Sem uma identidade definida, pouco importa quem será nosso novo técnico

Alberto Valentim
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O resultadismo continua dando as cartas no futebol brasileiro. Diretoria, técnicos e jogadores servem ou deixam de servir contando apenas com os últimos resultados – às vezes, apenas o último.

Alberto Valentim, de forma corajosa, afirmou ontem após a partida que não quer mais seguir como auxiliar e que pretende seguir a carreira como técnico principal. É pouco provável, justo após uma derrota para o Avaí, que seu desejo seja atendido no Palmeiras.

O problema maior para Valentim é que, embora o desempenho ofensivo esteja bastante satisfatório, a defesa segue tomando muitos gols e não dá segurança alguma ao torcedor. A linha alta proposta pelo treinador tem sido presa fácil até para ataques pífios como o do Sport e o do Avaí, que havia marcado apenas 25 gols em 35 jogos. E não há sinais claros de evolução, ao menos por enquanto. A seu favor, Alberto pode argumentar que não teve tempo para isso.

Um time sem identidade em campo

A questão maior é que o Palmeiras quer definir seu técnico, mas ainda não definiu exatamente o que quer. 4-1-4-1, Porco Doido, linha alta – são todos esquemas ou detalhes circunstanciais que não obedecem a escola alguma. O Palmeiras não tem uma identidade futebolística.

Após atingir a excelência fora de campo, com alto poderio econômico e instalações completíssimas, o clube ainda não se estabeleceu como escola de futebol. O time profissional é mutante: joga com a cara de seu treinador, que costuma durar, em média, cinco meses.

Essa situação contrasta, por exemplo, com a do nosso maior rival, que mesmo com problemas financeiros tem uma identidade de campo muito bem definida, implantada por Tite em 2010 e adaptada por seus sucessores – Mano Menezes, o próprio Tite, de volta, e Fábio Carille. Cristóvão Borges tentou mudar essa identidade e teve vida curtíssima. Pode-se questionar a beleza dessa fórmula em campo, mas não sua eficiência. Mesmo mudando os técnicos e com jogadores de nível técnico apenas satisfatório, tendo Tite como referência o time chega aos resultados.

Tempo e respaldo

Coletiva Eduardo Baptista Uruguai
Reprodução

É muito claro que os resultados serão consequência da implantação dessa identidade. Para isso, é necessário tempo. Mesmo com os resultados não aparecendo, o técnico precisa ser mantido até essa identidade se consolidar.

Como exemplo, temos Eduardo Baptista, que tinha um desempenho superior a 60% e estava, lentamente, implantando um sistema de jogo que poderia hoje estar bastante sólido. Mudamos o treinador após a eliminação no Paulista, no desespero de ganhar taças ainda em 2017. Perdemos tempo de desenvolvimento de identidade e os campeonatos não vieram do mesmo jeito.

Não há certezas no futebol. Eduardo Baptista poderia ter feito um excelente trabalho no longo prazo e poderíamos estar com um time voando neste final de ano – possivelmente ganhando mais um Brasileirão. Ou ele poderia continuar empacado na procura do equilíbrio entre ataque e defesa e, quem sabe, estaríamos lutando pelas últimas vagas da primeira fase da Libertadores – ou mesmo pior. Jamais saberemos.

O que está claro é que para nos estabelecermos como grande potência do futebol brasileiro, precisamos de uma identidade dentro de campo para representar todo o poderio conquistado fora das quatro linhas. Uma identidade que deve servir como espelho até mesmo para as categorias de base. E isso só virá quando um treinador tiver tempo para implantar essa identidade. Às vezes ela vem rápido e com conquistas logo de cara. Às vezes, demora mais. E às vezes não vem e é preciso recomeçar do zero – o ponto onde estamos neste exato momento.

Quem, então?

“Cascudo”, “moderno”, “paizão”, “estudioso”, “disciplinador” – os adjetivos que dividem os técnicos em castas são patéticos. O Palmeiras precisa de um profissional que defina uma identidade para o clube, de preferência condizente com os grandes times de nossa História e que tenha respaldo da diretoria, que precisará resistir politicamente às pressões estúpidas de conselheiros que ainda enxergam futebol como na década de 80, e da torcida, que vai na onda de uma imprensa que não pensa muito diferente das múmias que vagam pelas alamedas. Mas quem?

O nome do treinador não é tão importante assim. Para definir essa identidade, o Palmeiras pode implementar um diretor técnico, um cargo a ser ocupado a longuíssimo prazo por um profundo conhecedor do futebol, que seja a linha-mestra para os treinadores que terão seus ciclos no clube – não de cinco ou seis meses, mas de dois ou três anos. Uma figura que seja a referência para a montagem dos elencos e para a forma de montar o time em campo. Algo semelhante ao que Paulo Autuori faz no Atlético-PR, ou ao que Tite, mesmo sem cargo formal, segue sendo no SCCP. Com esta figura definida, a importância do técnico será bem menor – assim como a pressão sobre ele.

Nomes, nomes, nomes!

Segundo a cultura resultadista vigente, dentre todos os nomes hoje só um técnico presta: Fábio Carille, que até o Derby era duramente contestado pela torcida rival. Pelas circunstâncias, é impossível tirá-lo do rival – e mesmo que fosse viável, não teria aceitação por aqui sem um período prévio rodando por outros clubes, para tirar a casca preta e branca de sua pele.

Caso ganhe a Libertadores, Renato Portaluppi se transformará, como uma gata borralheira, num técnico de ponta – ele, que até outro dia, era folclórico, falastrão e boleirão. Ganhando, não sai do Grêmio nem por decreto; perdendo, o relógio baterá doze vezes e ele voltará a ser o que sempre foi.

Reinaldo Rueda é um profissional muito interessante que atravessa problemas no Flamengo. O colombiano vem enfrentando bastante resistência dos atletas devido às diferenças culturais. Se sobreviver à falta de resultados – a pequena Copa Sul-Americana parece ser sua tábua de salvação – pode avançar no projeto de implantação de uma identidade ao time carioca, que com seu bom elenco tem condições de se estabelecer com uma das maiores forças do nosso futebol em 2018.

Seja Rueda, ou qualquer outro nome, virá cercado de desconfiança pelo peso de não ter ganho nada relevante em 2017.  Luxemburgo, Felipão, Carpegiani, Jair Ventura e Abel – nenhum dos cinco nomes mais sugeridos por nossa torcida consegue chegar a 30% de aprovação – o que significa que terão resistência de mais de 70%, assim como Alberto Valentim. Quem quer que seja o escolhido, vai pegar uma bucha de respeito e precisará de muito respaldo para tentar implantar uma identidade ao Palmeiras.

Se quisermos realmente nos transformar no bicho papão do futebol brasileiro, nosso próximo treinador precisará de tempo. Nem que isso tenha como custo ser eliminado do campeonato paulista pela Ferroviária, num cenário em que o processo de ajuste esteja lento e que a enfrentemos numa tarde infeliz – como aconteceu em Campinas, no último domingo de Páscoa. O objetivo maior, neste momento, é estabelecer a identidade.

Alberto Valentim está à frente de todos os outros, porque já começou o trabalho. Começou errado, pelo ataque, e está com problemas na defesa – mas com o tempo, tende a acertar. Tem o apoio declarado do elenco e tem mais chances de conseguir resultados rápidos que alguém que comece do zero em janeiro, o que lhe daria mais tranquilidade quando as dificuldades reais da temporada começarem a aparecer, em meados de março. Além disso, não é filho de alguém que a torcida não gosta nem tem o fantasma de nenhum ex-técnico o assombrando. Parece ser a melhor escolha.

Mas seja quem for o eleito, será muito melhor se esteja subordinado a alguém em nível de diretoria que pense o futebol do clube, que defina a linha-mestra e que monte o elenco de acordo com ela. E esse alguém, parece claro, não pode ser Alexandre Mattos, cujo talento a ser explorado é seu fabuloso tino comercial. Sem uma identidade definida, sem tempo para implantação e sem respaldo, pouco importa quem será nosso novo técnico. Ele cairá na primeira sequência negativa ou eliminação, e todo nosso poderio estrutural e financeiro permanecerá subutilizado.


Verdazzo é patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Aqui, o link para se tornar um padrinho deste site: https://www.padrim.com.br/verdazzo

  • Renan Furlan

    Grande texto! Parabéns

  • Ruben Barbosa

    Excelente texto. Essa é uma questão que era pra ser a prioridade máxima dentro da Academia de Futebol nesse momento. A ausência dessa identidade pode vir a comprometer todo o trabalho do departamento de futebol, afetando inclusive o grande trabalho que vem sendo feito na base, pois não adianta de nada ter a base toda estruturada e seguindo uma linha de futebol, e na hora de subir os meninos, jogarem eles em um time totalmente diferende do que ele vem sendo forjado a anos.

    • Renan B. Baroni

      Não gosto muito de usar exemplo europeu, mas o Barcelona é assim a anos.

  • João Paulo Calera

    Infelizmente está bem complicado.O que podemos fazer é torcer para que a diretoria pense assim também e não repita os mesmos erros deste ano.

  • Renan B. Baroni

    Se pelo menos uns 70% da nossa torcida pensasse assim, seria mais fácil. Excelente texto Conrado!

  • Daniel Maiorino

    Texto perfeito. O que preocupa é que não parece haver no Palmeiras a menor consciência disso, de que necessitamos dessa identidade. Não parece haver o menor movimento nesse sentido, infelizmente.

  • Boboris

    Acho essa importância que dão a técnico extremamente exagerada. O que me parece que acontece ao Palmeiras é que os jogadores não estão “interessados” em ganhar o que quer que seja. Dão a impressão de ser aqueles servidores públicos que chegam no trabalho, colocam o paletó na cadeira e vão tomar café. Para mim, técnico só serve mesmo para motivar. Claro que alguma organização tática também é bem vinda. O Valentim, com essa linha alta, acha que é a última bolacha do pacote em termos de tática e despreza a motivação. O time é um convite às bolas lançadas por trás da defesa. O elenco desse ano é fraco. Nosso diferencial era o Jesus, sem ele somos um time igual aos outros – só que sem o sangue nos olhos para ser campeão. Resultado: elenco fraco + sem vontade = campanha 2017.

  • Renato Brito

    Excelente texto, apesar de discordar da parte em que os imundos são utilizados de exemplo. Um time limitadíssimo que não tem vergonha de se defender com 11 jogadores, estilo impensável aqui no Palmeiras, mesmo que fosse vencedor.
    Precisamos sim de um estilo de jogo pré definido, mas somente será possível implanta-lo após um longo período de paz, preferencialmente após um título, Cuca teve essa oportunidade e jogou fora em troca do seu período sabático.

    • Verdazzo

      conforme pontuado no texto, podemos discutir a “beleza” da identidade proposta por eles. mas o ponto principal é que eles tem uma, e nós não.

  • Old and Wise

    Ai simmmm…..isso seria uma solução. Muito bom. ..muito bom mesmo!!!!

  • antonio coutinho

    Dessa diretoria não espero nada de bom, infelizmente… Insegurança, falta de atitude, passa para dentro de campo.

  • Felipe De Lorenzi

    Faz tempo que escutamos essa conversa e parece ser o caminho ideal… lembra o caso do Barcelona… o clube tem um DNA… a tal identidade e o Palmeiras precisa muito disso pra como foi dito no texto não perder os recursos preciosos que hoje dispõe pra disparar no cenário nacional… porém dai surgem 2 questionamentos pertinentes:

    1 – quem teria capacidade técnica/intelectual e IDENTIDADE com o Palmeiras pra poder definir isso?… uma pessoa?.. me parece mais provavel que fosse um grupo de pessoas… ajudaria no BrainStorm e pulveriza a centralização desse “poder” na mão de um só… tem que ser gente do ramo… inteligente e Palmeirense ou com historia no Palmeiras… e se possivel “antenados no futebol moderno”

    2 – futuros treinadores contratados, aceitariam trabalhar com essa “forma de bolo”?? Conhecendo a personalidade da maioria dos técnicos que atuam no Brasil, que se acham os Deuses e são bastante autoritários… o cidadão aceitaria isso?

    Acredito que a questão numero 2 é mais facil de ser superada pois o Palmeiras sendo nos proximos anos “referencia” … muita gente engoliria um pouco o ego pra poder ter seu nome vinculado ao clube

    me preocupa mais a numero 1… por exemplo.. cada um aqui tem uma opiniao distinta de como deveria ser o modelo do Palmeiras… alguns vao preferir modelos que privilegiem times técnicos… lembrar com saudosismo das academias… e serao conbatidos por aqueles que dirão… esse tipo de modelo tende a CUSTAR MAIS CARO ao longo do tempo… afinal é mais dificil trazer um camisa 10 habilidoso… o famoso meia armador… do que um volante por exemplo…

    outros vao preferir um 4-4-2 com centro avante de oficio,,, etc etc etc… e dai como chegar a um consenso sendo que o ideal nesse aspecto não existe e é subjetivo.. tratando-se apenas de pontos de vista?!

    • Boboris

      Eu ainda colocaria um 3º ponto além dos que você citou: dinheiro. Um clube endividado como o gambá só pode se dar ao luxo de ter essa “identidade” de time pequeno mesmo – não tem grana para contratar medalhões que fariam um jogo ofensivo ser o ideal. No nosso caso, a grana que atualmente temos, será para sempre??? Ou seja, iniciamos uma identidade a la Academia, futebol de toques, um monte de craques, maravilha! E quando chegar a pindaíba fazemos como? Esse plano utópico do Conrado só é exequível após alguns anos de estabilidade (e após o passamento de um certo sapo boi que nos assombra).

  • Gianpaollo Conti

    Outro dia vi críticas ao Mano por ser da escola gaúcha retranqueira e hoje vejo exaltação à “escola” gambá que segue o mesmo princípio. O problema do Palmeiras continua sendo extra-campo: Diretoria omissa e Conselheiros gambás que infestam as Alamedas. Pode trazer o Ferguson que não vai mudar nada.

  • Felipe De Lorenzi

    Meu comentario anterior foi excluido como spam? caramba….

  • Felipe

    Mais um ótimo texto! De fato, antes de pensar em nomes precisamos pensar no formato de jogo, na identidade e a ideia de um coordenador técnico é realmente boa.

    Muita gente atribui o sucesso do Renight desde o ano passado no Grêmio ao Valdir Espinosa, que tinha essa função. Difícil é pensar quem poderia fazer esse papel por aqui!

  • Vitor

    Concordo com o comentário do Boboris mais abaixo. Técnico não resolve tudo.
    O desempenho de vários jogadores ficou abaixo do esperado o ano todo ou então eles foram acima do esperado em 2016.
    Esquema tático ameniza ou petencializa algumas características, mas não faz com que os jogadores joguem se não estiverem interessados ou mesmo estiverem numa fase ruim.

  • Lucas Dalmáz

    Ótima explanação! O mais importante é escolher um treinador agora que seja o mesmo quanto estivermos em dez/2018. Ou seja, não demitir ele por resultados. Bancar o cargo, mesmo após vexames, independente do nome. Isso só acontece com nomes tarimbados, como por exemplo, o Felipão após tomar 6 do Coritiba, e mesmo assim ter ficado. Esse é o principal ponto negativo de todos os treinadores citados, não tem nenhum que chegue com essa pompa.
    Caso fosse o Cuca no início do ano, sem contar futebol demonstrado, nunca que teria sido demitido por ser eliminado pelo AAPP e estando em 1º no seu grupo da Libertadores. Mas como era o EB…
    O elenco foi formado para jogar no 4-1-4-1, com as seguintes trocas de comando, o planejamento foi desmantelado. E o Cuca não se reinventou para fazer funcionar.

  • Gabriel Ginder Fabiani

    Excelente texto!

    Acho que mesmo nos últimos campeonatos que ganhamos faltou um pouco dessa identidade. O mais perto que chegou na minha opinião foi o primeiro turno do Cuca ano passado.

    Gostaria de ver em campo um time que seja ofensivo, e que envolva o adversário tocando bem a bola no meio de campo, e um nome que me vem a cabeça de primeiro para ser esse diretor técnico é o do Alex… só não sei quão capacitado e a fim ele estaria para exercer essa função

    • Renato Sansão

      belíssima lembrança!

    • Lorenzo Bianchi

      Talvez o Evair tbm…

  • Nero Azzurri

    Texto muito lúcido. Implantação dificílima!

  • Henrique

    Sem duvida o maior problema do Palmeiras hoje é a organização tática dentro de campo. Temos um elenco competitivo, se não for o melhor é um dos melhores da America do Sul. Nos falta um técnico que entenda as limitações do elenco e arme o time de maneira sólida.

  • Matheus Braga

    Sabe porque nunca tivemos isso? Porque nunca fomos fortes o suficiente na base. Na base você faz isso, sobe os juvenis para o profissional e a adaptação é mais rápida. O profissional é o espelho da base, não o contrário. É mais fácil você ajustar um garoto no sub-13 do que um profissional com 30 anos com vícios normais da profissão. Nos últimos anos que estamos vendo uma evolução de verdade na nossa base. Mas precisamos utilizá-la, de verdade também! Não só emprestar, emprestar, emprestar. O terceiro jogador de cada posição não deveria ser da base? Era essa a filosofia lá atrás. Porque e onde se perdeu? Porque o Palmeiras (por vontade própria) gosta tanto de contratar? Gabriel Jesus foi ponto fora da curva. Ele é fora de série. Seria revelado aqui ou no Duque de Caxias, muito provavelmente. E mesmo assim a torcida tava pegando no pé dele quando ficou alguns jogos sem marcar. Tem muito caminho ainda pela frente. Dinheiro só não resolve!

  • Gabriel Pedro

    Concordo com tudo e acrescento: se o objetivo não é o de ter um técnico, mas, sim, contratar um “manager”, pq não ir atrás de um na Europa? Um português (pra não ter a barreira da língua) é uma boa, já que a escola portuguesa de treinadores vem sendo elogiada.
    Se é pra começar um trabalho de alto nível e que o objetivo é colher frutos por mais de 3 anos, que se invista em alguém com experiência nesse tipo de trabalho.
    De resto, o único cara que tem características como estas aqui no Brasil, o presidente mandou embora uns meses atrás.

    • Victor

      Estrangeiros são fritados rapidamente na imprensa, o que influencia todo mundo.
      Gareca, a meu ver, foi o melhor técnico que tivemos nos últimos anos, mas mesmo assim foi fritado pela imprensa brasileira e mandado embora pra contratarem DORIVAL JUNIOR.
      Nem sei como Dorival é técnico ainda, sério.

  • Didi

    Infelizmente a diretoria apontou que Valentim não será nosso treinador ano que vem.

  • Wagner Cesar

    O grande problema em estabelecer essa identidade técnica a longo prazo é justamente a descontinuidade que esta fica sujeita devido às richas políticas e trocas presidenciais no clube. Não adianta dar este primeiro passo a frente, se o próximo presidente mudar tudo e nos fazer dar dois passos para trás. Não da pra pensar num projeto desse tamanho se a ameaça da volta às contas de padaria for iminente.

    Quando o Conrado fala em nos colocarmos no patamar dos clubes europeus em uma década, a primeira coisa que me faz não acreditar é justamente a estrutura política do clube, porque todo resto nos temos em potencial

    Mas num cenário perfeito, o primeiro nome que me veio à cabeça pra esse cargo de direção técnica foi do Leonardo, do Milan e PSG. Que manja muito do riscado e já mostrou que é competente como gestor de futebol.

    • Gustavo Borghi

      Cara, é um nome diferente e me agrada mais do que estes outros. Mas primeiro precisa convencer ele a deixar a diretoria do PSG, o que não vai ser nada fácil. Depois, precisa ver como ele está em relação a atualizações e ao futebol brasileiro. E por fim, precisaria dar tempo para ele montar o time. Se resolver isso, seria um ótimo nome!

  • Marcelo Dos Santos Baptista

    O único problema é o Palmeiras!!! Explico porque : Concordo que necessitamos de um “manager” para tomar conta do treinador e implantar a filosofia , mas esquece , com as turbulências que vivemos a cada dia por qualquer coisinha que acontece lá principalmente na politica do clube, não vejo isso acontecendo de maneira alguma.Outra coisa , esquece Valentim de treinador do Verdão para 2018 , pelo que vi das entrevistas do cabeça de ovo , já estão conversando com os outros treinadores e o bola da vez ao que tudo indica é Abel Braga…

  • Danilo Peressim Pinto

    Abelão? Sério mesmo? Tragam 2 laterais titulares, 1 zagueiro decente e confirmem o Lucas Lima que o campeonato brasileiro 2018 termina com 10 rodadas de antecedência! Ah, isso se a tal daquela merda de obsessão sulamericana deixar de ser prioridade…

    • Lorenzo Bianchi

      Quando trouxemos Borja e Guerra li muita gente falando para entregarem os canecos. Se fosse matemática, seríamos os melhores alunos da classe, mas não temos passado de medíocres!

  • MonacoParmerista

    Eu penso que se a”identidade”, como padrão-permanente, incorporar o sistema tático, é uma coisa mais complicada já que a própria evolução tática do futebol em nível internacional cria ondas de adesão a novas tendências.

    Se a identidade for representada por uma postura, p.ex. um time de posse de bola, de toque e de encurralar adversário x um time que “desfaz-se da bola” e quase que exclusivisa a retomada e o contra-ataque rápido, aí tem-se algo viável e que independe de modelos táticos ou muito menos de estilo do treinador.

    Ao mesmo tempo, é essencial uma cultura de longo prazo que mantenha uma conjunto de profissionais de notória competência independende do curto prazo.

    E isso tudo dependerá MONSTRUOSAMENTE da postura da torcida.

    Um movimento nesse sentido seria uma definitiva contribuição ao PALMEIRAS que todos nós queremos.

    #JuízoTorcida

  • Victor

    Creio que Abel Braga seja uma pessima escola, porém, menos pior que Felipão.

  • Se for pra trazer o Abelão prefiro o Felipão. Pelo menos tem identificação com a torcida (q vai moer qqr um q assumir), motivador e talvez tenha uma ou duas cartas na manga ainda.

  • Claudinei José de Oliveira

    Quase sempre concordo com as opiniões expressas nos posts, mas dessa vez, vejo diferente. Em minha opinião o Verdão apresentou, sim, uma identidade este ano: a apatia. Não importa o técnico que vier, se a espinha dorsal do time não for mudada, será inútil. Concordava com o Valentim até ontem, achando que ele esqueceria, pelo menos nesse resto de campeonato dessa nefanda “linha alta”, mas não. O Claudinei (não eu), antes do início, disse que ganharia o jogo explorando-a. Não deu outra. O Palmeiras não pode, por sua grandeza, jamais (mas jamais mesmo), se dar ao luxo de ser argumento para esse tipo de piada, pois isso não foi outra coisa, senão uma senhora piada de mal gosto…

  • Renato Sansão

    “Uma identidade que deve servir como espelho até mesmo para as categorias de base. E isso só virá quando um treinador tiver tempo para implantar essa identidade”.

    Conras e amigos, não seria o caso de inverter o raciocínio? Se o Sub-11, Sub-13, Sub-15, Sub-17 e Sub-20 estão disputando as finais de suas categorias, parece que o caminho já existe e vem de dentro pra fora, e não o contrário. Até por isso é fundamental a figura de coordenador técnico – que pra mim orna muito mais com o Abelão que o cargo de treinador à beira do gramado – que mencionou: para colocar as melhores práticas dessa base vencedora no time principal e unificar as filosofias.

    Essa semente foi plantada com a ascensão do Nobre em 2014 e começará a colher frutos já nesse ano, com alguns possíveis títulos da base e crescimento de promessas como Fuzato, Vitão, Pedrão, Maílson, Alanzinho, Léo Passos e Fernando (que precisa de um segundo nome ou apelido urgente). Cabe aos sucessores manter, aprimorar e blindar física e PSICOLOGICAMENTE nosso elenco. Homem também chora, mas a pressão que é exercida dentro do Palmeiras não é normal. Senão não veríamos, num intervalo de tempo curtíssimo, garotos de menos de 25 anos como Jesus, Dudu, Deyverson, Vítor Hugo e Luan chorando em campo e nas entrevistas.

    • Fernando Castro

      Concordo! Acrescento que, se a transição pros profissionais for cada vez mais bem feita, a tendência é começarmos a ter valores da base se destacando também na principal categoria.

      Utópico falar, mas foi isso que o Barcelona fez e rendeu uma geração que ganhou não só tudo o que disputou como serviu de base pra seleção deles ser campeã do mundo.

  • Lincon Pinhé

    Acabei de ver essa notícia da base!
    “– Temos um caderno de orientação. Se eu contrato um treinador, ou qualquer funcionário, ele sabe o que o Palmeiras quer. Meu captador sabe o que vai procurar em termos de posição, de característica e perfil do jogador. Vemos pela história do clube, pelo o que a torcida gosta, o que nossa diretoria gosta de ver.

    Tudo isso foi validado nessa integração base e profissional – afirmou João Paulo Sampaio, coordenador da base palmeirense.

    – Um exemplo: a torcida do Palmeiras gosta de laterais ofensivos. Joga normalmente com um volante. Se o zagueiro for muito bom tecnicamente, mas for lento, dificilmente vai conseguir ter sucesso no Palmeiras. Como tem campo para contra-ataque, ele precisa de velocidade. Ele tem de ter esse perfil. Nas outras posições pensamos de forma coerente também – completou, dando detalhes sobre como as categorias trabalham na criação de um perfil de formação.”
    Logo, como o comentário abaixo, a base esta criando a tradição dos laterais e zagueiros rápidos, em outras posições tem tb.

    • Renato Sansão

      Excelente!!!!!!

  • Se o trio gestor é imediatista(Mattos, Cícero e Maurício “de férias” Galiotte) não imagino como podem criar um cargo que pense a longo prazo.

  • Sebo Do Neu Araras

    Só teremos uma identidade se fortalecermos o processo de valorização da Base. Criamos uma Base fortíssima, e daí? Contratamos promessas de outros clubes, e daí? Provavelmente, teremos muitos jogadores compondo elencos de outros clubes que se formaram na nossa Base. Penso que o elenco profissional teria que ter metade dos jogadores vindos do sub-20. Isso, sim, seria buscar identidade, e não gastando milhões e milhões com jogadores que nunca tiveram qualquer identidade com o Palmeiras. A identidade de um clube vencedor passa exclusivamente pela formação do profissional desde os primeiros contatos com a bola.

  • Marco Aurelio Venturini

    Identidade competente do gambá desde 2009 é retranca na defesa, juiz no ataque, mas não deixa de ser identidade

    • MonacoParmerista

      ORCRIM de Itaquera.

  • Gustavo Bakai

    Cirúrgico. Infelizmente acredito que isso só se daria por decreto, como falado por você, criando mais uma diretoria com alguém tão forte quanto o Mattos. De acordo com a mídia veremos Abelão por aqui ano que vem… é torcer e só..

  • Ralf Olbertz

    Perfeito, o técnico não pode ser quem vai definir o time, deve ser o tal diretor técnico, sendo que a partir daí o técnico será escolhido com base na metodologia pré definida.

    Isso pode até nos poupar de medalhões caríssimos, pois estes sempre querem impor seu esquema tático.

    Técnico tem que chegar com o time montado, por óbvio que pode ser ouvido quando houver a necessidade real de repor alguma peça, mas as contratações não podem ser decididas por ele.. deve ter o aval do diretor técnico, ou até diretores técnicos..

    Definida a tática, buscam-se nomes para as posições estabelecidas, se final de ano um ou outro não deu certo, fica mais fácil de repor..

    Um exemplo clássico disso são Borja e Guerra, dois bons jogadores, um não tinha espaço no time do Cuca e o outro não tem no time do AV.. Por pura escolha tática.

    Técnicos são contratados é querem que o Palmeiras adeque o elenco a seus esquemas, mesmo que isso signifique relegar ao banco um excelente jogador..

    • Concordo, quanto mais medalhão, mais ele quer que o clube se adeque a seus desejos, e lá vem pereba caro do outro lado do mundo.

      Sonho com o dia em que um técnico se torne medalhão exatamente por fazer com que os elencos que ele assume se tornem times fortes e competitivos.

  • Antonio Frederico

    Acho que em paralelo aos jargões usados hoje para definir os técnicos, duas coisas precisam ser observadas: se o cara tem um plano e consegue descreve-lo de forma clara e que exista um entendimento de que esse plano tem coerência e que conte inclusive com os imprevistos e a segunda coisa é se o técnico é um cara contratado pra fazer um “bolo” se ele vai fazer esse bolo ou se vai querer jogar nosso ingredientes fora porque ele só sabe fazer “torta”, entenderam a analogia né?

  • Jose Roberto Santinelli

    Valentim não sera efetivado o bola a vez é Abel Braga, para mim um técnico decadente, o Roger poderia ser mto mais interessante, porem fechou com o Inter.

    • anderson

      Se for pra trazer roger ou jair ventura é melhor continuar com Valentin

      • Marco

        tambem acho

  • Marcelo Mussarelli Corghi

    e quem poderia ser o diretor técnico?

    • Porco verde

      O Emerson Leão em um bate papo com Alex Muller se ofereceu ao Palmeiras para fazer exatamente esse trabalho.
      Mas seria um bom nome?

      • Gustavo Arthuzo

        Péssimo, horroroso, ridículo kkkkkkk

        Cara não conseguiu dirigir a Lusa, vai dirigir o Palmeiras?

      • André Tisi

        O problema é que o Leão é polêmico.
        Pensando agora me veio à mente o Muricy…

    • Paulopalmeiras2017

      Alex10 ou Zinho, seriam nomes, mas, infelizmente, o Galiotte sendo um cara que aceita a pressão de conselheiros não vai criar este cargo, ele já é pressionado hoje em relação ao custo com o Alexandre Mattos, não acho que ele teria coragem para contratar outro diretor além do Mattos o que consequentemente aumentaria o custo do departamento de futebol.

    • Roque Júnior pode ser uma opção

  • Marcio Lettra

    Mais uma vez iniciaremos um ano torcendo pela sorte, porque não existe nenhum treinador disponível que seja unanimidade (assim como era Cuca). Abel Braga é o menos pior mas não vejo nele perfil para dirigir nosso time. Oremos…

  • Renato Galera

    outro Textazzo !!
    ‘as múmias q vagam pelas alamedas’ … o grande problema do nosso Verdão. Até outro dia estávamos ouvindo entrevistas de Pescarmonas, Frizzos e Tirones da vida;

    com relação ao nosso ano, acho q está claro q nossa defesa da volância p trás deixou a desejar (seja por lesões or deficiência técnica) … os 3 técnicos q dirigiram a equipe não conseguiram encontrar os titulares como tivemos em 2016.

    será q o EB estaria ainda aqui se tivesse ganho o Paulistão?

    • Lucas Dalmáz

      Difícil dizer se estaria aqui, provavelmente sim. Mas que qualquer outro no lugar dele não teria saído para trazer o Cuca… Foi a maior jogada para a calar a torcida do ano…
      Vale lembrar que ele tinha o Vítor Hugo, mas já vinha em declínio técnico também.

  • Paulopalmeiras2017

    O problema é contratar um diretor técnico para trabalhar o padrão técnico do time e no final do ano entrar um adversário do Galiotte na presidência e bagunçar tudo, desmantelar todo o departamento e mandar este diretor embora, mesmo com esta possibilidade concordo com proposta do texto.
    Aliás, na Europa este cargo já existe nos grandes clubes, e via de regra é ocupado por ex-jogadores (ex. Valdano, Begiristain).
    A idéia é muito válida e o Palmeiras tem vários jogadores identificados com o clube e conhecedores de futebol para exercer um cargo desses como o Alex10 por exemplo.

  • anderson

    O técnico que era ter dado essa “identidade” era o cuca, mas ele saiu e quando voltou era um time nada a ver com ele, além de estar totalmente sem vontade.
    Eu particularmente não sei qual é o estilo de jogo do abelão, mas se vier tomara que tenha tempo e a torcida pare com a babaquice de que “paulista é obrigação”, “tem que ganhar tudo”, “é, quarta-feira!”. Isso teve boa parcela na desastrosa campanha de 2017.

  • André_Verdão

    Eu queria ver esse time do Palmeiras num 4-4-2 clássico. Um meio campo forte defensivamente e ofensivamente e só 2 atacantes na frente. Temos bons jogadores e não consigo entender essa fragilidade defensiva do time. Com dois laterais bons que apoiem bem e defendam bem e um meio com um volante bem marcador (Thiago Santos), 2 que saibam sair pro jogo (Tche Tche e Moises) e um meia 10-10 (Lucas Lima) já ficaria bom demais. Não precisa reinventar a roda, o técnico que entender isso e fizer o feijão com arroz do 4-4-2 vai ter muito sucesso no Palmeiras.

    • Marco Aurélio

      O AV fez o feijão com arroz nos primeiros jogos. Depois quis implantar a linha de defesa alta, deu no que deu..

  • Boboris

    É exatamente aquilo que o Conrado apregoa neste post! Olha o que o João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras, falou ao Globo Esporte (não coloco o link porque o Conras não gosta):
    “Temos um caderno de orientação. Se eu contrato um treinador, ou qualquer funcionário, ele sabe o que o Palmeiras quer. Meu captador sabe o que vai procurar em termos de posição, de característica e perfil do jogador. Vemos pela história do clube, pelo o que a torcida gosta, o que nossa diretoria gosta de ver.
    Tudo isso foi validado nessa integração base e profissional.”
    Só falta fazer o mesmo no profissional…

  • O colombiano vem enfrentando bastante resistência dos atletas devido às diferenças culturais.
    Esse é um grande desafio para todo técnico que quer implementar mudanças e propostas de estilo de jogo. EB talvez não tenha tido a habilidade suficiente para conduzir essa parte, o velho chavão “os jogadores precisam comprar a ideia do treinador” e parece que ele não foi muito bem nesse quesito.

    “Mas seja quem for o eleito, será muito melhor se esteja subordinado a alguém em nível de diretoria que pense o futebol do clube, que defina a linha-mestra e que monte o elenco de acordo com ela.”
    Arriscaria um nome para essa função de Diretor Técnico para definir a linha mestra.
    Roque Júnior
    Ao menos para sentar e conversar com ele e ouvir suas ideias e convicções. Ele está se preparando a tempos para essa função e me parece ter um perfil adequado.

  • Marco

    Independente do tecnico nossa melhor contratação seria a permanencia do Mina, onde vamos arrumar outro igual. nestes dois ultimos jogos acho q o AV poderia dar uma chance ao Hyoran. precisamos saber se esse menino é bom ou não. acho que no fundo no fundo o Santos ta louco pra se livrar do LLima, deve ser um dos maiores salarios la e o santos nao vai ganhar mada com ele mesmo. nem hj nem no futuro então pra que ficar nessa discussão. o cara ta com uma ma vontade de ficar la

  • Wilfrido Paredes

    De nada adianta termos uma estrutura com diretor técnico, se presidência não tem coragem de segurar seus subordinados ao primeiro sinal de crise.

    A única coisa que preciamos é de um presidente que tenha força e coragem para enfrentar as crises sem precisar trocar de técnicos.

    Identidade só se adquiri quando você tem convicção è dá tempo para que ela dê os frutos desejados…

  • elvys

    A concepção de criar (ou resgatar) uma identidade futebolística é muito legal.Temos históricamente a referência de “academia” derivada dos times dos anos 60 e 70 caracterizados por forte defesa (começando pelo goleiro formado no clube), excelência ténica no meio campo e atacantes raçudos e matadores, que combinavam características distintas e se completavam ,por ex. como Edú Bala (na direita) , um velocista, e Leivinha (um grande cabeceador,bem mais técnico).Atualmente, a refererência seria o Barcelona, que treina, seleciona e revela jogadores com perfil e formados para se integrar numa proposta de jogo, além de contratações compatíveis o projeto. Trata-se de uma realização a ser buscada a médio e longo prazo.É possível? Sim, desde que as categorias de base trabalhem sob a mesma filosofia, haja paciência com os resultados a curto prazo , oportunidades reais aos jovens promissores, e um mínimo de congruência entre o interêsse comercial de compra-venda de jogadores e este objetivo permanente. Para que isto possa vir a ser uma realidade, as sucessivas gestões deveriam ter como meta básica a continuidade da proposta. Espero estar vivo para ver essa realidade em nosso querido Palmeiras.

  • CaioHB

    Concordo plenamente com o texto. O Palmeiras teve a faca e o queijo pra implementar uma identidade a partir do time campeão de 2016, mas a escolha do Eduardo Batista como técnico tampão, com liberdade para implementar sua filosofia, quebrou qualquer continuidade desejável. O Cuca, quando voltou, tentou desesperadamente trazer de volta aquela identidade, mas o elenco estava diferente, e o time não encaixou. Nessa tentativa, ele se afundou nas próprias decisões equivocadas, e também tem culpa. Rogo por um 2018 que, no mínimo, comece e termine com o mesmo técnico. Por isso, que o senhor Diretor de Futebol do Palmeiras acerte na contratação, por mais que essa missão, é verdade, seja muito inglória em face do nosso mercado de técnicos escasso.

  • Rodrigo Palmeirense Izidório

    Pode até parecer loucura mas acho o Lisca Doido um bom técnico:

    Minha preferência para técnico do Palmeiras em 2018 segue essa rdem:

    1 – Carlo Ancelotti;
    2 – Marcelo Bielsa;
    3 – Felipão;
    4 – Abel Braga;
    5 – Renato Gaúcho;
    6 – Carlos Bianchi;
    7 – Jair Ventura;
    8 – Fabiano Soares;
    9 – Lisca Doido.

    Técnicos com identidade.

    • O maior Campeão Brasileiro

      Ainda bem que tu é torcedor e não o diretor técnico!
      rsrsrsr

      É uma salada futebolística as suas preferências.

  • Charles

    Excelente análise. Também acredito que ter uma filosofia coerente com a história e a cultura do clube é primordial para nos consolidar como uma potência do futebol. Além dos gambás, vejo o Santos também com um estilo de jogo consolidado, ele sempre tem times com jogam com rapidez, toque de bola e normalmente com jogadores jovens. Mesmo com times medianos, conseguem fazer boas campanhas.
    Essa é uma tarefa a longo prazo, por isso, tem que ser mantida mesmo que se mude as pessoas que estão no poder, mas seja como forma tem que ser implantada e que seja o mais rápido possível.

  • Ricardo Santos

    O Palmeiras tem uma identidade. E só resgatar sua história para verificar que , salvo algumas ocasiões, os títulos de nossa extensa galeria sempre tiveram como um dos alicerces um “Camisa 10”. Pois vejam , o grande Ademir da Guia deu títulos para todos os técnicos que treinaram o Palmeiras na época , no mundial de 51 tínhamos Jair da Rosa Pinto, na era Parmalat eram Djalminha , Rivaldo e Alex. Até Valdivia foi um dos principais responsáveis pela Copa do Brasil 2012 . Portanto, o que o Palmeiras precisa agora é de um Camisa 10 que bote Borja , Dudu e Keno na cara do gol . Essa é e sempre será nosss identidade. Nunca deixaremos de ser a “Academia “.

  • O maior Campeão Brasileiro

    Clap, Clap, Clap… Clap!!!!

    Outro baita Texto!!! Este posto é o que o Palmeiras precisa!!!!
    Mesmo que 2018 seja jogado no lixo, como foi 2017.

    Eu traria Gareca para fazer o Diretor Técnico. Não conhece o mercado
    brasileiro, mas conhece o sul-americano. Mas entende muito de futebol,
    com aqueles pernas-de-pau que tínhamos em 2014 o time por incrível
    que pareça jogava bem. Criava chances, mas sempre perdia.

  • airton

    Acho impossível criar uma identidade ou qualquer outra coisa com laterais fracos e meio campo limitadíssimo.

  • airton

    Tchê Tchê e Moisés ENGANAM bem e SÓ….Erram passes aos montes e são fraquinhos.
    O primeiro é a nossa nova enceradeira, não faz gols e não tem força física. Já Moisés parece que carrega 200 kg. nas costas.
    E para completar o peladeiro T. Santos ou o imprevisível e inconstante F. Mello….. NÃO DÁ MAIS. São Jogadores apenas para compor elenco.

  • Allan Leite

    É isso que também penso, precisamos ter uma identidade, independentemente de quem seja o técnico, porém como ter uma identidade no campo, se nem na área administrativa tem essa identidade, vide as mudanças da era Nobre para a era Galiotte (seu vice). O técnico que chegará pouco importa, o que vai fazer a diferença é o tempo dado ao novo trabalho e a blindagem da diretoria a nova comissão técnica. Posto tudo isso, ainda quero ver com tempo o trabalho do Valentim

  • Juliano

    O problema dessa história toda se chama blindagem do elenco. Essa imprensa imunda, nojenta e abjeta, simplesmente fica falando, por meio dos seus comentaristas, o mantra do “elenco caro”, que o técnico não dá conta, que a pressão é gigante. Junte-se a isso a boa campanha dos lixos este ano, que acabou por nos transformar em alvos prediletos das chacotas. Toda essa pressão vem de fora e toma conta do elenco. Infelizmente, técnico não tem tempo de trabalhar como quer. Não víamos, também, evolução no campo, com nenhum treinador; outra coisa, nossas laterais são vergonhosas, perdemos uma penca de jogos em cima desta m das laterais. Isso era cantado por muitos antes da temporada. “Egídio não dá”. Um jogador abaixo da média é igual âncora. Como disse um dos amigos aqui, nossa tradição é um camisa “10”. E qualidade. Academia. É nisso que o verdão precisa focar novamente. Na boa, um bom elenco no tradicional 4-4-2 faz miséria.

  • Arrow

    A identidade dentro das 4 linhas, pode começar de baixo para cima dentro da hierarquia futebolística. Os times de base devem ser preparados e jogar tendo em vista o que amanhã farão no profissional. O FCB, segue essa linha há décadas e vem dando bons resultados, é um futebol bonito, objetivo e ofensivo, diferente do “GAMBÁBOL”.

    Creio que se fosse adotada uma filosofia assim desde a base, prezando pela formação de atletas com bons fundamentos de futebol (sem apadrinhamento), com o tempo teríamos condições de recorrer menos ao mercado ao final das temporadas e adaptar melhor e mais rápido os garotos no time profissional.

  • Reinaldo Alves

    Excelente texto. Chegamos a um patamar onde temos que realmente definir um modelo de jogo, com a assinatura do Palmeiras ! Perfeito. Que se tenha um profissional para implantar isso a começar pela Diretoria. Queriam o Tinga a um tempo atrás, não acho que seja o ideal, mas pouco conhecemos. QUem teria essa identidade ? e depois o técnico com culhão para implementar essa identidade de jogo e com o respaldo dessa Diretoria. É um caminho que não podemos deixar de seguir. Avante Palestra !

  • Fedato Palmerista

    A primeira coisa a ser feita é escolher o técnico e deixar o cara trabalhar, pelo menos, até o final de 2018 .
    Blindar o elenco deste papinho de pressão por causa do alto investimento , isto é coisa da imprensa maldita .
    Deixar o elenco para o ano que vem mais jovem e mais enxuto .
    A torcida não deve cobrar nada no início da temporada, o paulista serve somente pra ajustar o time para as competições mais importantes, alias eu nem me lembro quem foi campeão em 2016 .
    E o principal é que nosso presidente faça o seu papel pensando somente no futebol, ficar muito atento aos bastidores e ser pulso firme .
    Acho que o caso do FM foi decisivo, devia ter dispensado o cara no dia seguinte da presepada .

    • renato

      Eu concordo com você , o caso do FM foi decisivo , desautorizou o Cuca e rachou o grupo.

  • Ralf Olbertz

    Olha, algo bem atual que tem ligação direta com o texto do Conrado é a chegada do Lucas Lima.

    Se atualmente temos um meia ofensivo no elenco, muito qualificado e ele fica no banco porque o técnico gosta de jogar com 3 volantes, pra quê contratar mais um meia ofensivo, com um salário tão alto?

    Se vamos continuar seguindo a maré dos técnicos, o que acho um erro, temos que no mínimo ter a coerência de não fechar um contrato tão caro antes de definir o técnico e saber qual esquema ele pretende usar!

  • Marco

    Sei não viu tenho o pé meio atras com esse Lucas Lima, 19 gols em 200 jgs, tudo bem que ele não é goleador, mas acho pouco pra um meia. Qto ao tecnico pra mim ficava o A.Valentim mesmo, vai ter 2 meses pra ajeitar o time pra janeiro, precisa fazer uma pre temporada com varios jogos amistosos, estilo os times europeus, não ficar jogando com XV de jau, Redbull, jogar com times mais fortes, inclusive times que ja estiverem em plena atividade.

  • André Tisi

    Concordo plenamente, principalmente com os dois últimos parágrafos. Não vejo nome algum melhor que Alberto Valentim. Não porque ele é melhor que os outros, mas porque ele já está trabalhando, já conhece o elenco e, por isso, sai na frente de qualquer treinador que chegue em janeiro. Poderia ser diferente caso tivesse algum nome incontestável dando sopa no mercado (a meu ver, de brasileiro, só o Tite seria esse nome, porém não está no mercado), o que não é o caso.
    Por isso, mesmo diante das irregularidades nos jogos que comandou, ainda acredito que devemos apostar no AV.
    Outra coisa. Alguns contestam a falta de vibração que ele parece demonstrar, principalmente após aquele entrevista em que ele teria dito (“teria dito” porque não assisti à entrevista) que não sabe motivar. Acredito que a presença de um diretor de futebol, nos moldes do artigo, poderia suprir essa “falta”. Um cara que não precise se ocupar com negociações (tarefa do Mattos), mas que seja o “gerentão” da porra toda quando o assunto é vestiário, etc. e que esteja presente em todos os jogos, complementando o AV quando necessário e pensando o futebol a longo prazo.

  • André Tisi

    Além de tudo isso que falei abaixo, tenho a impressão que a falta de identidade também decorre do modelo que os clubes de futebol brasileiros, em sua imensa maioria, adotam (associação – entidade sem fins lucrativos). Esse modelo não favorece a adoção de diretrizes de longo prazo, pois com mandatos de no máximo 4 anos (caso do Palmeiras), o mandatário se vê obrigado a entregar resultados nesse curtíssimo período de tempo. Caso fosse uma sociedade empresária, como ocorre em outros países, haveria um “dono” que prezaria pela gestão sustentável de longo prazo, até mesmo porque ele visaria ao lucro.

  • Edmundo Ramos Cassis

    Nada a acrescentar. Texto brilhante! Parabéns, Conrado.

  • Palmeiras07

    Se o Palmeiras está dispensando o AV para trazer outra aposta (no caso Jair Ventura ou Roger) é pra fud….

    • Gabriel

      Roger…..
      Tbm não entendo isso, tira um estagiário formado aqui pra colocar outro e retranqueiro ainda, não aprenderam com o Eduardo.

  • Claudinei José de Oliveira

    Cara, se esse tal de Roger não mandar o time a campo fazendo a tal “linha alta”, já respiro aliviado… De resto, é nos prepararmos pra esperar 2019…

    • manso10

      Essa linha alta só funciona se o time for muito habilidoso e errar poucos passes. Caso contrário é contra-ataque toda hora.

      • fabio_pr

        …e muito treino tb!

    • Eu tô com você, sou contra a tal linha alta.

      • Claudinei José de Oliveira

        Poderíamos ter tido uma melhor sorte no campeonato, não fosse a insistência do Valentim nessa aberração que não dava certo… Apesar dos erros da arbitragem, foi esse sistema defensivo que deu brecha para os pontos perdidos contra gambás e Cruzeiro…

  • Entre Jair Ventura, Roger Machado, Abel Braga, eu fico com o Roger!! Acho q acertamos, o meu medo é aquela famigerada frase do Conrado, “Quanto tempo até a gente chamar ele de burro?”

    • André_Verdão

      1 ano meu amigo, tem que deixar o ano inteiro haja o que acontecer que as chances disso dar certo vão ser maiores do que trocar técnico no meio do ano.

      • ahan, o contrario do EB q nunca fez nada na vida, tem q pensar no Grêmio, 50% da culpa deles estarem na final da Libertadores é dele!!!

  • André_Verdão

    Pois é, Roger Machado confirmado como técnico. Que 2017 tenha sido um aprendizado pro verdão e pra torcida. Aprendemos que trocar técnico esse ano não adiantou nada, tem que dar tempo pro Roger e ir com ele até o fim do ano que vem haja o que acontecer (nem que seja eliminado pela Penapolense no estadual). Só dando tempo pra algum técnico que vamos voltar a ser campeões, que a diretoria tenha pulso firme e não demita o cara no meio do ano que vem. A torcida tem o direito de cornetar o técnico mas a diretoria vai ter que ser mais firme ano que vem e dar respaldo pro técnico.

    • Lucas Dalmáz

      Uma das melhores coisas dessa contratação foi um cala a boca para a torcida… Chorem, esperneiem, comparem com o EB… Dane-se! Vamos trabalhar e que não demitam o cara por causa de eliminação no Paulista!!

  • manso10

    O título do post resume tudo. O técnico nunca foi o problema e sim o elenco desequilibrado, envelhecido e supervalorizado. Perdemos o ano principalmente por não termos laterais. Quando não errava a lateral direita era a esquerda. Luan jogou um ano muito ruim, e o meio nunca se acertou. A bola agora está com Mattos.

  • Roberto Motta

    Bom, parece que fechamos com o Roger mesmo. Pelo menos ja temos um treinador em Novembro, e vai ter um elenco muito bom (pelo que tudo indica) para 2018.

    Na boa, tem muita gente reclamando do Lucas Lima, mas acabei de ver um video de “highlights” dele. O cara joga muita bola. Muito habilidoso, tem excelente visao de jogo, dribla bem, chuta bem. Baita jogador! Entendo que o tema “motivacao/estrelismo” eh uma preocupacao, mas tambem acho que com ele como nosso 10 oficial, podemos colocar o Moises de volta na funcao mais forte dele (2o volante com bom poder de armacao) jogando ao lado do Tche Tche, que tambem pode sempre subir e oferecer perigo ao adversario.

    Pra mim, o que fica faltando para o Palmeiras eh um zagueiro de ponta (Assumindo que o Mina sai em breve). Sem o Mina, nossa zaga fica muito fraca.

    Se o Rafinha confirmar mesmo na lateral direita, este time sera uma baita duma selecao. Este time sera muito superior ao Palmeiras de 2017. To muito animado para o ano que vem.

  • Nero Azzurri

    Chegou o auxiliar do FM! Esse não dura até o fim do paulistinha!

  • Sanderson

    Contrato de 01 ano, ferra com 2018 (sabe que o técnico não é bom o suficiente para contratar por mais de 01 ano) e 2019 (tem que começar tudo de novo)

  • Old and Wise

    Costumo gostar das contratações de treinadores. Gostei quando contrataram Marcelo Oliveira, Cuca e ate Eduardo Baptista. Dessa vez nao gostei nem um pouco….mas está feito! Nao me parece que aguente nem mesmo o Paulistão. Tomara que eu esteja errado. Vou torcer muito para ele….quem sabe atiraram no que viram e acertaram no que nao vi… Força Palmeiras!!!

  • Victor

    Roger = Eduardo Batista 2.0

    Se preparem….

  • Ramon Voznak

    Quero só ver as contratações.
    E quero ver o que o Lucas Lima vai falar na sua apresentação ao Verdão qdo vier. Vai ser mto doido.