César
Posição Centroavante
Nome Completo César Augusto da Silva Lemos
Nascimento17/05/1945 - 81 anos
Estreia
22/02/1967
Último Jogo
06/10/1974
César Augusto da Silva Lemos nasceu em Niterói (RJ) a 17 de maio de 1945 e começou a carreira na base do Flamengo. Centroavante clássico, com estilo rompedor e um chute potente e certeiro, também era muito bom no jogo aéreo e nas disputas corpo a corpo. Subiu para o profissional aos 20 anos e já foi campeão carioca em 1965.
Em 1967 foi contratado por empréstimo pelo Palmeiras para suprir a saída de Ademar Pantera, que tinha ido justamente para o Flamengo. Fez uma grande temporada, marcando 32 gols em 48 jogos, e voltou ao Rio de Janeiro com os títulos da Taça Brasil e do Robertão na bagagem. A diretoria do Palmeiras insistiu junto aos cariocas e, em agosto de 1968, contratou César em definitivo.
Municiado por Dudu e Ademir, jogou ao lado de Servílio, Artime, Tupãzinho, entre outros, e foi mais uma vez campeão brasileiro, vencendo o Robertão em 1969. A partir de 1970, tornou-se um dos líderes do ataque palmeirense com a formação da Segunda Academia, cujo auge foi entre 1972 e 1974, quando teve a companhia de Edu, Leivinha e Nei.
Cada vez mais, o temperamento de César interferia em seu futebol. O mesmo comportamento explosivo que o impulsionava em direção as redes adversárias de maneira implacável e que o compelia a escalar os alambrados para comemorar os gols efusivamente junto à torcida, lhe rendia problemas – inclusive o apelido “Maluco”, o qual renegou por muito tempo. Hoje, aceita o epíteto com carinho.
O ano de 1972 foi particularmente tumultuado para César. Na semana que antecedeu à partida final do Paulistão, contra o São Paulo, recebeu telefonemas com ameaças de sequestro. Providências foram tomadas e César pôde disputar aquela final, em que o Palmeiras segurou o empate e foi campeão invicto.
Durante a campanha, no entanto, houve um incidente num jogo contra o XV de Piracicaba e César foi julgado posteriormente, sendo suspenso por 7 meses pelo STJD, o que o tirou por completo da disputa do Brasileirão daquele ano, sendo substituído pelo argentino Madurga. César supostamente agrediu o árbitro numa confusão num jogo contra o XV de Piracicaba em que ele nem estava relacionado – teria saído das arquibancadas para o meio da confusão.
César voltou em abril de 1973 e retomou a rotina de gols e títulos, ajudando o Verdão a vencer o Brasileirão daquele ano, que terminou em fevereiro de 1974. Foi convocado por Zagalo para a Copa do Mundo da Alemanha junto com mais 5 titulares do Palmeiras, mas, como a maioria, ficou na reserva, o que enfraqueceu demais o time na busca do bi brasileiro.
Veio o início da disputa do Paulista, em meio à qual foi destaque na viagem em que o Palmeiras ganhou o Ramón de Carranza, na Espanha. Poucas semanas depois, foi suspenso novamente, desta vez pelo diretor Nicola Racciopi, por atraso no treino. A suspensão inicial foi de 20 dias, mas na volta, veio uma suspensão preventiva, desta vez pelo TJD, por doping – César estava tomando um medicamento para emagrecimento que acusou no exame.
Ficou parado por 50 dias por conta dessa indefinição. Foi inocentado no início de dezembro, mas o episódio desgastou demais a paciência da diretoria e do técnico Oswaldo Brandão. Com contrato até o meio de 1975, César foi colocado de lado, em meio à reta final do Paulistão, que o Palmeiras venceria de forma épica sobre o Corinthians com um gol de Ronaldo, substituto de César.
Ironicamente, o Palmeiras acabou negociando César justamente com o Corinthians, no início de 1975. Sua passagem pelo Palmeiras foi extraordinária: 182 gols em 327 jogos; é o segundo maior artilheiro da História do clube.
Pelo rival, não passou nem perto de repetir o sucesso que fez no Verdão: foram apenas 37 jogos e 8 gols. Não parou mais em lugar nenhum: passou rapidamente pelo Santos, Fluminense, Botafogo-SP, Rio Negro-AM, Universidad de Chile e encerrou a carreira no Aris, da Grécia, em 1981, aos 36 anos.
Após a aposentadoria, voltou a morar em São Paulo e tornou-se conselheiro vitalício do Palmeiras; é figura fácil nas alamedas do clube.
Resumo das partidas
| J | V | E | D | Gols | % |
| 327 | 171 | 93 | 63 | 182 | 61,8 |
| Ano | J | G | % | ![]() | ![]() |
| 1967 | 48 | 32 | 56.9 | 0 | 0 |
| 1968 | 22 | 6 | 68.2 | 0 | 0 |
| 1969 | 44 | 22 | 61.4 | 0 | 0 |
| 1970 | 56 | 30 | 50 | 0 | 2 |
| 1971 | 56 | 40 | 63.1 | 1 | 0 |
| 1972 | 39 | 25 | 78.6 | 0 | 2 |
| 1973 | 40 | 16 | 60.8 | 0 | 0 |
| 1974 | 22 | 11 | 65.2 | 1 | 0 |
| Total | 327 | 182 | 61.8 | 2 | 4 |
| Data | Jogo | Campeonato | ||
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15/11/1973
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1973 |
Brasileirão |
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11/11/1973
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Brasileirão |
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10/10/1973
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1973 |
Amistoso |
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09/09/1973
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1973 |
Brasileirão | |||
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05/09/1973
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1973 |
Brasileirão |
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02/09/1973
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Brasileirão | |||
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29/08/1973
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1973 |
Brasileirão |
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25/08/1973
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1973 |
Brasileirão |
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22/08/1973
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1973 |
Campeonato Paulista |
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19/08/1973
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Campeonato Paulista |
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16/08/1973
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1973 |
Campeonato Paulista | |||
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12/08/1973
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1973 |
Campeonato Paulista | |||
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18/07/1973
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Campeonato Paulista |
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15/07/1973
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Campeonato Paulista | |||
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08/07/1973
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Campeonato Paulista |
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04/07/1973
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1973 |
Amistoso |
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01/07/1973
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1973 |
Torneio Taça Cidade de São Paulo | |||
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26/06/1973
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1973 |
Amistoso |
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24/06/1973
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1973 |
Torneio Taça Cidade de São Paulo | |||
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20/06/1973
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1973 |
Torneio Taça Cidade de São Paulo | |||
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17/06/1973
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Torneio Taça Cidade de São Paulo | |||
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10/06/1973
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Amistoso |
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07/06/1973
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1973 |
Torneio Taça Cidade de São Paulo | |||
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03/06/1973
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1973 |
Torneio Taça Cidade de São Paulo |
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26/05/1973
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1973 |
Torneio Taça Cidade de São Paulo | |||
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20/05/1973
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Campeonato Paulista | |||
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06/05/1973
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Campeonato Paulista | |||
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27/04/1973
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1973 |
Campeonato Paulista | |||
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22/04/1973
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1973 |
Campeonato Paulista |
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18/04/1973
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Campeonato Paulista |
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