Confissões de um ex-viciado: o longo caminho até a libertação

Muhammad AliFoi muito cedo: com cerca de 6 anos de idade, me tornei um viciado em programas esportivos. Tudo o que podia consumir de esportes na televisão, fazia sem pensar duas vezes. Tenho lembranças vagas até da olimpíada de Montreal, em 1976 – o nome “Nadia Comaneci” foi uma das primeiras lendas do esporte que me lembro, junto com “Muhammad Ali”, “Emerson Fittipaldi”, e, claro, “Pelé”, que jogava num tal de Cosmos. A disputa entre a Ferrari de Niki Lauda e a McLaren de James Hunt pareceu mesmo épica, como no filme.

Lembro-me bem de torcer pelo Inter na final do Brasileiro de 76, pela Ponte na final do Paulista de 77 e pelo Galo na final do Brasileiro de 77, que invadiu 1978. Da Copa da Argentina, lembro-me nitidamente. E claro, das derrotas do Palmeiras para o Guarani na final do Brasileiro daquele ano. Mario Andretti foi campeão com uma Lotus preta e dourada espetacularmente linda, após a morte na pista de seu companheiro de time, Ronnie Peterson. E tudo o que veio nos anos seguintes está cada vez mais límpido na memória.

Léo BatistaO que fazia com que a atração pelos esportes ficasse mais forte ainda – além do fato de jogar bola no campinho ao lado de casa, no bairro do Trujillo, em Sorocaba, todo santo dia no final da tarde – eram os programas esportivos que passavam na hora do almoço: começava como Record nos Esportes, comandado por Ronny Hein, passava pelo É Hora de Esporte, na TV Cultura (com uma equipe espetacular: Cicarelli, Zanforlin, José Góes, Noriega pai, Orlando Duarte e os repórteres Dudu e Gurian), e terminava com o Globo Esporte, comandado por Léo Batista ou Fernando Vanucci. Alguns anos mais tarde, Osmar Santos comandou o programa provavelmente em seu auge, antes de passar a ser direcionado para teens.

Com 19 anos de idade, mudei-me para a capital paulista e passei a ter contato com outro formato de programa: os debates esportivos que resenhavam sobre a rodada de domingo, cujo embrião foi o Mesa Redonda da TV Gazeta, comandado por Roberto Avallone. Depois surgiu o Cartão Verde, na Cultura, que à época parecia um ótimo programa, mesmo reunindo Juca Kfouri, José Trajano e Flávio Prado na mesma bancada – donde podemos concluir que com 20 e poucos anos a gente é burro pra caramba.

Vício frenético

Super TécnicoA Globosat lançou o SporTV em 1991, mas o acesso da população à TV a cabo ainda era muito restrito, seja pelo preço, seja pelo alcance da rede, ainda limitado. Os programas na TV aberta ainda reinavam, e Milton Neves passou a dominar as noites de domingo na Record, depois na Bandeirantes, quando adaptou seu estilo do rádio para as telas, enquanto o Palmeiras dominava o futebol brasileiro com a Parmalat no peito.

Depois da virada do século, o serviço de TV a cabo finalmente se popularizou, até chegarmos aos dias atuais, quando temos à nossa disposição pelo menos cinco emissoras com onze canais exclusivos de esportes. Infelizmente eles não conseguem preencher suas grades com transmissões ao vivo e precisam recorrer à velha fórmula da mesa redonda, que ficou quadrada, retangular, ou mesmo sumiu, dando lugar a modernos sofás.

Donos da BolaNo horário do almoço, com exceção do Globo Esporte, que sobrevive, os noticiários da TV aberta deram lugar ao debate – da pior qualidade, diga-se de passagem. Rasteiro, sensacionalista, apelativo. Quando terminam, entram os bate-papos vespertinos das TVs fechadas. E os programas se sucedem, tarde afora. Acaba um, começa outro.

É papo que não acaba mais. Horas e horas de conversa fiada. Com isso, o vício por programas esportivos perdeu, de certa forma, o encanto. Provavelmente uma das graças de assistir aos debates, lá atrás, era sua raridade: uma hora e meia de programa por semana, e falavam do Palmeiras por cerca de dez ou quinze minutos, e olha lá. Era obrigatório assistir. Agora, com a banalização, perdeu a graça. Os caras não têm o que falar em tanto tempo – aí acabam apelando.

Piorou também porque o perfil do jornalismo esportivo mudou. Não que os mais antigos fossem santos – ao contrário, sempre foram raposas felpudas – mas não havia tanta interferência dos departamentos comerciais nas pautas. Hoje, o Palmeiras é o principal adversário no campo dos dois clubes que, somados, representam quase 50% da população do país. Não é à toa que temos depoimentos como este aqui, feito na semana passada pelo jornalista Luiz Ademar, que permanece sem resposta da emissora acusada até hoje.

A libertação

Era um comportamento, sem dúvida nenhuma, viciado: chegar em casa, ligar a TV e procurar o melhor programa de debates que estivesse passando – a qualquer horário, sempre há pelo menos duas opções. Quando o que estava na tela se tornava irritante, por estarem tratando o Palmeiras com desrespeito – ou mesmo apenas insultando a inteligência ou o bom gosto – era só mudar de canal e colocar no outro debate.

Chegamos a um ponto em que mudar o canal não resolvia por mais que 5 minutos, antes de precisar mudar de novo, e de novo. Nenhum se sustentava mais. Nenhum prestava. Não dava mais. O vício, de bom companheiro, passou a ser um tormento.

Botão desligaA única solução que restou foi o temido botão desliga. No início, há cerca de dois anos, decidi enfrentar todo o meu medo e apertá-lo. Não foi fácil, afinal, eram quase 40 anos consumindo tudo. Mas a internet ajudou. Para me manter informado, o ótimo trabalho dos setoristas passou a fazer seu papel, e muito bem.

Para opinião, optei pela mídia palmeirense independente. Elegi meus preferidos, que balizam meu pensamento antes de expô-lo aqui no Verdazzo. E assim o botãozinho vermelho passou a ser usado mais e mais, até a libertação completa.

Hoje, nós, palmeirenses, temos uma nova forma de consumir Palmeiras: através de nós mesmos. Informação direto da fonte com opinião puro-sangue palmeirense. Com respeito ao Verdão e à inteligência de quem lê. A TV, agora, só serve mesmo para os jogos do Palmeiras – e se não for hora de jogo e o sofá estiver realmente convidativo, é só mudar para as maravilhosas plataformas de streaming e escolher seu filme ou série preferida.

Meu nome é Conrado, do Verdazzo, e estou limpo há 12 meses. Se eu consegui, você também consegue. Força, guerreiro!


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.padrim.com.br/verdazzo

  • Conradão da massa! Excelente texto.
    Venho lutando contra o vício há anos. Não é fácil desintoxicar.
    Inclusive os radialistas estão entrando (ou entraram faz tempo) nessa onda.
    Tá difícil de assistir, ouvir, ver, ler, se relacionar com qualquer mídia esportiva na real….

    Só por hoje, estou limpo e vou me esforçar para não recair mais.
    TV, somente para os 90 minutos de jogo do Palmeiras; ou quando houver algum programa do tipo “Bola da Vez” com algum ídolo do passado…..

    Obrigado! Abraços!

  • Estou limpo a um bom tempo também, e ciente de tudo que é inverdade que a imprensa insiste e colocar na nossa conta.

    Obrigado Conrado!!!

  • Puxa, Conrado. Você me lembrou de bons tempos do esporte na TV. E minha trajetória é muito parecida com a sua. Tenho 48 anos e não me lembro das finais do Brasileirão de 76 e 77, nem do Paulistão de 77, mas as minhas primeiras lembranças futebolísticas são dos Campeonatos Brasileiro e Paulista de 78. Lembro que no Paulistão, o Verdão foi treinado por Filpo Nuñez e ficou conhecido como “Ciclone” naquele ano. Também me lembro de um tal de Frei Cebolinha que entrava em campo junto com os jogadores. Sobre os programas esportivos você lembrou do Ronny Heim, no Record nos Esportes, e do Cicarelli na TV Cultura (na minha opinião um dos melhores locutores esportivos da TV, que abandonou a carreia muito cedo). Só faltou lembrar do verdadeiro “Gols do Fantástico” com Leo Batista, que apresentava gols de todo o Brasil, onde conhecíamos times de vários Estados (muito melhor que o formato atual, com piadinhas sem graça e gols editados). Valeu por este post!

  • Não acho que seja mal gosto aos 20 anos e sim falta de parâmetro. Até eu começar a assistir programas de tv do mundo todo com a internet, eu achava a tv brasileira de modo geral muito boa. Hoje, não consigo assistir a quase nada feito aqui devido a falta de qualidade ou simplesmente por ser cópia mal feita do que fazem lá fora. Basta ver que a única coisa que exportamos de tv, fora esporte, são as novelas da globo.

    Assiste um auto-esporte ou coisa que o valha e depois assiste um top gear pra ver uma diferença descomunal na qualidade, só pra citar um exemplo.

  • Comecei a ter noção da imparcialidade da imprensa quando lá em 91 ( na minha adolescência) vi numa matéria da Placar que o Palmeiras figurava entre os maiores campeões brasileiros (mesmo sem contar com os títulos anteriores a 71). Eu estava começando a torcer pelo Palmeiras e a imagem que eu tinha do Palmeiras era do coitadinho do futebol brasileiro e os gambás e bambis os fudidões. Mas a gota d’água foi em 93 com aquele asqueroso do juarez soares, na semana seguinte em que o Verdão saiu da fila, fazendo acusações no jogo aberto da band de que a Parmalat havia pago pelo título paulista e que iria apresentar graves provas daquilo que ele falava ( marcou um dia para isso). Porém quando chegou o dia marcado ele falou que estava sobre forte pressão e não poderia mostrar as provas sempre insinuando que estava sendo ameaçado. Alguém aqui lembra disso? Mesmo assim, só ficou claro, para mim, o trabalho maldoso de quase toda a imprensa contra o Palmeiras recentemente, a partir de 2007. Sites mais críticos como Parmerista e Cruz de Savóia me ajudaram bastante a me livrar da mídia convencional.

  • Parabéns Conrado! Que o Verdazzo continue crescendo e sendo um dos sites preferidos pela torcida palmeirense.

  • Excelente texto! Também estou nesse processo a mais ou menos 1(um) ano e meio. Ainda bem que tem o verdazzo o PTD ,entre outros, pra suprir nossas necessidades ou diria ,”DOSE” diária de P A L M E I R A S…

  • Eu fiz isso e já faz tempo que não assisto nenhum programa esportivo e nas redes sociais só acompanho a mídia Palestrina e alguns poucos que tenho o mínimo de boa vontade, AINDA.

    E isso daí é verdade, o palmeirense NÃO PRECISA desses programas esportivos para se informarem! Testem por conta própria!

  • Pergunta: Será que o Palmeiras receberá tratamento digno no canal Esporte Interativo a partir de 2019, quando se inicia o contrato de transmissão das partidas do Verdão?

  • Que o nosso lema baseado neste brilhante texto (mais um, diga-se de passagem, rsrsrs) seja: “Só por hoje”. Só por hoje não consumirei o lixo televisivo que avacalha o meu clube.
    Eu sou Maurício Brito e estou no processo há 5 meses.

  • Que texto! Suas lembranças da época de infância são muito semelhantes às minhas – sou de 72 – e o sentimento quanto à imprensa esportiva é idêntico. Parabéns.

  • O único “programa” esportivo que escuto é o Estadio 97 (na radio 97.7 obviamente), os caras tem suas opiniões e tratam muita coisa na brincadeira é bem legal, futebol precisa disso, está muito chato, até o Mano gamba fica engraçado (Na Fox ele fica uma merda).

    • Apesar de gambá, o mano é um dos caras que mais gosto do Estádio 97. Pena o Rudy Landucci ter saído. Além de palmeirense, tem uns personagens muito engraçados como o Agnaldinho, que dava em cima do Domenico Gatto, palmeirense.

    • Mano é um cara que articula bem algumas ideias, ele é inteligente, mas o clubismo fala muito alto e as vezes ele acaba soltando umas merdas do nível do “diga-se di passagi” da band.

  • Estou limpo há 5 anos. Não faz falta nenhuma!! Ainda mais com a mídia palestrina independente produzindo textos fantásticos com este do Conrado. Bom poder compartilhar a mesma trajetória de “libertação” com outros palmeireses!rs

  • Hoje devido aos recorrentes ataques da imprensa a SEP, ocasionados pelo fato de sermos a maior ameaça aos 2 clubes que abrangem quase 50% do número de torcedores do país (Muito bem observado no texto!), eu tenho é nojo dos programas esportivos e daqueles que tomam a frente dos mesmos.
    Hoje sinto arrependimento por aquela uma hora perdida por dia há uns 10 anos atrás, e pela assimilação de tanta DESINFORMAÇÃO. Daria para ter lido bons livros durante esse tempo.
    Viva a mídia palestrina!

  • Alguém poderia reunir uns 4 ou 5 palmeirenses da Mídia Palestrina e fazer uns 2 programas por semana einh… Eu assistiria.
    Precisava nem ser os 4 numa mesma sala, uma conferência grande com Webcams já ficaria divertido.

  • O auge do anti-palestrismo para mim foi na época da final do Paulistão 93, qdo finalmente saímos da fila. Na época, a tv a cabo tava apenas engatinhando e, como sou do Rio, não tinha outra opção para acompanhar notícias do Verdão senão assistir o programa de meio-dia da Band. A mesa era formada, simplesmente, por luciano do valle, juarez soares (socio da gaviões), osmar de oliveira (ex-médico dos gambás), joão zanforlin (ex-advogado dos gambás) e por aí vai. A semana anterior ao jogo final, qdo tínhamos perdido o primeiro jogo por 1 x 0 com viola imitando um porco, foi absolutamente insuportável, quase quebrei a tv em várias ocasiões. Mas, extravasei tudo ao vivo, no morumbicha, gritando até a cabeça estourar!

  • Conrado, me vi na sua história. Com 7 anos de diferença, pois sou de 77. Mas de resto, tudo muito parecido. Quando estudava de tarde, chegava todo dia atrasado na escola, pois não saia de casa antes de terminar o Globo Esporte. Quando estudava de manhã, saia correndo da escola para poder assisti-lo.

    Os finais de semana eram legais com o Show do Esporte da Band e a cereja do bolo, o Mesa Redonda com o Avalone falando de Palmeiras 70% do programa.

    Desde o começo dos anos 2000 acompanho esses programas atuais, mas nada com tanto afinco quanto esses quando era criança/adolescente. A experiência da idade te faz filtrar a quantidade de lixo que a mídia tenta te empurrar goela abaixo.

    E acordei para o lixo que a imprensa era quando o Palmeiras foi eliminado pelo S. Caetano na Copa JH de 2000, com o fiasco do time do Celso Roth no BR 2001 e com a nossa queda em 2002… ali era notório o trabalho que a imprensa estava fazendo e tentando apequenar o Palmeiras. Em 2002, lembro de “enquetes” em todas as emissoras perguntando se o S. Caetano era o time a substituir o Palmeiras, principalmente para as crianças. E após a queda, vários paladinos da justiça (Juka Kichupa, Luciano do Valle, Milton Neves, Flavio Prado, Trajano, etc) defendendo que o Brasil havia mudado e que o mais ninguém ia subir no tapetão, insinuando que o Palmeiras deveria jogar a Série B a qualquer custo, como se pra nós, uma virada de mesa seria honrosa.

    Aquilo pra mim, foi a gota d´agua.

  • Miunha mulher diz que sou um viciado nesses programas , eu não acho , porque quando assisto dou risada dos comentários principalmente quando tentam desmerecer de alguma forma o Verdão , acompanho muito por aqui porque sei que a noticia vem com qualidade …Quanto ao meu “vicío” estou me curando aos poucos…kkk

  • Estou limpo a 4 anos…. hj nao sinto mais falta alguma… eh como adoçante no café, depois q se aprende a viver sem, nao volta mais…

  • As vezes zapeando pelos canais até vejo alguma coisa. Mas aí entra também a expectativa que não gero sobre nada. O pouco que vejo é apenas figurativo, se criticam ou elogiam para mim não gera nenhum sentimento. Porque a confiança já foi perdida e não volta mais. Eles não tem mais o poder de me irritar. As vezes vejo alguma reportagem é só. Já troco de canal. O esporte interativo, pelos comentários que ouço, será um natimorto para mim. Podiam aproveitar a oportunidade e mudar o paradigma. Mas não, são tudo farinha do mesmo saco. Quando transmitirem os jogos do palmeiras, se o sincronismo com o rádio permitir, verei só a imagem deles.

  • O ser mais asqueroso que a tv tem hoje é o tal Ivan Moré. Neto perto dele é um anjo. Mas eu deixei de ver quando o Mauro Naves foi em Oruru defender os 12 bandidos gambas que mataram o menino boliviano. Daqueles 12 apenas uns 3 ainda vivem e presos. Cobrei o Sr. Mauro no twitter. Ele me bloqueou

  • Não consegui me livrar desse vicio, contudo não me afeto com eles, aos meus 40 anos filtro bem e extraio somente a informação e vomito o veneno que destilam contra a “Sociedade” de volta para eles

  • O último programa esportivo que assisti, foi um Globo Esporte em 2012, uma segunda-feira após mais uma rodada do campeonato Paulista. No dia anterior, o árbitro teve uma missão hercúlea para conseguir fazer o gambá empatar com o Mirassol, em casa. Sem dúvida, uma das maiores atuações de um juiz em pról dos mulambos em todos os tempos.
    No dia seguinte, assistindo ao referido programa, o então novato Tiago Leifert, misto de jornalista com apresentador e comediante, não fez uma só menção às diversas atuações do apitador para evitar o vexame gambá e ainda insinuou que o time interiorano fora ajudado pela arbitragem porque não expulsou um jogador nos acréscimos do segundo tempo por um carrinho perigoso.
    Este foi o momento que a luz se fez para mim, e como disse o Conrado, desde então eu estou limpo.

  • Pra mim foi por volta dos 11, 12 anos… Gazeta Espotiva, Jogo Aberto (Esporte Total), tinha o do Milton Neves na Record… Cartão Verde…Pouco tempo depois minha mãe colocou Sky em casa, e pude acompanhar Bate-Bola, Arena e tantos outros…Bem Amigos sempre foi o pior, nunca gostei de tanta fazeção de média… Descobri o Parmerista em 2007, e outro blog que se chamava Quixote Verde…Hoje em dia acompanho o Verdazzo, e de vez em quando o Insta Verde no youtube… Não assisto mais nada, não tem porque… TV Palmeiras, Insta Verde e Verdazzo, não preciso de mais nada, graças a Deus…

  • Bravo! Bravíssimo! O texto é saboroso! Irretocável! Li com avidez cada linha torcendo para não acabar! Conrado, você normalmente é muito bom, e muitas outras vezes brilhante. Como sou grato por lê-lo! Vida longa ao Verdazzo!

  • Eu não assisto esses programas há muito tempo, são preenchidos por pessoas que não entendem nada de futebol e muito menos de administração esportiva. Sempre cobram clubes para se profissionalizarem, mas eles mesmo são incapazes de fazer. ESPN,FOX,Sportv, são sintonizados aqui em casa apenas quando transmitem jogos ao vivo, e que são do meu interesse. O Esporte Interativo andou patinando, ainda não sabem como lidar com o exigente telespectador Palmeirense, mas creio que vale a pena dar uma chance, mas não muita… Escolha bem os programas que irá assistir, pois até lá, tem as laranjas podres.

    Faço igualzinho o Conrado, acompanho as principais mídias do Palmeiras, assim como seu setoristas no Twitter, recomendo que façam isso, e não sejam influenciados por pseudos jornalistas.

  • Depoimento comovente. Com algumas diferenças, passei pela mesma situação. Não sei se eu estou completamente livre do vício, já que, mantenho um ódio de estimação no meu peito pela imprensa, e de vez em quando ainda procuro alguns vídeos no youtube pra buscar uma risada ou xingá-los.
    Fiz questão de cortar toda a tv paga daqui de casa. Assisto todos os jogos pelo piratão na internet e quando assisto alguma mesa redonda é só pelo youtube.
    Não gasto um centavo, mas consumo. Não sei que etapa do vício é essa, mas espero me livrar dele o mais breve possível.
    Com certeza o Verdazzo e outros veículos da mídia palestrina me ajudaram muito e certamente me ajudarão mais pra frente.

  • Libertei-me da Matrix graças a espaços como o antigo Parmerista!, o atual Verdazzo!, e muitos, muitos outros. Vivia na alienação de achar que o que diziam Kfouri e similares era a realidade. Mas fomos resgatados.

  • Meu vício começou aos 11 anos, depois da copa de 70. a primeira substância que consumia era Redação Esporte, 12:30 diariamente na TVTUPI — Walter Abraão, Roberto Petri, Eli Coimbra, Sergio Baklanos, Geraldo Bretas, Gerdi Gomes e José Roberto Ramos.

    Vivenciei muitas das drogas mencionadas pelo Fratello Conrado em sua confissão.

    Espero não “cair” mais e só usar o material orgânico e in natura oferecido por aqui no Verdazzo.

  • Extraído do site do Padrim:

    “Assim como você pode discordar dos comentaristas da mídia tradicional, você também pode não estar de acordo com o que é publicado na mídia palestrina.”

    Extraído das regras de comentários do Verdazzo:

    “A área de comentários tem na discussão e na polêmica sua natureza”
    “Respeito às opiniões alheias é fundamental.”
    “Ironias podem dar um toque interessante à discussão, desde que usadas com bom senso”

    Falei que “todo mundo tá limpo, mas pelo menos 1 a cada 3 posts tá falando algo da imprensa”, e o comentário foi removido. Bateu aquele arrependimento de ter ajudado na operação canhão.

  • Sensacional!! Limpo há 6 anos desde que aderi à mídia Palestrina! Se tem uma coisa que me causa mal humor instantâneo é passar por um desses programas ridículos sapeando a programação aos finais de semana… É um troço que me dá azia imediata! É muita cara de pau desses seguradores de microfone metidos a jornalistas… Avanti Verdazzo!!

  • Ótimo texto.

    Interessante como isso fez (e faz) parte da vida de tanta gente.

    Lembro da depressão de muitos domingos nos anos 80 em casa sem dinheiro e sem namorada que foram salvos (bem… salvos é exagero, foram atenuados) pelo Show do Esporte da Bandeirantes – uma revolução na programação televisiva da época. Era esporte o dia inteiro, com vários eventos ao vivo.

    Apesar das minhas diferenças com Luciano do Valle (ver minha resposta ao comentário do Gilmar, mais abaixo) reconheço que ele teve enorme valor para os amantes de esportes ao perceber que a demanda por este segmento já era muito grande desde sempre. Insistiu nas transmissões da época de ouro da Fórmula Indy e influenciou até mesmo na decisão da FIVB para mudar a pontuação das partidas de vôlei para facilitar a transmissão ao vivo.

    Muita gente desenvolveu este vício maldito exatamente no auge do Show do Esporte.

    Hoje ainda faço uma zapeada por estes programas ruins quando quero ver os melhores momentos da rodada ou de algum jogo específico. Mas não consigo prestar atenção nas execráveis opiniões dos participantes.

    • Show do Esporte era um dos aceitáveis programas da época. Tinha ótimos nomes como Elias Jr que é palmeirense e não esconde de ninguém. Ótimos narradores… Alexandre Santos, Januário de Oliveira, entre outros… Luciano do Valle nunca disfarçou sua torcida pelo Gambá, apesar de se esconder atrás da Ponte, como muitos outros covardes da imprensa que, até hoje, se escondem atrás de um clube do interior para não demonstrar a sua torcida pelo Gambá…

      O ponto alto do programa era o jogo das 16hs… brasileiro, carioca ou paulista… como era bom. Aí chegaram os canais fechados, e hoje somos obrigados a pagar para assistir algo (com qualidade bem inferior atualmente) que nas décadas de 80 e 90 era de graça… e não basta só pagar pela TV a cabo, temos que pagar pelo pacote de jogos tb… e no mesmo saco, temos todo o lixo da imprensa esportiva atual de brinde…

      Coisas da modernidade…

    • Quem não acordava cedo para ver Rui Chapéu com suas tacadas de sinuca ou Hugo Oyama apavorando os adversários no ping pong? Depois vinha volei (Wiliam, Bernard, Renan e Montanaro), basquete (Oscar, Paula, Hortencia), tenis (Boris Becker x Ivan Lendl, lembram?), stock car, formula indy com os Andrettis, Fittipaldi, Rayhal… e o futebol das 4 da tarde era o auge. Que jogos!
      Quem não viveu essa época de show do esporte infelizmente não faz ideia, mas por outro lado não tem a mesma referência que os mais velhos, que conseguem ver claramente o quanto tudo piorou…

  • É isso ai! Notícias do nosso amado verdão só nas mídias palestrinas! O que se vê na tv é a mais pura groselha para manter a massa alienada! Obrigado por existirem!

  • esses bocabertas camuflados de comentaristas e narradores que então eram QUASE INVISIVEIS , que torcem contra nosso PALMEIRAS perderam a força depois que apareceu o inimigo que outrora não tinhamos TANTO acesso !!!! VIVA A PODEROSA INTERNET !!! E VIVA O GIGANTE VERDE , NOSSO QUERIDO PALMEIRAS !!!!

  • Minha primeira GRANDE lembrança de futebol foi todos os adultos chorando na Copa’82. Eu ainda não sabia o que era aquilo, mas vivi de verdade a copa de 86. Ali eu já era inclusive Palmeirense.

    Eu gostava do Cartão Verde na Cultura, compartilho de sua burrice Conrado. Gostava quando tinha o Armando Nogueira. Talvez não fosse tão escancarado na época o mau caratismo do Kfouri, ou talvez fosse a memória afetiva, quem colecionou álbuns de figurinha do campeonato brasileiro naqueles anos perdidos se acostumou a ver a assinatura do Juca logo abaixo das histórias das fundações dos clubes, pra mim ele era um catedrático no esporte bretão. Mal sabia eu que, com o advento da internet, em poucos anos eu saberia mais do que ele em termos de instituições do futebol mundial.

    A primeira vez (que me lembro) que uma transmissão me irritou a ponto de eu pensar em largar a imprensa em geral foi num jogo Sport e Palmeiras onde o senhor Luciano do Valle (q eu respeitava até aquela noite) numa jornada de péssimo humor torcia descaradamente pro Sport Recife e falava mal do Palmeiras como se ele fosse um time “da elite do Sudeste brasileiro” contra um pobrezinho time nordestino. Até hoje não sei o que deu no Luciano naquele jogo específico…. não lembro se foi na vez em que São Marcos pegou 3 pênaltis.

    • Então com certeza você não viu a narração de Luciano do Valle nos 4 a 1 (de virada) que enfiamos no Flamengo em pleno Maracanã em 79, jogo em que na sua véspera as passagens para Porto Alegre (o vencedor deste jogo pegaria o Inter) já havia sido compradas pelo boquirroto Marcio Braga então presidente urubú.

      Foi seguramente uma das performances mais odiosas e constrangedoras da história do futebol. A torcida pelo time carioca era algo tão descarado e maniqueísta que mais parecia um Brasil e Argentina. Poucas vezes vi nossa torcida ser tão desrespeitada como neste jogo. Quando estava 3 a 1, o “Bolacha” praticamente parou de narrar o jogo para tecer um interminável discurso lamentando aquela derrota inaceitável. Depois do quarto gol ele não parava de repetir “Onde está o time do Flamengo? Onde está o time do Flamengo?”

      Anos depois, quando já estava na Band, ele “confessou” que toda aquela preferência era imposta com mão de ferro pela RGT e que não havia qualquer margem para fazer uma narração imparcial.

  • Conrado, eu achei que só eu sofria desse mal, mas nunca vi como um vício, mas pensando bem, a primeira coisa que faço no dia é digitar globo… e já aprece a página do Palmeiras, na ânsia de ter algo novo, eu não acompanho mais os jornalecos esportivos da TV, justamente pela forma rasa que tratam os assuntos e principalmente pela maneira que tratam o Palmeiras e nós palmeirenses.
    A coisa começou a mudar quando o Palmeiras desceu pra segunda divisão, fora Grêmio e Botafogo*, (me desculpem se estou errado) o Palmeiras foi o primeiro time gigante ao cair, isso deu muita margem para o desrespeito, pois 3 anos antes eramos um dos melhores times do mundo, Parmalat em evidencia, tudo caminhava bem (não como hoje) mas caminhava bem.
    Logo após o descenso o Palmeiras deu à imprensa o que eles precisavam, e eles queriam ver o Palmeiras na lama, abrimos precedente para um tratamento desleal desde então, tudo orquestrado, pois àquela época a mídia já tinha seus gambazinhos uniformizados. Parece com o que vemos hoje, porém hoje os ataques são muito mais intensos, e mesmo o Palmeiras estando bem. Espero que 2015 e 2016 se repita e que calemos a boca dessa mídia nojenta.

  • Estou limpo há mais de década…comecei a me irritar na época que a MSI lavava dinheiro no lixo de Itaquera e toda mídia passou a não mais disfarçar a torcida pros caras, simultaneamente com uma pontinha de amor platônico pro time do Jd. Leonor. Minha nostalgia vai mais além…lembro de “devorar” o caderno de esporte das 2ªs feiras e ver a classificação de vários estaduais, do campeonato holandês, do escocês, e afins. Hj a nutellização perpassa por notícias (virtuais) do time de Paris, ou do campeonato da China.

  • Desde que a mídia palestrinha surgiu com força nunca mais consumi qualquer programa esportivo, estou há mais de 7 anos limpo e recomendo a todos que façam o mesmo! Abs!

  • Por ser contemporâneo do Conrado, o texto me remeteu, mais
    uma vez, ao passado.

    Os anos 70 e 80 realmente foram os melhores anos das nossas
    vidas, embora só tivéssemos visto o nosso time campeão nos anos 90 quando
    adultos. Mas de fato, tirando este aspecto futebolístico, foram muito bons.

    Como o Conrado não morava na Capital, na infância, ele perdeu a mesa redonda da gazeta com Milton Peruzzi, José Italiano, Peirão de Castro, entre outros. Já naquele tempo, anos 70 e início dos 80 tínhamos o formato de mesa redonda onde cada jornalista puxava sardinha para o seu clube.

    Eu, particularmente, não vejo problema neste formato de mesa. Entendo que seja até salutar estes debates para fomentar a rivalidade. Tudo isto, claro, respeitando os limites do bom senso.

    Limites que existiam no passado, mas que se perderam com o passar do tempo pela imposição

    Nos dias atuais, fica evidente os interesses escusos dos meios de comunicação para imporem um único pensamento para vários temas importantes da sociedade.

    Não combater estes meios e simplesmente deixar de fiscalizá-los, permitirá que uma mentira se torne verdade.

    Quanto a nós, nessa nova mídia que democratiza a nossa opinião, é sempre importante nos fiscalizarmos para que ela também não se transforme com o passar do tempo em um único pensamento e também acabe produzindo mentiras…

  • Sensacional !! Ainda estou no processo de me abster completamente desses programas. Tento os assistir mas logo vem a irritação com as baboseiras faladas.

  • Eu comecei a me irritar faz uns uns cinco anos atráves eu acho, foi quando encontrei o Verdazzo.. Naquele formato blog ainda.. Confesso que me sentia envaidecido quando via meu nome naquele ranking entre os 10 que mais comentavam.. hahahaah

    De lá pra cá vim cortando aos poucos o meu vício, hoje muito raramente vejo mais que 2 minutos de um programa desses.. seja qual for, até por que hoje eles não dão mais notícias, simplesmente ficam dando suas opiniões, então prefiro a opinião de um legítimo Palmeirense!

    Obrigado Conrado por nos fornecer uma excelente alternativa.

    Abraços.

  • Conrado fora o Verdazzo você poderia indicar outras mídias alternativas do Palmeiras. Estou nesse processo de limpeza também.

    Abs

    • essa pergunta é recorrente, e de certa forma é agradavel saber que voce gostaria de seguir minhas referencias.

      peço que me desculpe. não me sinto confortável indicando colegas da mídia palmeirense ou mesmo setoristas.

      As opções estão todas bem acessíveis, cabe a cada um experimentar todos e filtrar os que mais lhe agradam.

      abs

  • Excelente texto. No saudosismo chega às raias do poético, apesar de nunca ter sido viciado. Meu único vício é o Verdão e em alguns momentos encarei umas merdas por isso, mas nada que trouxesse maiores consequências.

  • Parabéns Conrado, você falou tudo. Eu já tinha desistido a quase 2 anos. Vamos continuar essa campanha. Tome a frente como vem fazendo e será um líder nesse sentido.

  • Talvez você seja um pouco mais velho que eu Conrado, eu tenho 38 anos e desisti de TODAS as mesas redondas de futebol. Assisto somente as que falam sobre NFL, basquete, tênis e outros esportes. Infelizmente os jornalistas, como você bem disse, não conseguem mais ser profissionais e debater futebol sem clubismo. Parabéns pela matéria, eu já me libertei também e aconselho todos os palmeirenses de verdade a fazerem o mesmo!

  • Conrado.. acho que fomos tao massacrados com as falácias sobre audiência que arrisco dizer que todo Palmeirense sente um pouco isso que me passa a mente as vezes:

    Temos medo de usar o botao vermelho e isso piorar ainda mais o tratamento da midia para com o Palmeiras…

    Porque sentimos isso?
    Primeiro pela sensação de perdermos a “vigilância” e o falso poder de proteger o Palmeiras.. afinal estamos la olhando/zelando por ele atento aos comentários daqueles bandos de panacas… (No fundo sabemos que é inútil pois eles nao respeitam nossas reclamações)

    Segundo devido as falácias de audiência.. ou seja.. fica a sensação de que se o Palmeirense derrubar a audiência quando falam (besteiras) sobre o Palmeiras… Os caras vao chegar a onde querem e dizer “Palmeiras nao da audiência” vamos falar so de gamba.. e como só o gamba da audiência.. agrada-los falando mal do Palmeiras… Um ciclo vicioso… Um dilema de Tostines…

    Entao acho que todos nós sentimos um pouco dessas duas coisas e fica complicado apertar o botao da limpeza…

    Temos.que apoiar a midia palestrina isso é um fato!

    Mas antes de apertar o botao vermelho nao deveriamos nós, massa palmeirense, mandar alguns recados coordenados e claros pra midia…??

    Do tipo.. nos estamos escolhendo abandonar voces por razao da sacanagem de voces.. nao porque somos poucos.. ou porque somos fracos ou qualquer mentira que seja que eles irao propagar pra justificar os fatos de forma conveniente a eles…

    Eles precisavam levar umas verdades… Mas acho que só teremos peso quando o PALMEIRAS se posicionar oficialmente e proteger a sua torcida bem como nossos valores como instituição…

    Porem.. é so ver o que ocorreu no caso dos coletes…

    Complicado hein

  • Me identifico muito com o texto, também já fui viciado em programas esportivos. Me curei deste mal no fim de 2014. Hoje, só consumo a mídia Palestrina.

  • Sensacional! Conrado é foda mesmo, orgulho de ser padrinho. Também era viciado em programa esportivos, hoje, graças a Deus estou liberto, vício hoje é no Verdazzo

  • Um problema é a transmissão dos jogos também. É um saco ter que ver jogo com Casagrande ou William comentando; o primeiro é um corintiano lunático que nem futebol deve assistie; o outro, não consegue conter seu corintianismo.

    Eu vejo pela NBA, você seleciona o jogo no app e tem várias opções de transmissões, com a tv das cidades dos dois times. Aqui poderia ser feito isso, é horrível também ter que ver GRE x Palmeiras com um gaúcho fanático comentando e outro narrando; isso tudo pagando um preço elevado no PPV.

    • Gustavo vou dar uma dica muito simples, vai parecer engraçada mas funciona muito bem, quando não tiver outro jeito de ver o jogo a não ser nessa emissora, com esses comentaristas lixos é simples, retire o volume, tenho plena certeza que seu discernimento sobre o futebol apresentado pelo palmeiras e infinitamente melhor que o deles, então qual a necessidade de ouvi los ?????

  • Precisamos somente um canal para transmissão dos jogos com narração e comentários coerentes e coesos. A rádio webverdão até faz um bom trabalho na rádio nesse sentido, mas sinceramente acho uma bosta a narração e os comentários lá…. Se precisarem de alguém pra comentar futebol coerentemente estou à disposição!!!

  • Meu nome é Galdino, estou limpo faz 5 anos, e a minha maior saudade é ouvir no radinho de pilha a narração de Osmar Santos, comentários de Orlando Duarte, reportagens de Candido Garcia e Fausto Silva, na verdadeira Jovem Pan!

  • Belo depoimento! A TV faz parte da maioria dos lares brasileiro e é difícil sair do senso comum, mas é possível criar sua própria crítica e deixar de assisti-lo.

  • Espetacular post! Concordo muito com ele e me identifico demais da conta pois também parei de consumir esses programas esportivos atuais que são uns verdadeiros lixos em que a gritaria predomina, além do nojento desrespeito ao Palmeiras! Parar de assisti-los foi a melhor coisa que fiz e recomendo a todo palmeirense. Hoje sou padrinho do Verdazzo e estou muito satisfeito! Assisto e participo dos periscazzos do conrado as sextas e segundas no facebook além dos pré e pós jogo no youtube. Me sinto muito mais informado e respeitado do que no tempo em que passava raiva de graça assistindo aos programas esportivos da tv brasileira