Podem mandar mais que a torcida do Palmeiras segura!

Primeiro foi o jornalista Carlos Cereto, do SporTV, que debochou do Palmeiras no Twitter. Respondendo ao comentário de uma colega, que constatava a força do nosso elenco ao verificar as substituições feitas por Roger no jogo contra o Bragantino, o jornalista saiu-se com esta gracinha:

Houve quem afirmasse que, no programa do qual participou na manhã seguinte, Cereto debochou da reação de nossa torcida, dizendo que não chamaria mais o Palmeiras de Real Madrid da Pompéia, e sim de PSG das Perdizes, em mais um claro deboche. Claro, ele dirá que foi apenas brincadeira, bom humor, provocação sadia, ou sabe-se lá o que mais.

Carlos Cereto era repórter de campo em 2007, e teria dedurado um gol de mão de Edmundo contra o Mogi Mirim, não detectado pela arbitragem – essa foi a impressão que todo palmeirense que assistiu à transmissão teve à época. Alertado ou não pelo repórter, o juiz subitamente anulou nosso gol. Interpelei-o pessoalmente no clube, alguns dias depois. Ele jurou pra mim que não alertou ninguém e que é pontepretano, embora colegas de trabalho já tivessem me confidenciado que ele era torcedor do SCCP. Até que este vídeo vazado tirou, ao menos, a dúvida do time pelo qual realmente torce.

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Marco Aurélio Souza, gaúcho e gremista, mostrou ser muito desinformado ao criticar a atenção que se dá ao que se convencionou chamar de “Era Parmalat”. Para tentar sustentar seu argumento, tuitou que durante a cogestão o Palmeiras sequer ganhou uma Libertadores. Foi corrigido rapidamente, e em vez de se retratar, ou mesmo de apagar o tweet, como havia feito com aquele do Herrera, desdenhou: disse que em 99 foi usado “muito menos dinheiro”. Por certo deve achar que Arce, Júnior Baiano, Cléber, Júnior, César Sampaio, Alex, Zinho, Euller, Evair, Paulo Nunes e Oséas eram jogadores baratinhos.

O repórter da RGT provavelmente foi traído pela memória. Talvez tenha associado a Parmalat ao uniforme com as listas brancas. Ou talvez, tarde da noite, estivesse num momento mais descontraído e não prestou atenção. Qualquer que seja a razão, a má vontade em falar das coisas do Palmeiras é evidente.

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O blogueiro Menon, do UOL, torcedor do SPFC, decidiu no Twitter que a FAM não podia usar Dudu como garoto-propaganda para seus cursos.

Foi muito cobrado por nossa torcida. Respondeu que não concordava, já que Dudu não conheceria o serviço que estava anunciando. Depois disse que não concordava porque era ensino, e em vez de apelar para a imagem de celebridades, a FAM deveria apontar as qualidades acadêmicas dos cursos que oferece. Foi avisado que Tite já fez comercial para outra universidade particular. Limitado pelo formato do Twitter, decidiu então fazer um post em seu blog, tentando explicar melhor seu ponto de vista, reconhecendo que não se atentou para a publicidade feita pelo atual técnico da seleção da CBF, por isso não o criticou na época.

Precisei recorrer à máquina de ler mentes do Galvão Bueno e ela me disse que Menon viu o comercial com Tite, mas sua indignação não foi ativada porque não aparecia o nome da FAM – instituição ligada ao Palmeiras e à Crefisa, empresa de fomento financeiro cuja atuação fere os princípios ideológicos do jornalista. Como se trata de uma máquina não reconhecida cientificamente, não podemos afirmar isso com certeza.


Libertadores 1999Ainda é terça-feira e o Palmeiras já recebeu esses três afagos da imprensa – sendo dois deles de funcionários da empresa que foi acusada por um ex-funcionário de orientar a redação para tratar de forma diferente o Palmeiras e os outros clubes que optaram por assinar com o Esporte Interativo a transmissão do Brasileirão em TV fechada.

Estávamos quietos, na nossa. Apenas curtindo a quarta vitória seguida do Verdão na temporada. De repente, do nada, três ataques totalmente desnecessários. Nenhum deles pára em pé, não se justificam e não têm a menor razão de terem sido feitos.

Os três jornalistas, muito provavelmente, teriam evitado os tweets se pudessem. Diante da fragilidade dos ataques, parece que foram motivados por impulsos mais forte que eles.

É isso que vamos receber da imprensa enquanto estivermos jogando bem. O clubismo se junta às orientações da casa em alguns casos, ao fanatismo ideológico em outros, e num momento de descuido, a fagulha pula e quando todos percebem o ataque já foi feito.

Querem saber? Se esse é o preço por estarmos mostrando tanto potencial dentro e fora de campo, tá barato. Podem mandar mais que a torcida do Palmeiras segura.

E enquanto isso, usando a liberdade da internet, vamos desenvolvendo nossos próprios canais de comunicação. Respeitando o público. Sem caça-cliques. Sem clubismo velado. Com honestidade e transparência.

Daqui a alguns anos, a gente conversa.

E se qualquer um dos jornalistas mencionados quiser responder, terá o mesmo espaço, basta entrar em contato pelo formulário do site ou pelo Twitter.


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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