primeiros anos do século passado até os dias atuais, o Verdão sempre esteve representado com craques que honraram a camisa verde no clube e a amarelinha do Brasil nos gramados do mundo. Mais de 100 jogadores palmeirenses já foram convocados para a Seleção enquanto vestiam o manto alviverde — um número que mostra a força e a tradição do Maior Campeão do Brasil.

O pioneiro dessa história foi Heitor, convocado em 1917, que abriu as portas para uma legião de ídolos palestrinos no time nacional. Mas foi com Emerson Leão que o Palmeiras atingiu um patamar único. O goleiro, um dos maiores da posição na história, foi chamado para quatro Copas do Mundo e disputou 83 jogos pela seleção enquanto era nosso jogador, tornando-se o palmeirense que mais vezes defendeu o Brasil em Mundiais. Seu nome é sinônimo de liderança, garra e história tanto no clube quanto na Canarinho.
Nos anos 1960, quando o futebol brasileiro encantava o planeta, o Verdão foi peça-chave para a conquista do bicampeonato mundial. Djalma Santos, um dos melhores laterais de todos os tempos, e Vavá, o “Leão da Copa”, foram fundamentais no título de 1962. Eles não só jogaram pela Seleção, como ajudaram a construir a imagem de um Brasil temido e respeitado em qualquer estádio do mundo. Além, é claro, do Verdão ter representado a Seleção Brasileira em 1965 e ter vencido o Uruguai no Mineirão.
Mais à frente, nos anos 1990, o torcedor pôde se orgulhar de ver Mazinho e Zinho entre os principais nomes da Seleção, titulares do time que levantou o tetracampeonato. A dupla levou o espírito competitivo do Palmeiras para dentro de campo, mostrando que o clube seguia sendo uma referência quando o assunto era formar jogadores de alto nível.
Já neste século, “São Marcos” foi um dos grandes heróis do penta em 2002. Com defesas memoráveis e uma entrega absoluta, o goleiro se tornou símbolo de confiança para a Seleção e orgulho eterno para a torcida alviverde.
Palmeiras e Seleção: a tradição continua

Hoje, essa tradição continua com a nova geração. Endrick, jóia revelada na base, já deixou sua marca com a camisa da Seleção, foi o seguindo jogador mais jovem a marcar um gol pela amarelinha.
Quando a Seleção Brasileira precisou de protagonistas, o Palmeiras sempre esteve lá. Seja com Heitor, Leão, Djalma Santos, Vavá, Mazinho, Zinho, Marcos ou Endrick, a história do clube com a camisa amarela é de protagonismo, já que em todas as conquistas do mundo haviam jogadores de nosso elenco. Um laço que começou há mais de cem anos e que certamente terá muitos capítulos inesquecíveis pela frente.
