Palmeiras e Crefisa anunciam a renovação do contrato com valores recorde

O Palmeiras e a Crefisa anunciaram no início desta tarde a renovação do contrato de patrocínio, válido para o triênio 2019-2021. Em entrevista coletiva, o presidente Maurício Galiotte e Leila Pereira, dona da empresa, divulgaram alguns detalhes do novo contrato, que tem valores recorde.

Os pagamentos da Crefisa ao Palmeiras contemplarão quatro modalidades anuais a saber:
Luvas: R$ 15 milhões
Camisa: R$ 81 milhões
Propriedades de marketing: R$ 6,8 milhões
Premiações: até R$ 34 milhões

As premiações contemplam a conquista de títulos e a classificação para a Libertadores do ano seguinte. Não foi detalhado o quanto cada conquista compõe desses R$ 34 milhões. Desta forma, o valor anual garantido a ser pago ao clube é de R$102,8 milhões, podendo atingir até R$ R$ 136,8 milhões, perfazendo até R$ 410,4 milhões ao final dos três anos, caso o Palmeiras vença todos os campeonatos que disputar.

A maior parceria do futebol brasileiro

Leila Pereira e Maurício Galiotte
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

A Crefisa – e posteriormente a FAM, outra empresa do grupo – auferiu um crescimento espantoso após atrelar sua marca ao Palmeiras. O clube, por sua vez, conseguiu acelerar o processo de estabilização econômica iniciado em 2013 e hoje tem os índices financeiros mais saudáveis do país, disparado. As conquistas esportivas falam por si. Não há dúvidas: é a maior parceria do futebol brasileiro.

Sabemos que o processo, no entanto, teve percalços sérios. Emoções muitas vezes superaram a razão. Planos foram alterados, relações importantes foram abaladas e até destruídas para que se chegasse a este ponto. Alguns sacrifícios poderiam ter sido evitados.

A relação do Palmeiras com a patrocinadora, que também é conselheira, passa por uma promiscuidade política perigosa. Está dando certo agora e isso é mérito do presidente. Pode continuar dando certo por muito tempo. Mas o perigo é constante e todas as atenções para resguardar os interesses do Palmeiras, em primeiro lugar, são indispensáveis.

Que o presidente Galiotte tenha sabedoria para manter a tudo e a todos em seus devidos lugares, e conduzir todas as situações para o bem maior do Palmeiras. Que tenha aprendido com os erros que cometeu para não precisar sacrificar mais nada.

Que consiga, acima de tudo, manter o Palmeiras no protagonismo do futebol brasileiro durante seu mandato, e que encaminhe a situação da melhor forma possível no processo político ao final de 2021, quando deixará o cargo, para que o Palmeiras siga sendo bem administrado e não volte a ser sangrado por tantos animais de rapina que seguem circundando o clube.


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.verdazzo.com.br/padrinho

Episódio ‘BlackStar’ deve se encerrar nas próximas horas; veja como fica o saldo de cada envolvido

BlackStarA aproximação da BlackStar, conglomerado de empresas misterioso que fez uma proposta de patrocínio astronômica ao Palmeiras, agitou a política do clube na última semana. A postura das duas partes, contudo, conduziu a situação para um descarte definitivo nas próximas horas.

Ninguém fez muita questão de fazer o negócio andar. Sob a influência fortíssima da conselheira/patrocinadora Leila Pereira, o Palmeiras jogou com o tempo. Em vez de iniciar o processo de Due Dilligence de forma objetiva, o clube elaborou, depois de uma reunião presencial, uma sabatina para que o interlocutor, um certo Rubnei Quicoli, respondesse por e-mail.

O movimento irritou o representante da empresa, que abocanhou o anzol com todas as forças ao responder de forma grosseira a mensagem do Palmeiras, que, entre dezenove perguntas, continha de fato quatro ou cinco questões relevantes – todas poderiam perfeitamente ser elucidadas pelo processo formal devido. Tudo foi acompanhado de perto pela imprensa, que teve amplo acesso ao nada amistoso diálogo.

O tiroteio através dos veículos de comunicação prosseguiu durante o fim-de-semana, tornando o clima muito difícil de ser contornado. A tendência é que não haja avanço e que o Palmeiras renove o patrocínio com a Crefisa.

Proposta incomum

Não pelo momento em que a primeira informação chegou, mas pelo volume de dinheiro e por todo o mistério que envolve a holding, a proposta naturalmente suscitou desconfiança de conselheiros, associados e torcedores. A falta de informações nos documentos preliminares reforçou a nebulosidade do cenário.

Todas as dúvidas, entretanto, poderiam ser dissipadas, com um mínimo de boa vontade das partes. O Palmeiras colocou obstáculos. E o representante da holding teve o comportamento que lembra tudo, menos o de um homem que está decidindo o destino de R$ 1 bilhão.

O Palmeiras, se não estivesse sob influência política tão forte, poderia ter sido mais receptivo à proposta e facilitado o caminho para o esclarecimento. E o senhor Quicoli poderia ter lidado melhor com o joguete proposto pelo clube. Teriam sido atitudes que preservariam intacto o clima respeitoso e profissional que uma negociação que envolve tantos recursos e interesses envolve.

Da forma como tudo aconteceu, parece que ninguém estava muito a fim mesmo de que o negócio saísse.

Saldo do episódio

Maurício Galiotte e Genaro MarinoEm vez de elucidar, os contatos contribuíram apenas para que o episódio entre para o folclore palmeirense. É bastante possível que o nome da holding se transforme num vocábulo para descrever algo duvidoso. Aquele ponta-esquerda que virá a peso de ouro e não vingar será um “BlackStar”. Aquele agente de atletas com postura duvidosa também poderá ser classificado com o nome do conglomerado. Até árbitros podem passar a ser chamados de “BlackStar”. Isso só não acontecerá se Quicoli cumprir sua ameaça de procurar outro clube e ele realmente despejar num rival o caminhão de dinheiro que quis originalmente aportar aqui. O tempo dirá.

A diretoria do clube reforçou sua lealdade à patrocinadora. A Crefisa, por sua vez, manteve-se apenas observando, com declarações furtivas, e não se desgastou – ao contrário: mesmo sem fazer nada, saiu fortalecida, com a imagem mais sólida ainda após ser comparada com uma alternativa que não passou confiança.

A oposição, mesmo tendo feito sua obrigação, saiu com a imagem arranhada. Apesar dos cuidados para manter a oferta em pé mesmo se perdesse a eleição, caracterizando o trabalho em favor do clube e não de uma condição política, o grupo encabeçado por Genaro Marino será lembrado por algum tempo como os responsáveis pela BlackStar – algo que, como vimos, terá sempre uma conotação negativa.

O Palmeiras não perde nada, mas talvez deixe de ganhar. A condição de pagamento à vista por um patrocínio de dez anos vai sempre projetar uma sombra sobre a atual gestão. As incertezas sobre o negócio jamais deixarão de ser comparadas com uma oferta de transferência imediata de uma quantia que seria mais de 60% superior ao que atualmente oferece a Crefisa. Sempre alguém poderá lembrar que o clube não se esforçou para, ao menos, ter certeza que a BlackStar seria uma jogada equivocada.

Reajuste: nada mais correto

Leila PereiraNossa diretoria, apesar de toda lealdade à atual patrocinadora, poderá usar o episódio na hora de definir o novo valor a ser pago pela Crefisa nos próximos três anos. A própria Leila já deixou a possibilidade em aberto, ao dizer que avaliaria se teria condições de cobrir a eventual proposta da BlackStar.

Ora, se a Crefisa deixou claro que poderia subir a proposta para competir com a BlackStar, e se a parceira tem sido tão boa assim para a empresa, que teve um retorno absurdo em forma de faturamento e evidência na mídia, nada mais correto do que um bom reajuste nos termos do patrocínio.

Afinal, o Palmeiras já se mostrou atrativo a empresas dispostas a pagar bem mais, mesmo com dados que acabaram não sendo dissecados. Como vimos, isso aconteceu por atitudes que passam não apenas pela grosseria do interlocutor, mas também por pressão política da própria Crefisa.

Então é hora de subir a régua.

Atualização – 14h59

O presidente Maurício Galiotte divulgou na imprensa agora há pouco que consultou o banco HSBC a respeito da carta de garantia apresentada por Rubinei Quicoli, e o banco afirmou que o documento é falsificado.

A revelação é o fato concreto que era necessário para que o assunto fosse encerrado sem que a dúvida de rasgar R$ 1 bilhão pairasse sobre a diretoria. Dispensa até o processo de Due Dilligence. A diretoria, desta forma, agiu com o profissionalismo que uma cifra de dez dígitos exige.

***

O papel da mídia palestrina isenta é defender os interesses do clube acima de tudo. E a única coisa a defender neste caso era a apuração rigorosa dos fatos. Foi o que o Verdazzo defendeu do início ao fim do episódio.

Mas muita gente, involuntariamente, acabou se revelando. Não há credibilidade para quem tomou partido antes da prova concreta surgir. Só duas coisas explicam tal irresponsabilidade: ou é a fanfarronice típica dos botecos, ou é gente que defende demais os interesses de particulares – colocando-os acima até dos do clube. E pode haver uma série de razões para isso.


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.padrim.com.br/verdazzo

Campeão após arrancada histórica, Palmeiras puxa a fila e sobe o sarrafo no futebol nacional

Festa com a torcidaO Palmeiras venceu o Vasco ontem em São Januário e se sagrou campeão brasileiro pela décima vez na História. Nenhum time tem tantas taças nacionais, tanto considerando apenas os campeonatos brasileiros, como se considerarmos na soma as Copas do Brasil.

Ao todo, o Palmeiras tem 13 taças nacionais, e se considerarmos também a Copa dos Campeões, o número sobe para 14. O título conquistado no Rio de Janeiro permitiu ao Verdão abrir três troféus de vantagem em relação ao segundo colocado.

Se vencer o já rebaixado Vitória na última rodada, no próximo domingo, quando o Allianz Parque deverá estar mais uma vez lotado para saudar nosso time e celebrar o recebimento do troféu do campeonato, o Palmeiras chegará a 80 pontos, igualando a segunda melhor campanha desde 2006, quando o campeonato de pontos corridos passou a contar com 20 clubes.

O Cruzeiro de 2014 e o próprio Palmeiras de 2016 também chegaram a essa marca – o recorde continua sendo o do SCCP de 2015, com 81.

Arrancada histórica

Felipão
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras chegou ao título após a mudança de comando técnico. A chegada de Felipão deu muito certo – mais certo do que qualquer palmeirense poderia apostar após a demissão de Roger Machado, na 15ª rodada, quando o time perdeu para o Fluminense no Maracanã e tinha oito pontos de desvantagem para o Flamengo, líder até então.

Em 22 jogos, o Palmeiras conseguiu a maior série invicta desta era do campeonato, com 16 vitórias e 6 empates – e contando. A maior marca era do SCCP de 2017, que passou todo o primeiro turno sem ser derrotado. Nesta sequência, o Palmeiras marcou 39 gols e sofreu apenas 9.

A conquista fica mais saborosa ainda quando lembramos que em vários jogos o Palmeiras foi prejudicado ostensivamente pela arbitragem, como nos jogos contra o SPFC no Morumbi e contra o Cruzeiro no Pacaembu, entre outros.

O que valoriza ainda mais o título é saber que o time ainda disputou simultaneamente a Copa do Brasil e a Libertadores de forma competitiva, ficando pelo caminho nas semifinais em ambas as competições. O Palmeiras não precisou “largar” nenhum campeonato para chegar ao décimo campeonato brasileiro com uma superioridade incontestável.

Projeção cumprida

Os 77 pontos que foram suficientes para a conquista eram a conta projetada antes do campeonato começar. O Verdazzo projetou os resultados visando essa cifra já imaginando que, embora nunca um vice-campeão tivesse superado a barreira dos 73 pontos, essa possibilidade existia e era necessária uma margem de segurança.

Parece até que sentimos o cheiro: o Flamengo tem atualmente 72 pontos e tem o Atlético-PR pela frente no Maracanã, na última rodada. A torcida rubro-negra poderá comemorar a marca de melhor vice da História chegando a 75 pontos. Parabéns!

Subindo o sarrafo

Academia de FutebolA conquista do Verdão aumenta a exigência interna do futebol brasileiro. O Palmeiras é o grande protagonista do futebol brasileiro e lidera um bloco de clubes que já enxergou que é preciso profissionalizar todas as áreas que envolvem a administração do futebol – neste momento, não por coincidência, o clube que está mais próximo do Verdão é o vice-campeão, o Flamengo. Os dois melhores colocados na tabela são os clubes que estão com as finanças mais organizadas e que conseguem sobreviver sem o adiantamento de receitas. Outros times tentam se reestruturar e dar esse passo adiante.

Mas futebol vai muito além da administração financeira, claro. Desenvolvimento e execução de processos, planejamento administrativo e esportivo, respaldo de profissionais com excelência em áreas de apoio aos atletas e o desenvolvimento e a manutenção de uma departamento de futebol de base forte também fazem parte do pacote.

O desafio do Palmeiras é se manter equilibrado em todas essas áreas, sem deslumbre, com seriedade. Construindo definitivamente um projeto de futebol de longo prazo que dê estabilidade ao treinador e que propicie o estabelecimento de uma identidade de jogo. Mantendo um modelo sólido de receitas sem colocar todos os ovos em apenas uma cesta, para continuar a subir o sarrafo e puxar a fila – quem conseguir, que nos acompanhe.

Se todos ficarem para trás, a tendência é uma dominação doméstica que pode durar longos anos, aumentando o círculo virtuoso que envolve conquistas esportivas, aumento da torcida, receitas crescentes e times fortes. E se outros times vierem na nossa esteira, quem ganha é o futebol brasileiro. VAMOS PALMEIRAS!


O Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.padrim.com.br/verdazzo

Enésima pane no Avanti põe amor do palmeirense à prova

AvantiEsta manhã o sistema do Avanti sofreu uma pane que prejudicou a compra dos ingressos de centenas de palmeirenses para o jogo contra o América, possível partida da conquista do título do Brasileirão.

Em comunicado oficial, o clube explicou que foi um erro no sistema da Futebol Card, que abriu as vendas uma hora antes – possivelmente uma falha por causa do horário de verão, erro grosseiro para uma empresa de TI. Na nota, o clube ainda informa que quem comprou o ingresso e atendia aos requisitos de prioridade terá a compra confirmada.

Mesmo que isso seja revertido, o stress que isso causa gera um dano irreparável ao clube. A cada problema no sistema de venda de ingressos, muitos palmeirenses acabam tendo a deixa que precisam para cancelar o serviço. E o Palmeiras assim perde receita recorrente por culpa de um serviço ruim de uma empresa terceira.

Esta não é uma falha isolada. Nossa torcida tem sofrido com os erros da Futebol Card seguidamente. No final das contas, o estádio acaba sempre cheio e o foco se volta para o jogo. Mas por trás da bela imagem das cadeiras preenchidas na televisão, há milhares de pessoas que acabaram sem ingresso de forma injusta, frustradas, com raiva, enquanto outros acabam conseguindo o ingresso beneficiados pelo erro no sistema.

Amor inesgotável

O bem mais precioso do Palmeiras é sua torcida. E a forma mais concreta do torcedor palmeirense demonstrar seu amor pelo clube é sendo sócio Avanti. É através desse programa que o clube aufere receitas extraordinárias e mantém as fontes balanceadas – o ganho direto das mensalidades, mais o ganho indireto das bilheterias dependem de um Avanti com produtos bem desenvolvidos e com a operação redonda.

Não vemos nem uma coisa, nem outra. O Avanti, hoje, é um mero programa de milhagem; os benefícios para quem não mora na capital paulista até existem, mas não atraem ninguém que esteja realmente em busca de vantagens.

Pessoalmente, pagaria o Avanti mesmo que não tivesse uma mísera contrapartida. O Avanti me parece mais uma forma de retribuir ao Palmeiras a alegria que ele me dá simplesmente por existir. Não é um serviço. É a materialização de um amor – e um amor diferente de tudo. Até o amor entre pessoas exige contrapartidas, porque a fila pode andar. Mas o amor por um clube, a não ser que você seja o Clóvis Rossi, esse não acaba nunca, não importa o que aconteça.

Compreendo, porém, que exista quem encare o Avanti como uma via de duas mãos e que exigem um serviço bem prestado, sob pena de cancelamento. Para punir uma empresa que presta um mau serviço, para punir uma diretoria que não zela pelo bom funcionamento do programa e que dá a sensação de completo descaso ao torcedor, punem o Palmeiras. O que é, literalmente, uma pena!

Outro caminho

Para não prejudicar o Palmeiras, para não dar o gosto aos torcedores rivais de verem o Verdão mais uma vez ruindo por suas próprias incompetências, para não satisfazer empresas que terão ganhos comerciais ou políticos com o enfraquecimento do programa, é que o torcedor palmeirense precisa resistir.

Queremos muito que o Avanti melhore, mas tentar fazer isso “mostrando pra eles” com o cancelamento é como matar a galinha dos ovos de ouro. É decidir com o fígado. O pequeno prazer de dar-lhes um pequeno golpe de volta não compensará o enfraquecimento do clube. Você mesmo sofrerá as consequências em sua vida, quando voltarmos frequentar o miolo da tabela, ou mesmo fazer contas para os 46 pontos.

Quem está ficando sem ingresso deve estar muito revoltado, com razão. Pois que essa energia seja redirecionada para algo outro caminho, concreto e positivo: melhorar o Avanti. Criem tags, façam movimentos nas ruas, cerquem o CT, qualquer coisa. Usem as redes sociais. Façam o diabo – dentro da lei, claro.

De nossa parte, segue um texto escrito pelo Bruno Lauria, padrinho do Verdazzo. Será encaminhado ao presidente do clube. Leitores, padrinhos ou não, sintam-se à vontade para subscrever a carta na área de comentários.


À

Sociedade Esportiva Palmeiras

A/C: de quem puder resolver os recorrentes problemas do Avanti

Prezados,

Há tempos estou adiando o envio desta mensagem. Não foram poucas as vezes em que nós, torcedores do Palmeiras (adimplentes com seus planos do Avanti e titulares orgulhosos de suas várias estrelas no sistema de rating), fomos negligenciados e desrespeitados pelo sistema de compra de ingressos.

O sistema já foi pior? Sim. É melhor do que enfrentar fila, cambista e seguranças do próprio clube para comprar na bilheteria? Também é. Mas a verdade é que ainda somos, reiterada e vergonhosamente, lesados pelo sistema de compra de ingressos do Avanti. As dificuldades e problemas são diversos e recorrentes. Basta um jogo importante para nos depararmos com uma verdadeira carnificina para conseguir reservar nossos lugares.

Assim, e já me antevendo a uma possível resposta “protocolar” por parte do clube (se é que virá), já queria deixar registrado desde logo que: (1) Não, hoje não foi uma situação atípica (mas talvez apenas a famigerada gota d’água) e (2) Sim, sabemos que o número de ingressos atualmente foi reduzido por conta da arbitragem com a WTorre.

Porém, o que hoje vivenciamos foi mais uma aberração (que, repito, já aconteceu em outros jogos). Não que vocês não saibam, mas vale a pena resumir: (1) muitas pessoas (que sequer 5 estrelas são) conseguiram comprar os ingressos antes mesmo das 10h da manhã (horário estabelecido para a abertura da pré-venda exclusiva aos 5 estrelas), e (2) o sistema falhou infinitas vezes, seja no processo de seleção de cadeiras, seja no processo de pagamento. Eu mesmo tentei efetuar o pagamento em diversas oportunidades, e diversas recusadas (com o mesmo cartão de crédito, ativo e sem restrições, que uso há bastante tempo). Liguei para a operadora do cartão e o problema não era lá, o que de fato ficou comprovado posteriormente.

No caso particular de boa parte dos que subscrevem esse documento, pagamos o plano Ouro (que nem esse nome tinha quando comecei a pagar), que custa R$ 120,00 por mês. No meu caso, ainda, tenho 2 dependentes, o que significa a quantia de R$ 240,00 por mês nos cofres do clube. Como contrapartida, e conforme regras estipuladas pelo próprio clube, tenho direito a adquirir (sem custos adicionais) minhas cadeiras de GOL NORTE ou de SUPERIOR NORTE (como sócio 5 estrelas que sou).

Acontece que hoje, ao entrar no sistema (pontual e religiosamente às 10h), não foi possível reservar nem gol norte, nem superior norte. Após 45 minutos de bastante nervoso e stress (e tendo falado com operadora do cartão, tentado ligar para o telefone disponibilizado no site do Avanti por dezenas de vezes, tentando logar no chat disponibilizado no site etc.), finalmente consegui adquirir meus ingressos para o GOL SUL.

Sim, depois de tudo, ainda sou obrigado a adquirir os ingressos, e num setor que não é do meu agrado, por conta da irresponsabilidade reiterada do Palmeiras e do seu sistema de venda aos torcedores. Mas, como disse, já deveríamos estar acostumados. Não é a primeira vez (e, confesso, acho que não será a última) que o torcedor do clube é desrespeitado, especialmente em jogos “grandes”. Logo esse torcedor que vem carregando esse clube nas costas, jogo após jogo, ano após ano (inclusive nos anos das trevas, dos quais nem é bom lembrar).

A vontade que dá é simplesmente cancelar o Avanti, comprar as malditas cadeiras da WTorre e, de quebra, processar o clube (é, inclusive, o que seria correto, não fosse o Palmeiras do outro lado e o amor incondicional que temos por ele). Eu sei, e vocês também, isso não vai acontecer. Somos, como já disse, apaixonados por esse clube, e amanhã mesmo estarei lá no Allianz, dessa vez de superior norte (já que, também misteriosamente, não consegui pegar meu gol norte mesmo estando logado no sistema às 10h em ponto).

Porém, Senhores, fica aqui registrado o desabafo. Com a esperança de que alguém se sensibilize e lembre-se que a torcida do Palmeiras é o que faz esse clube ser gigantesco do jeito que é. Somos fortes, resilientes, apaixonados e pacientes. Mas paciência tem limites. Até a nossa.

Atenciosamente,

Bruno Maschietto Lauria

Palmeiras joga fora a arminha de plástico e mostra o canhão

O Palmeiras protocolou junto ao TJD nesta terça-feira um pedido de investigação a respeito de interferência externa no Derby do último domingo que decidiu o Paulistão 2018.

O clube organizou um material em vídeo que comprova a comunicação entre Dionísio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da FPF, e a equipe de arbitragem – uma espécie de “telefone sem fio” que passou pelo bandeirinha, pelo quinto árbitro, depois pelo quarto árbitro, até chegar em Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Veja o material editado pela TV Palmeiras/FAM:

Existe a possibilidade do clube pedir a anulação da partida, o que daria dois possíveis destinos ao Paulistão 2018: ou a partida final precisaria ser novamente disputada, ou o campeonato é encerrado e declarado sem campeão.

As provas apresentadas pelo Palmeiras são contundentes, mas o próprio presidente do TJD, delegado Olim, em ato falho embaraçoso, admitiu em entrevista à Fox Sports que houve a interferência externa. Confira no vídeo abaixo:

Chega a ser irônico que o delegado Olim tenha se complicado exatamente num momento de auto-promoção pessoal na mídia.

Com isso, o Palmeiras dá uma resposta à altura dos acontecimentos de domingo e busca, munido de provas concretas, restabelecer a justiça. Sai a carta aberta onde o clube faz ameaças vazias à FPF e entra uma peça jurídica extremamente consistente. Sai o revólver de plástico e entra um canhão.

Não cabe, de forma alguma, desqualificar o pedido conjecturando se foi pênalti ou não, como alguns setores da imprensa estão tentando fazer. Quem vai nessa direção está apenas tentando jogar uma cortina de fumaça sobre o real atentado às regras do jogo, que é a interferência externa na arbitragem. Independente do que aconteceu dentro de campo, o mero contato do diretor de arbitragem e do “quinto árbitro” com a equipe de arbitragem já caracterizam essa situação.

Outra ironia da história é que justo o clube que liderou o voto contrário à implantação do árbitro de vídeo é o que foi beneficiado por seu uso irregular, tendo um pênalti contra si sendo revogado.

E o mais trágico é que se o VAR estivesse valendo e o responsável por sua operação fosse o diretor de arbitragem da FPF, ele teria anulado erradamente o pênalti, já que é evidente a falta de Ralf em Dudu.

O Verdazzo parabeniza a diretoria do Palmeiras pela reação. Não podíamos esperar nada a menos que isso. Considerar o assalto de que fomos vítima “página virada” não coaduna com nossa natureza. Agora, atletas e torcida se sentem amparados e podem voltar a se concentrar em jogar bola e a torcer. Se o trabalho preventivo ainda precisa melhorar, o reativo dá sinais de força.

Não parece haver clima para disputar uma nova partida. O mais indicado, diante de todo o cenário montado, seria declarar o Paulistão 2018 sem vencedor. Não apenas porque o SCCP não fez por merecer o título em campo, mas também para simbolizar o fracasso completo que foi este campeonato, a começar pelo regulamento bizarro, passando pelo baixíssimo nível técnico, pelas ações de marketing de péssimo gosto, pelo tribunal de cartas marcadas, culminando com a extrema incompetência das equipes de arbitragem.

No Campeonato Paulista de 2018, todos perderam.


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.padrim.com.br/verdazzo