Abel aponta falhas defensivas e admite: “fizemos um mau jogo”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Juventude, durante partida válida pela vigésima terceira rodada do Brasileirão 2021, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Questionado sobre o retorno da torcida ao Allianz Parque, Abel se diz “ansioso”

O Palmeiras recebeu o Juventude na noite deste domingo, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, e empatou o duelo em 1 a 1. Após sofrer o gol aos 6 minutos do primeiro tempo, o Verdão chegou à igualdade no resultado com Danilo, aos 28 minutos.

Depois da partida, o treinador Abel Ferreira analisou o desempenho da equipe e apontou a “falta de compromisso defensivo coletivo” como o maior problema do time.

“A questão não é ser ou não propositivo. Tivemos 73% de posse de bola. Mas hoje nós fizemos um mau jogo. Não podemos entrar em campo e logo sofrer um gol, dar um gol ao adversário. Sobre o que temos de melhorar? Não podemos fazer 22 jogos e sofrer 26 gols. É falta de compromisso defensivo coletivo, esse é o grande problema”, iniciou.

“Não podemos levar o gol do jeito que sofremos. O adversário não pressionou a bola. Avisei aos jogadores como eles vinham para cá e como jogariam: bola parada e transição. Era fundamental ter segurança, paciência e velocidade na circulação. Treinamos isso a semana toda”, acrescentou.

Os 26 gols sofridos pelo Palmeiras no Brasileirão fazem com que o time seja a quinta pior defesa da competição, à frente de Chapecoense, Juventude, Santos e Athletico-PR.

“Os números não mentem, temos média de gols sofridos de equipe que está brigando pelo rebaixamento. Temos que melhorar defensivamente. Nós temos o compromisso defensivo quando jogamos a Libertadores porque o foco e a atenção estão no máximo. É por aí que temos de melhorar. Isso é um problema coletivo, no qual eu também me incluo. Não há separações entre jogadores e treinador”, declarou.

Abel se diz “ansioso” pela volta do público ao Allianz Parque

Questionado sobre o retorno da torcida ao Allianz Parque, Abel comentou que está “ansioso” e também falou que o público pode ajudá-lo a fazer com que os jogadores entrem mais ligados na partida.

“Estou ansioso para ver o Allianz Parque com torcida. Acredito que eles [a torcida] tirarão metade do meu trabalho de ter que, no início do jogo, colocar os jogadores em alerta. Estou ansioso para que voltem, os torcedores são alma do futebol. É um ambiente espetacular, que venham ajudar, apoiar, criticar. Gosto de ter estádio cheio porque os torcedores ajudam a avaliar o desempenho de todos nós”, disse.

Por fim, o comandante declarou sobre a dificuldade de a equipe realizar um bom jogo após um confronto importante na Libertadores e afirmou que o Palmeiras ainda está na briga pelo título brasileiro.

“Tem que entender se é falta de maturidade ou cultural do jogador brasileiro. Nos últimos jogos em casa nós entramos sempre perdendo. Depois as equipes fecham os blocos, diminuem os espaços entre as linhas e, quando chegamos no último terço, se não temos capacidade de definir, cruzar e finalizar vai ser muito mais difícil”, contou.

“Temos muito Brasileiro pela frente, há muito o que avaliar. Confiamos em todos os jogadores e eles vão demonstrando em campo o quanto querem continuar no Palmeiras. São com esses jogos, que virão, que iremos nos preparar para a final da Libertadores. Iremos ver o quão preparada mentalmente a equipe está, hoje era um grande desafio. Tínhamos de ganhar, não importa de qual maneira, mas não conseguimos”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o América-MG, pela 24ª rodada do Brasileirão. O duelo acontecerá em Belo Horizonte, às 21h30.