Clássico contra o Santos vale muito, pelo menos para um jogador

Carlos Eduardo
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O clássico de amanhã contra o Santos tem pouca importância. Na verdade, as implicações deste jogo para a temporada são praticamente nulas. O campeonato paulista está longe de ser uma prioridade do Palmeiras, embora todos dentro da Academia de Futebol tratem o torneio com respeito. Se o resultado não for bom, eventuais pontos perdidos não influenciarão as ambições do grupo, por ser um jogo de fase classificatória que pouco afetará na classificação para o mata-mata.

É claro que um clássico é sempre um clássico – mesmo que seja contra o Santos. Um mau resultado sempre pode trazer um barulho extra nas alamedas e nas redes sociais – mas Felipão e o elenco ainda têm o estofo da recente conquista do Brasileirão como escudo. Se aguentou uma derrota em casa num Derby, ainda terá força num clássico contra o Santos, três semanas depois.

Mas para um jogador, especificamente, a partida de amanhã no Allianz Parque pode ter um valor inestimável. Carlos Eduardo, o segundo jogador mais caro da História do clube, enfrenta sérias dificuldades em seu início de passagem pelo Palmeiras e precisa muito de uma partida emblemática para virar o jogo.

Sabemos o quanto as coisas mudam rapidamente no futebol. Uma boa partida, ou mesmo um lance isolado, por vezes, têm o poder de transformar o sentimento de multidões. Um clássico, com casa cheia, é o cenário perfeito para que o camisa 37 reverta o cenário a seu favor – mas também pode ser a pá de cal em sua passagem pelo clube.

Adversário ideal

Carlos Eduardo
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

O Santos de Sampaoli tem como característica o jogo ofensivo. Ainda não se sabe se o argentino virá para o clássico com seu time principal, ou se vai pensar na Sul-Americana e escalará um time misto. De qualquer forma, seja em cima de Copete, seja em cima de Orinho, Carlos Eduardo terá o espaço que não teve em nenhuma partida até agora para rabiscar em cima dos marcadores. É a partida ideal para uma recuperação.

O maior problema do rapaz parece ser a cabeça. Vestir a camisa do Palmeiras pode ser um fardo muito pesado para quem não trabalha bem a ansiedade. Por outro lado, às vezes basta uma partida boa para destravar tudo. Ainda conhecemos pouco do rapaz para saber como ele reage às diversas situações que o esporte apresenta.

O começo do jogo será crucial. Se Carlos Eduardo conseguir vencer a tensão inicial, fizer duas ou três boas jogadas e passar direito a bola, dando sequência ao lance, a torcida pode vir com ele. E aí, pode engrenar.

Por enquanto, praticamente nada do que ele tentou deu certo nos 229 minutos em que esteve em campo. No senso comum, nada indica que alguma coisa vai mudar. Mas é melhor torcer a favor. Seguimos sempre apoiando quem veste a camisa do Palmeiras – até as perspectivas se esgotarem completamente.

Será que ele joga?

Ricardo Goulart e Carlos Eduardo
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Tudo isso pode cair por terra se Felipão resolver surpreender e não escalar o time, pela primeira vez, com um ponta-PONTA. Em todas as sete partidas disputadas até agora, o time iniciou o jogo tendo um extrema (Felipe Pires ou Carlos Eduardo) de um lado, e Dudu do outro, jogando mais afunilado.

Com a lesão de Felipe Pires, tudo apontaria para a escalação de Carlos Eduardo, mas sua má fase e a recuperação de Ricardo Goulart podem mudar esse panorama. Felipão pode, finalmente, iniciar um jogo sem um dos dois ponteiros, escalando Dudu nessa função.

Goulart pode jogar na outra ponta, chegando à área, como Willian, ou mesmo pode jogar por dentro, sacando Lucas Lima, e escalando Zé Rafael ou Raphael Veiga do outro lado. Até Lucas Lima pode (mas não deve) jogar na beirada. São dezenas de variações possíveis.

O que importa é que a torcida apoie quem estiver em campo durante os 90 minutos. Com toda a força, sempre. Seja o ídolo, seja o que está na berlinda. As vaias, se tiverem que vir, que venham ao final da partida. Parece justo?


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