João Martins destaca a força mental do Palmeiras após virada no Morumbi

João Martins em jogo do Palmeiras contro SPFC, durante partida válida pela décima terceira rodada do Brasileirão 2022, no Morumbi.
Cesar Greco

Invicto no comando do Verdão, João Martins afirmou também que não pretende ser técnico principal

Os zagueiros decidiram e o Palmeiras virou sobre o SPFC no Morumbi para manter a distância de três pontos para o segundo colocado no Campeonato Brasileiro. O triunfo por 2 a 1, com gols de Gustavo Gómez e Murilo, aos 44’ e 50’ do segundo tempo, respectivamente, fez o Verdão chegar aos 28 pontos.

Para o auxiliar técnico João Martins, que substituiu Abel Ferreira à beira do gramado nesta segunda-feira, os principais fatores que fizeram o Palmeiras ganhar do rival foram a agressividade no segundo tempo e o equilíbrio mental.

“O primeiro tempo foi equilibrado, eles tiveram a sorte de sair na frente, mas isso faz parte do futebol. Tivemos nossas oportunidades claras, mas não conseguimos fazer. Na segunda parte nós arriscamos, viemos aqui para ganhar. Bloqueamos bem as saídas do SPFC, aumentamos a nossa pressão na frente, obrigamos eles a errar e ganhamos mais a segunda bola. Demos tudo que tínhamos na parte mental. Felizmente conseguimos virar, parabéns a todos os jogadores. Jogar aqui não é fácil, apenas uma equipe ganhou deles aqui e fomos nós”, disse.

“A capacidade mental deles, de saberem o que fazer independentemente se estamos a ganhar ou perder, treinamos todos os dias. Hoje isso nos foi colocado à prova. A gente sabe da dificuldade que é começar um jogo perdendo, não queremos isso, mas o futebol é assim e temos que saber lidar”, acrescentou o auxiliar, que também explicou a opção por mais uma vez iniciar a partida com Gustavo Gómez como lateral-direito.

“Foi a quarta vez que jogamos contra eles no ano e sabemos que são fortes na profundidade e são agressivos na frente. Foi uma opção técnica, assim como no último jogo. O nosso plano B, para arriscar, deveria começar por uma mudança ali. O Mayke, claro, ataca melhor que o Gómez e tínhamos que arriscar. A saída do Luan é estratégica, ele ficou muito tempo parado, fez uma sequência forte de jogos de três em três dias. Por isso ele saiu”, explicou Martins.

João Martins segue invicto

João Martins em jogo do Palmeiras contro SPFC, durante partida válida pela décima terceira rodada do Brasileirão 2022, no Morumbi.
Cesar Greco

O ‘braço-direito’ de Abel Ferreira já comandou o Palmeiras 15 vezes e ainda não sabe o que é perder: são 10 vitórias e cinco empates. Apesar dos ótimos números, Martins divide o sucesso com os jogadores e não pensa em ser técnico principal.

“Não vejo [o que os torcedores dizem sobre seu trabalho], não há tempo. Mas se eles estão brincando, é sinal que coisas positivas estão acontecendo. É impossível substituir o Abel. Trabalhamos muito, mas sabemos que quando ele não está em campo temos que ser mais responsáveis e cada um dar um pouco mais”, declarou.

“Esses números são muito bons porque os jogadores estão dando um pouco mais nestes tipos de jogos [sem o Abel]. O professor sempre diz que nessas situações eles têm que colocar em campo um pouco do treinador que há neles. Vejo as coisas assim, sinto isso. Claro que fico contente, mas não tenho a pretensão de ser técnico principal, gosto do que faço, um trabalho mais braçal do que cabeça, estou muito satisfeito”, finalizou.

Podendo ter Abel Ferreira de volta à beira do gramado, o Palmeiras enfrenta novamente o SPFC na próxima quinta-feira; desta vez no jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Reapresentação do Palmeiras: positivado para Covid-19, Abel Ferreira não comanda treinamento

Kuscevic e Merentiel durante treinamento do Palmeiras, na Academia de Futebol.
Cesar Greco

De acordo com o Palmeiras, o comandante já está em isolamento e sendo monitorado pelos profissionais do Núcleo de Saúde e Performance

O técnico Abel Ferreira foi ausência na reapresentação do Palmeiras na manhã deste sábado, na Academia de Futebol. De acordo com o clube, o treinador apresentou sintomas gripais e testou positivo para Covid-19 – ele já está em isolamento e terá toda a recuperação monitorada pelos médicos do Núcleo de Saúde e Performance. Assim, João Martins deve comandar o Verdão diante do SPFC.

Sem o comandante, o Palmeiras iniciou a preparação para o Choque-Rei com um treino coletivo, em campo reduzido, comandado pelos auxiliares de Abel, que contou com a presença dos jogadores que iniciaram o último jogo no banco de reservas; os demais atletas permaneceram na parte interna do Centro de Excelência para trabalhos regenerativos.

De volta ao clube após período com a seleção chilena, o zagueiro Kuscevic participou normalmente de todas as movimentações técnicas e estará à disposição para o clássico. Já o lateral Jorge, recuperando-se de um trauma no joelho direito, fez aquecimento integrado ao grupo e, em seguida, realizou atividades à parte.

O elenco dá sequência ao trabalho visando o SPFC neste domingo, às 11h. O clássico acontece na segunda-feira, às 20h, no Morumbi.

Mayke comenta preparação para Palmeiras x SPFC

Mayke durante treinamento do Palmeiras na Academia de Futebol.
Cesar Greco

Ao final do treinamento, o lateral-direito Mayke, que voltou a atuar contra o Atlético-GO após desfalcar a equipe por sete jogos em recuperação de uma lesão no tendão da perna direita, comentou sobre o retorno e a preparação da equipe para o confronto contra o SPFC.

“Graças a Deus e a todo o departamento médico do Palmeiras, estou de volta depois de um mês. Fico feliz de estar retornando aos gramados, estar à disposição do treinador. Estou preparado, treinando forte para que se ele precisar de mim eu possa entrar em campo, dar o máximo e ajudar meus companheiros”, disse o camisa 12.

“O Palmeiras está muito bem, é muito bom para o jogador voltar nessa fase. Vou procurar aproveitar ao máximo. É sempre bom jogar clássicos. Na segunda, é um jogo muito importante para nos mantermos em primeiro lugar, e na quinta-feira um jogo mata-mata que começa na casa deles. O professor vai nos passar o máximo de informações para irmos bem dentro de campo e fazermos excelentes jogos no Morumbi”, completou.

Com Marcos Rocha ainda fora por conta de desgastes musculares, Mayke pode ser a novidade do time na segunda-feira.

FPF divulga áudio do VAR em pênalti contra o Palmeiras na final do Paulista; confira

FPF divulga áudio do VAR em pênalti contra o Palmeiras na final do Paulista, apitado por Douglas Marques das Flores, no jogo entre Palmeiras e SPFC, durante primeira partida válida pela final do Paulistão 2022, no Morumbi.
Cesar Greco

Para José Cláudio Rocha Filho, responsável pelo VAR no clássico, movimento de Marcos Rocha foi “antinatural”

No começo da tarde desta quinta-feira, a FPF (Federação Paulista de Futebol) divulgou os áudios da conversa entre o VAR, comandado por José Cláudio Rocha Filho, e Douglas Marques das Flores, juiz da partida, na revisão do pênalti marcado para o SPFC, contra o Palmeiras, que resultou no primeiro gol do rival.

O lance ocorreu aos 49 minutos do primeiro tempo: Alisson cruzou e a bola bateu na mão de Marcos Rocha, que estava colada a seu corpo. No primeiro momento, o juiz diz para os jogadores são-paulinos que o braço de Rocha estava recolhido e manda o jogo prosseguir.

Entretanto, o árbitro de vídeo chama Douglas Marques para rever o lance, alegando que o lateral palmeirense havia “ampliado seu espaço de forma antinatural com o seu braço”; confira:

Abel ironiza VAR após o jogo

O lance gerou revolta aos palmeirenses. Em entrevista coletiva após o duelo, o técnico Abel Ferreira criticou o chamado do VAR para a revisão do pênalti e afirmou que “alguém quis ser o protagonista”, já que a ação em campo havia sido a correta. Além disso, o treinador ironizou o fato de o árbitro de vídeo não ter revisado um possível pênalti em cima de Gustavo Gómez, no segundo tempo.

“A regra é clara, quando há dúvidas, prevalece a ação do campo, só chama quando é algo escandaloso, como foi o pênalti em cima do Gómez. Mas aí o VAR estava comendo pipoca”, disse Abel.

Até o momento, a Federação Paulista de Futebol não divulgou os áudios sobre o lance envolvendo o zagueiro palmeirense.

Paulo Buosi, vice-presidente do Palmeiras, faz pronunciamento contra arbitragem ao final da partida

Paulo Buosi, vice-presidente do Palmeiras, faz pronunciamento contra arbitragem de Douglas Marques das Flores, no jogo entre Palmeiras e SPFC, durante primeira partida válida pela final do Paulistão 2022, no Morumbi.
Cesar Greco

Antes da entrevista coletiva de Abel Ferreira, Paulo Buosi foi à sala de imprensa e afirmou que “houve interferência da arbitragem” no clássico

O Palmeiras perdeu para o SPFC no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, por 3 a 1, e agora buscará reverter o placar no próximo domingo, no Allianz Parque. Ao final da partida, o vice-presidente do clube, Paulo Buosi, apareceu na sala de imprensa antes da tradicional coletiva de Abel Ferreira para protestar contra a arbitragem de Douglas Marques das Flores.

O primeiro gol do SPFC veio de um pênalti inexistente no final do primeiro tempo. Além disso, o clube reclama de uma penalidade máxima não assinalada em cima de Gustavo Gómez, na etapa final.

“Jogamos 10 finais nos últimos anos, ganhamos e perdemos, mas nunca aconteceu algo assim. O pênalti marcado foi totalmente fora da regra. Tivemos invasão na cobrança do pênalti que o VAR tem que chamar. Houve um tratamento para o nosso treinador e outro para o técnico deles. Teve ainda um pênalti no Gustavo Gómez”, iniciou Buosi.

“Se faz necessária uma manifestação do Palmeiras. Houve interferência da arbitragem no resultado da partida. O que a gente espera é que, no próximo jogo, não haja interferência da arbitragem. Isso é o que o Palmeiras pede. Infelizmente o que ocorreu hoje precisava de uma manifestação dura do Palmeiras, como ainda não tínhamos feito em nenhuma outra oportunidade”, concluiu.

Além de Paulo Buosi, Gustavo Gómez também criticou a arbitragem

O zagueiro Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras, também criticou a arbitragem após a partida. Em entrevista na zona mista do Morumbi, o camisa 15 falou sobre a falta de critério dos juízes.

“Nós temos que melhorar, mas a arbitragem também. Lembro que tivemos uma palestra no início do Paulista, com a presidente da arbitragem, e foi falado dos critérios dos árbitros, mas hoje o critério não foi igual. Conversei com ele [o juiz] ao final do jogo e disse que ele precisa melhorar, assim como nós. Além disso, eu também sofri um pênalti que não foi marcado”, disse Gómez.

A presidente da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol em questão é Ana Paula Oliveira, que na madrugada postou uma foto em seu Instagram ao lado da equipe de arbitragem do Choque-Rei, com a legenda “orgulho”.

Abel elogia sistema defensivo e aponta fator que dificultou o jogo com bola do Palmeiras

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o São Paulo, durante partida válida pela quarta rodada do Paulistão 2022, no Morumbi.
Cesar Greco

Abel concedeu entrevista coletiva após a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o SPFC, no Morumbi

O Palmeiras visitou o SPFC na noite de ontem e venceu o rival por 1 a 0, com gol de Rony. Ao final do duelo, o técnico Abel Ferreira, em entrevista coletiva, elogiou a postura dos atletas nos minutos iniciais e o modo como o time se defendeu, mas apontou também os problemas enfrentados com a posse de bola.

“Estes tipos de jogos (clássicos) são muito emocionais, o lado mental é muito importante e, às vezes, é mais defender do que atacar. Gostei muito dos nossos primeiros 15 minutos. A equipe entrou com muita personalidade e confiança. Foi um grande jogo, contra uma boa equipe, que não joga com pontas declarados e faz muito o jogo interior com o Sara e Igor Gomes”, iniciou o comandante.

“Depois que construímos a vantagem – e isso tem a ver com o fator mental – começamos a não ser tão fortes nos gatilhos de pressão e nos momentos com bola não tivemos a mobilidade para passar e dar a linha de passe. Nós ficávamos na mesma posição ao passar a bola; contra um adversário que pressiona, precisamos de mobilidade. Defendemo-nos muito bem, as únicas formas que eles nos criaram perigo foi com chutes de fora da área e cruzamentos à área. Mas estivemos muito bem posicionados, gostei da forma como nós nos fechamos”, acrescentou.

Com a vitória, o Verdão garantiu a primeira colocação do Grupo C e a classificação às quartas-de-final. Além disso, a equipe quebrou um tabu de 25 anos sem vencer o rival no Morumbi, jogando pelo Campeonato Paulista, e Abel Ferreira conquistou sua primeira vitória sobre Rogério Ceni. O comandante minimizou as marcas.

“São coincidências. Digo aos jogadores: os campeões são pessoas medianas com muito foco, disciplina e trabalho. São três palavras simples, mas o difícil é fazer isso de forma consistente, durante uma semana, um mês, um ano ou durante toda a carreira. Está ao alcance de poucos, nem todos conseguem, se fosse fácil todos aqui chegavam. Não falo com os jogadores sobre recordes ou quebra de tabus, o que digo pra eles é que cada jogo é uma oportunidade de crescermos”, disse.

O Palmeiras terá outro clássico pela frente. No domingo, a equipe recebe o Santos, às 18h30. Questionado se irá poupar os principais jogadores para o duelo, Abel afirmou que o clube “continuará fazendo aquilo que acredita”.

“No Paulista, somos a equipe que mais joga e a que menos descansa. Temos que fazer a gestão de energia para jogar na máxima força. Se entendermos que daqui a dois dias temos que mudar, vamos alterar. Todos têm que estar preparados para jogar”, declarou.

Abel fala novamente sobre futuro no Palmeiras

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o São Paulo, durante partida válida pela quarta rodada do Paulistão 2022, no Morumbi.
Cesar Greco

Para finalizar, o comandante comentou outra vez sobre seu futuro no Palmeiras – Abel tem contrato com o clube até o final desta temporada.

“Eu falo diretamente com a torcida do Palmeiras. Já fui muito claro: tenho contrato. No futebol tudo é possível, mas estou aqui para ouvir o que o clube tem para me dizer. Tudo no tempo de Deus. Vocês sabem a ligação que tenho com esses jogadores, é muito forte. Somos uma família de trabalho, ganhamos e perdemos juntos. Choramos de alegria e de tristeza juntos. Vou ouvir o que o clube tem a me dizer, e depois tudo no tempo de Deus. Lembrando que tenho contrato”, finalizou.

Além do confronto diante do Santos no próximo domingo, o Verdão enfrenta ainda o SCCP na quinta-feira que vem, no Allianz Parque, e encerra a primeira fase do Paulista contra o Red Bull Bragantino, dia 20, fora de casa.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Abel Ferreira

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o São Paulo, durante partida válida pela quarta rodada do Paulistão 2022, no Morumbi.
Cesar Greco
  • Sobre a retração do Palmeiras após o gol

“A partida de hoje foi exatamente como o último confronto entre SPFC e SCCP. Quando há um gol, há um jogo diferente. No outro clássico, o SPFC fez o gol no primeiro minuto e ficou se defendendo, com o SCCP atacando o jogo todo. Hoje foi exatamente igual. Fizemos um bom começo de jogo, com um gol e uma bola na trave. Depois eles vieram para cima, tinham que arriscar, nos atacaram com sete jogadores e, quando falhávamos no primeiro gatilho de pressão, tínhamos que nos defender mais baixo. Ainda tivemos quatro ou cinco transições no segundo tempo e, se tivéssemos um pouco mais de precisão na definição, faríamos o segundo gol”.

  • Sobre as Crias da Academia

“Lido com meus jogadores com uma única intenção: que eles sejam melhores jogadores e homens. E eles têm que entender que aqui não há mais ‘meninos da base’, já estamos na selva, estamos a competir e a responsabilidade é igual para todos. É igual para o Dudu, Veron, Weverton ou Giovani. A partir do momento que você joga no Palmeiras, a cobrança é forte. Se já estão na equipe principal é porque estão prontos para ir à selva. A maturidade competitiva tem que ser mais rápida, eles precisam entender isso. Se não ocorrer, o clube dará tempo porque faz parte do jovem jogador”.