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03/04/2022 - 16:00

O Palmeiras deu um baile nas Trikas e se sagrou campeão paulista pela 24ª vez em sua História. Com uma atuação individual e coletiva avassaladora, o Verdão atropelou o inimigo e ainda dá para dizer que o placar ficou barato.

Com a goleada, o Palmeiras igualou os 4 a 0 de 1993 sobre o SCCP como o maior placar em clássicos numa final paulista e corrigiu de forma magistral o jogo inquinado do Morumbi, quando a arbitragem quase estragou o campeonato.

Ficha Técnica

31.836

R$ 2.772.491,62

Raphael Claus

Súmula

Borderô

Crônica do jogo

O Palmeiras atropelou o SPFC no Allianz Parque para se sagrar campeão paulista pela 24ª vez na História e corrigir uma arbitragem desastrosa no jogo de ida.

Atuações individuais espetaculares fizeram um jogo coletivo irresistível. Não houve adversário ou arbitragem que parasse o Palmeiras no Allianz Parque.

Como era de se esperar, a pressão começou no primeiro minuto e Jandrei já começou a fazer cera na primeira vez em que teve a bola nas mãos, tentando esfriar nosso time e nossa torcida. Em vão.

O atropelo poderia ter começado mais cedo se Raphael Claus tivesse marcado o pênalti de Éder quando a bola bateu em sua mão após chute de Danilo. A infração deveria ter sido marcada por coerência de critério, já que na quarta-feira, com a mão mais colada ao corpo, Marcos Rocha foi punido pela arbitragem da FPF.

Mas quando tem que ser, ninguém tira, nem com juiz. O Verdão abriu a contagem aos 21, num gol inanulável, após cruzamento preciso de Gustavo Scarpa para a infiltração de Danilo. Após um odiado escanteio curto.

Era o que todos esperávamos desde a quarta-feira: que o primeiro saísse cedo para colocar fogo no estádio e fizesse os jogadores Trikas borrarem as calças. Pouco depois, já estava 2 a 0, um golaço de Zé Rafael, repetindo o treino de finalização feito no estádio minutos antes do jogo começar. O Verdão bombardeava o coitadinho do Jandrei.

E o terceiro só não saiu ainda no primeiro tempo por capricho, já que o SPFC mal passou do meio do campo. A atmosfera criada no Allianz Parque estava daquele jeito. Podia vir quem quisesse. Dudu estava numa tarde inspiradíssima; Danilo entrou ligado no 220 e Veiga foi mais uma vez o grande maestro.

Rogério Ceni, vendo Welington perdido na marcação de Dudu e Marcos Rocha, deslocou Léo Pelé para o setor e promoveu a entrada de Arboleda, para corrigir seu erro na escalação.

O terceiro gol, o que fez a taça mudar de rumo, foi um espetáculo à parte. Dudu passou de calcanhar para Veiga no campo de defesa, correu e recebeu o passe perfeito; já na risca do meio-campo começou uma jogada de velocidade que humilhou todo o lado esquerdo “corrigido” da defesa do adversário que, atônita, não teve como parar o Baixola, que chegou à linha de fundo e cruzou para Veiga chegar de carrinho escorando para as redes.

O Allianz Parque explodiu em êxtase e não havia palmeirense no mundo que não tivesse a convicção de que o quarto gol era questão de tempo. Mas naturalmente nossos laterais, que atacaram o tempo todo pelos dois corredores, passaram a jogar mais plantados e o adversário teve um respiro, chegando a criar duas jogadas de finalização.

Mesmo assim, o Palmeiras não se tornou um time defensivo apenas interessado em armar contra-ataques. A prova disso é que o quarto gol nasceu de uma pressão na saída de bola, quase dentro da área – Zé Rafael roubou; Gabriel Veron  triangulou com Veiga, que decretou o placar histórico com muita categoria.

A festa estava completa e o Verdão comemorou mais um título, o quinto desde que Abel Ferreira chegou ao clube, há menos de um ano e meio. A transformação por que o clube passou desde sua chegada é uma coisa fora de série.

Rogério Ceni é mais um a aprender de forma amarga que não se toca o troféu antes de ganhá-lo. Hernanes vai ter que esperar mais algum tempo para comemorar o bi – quando isso acontecer, talvez sua barba já esteja maior que a dos profetas reais.

O clube sujo que tentou tirar a partida do Allianz Parque tomou uma sacolada transmitida ao vivo para todo o país, sem concorrência, no dia nobre do futebol. E foi realmente uma final nobre. Um chocolate sem piedade. Uma virada humilhante, com direito a olé no final.

Afinal, o Palmeiras é o time da virada. O Palmeiras é o time do amor. Lelelê lelelê lelelê. VAMOS PALMEIRAS!!!!!!!

Escalação

SPFC

Jandrei
Rafinha
Diego Costa
Léo Pelé
Welington
Arboleda
Pablo Maia
Rodrigo Nestor
Nikão
Alisson
Patrick
Igor Gomes
Éder
Luciano
Calleri
Rogério Ceni
TÉCNICO


Primeiro tempo

7'
Palmeiras

Após escanteio da direita, Danilo finalizou de fora da área e a bola bateu na mão de Éder. O lance foi muito mais pênalti que o do Marcos Rocha no jogo passado. Mas Raphael Claus, chamado ao VAR, não marcou a infração.

18'
Palmeiras

Dudu recebeu de Marcos Rocha e cruzou forte por baixo; Jandrei raspou e Gustavo Scarpa  aproveitou o rebote e bateu rasteiro, forte, cruzado; Jandrei rebateu com o pé e Danilo seguiu com o bombardeio; a bola bateu no corpo de Pablo Maia e voltou; Piquerez chutou o rebote de fora e Jandrei pegou firme.

20'
Palmeiras

Igor Gomes fez falta em Zé Rafael no bico da área; Gustavo Scarpa bateu cruzado; a bola desviou na barreira e enganou Jandrei e saiu por cima do gol.

21'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Após escanteio ensaiado da direita, Scarpa colocou na área com ângulo e  Danilo apareceu no meio da pequena área e escorou para dentro do gol.

27'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Raphael Veiga recebeu de Dudu e cruzou de direita; Léo Pelé Rebateu e Zé Rafael pegou a sobra para chutar no canto direito de Jandrei – a bola bateu no pé da trave e entrou.
O VAR ainda chamou Claus para tentar anular por uma falta (inexistente) no início da jogada, mas a pressão foi grande e o gol valeu.

34'

Rony sentiu lesão e foi substituído por Gabriel Veron.

49'

O Palmeiras socou o adversário pra dentro da pequena área, mas o terceiro gol não saiu no final do primeiro tempo. Claus mandou as equipes para o vestiário 20 segundos antes do prometido.


Segundo tempo

O Palmeiras voltou sem alterações do intervalo.

2'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Dudu puxou o contra-ataque de forma mortal, fez a jogada individual pela direita e cruzou por baixo, para a chegada de Raphael Veiga, que escorou para o fundo das redes.

12'

Piquerez sentiu o ombro numa queda e deu lugar a Jorge.

 

22'
SPFC

Após troca de passes, Pablo Maia bateu da risca da área por cima do gol.

30'
SPFC

Calleri aparou bola de escanteio no segundo pau e bateu cruzado, com violência – a bola passou zunindo o ângulo esquerdo de Weverton.

35'
Palmeiras

GOL DO PALMEIRAS! Zé Rafael roubou de Igor Gomes e tocou para Gabriel Veron, que triangulou rápido para Raphael Veiga dentro da área; o camisa 23 tirou de Jandrei e rolou macio para o gol.

40'

Saíram Dudu e Gustavo Scarpa para as entradas de Mayke e Wesley.

45'

Cansado de ser humilhado, Rafinha deu um piti e agrediu Wesley, recebendo cartão vermelho.

50'

Raphael Claus encerrou o jogo e o Palmeiras é mais uma vez campeão paulista! 4 a 0 em cima das Trikas!



Notas


Jogador
Descrição
Nota
Weverton
Foi um craque na catimba - não que o Palmeiras precisasse muito disto nesta tarde.
10
Marcos Rocha
Voltou ao ataque em grande estilo, com passes muito precisos que apoiaram a construção.
10
Gustavo Gómez
Pouco acionado, deu uma no meio do Calleri só para mostrar de quem é o território.
10
Murilo
Ganhou todas por cima e por baixo, e saiu jogando sempre com total responsabilidade.
10
Piquerez
Fazia uma partida perfeita até se lesionar no ombro, atacando e defendendo com perfeição.
10
Jorge
Substituiu Piquerez com a mesma intensidade, fazendo seu melhor jogo pelo Palmeiras.
10
Danilo
Monstruoso, pegou os três meiocampistas do SPFC juntos e socou no bolso. Faltam adjetivos para descrever este rapaz.
10
Zé Rafael
Com Danilo a seu lado, seu jogo cresce demais. Vai causar pesadelos em Luciano, com certeza.
10
Dudu
Atuação de gala, com direito a zoeira na comemoração. representou toda a torcida do Palmeiras.
10
Mayke
Entrou como ponta no finalzinho só para humilhar a defesa corrigida de Ceni.
10
Raphael Veiga
O dono do time, o dono do jogo e do campeonato. Já fez dez gols no ano - e estamos no começo de abril.
10
Gustavo Scarpa
Fundamental na construção do primeiro gol, o que abriu a porteira. Sempre tem um gol que passa por seus pés.
10
Wesley
Deu requintes de crueldade à surra, ao provocar a expulsão do carregador de Gatorade.
10
Rony
Sua atuação foi um resumo perfeito do que joga desde que chegou ao clube.
10
Gabriel Veron
Vem crescendo e se tornando uma excepcional opção para o comando do ataque enquanto o nove dos sonhos da torcida não chega.
10
Abel Ferreira
Abel Ferreira
Já dá para dizer que é o maior treinador da História do Palmeiras? Talvez. O fato é que quanto mais o tempo passar com ele entre nós, menos gente terá essa dúvida.
10




  • Muito melhor assim do que ter sido campeão invicto. Vai ficar pra sempre na nossa memória. E na dos TRKS.

  • Não vivi a catarse de 93, mas para mim o título de ontem se compara ao fim da fila. Virada histórica, surra e taça sobre um dos maiores rivais, sem dó nem piedade.

    • Cara, foi bem parecido. Foi o primeiro titulo do Palmeiras que vi e esse de domingo foi tão fantástico quanto o de 93.

  • So entrei aqui p falar que pela primeira vez na historia desse site que acompanho e apoio desde o nascimento, as notas de hoje devem ser 100 para todos! Um momento histórico e eterno. Estamos vivenciando a historia que contaremos com MTO orgulho para nossos filhos. E que o registro se faca histórico e a altura desse campeonato e jogo especial. No qual, um time, diretoria e torcida foram unidos para a guerra e juntos aniquilaram seu arquirrival.

  • Eu não sei nem o que dizer diante do que estou sentido desde o começo do jogo, cazzo, e é até meio difícil raciocinar.

    O que o Abel entende de futebol é bizarro.
    O que esse Danilo joga é uma atrocidade.
    O que o Veiga decide é um criminoso.
    O que o Gómez xerifa ali é um absurdo.
    O que o Scarpa põe de efeito na bola é uma obscenidade.
    O quanto o Dudu é ídolo é imensurável.

    O quanto eu amo o Palmeiras e me orgulho de cada um de vocês, irmãos palestrinos, é incalculável.

    Obs.1: que presente pro Gabriel Jesus e pro nosso Divino, hein?
    Obs.2: é 10 pra todo mundo, Conrado AHEUAHEUAHE

  • Abel retranqueiro!

    Ah, que delícia… profissionais da mídia esportiva engolindo a própria língua…

  • Compadres,

    hoje, entre milhões de outros, há 2 aniversariantes que merecem um bom presente de nosso time.
    um completa 80 anos e o outro completa 23 (essa é minha estimativa, já que estreou com 17, e fez 18 em 2015).

    O primeiro é rigorosamente contemporâneo do Palmeiras — com esse nome –, nasceu no ano da Arrancada Heróica e, pra muitos — eu no meio — é a personagem mais determinante na identidade-Palmeiras que cultivamos há 60 anos, desde que ele começou a jogar com a gente.

    O jovem é um símbolo da, talvez, mais importante transformação que passamos nesses recentes 7 anos: a reconstituição e consolidação de nossa formação de jogadores. Hoje, ele tem uma das carreiras mais bem sucedidas entre os brasileiros expatriados na Europa.

    Feliz aniversário, Ademir.
    Feliz aniversário, Gabriel Jesus.

    #VamosPalmeiras

  • Aquele VAMOS, PALMEIRAS!!! pra invocar o espírito do eterno Parque Antarctica e impulsionar nossa Sociedade Esportiva!!!